quarta-feira, 25 de março de 2020

“Covid-19: Rui Sousa acredita que é possível ganhar a corrida à pandemia”

Antigo ciclista e autarca numa freguesia de Viana do Castelo, Rui Sousa salienta que combate à covid-19 deve ser prioridade de todos.

Rui Sousa reconheceu que a pandemia da covid-19 representa "o maior desafio" da sua vida, depois do ciclismo profissional e, mais recentemente, da política, como autarca em Viana do Castelo, embora acredite que a prova será superada.

Nestes dias de incerteza, Rui Sousa, de 43 anos, concentra as suas energias na presidência da junta da União das Freguesias de Barroselas e Carvoeiro, em Viana do Castelo, e mantém o foco na proteção das cerca de cinco a seis mil pessoas residentes.

"Vivemos momentos muito complicados e difíceis, mas o meu dever é tentar passar a melhor mensagem e alertar para a gravidade deste problema, que é mundial. É uma luta muito grande, se calhar, a maior da minha vida", disse o antigo ciclista, em declarações à agência Lusa.

A população envelhecida é uma das suas maiores preocupações e prioridades, por estes dias só rivalizada com o alarme causado por dois casos positivos da covid-19 na EB 2,3 de Barroselas.

"O caso envolveu dois professores, ambos de fora, e provocou algum alarme, porque o número de alunos ainda é significativo, mas, felizmente, não houve contágio", sublinhou o autarca, a cumprir o segundo mandato e o sexto ano como presidente de junta.

Para combater a pandemia, que em Portugal já matou 33 pessoas, Rui Sousa procura sensibilizar a população, sobretudo os que sem motivo de força maior resistem à quarentena, percorrendo diariamente, "de manhã e à tarde", praticamente todas as ruas das freguesias, sem esquecer o poder das redes sociais, através da sua página oficial do Facebook.

"A ideia é alertar, de uma forma muito vincada, para evitarmos casos e alarmismo. Para este combate sério, além de termos acabado com a feira semanal e fechado, por exemplo, os cemitérios, decidimos também colocar ‘outdoors'", referiu o vencedor de cinco etapas e cinco vezes pódio foi segundo em 2014 e terceiro em 2013, 2012, 2011 e 2002) na Volta a Portugal.

Para a população sénior de Barroselas e Carvoeiro, a união daquelas duas freguesias disponibiliza desde a primeira hora um serviço de entrega de bens ao domicílio.

"De segunda a quarta-feira, aceitamos encomendas na junta. Existe um boletim por cada pessoa, onde são anotados os pedidos, e fazemos a entrega ao domicílio sempre às quintas-feiras. Ficou assim definido também para nos protegermos e porque entendemos que as pessoas não vão todos os dias às compras", explicou Rui Sousa, destacando, ainda, "o papel crucial da juventude, em missão de voluntariado, na ajuda aos mais velhos".

O antigo corredor, que abandonou o pelotão em 2017, reconheceu que a resiliência, a capacidade de sacrifício e de sofrimento próprias do ciclismo fizeram de si "um homem mais fortalecido", com um "suporte emocional e intelectual mais forte", e que é isso que lhe permite lidar melhor com a dureza dos dias, sem perder a fé num final em que a humanidade corta a meta e a vida vence a doença.

"Em 20 anos de carreira, com épocas de fevereiro a março, chegam as duas mãos para dizer as [metas] que não cortei, e sempre nesses casos por lesões ou indisposições. Por conseguinte, temos todos de acreditar, dar o nosso melhor e, com mais ou menos dificuldade, sem pessimismos, mas com consciência dos nossos atos, respeitando as regras, vamos cortar a meta e vencer esta prova", concluiu.

"Temos de fazer de tudo para procurar passar a mensagem e toda a informação útil às pessoas sobre esta pandemia. O importante é dar o nosso melhor e é isso que continuaremos a fazer, eu e a minha equipa, na União das Freguesias de Barroselas e Carvoeiro", disse Rui Sousa à agência Lusa.

Para ajudar no combate à pandemia, o autarca, a cumprir o segundo mandato e o sexto ano como presidente de junta, procura manter informada e sob vigilância as cerca de cinco a seis mil pessoas residentes em Carvoeiro e Barroselas, onde está sedeada a sua principal atividade e fonte de sustento, relacionada com a comercialização de animais exóticos.

"Trabalhamos com imensos parques zoológicos na Europa, mas, com a pandemia, eles estão fechados e nós estamos parados. Não posso viajar ou fazer envios. É o meu principal 'ganha-pão' e está parado", lamentou Rui Sousa, reconhecendo que a sua atividade foge ao conceito de bem essencial e que, por isso, "vai ser das primeiras a sentir problemas".


Apesar das dificuldades e do futuro incerto, Rui Sousa mantém a esperança

"Esta situação não me tira o sono, ao contrário deste problema [covid-19]. Quando se fala em morte, temos de ter um respeito superior e reavaliar a importância das coisas, mas estou certo que, depois, após vencermos esta guerra, iremos dar a volta por cima", concluiu o antigo ciclista, posto à prova ao longo dos 20 anos de carreira profissional.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 400 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 18.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Fonte: Sapo on-line

“Ciclista Maximiliano Richeze teve alta ao fim de 18 dias no hospital”

Colega de equipa de Rui Costa recuperado após ter contraído o coronavírus

Por: Lusa

Foto: Instagram

O ciclista argentino Maximiliano Richeze (UAE Emirates), que testou positivo ao novo coronavírus há 10 dias, teve esta quarta-feira alta de um hospital de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, onde se encontrava internado há 18 dias.

