terça-feira, 27 de janeiro de 2026

“Calor extremo e risco de incêndios florestais levam ao cancelamento da Surf Coast Classic na Austrália”


Por: Ivan Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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Estamos em pleno verão australiano e o calor extremo tem deixado marca no pelotão profissional. No Tour Down Under, a Old Willunga Hill foi retirada do percurso à última hora devido ao risco extremo de incêndios florestais. Agora, a Surf Coast Classic foi cancelada pelo mesmo motivo.

“Isto deve-se ao aumento do risco de incêndios, a condições meteorológicas rapidamente mutáveis e imprevisíveis, à necessidade de manter livres as rotas de evacuação e ao requisito de que a Victoria Police e os serviços de emergência permaneçam focados em apoiar as comunidades afetadas”, lê-se num comunicado da organização.

“Os organizadores estão atualmente a trabalhar de perto com os serviços de emergência e das autoridades locais para avaliar as condições e explorar alternativas para quinta-feira, caso seja seguro e apropriado fazê-lo. Serão fornecidas mais atualizações quando confirmadas”.

Estavam previstas provas masculina e feminina para o final desta semana, mas nenhuma irá realizar-se. Ventos fortes e temperaturas acima dos 30 graus na região de Geelong e Torquay - onde a corrida terminaria - criam riscos sérios que não podem ser ignorados. As corridas estavam marcadas para 28 e 29.01, mas não irão acontecer.

 

Declaração do diretor de corrida

 

Scott Sunderland, diretor da Surf Coast Classic, emitiu a seguinte declaração no comunicado de imprensa:

“A segurança dos nossos ciclistas, equipas, staff, voluntários e espetadores continua a ser a nossa maior prioridade.”

“Dada a situação de incêndios em toda a região e o aconselhamento da Victoria Police e dos serviços de emergência, a decisão mais segura e responsável nas presentes condições é cancelar as corridas agendadas para quarta e quinta-feira.”

“Embora seja lamentável cancelar estes dois excelentes eventos, gostaria de reconhecer a CFA, a Victoria Police, as autoridades locais e os nossos parceiros pelo forte espírito de colaboração e orientação atempada ao longo deste processo.”

“Continuaremos a trabalhar de perto com os serviços de emergência e as autoridades locais para avaliar se é seguro e apropriado realizar um evento alternativo.”

“Primeira etapa do AlUla Tour expõe fragilidades coletivas e confirma poderio da Lidl–Trekcom o português Afonso Eulálio, a terminar em 19.º”


Por: José Morais

A etapa inaugural do AlUla Tour ofereceu um retrato claro das dinâmicas que deverão marcar a corrida: vento como fator decisivo, equipas com profundidade desigual e sprinters capazes de transformar qualquer corte em oportunidade. Afonso Eulálio, ao terminar em 19.º, integrou o grupo dos que conseguiram limitar danos num dia em que a gestão de posicionamento foi mais determinante do que a força pura.

 

Vento como juiz da corrida

 

Os ventos cruzados foram o elemento central da etapa. A fuga inicial — composta por quatro corredores de equipas locais nunca teve margem real para prosperar, não por falta de vontade, mas porque o pelotão rodou permanentemente em tensão. A luta pelo posicionamento anulou qualquer hipótese de estabilização, criando um ambiente propício a cortes sucessivos.

O momento-chave surgiu a 44 quilómetros da meta, quando a queda de Jan Christen coincidiu com uma aceleração decisiva no pelotão. A conjugação destes fatores abriu espaço para um grupo de 18 ciclistas se destacar. A presença de quase todos os sprinters de topo nesse grupo demonstra que as equipas mais fortes estavam preparadas para o caos.

 

Falta de coesão compromete fuga dos favoritos

 

Apesar da qualidade dos nomes na frente, o grupo nunca funcionou como bloco. A ausência de gregários especializados e a presença de vários sprinters todos com ambições próprias criaram um ambiente de colaboração mínima. A vantagem de cerca de 30 segundos poderia ter sido suficiente para decidir a etapa, mas a falta de organização permitiu ao pelotão estabilizar e, mais tarde, reduzir a diferença.