O 'sprinter' recuperou a saúde, conforme revelam os últimos testes aos quais foi submetido, depois de ter participado na Volta aos Emirados Árabes Unidos, que foi suspensa em 26 de fevereiro devido a indícios de infeção em alguns elementos da caravana velocipédica.

"Após 18 dias no hospital, os meus últimos dois testes foram negativos à Covid-19 e eu recebi alta", revelou através das redes sociais Maximiliano Richeze, de 37 anos, endereçando um agradecimento aos profissionais que o trataram no hospital de Abu Dhabi.

"Obrigado aos médicos e enfermeiras do Hospital Abu Dhabi por me curarem. Obrigado à minha equipe pelo apoio demonstrado e, especialmente, a todas as pessoas pelas mensagens e pelo carinho", acrescentou o ciclista da UAE Emirates.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 428 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 19.000.

Depois de surgir na China, em dezembro de 2019, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 226.000 infetados, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 6.820 mortos em 69.176 casos registados até terça-feira.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Em Portugal, há 43 mortes e 2.995 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que regista 633 novos casos em relação a terça-feira.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 2 de abril.

Fonte: Record on-line

“Voltas a França, Espanha e Itália podem ser encurtadas”


Sugestão de antigo dirigente em estudo

O antigo presidente do UCI, Brian Cookson sugeriu reduzir o Tour de França, o Giro de Itália e a Volta a Espanha para duas semanas, de forma a ajudar a programação do calendário "pós-pandemia", permitindo que as grandes corridas de ciclismo possam ter lugar na segunda metade da época.

Mais de 100 corridas foram adiadas e outras canceladas. As organizações de ciclismo, equipas e atletas estão a pensar como podem encaixar as provas até ao final do ano. Além disso, os ciclistas precisam de tempo para treinar para voltar à melhor forma e estão preocupados porque países como Itália, Espanha e França proibiram atividades ao ar livre, impossibilitando os treinos.

Em Itália, a organização do Giro prevê que a prova possa acontecer no início de junho, confiantes que até lá a pandemia estará controlada.

Já em França, as autoridades reconhecem que se trata de uma prova com grande tradição e estudam a possibilidade da mesma ter lugar, ainda que com limitações de espetadores e participantes.

A organização da Volta a Espanha espera poder manter as datas originais, mas sabe que corre o risco da mesma decorrer em simultâneo com o Giro de Itália. E é por esse motivo, a sobreposição de eventos, que Brian Cookson sugere que as três provas sejam realizadas em duas semanas e não nos habituais 21 dias de extensão.

"Com os Jogos Olimpicos adiados para 2021, há mais espaço no calendário para a Tour de França ser realizada no final de julho, início de agosto. Uma prova de duas semanas daria espaço para duas semanas de Giro de Itália no início de setembro, antes dos campeonatos do mundo. Em outubro realizar-se-ia uma Volta a Espanha de duas semanas", explicou.

Ciente das perdas financeiras para os patrocinadores, caso a proposta avance, o antigo dirigente da União de Ciclismo Internacional apela a todos os intervenientes que "pensem nos adeptos da modalidade que querem poder assistir aos eventos".

Por: Record on-line

“UCI satisfeita com adiamento de Tóquio'2020”

Devido à pandemia da covid-19

Por: Lusa

A União Ciclista Internacional (UCI) recebeu hoje com "satisfação" o adiamento dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, que passaram para 2021, devido à pandemia da covid-19.

"A UCI regista com satisfação o acordo entre o governo japonês, o comité organizador e o Comité Olímpico Internacional (COI) para o adiamento dos Jogos", avançou em comunicado a organização de superintende o ciclismo mundial.

De acordo com a UCI, "o adiamento dos Jogos para 2021 é o melhor para os desportistas e a sua saúde".

"A decisão de adiar os Jogos Olímpicos Tóquio2020 será tida em conta pela UCI na reflexão em curso no ciclismo tendo em vista o calendário internacional", explicou ainda a UCI.

Os Jogos Olímpicos Tóquio2020 foram adiados para 2021, devido à pandemia da covid-19, anunciaram hoje o Comité Olímpico Internacional (COI) e o Comité Organizador dos Jogos, em comunicado.

"Nas presentes circunstâncias e baseado nas informações dadas hoje pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o presidente do COI [Thomas Bach] e o primeiro-ministro do Japão [Shinzo Abe] concluíram que os Jogos da XXXII Olimpíada em Tóquio devem ser remarcados para uma data posterior a 2020 e nunca depois do verão de 2021", lê-se no comunicado.

Esta decisão foi, de acordo com o mesmo documento, tomada "para salvaguardar a saúde dos atletas, de toda a gente envolvida nos Jogos Olímpicos e de comunidade internacional".

Fonte: Record on-line