O terreno plano acentuou esta tendência: sem trepadores ou roladores dedicados, ninguém tinha interesse real em sacrificar forças para manter o corte.

 

O caso Christen e a gestão de danos

 

A segunda queda de Jan Christen, já dentro dos 15 quilómetros finais, acrescentou um elemento polémico. O regresso do suíço ao grupo principal, com apoio visível do carro da equipa, não passou despercebido e poderá gerar debate. Ainda assim, o episódio ilustra bem a fragilidade de algumas equipas perante condições de vento: quando o posicionamento falha, tudo se complica.

 

Sprint inevitável e domínio de Milan

 

Nos metros finais, Cofidis e Lidl–Trek optaram por uma abordagem prudente, evitando expor-se demasiado cedo. Essa hesitação abriu espaço para o ataque de Timo de Jong, mas a tentativa foi rapidamente neutralizada. No sprint, Jonathan Milan confirmou o estatuto de favorito: potência superior, timing perfeito e uma equipa que soube protegê-lo nos momentos críticos.

 

O que significa para Afonso Eulálio

 

O 19.º lugar de Eulálio, a 21 segundos, deve ser lido como um resultado positivo num dia de elevada complexidade tática. Não se tratou de uma etapa para fazer diferenças pela força, mas sim pela capacidade de evitar erros. O português conseguiu manter-se no grupo certo durante os cortes mais perigosos, mostrando leitura de corrida e consistência.

“Portugal em estreia no Campeonato do Mundo de Ciclocrosse”


A Seleção Nacional prepara-se para um momento histórico entre os dias 30 de janeiro e 1 de fevereiro, com a participação no Campeonato do Mundo de Ciclocrosse, que terá lugar em Hulst, nos Países Baixos.

Pedro Vigário, Selecionador Nacional, convocou três jovens corredores para representar as cores lusas naquela que é a primeira convocatória oficial de sempre da Federação Portuguesa de Ciclismo para um Campeonato do Mundo da vertente.

O Campeão Nacional Rafael Sousa (Feira dos Sofás-Boavista), que competirá na categoria de Sub-23, lidera a comitiva, que conta ainda com os sub-19 Hugo Ramalho (Guilhabreu MTB Team) e João Vigário (DOMARSA/Santa Cruz/Bicicastro), atual Campeão Nacional de juniores. Após se evidenciarem ao longo da temporada nacional, os três jovens ganham agora a oportunidade de medir forças com a elite mundial do ciclocrosse.

“Esta é a primeira convocatória oficial de sempre da Federação Portuguesa de Ciclismo para um Campeonato do Mundo de Ciclocrosse. Vamos partir com uma seleção bastante jovem e com o objetivo principal de ganhar experiência, de contactar com o ciclocrosse ao mais alto nível, altamente especializado e profissionalizado”, explica Pedro Vigário.

O selecionador sublinha que o foco está na aprendizagem e na valorização da disciplina em Portugal: “Não vamos com o objetivo de uma classificação em particular, mas com o objetivo de fazer o melhor, de representar com brio a Seleção Nacional e ter este primeiro contacto a este nível, que é fundamental para o desenvolvimento da vertente. Espero, também, que esta oportunidade estimule a nossa comunidade para o trabalho que, nesta altura da época, é fundamental para a preparação de outros objetivos noutras especialidades”.

A ação em Hulst começa na sexta-feira com a prova de Team Relay, às 13h35. O fim de semana será dedicado às provas individuais: Rafael Sousa entra em pista na categoria de Sub-23 às 13h10 de sábado, enquanto os juniores Hugo Ramalho e João Vigário iniciam a competição no domingo, às 11h05.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Comunicado: Triatlo de São Martinho do Porto 2026”


A Federação de Triatlo de Portugal (FTP) lamenta a decisão do Clube de Natação de Alcobaça e da Câmara Municipal de Alcobaça no sentido da não realização do Triatlo de São Martinho do Porto 2026.

Foi sempre do interesse de todas as partes envolvidas que o evento continuasse a integrar o calendário nacional e internacional em 2026, incluindo uma Taça da Europa. As divergências estiveram relacionadas com o modelo financeiro e jurídico que deveria enquadrar a realização da prova:

 

O modelo proposto pelo organizador local previa que a FTP:

 

– Assumisse todas as obrigações contratuais junto da European Triathlon (Event Fee, Prize Money, seguros, antidopagem, arbitragem, cronometragem, etc.);

– Fosse a entidade responsável pela candidatura e execução dos apoios públicos (IPDJ);

– Assegurasse toda a estrutura técnica e operacional do evento.

 

Em contrapartida, o organizador exigia:

 

– Encaixar a totalidade das receitas das inscrições;

– Que a FTP transferisse os apoios do IPDJ diretamente para o clube, o que a Lei não permite;

– Pagar apenas um valor fixo de 40.000€, claramente insuficiente para cobrir os custos reais da organização da Taça da Europa, Taça de Portugal, Campeonato Jovem e Prova Aberta.

A FTP recorda que o seu compromisso é, em primeiro lugar, com os contribuintes portugueses, clubes e atletas, garantindo que os dinheiros públicos são geridos de forma correta, equitativa e sustentável.

É ainda importante esclarecer que a FTP nunca rompeu negociações. Pelo contrário, apresentou várias propostas de compromisso, incluindo a partilha de encargos e a reformulação do modelo financeiro.

Dadas as circunstâncias, a Federação de Triatlo de Portugal está já a avaliar alternativas que permitam, se possível, garantir a realização de uma prova internacional nesta data.

Fonte: Federação de Triatlo de Portugal

“Portugal disputa Campeonato da Europa de Pista na Turquia”


A Seleção Nacional vai competir, entre 1 e 5 de fevereiro, no Campeonato da Europa de Pista de Elites, competição que se realiza em Konya, na Turquia. Gabriel Mendes, Selecionador Nacional, convocou quatro ciclistas para a primeira grande competição internacional do ano na pista.

Daniela Campos, Diogo Narciso (Credibom-LA Alumínios- Marcos Car), Iúri Leitão (Caja Rural-Seguros RGA) e Miguel Salgueiro (APHotels & Resorts- Tavira-SC Farense) serão os quatro representantes da Seleção Nacional na Turquia.

“O nosso objetivo passa por obter o máximo de pontos para o Ranking UCI de pista da nação e individual, pontos importantes na luta pelas quotas de qualificação para o próximo Campeonato do Mundo de Pista, que se realiza em outubro em Xangai, na China, e marca o início das provas que fazem parte da qualificação olímpica para Los Angeles 2028. Além disso, queremos dar continuidade ao trabalho de preparação de médio-longo prazo da Seleção Elite, dando oportunidades de desenvolvimento e capacitação aos atletas com menos experiência internacional.”, explica o selecionador.

“Não fazemos prognósticos antecipados de resultados. Sabemos que num Campeonato da Europa de Elite estarão os melhores de cada nação para dar o melhor de si e nós vamos fazer o mesmo, sempre com elevado grau de compromisso e responsabilidade com o processo de trabalho, procurando representar dignamente Portugal, com uma visão clara dos

objetivos que perseguimos para a nação”, acrescenta ainda Gabriel Mendes.

O programa desportivo terá início no próximo domingo, dia de estreia para Portugal, com Daniela Campos a entrar em ação no scratch. A ciclista portuguesa, única representante feminina da Seleção Nacional, irá ainda a prova na eliminação (segunda-feira), no omnium (terça-feira) e na corrida por pontos (quarta-feira).

Nos masculinos, Diogo Narciso, Iúri Leitão e Miguel Salgueiro irão dividir as provas de eliminação (domingo), corrida por pontos (segunda-feira), scratch e perseguição individual (terça-feira), omnium (quarta-feira) e madison (quinta-feira).

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Triatleta Pedro Gaspar sancionado com três anos de suspensão por doping”


Por: José Morais

O triatleta português Pedro Gaspar foi punido com três anos de suspensão, após ter acusado positivo para Mesterolona num controlo realizado durante o Campeonato do Mediterrâneo de 2025, onde terminou na oitava posição. A informação foi divulgada pela Agência Internacional de Testes (ITA), responsável pelos procedimentos antidopagem em nome da World Triathlon.

Num comunicado emitido esta segundafeira, a ITA confirmou que o atleta “aceitou as consequências pela violação das normas antidopagem”. A substância detetada Mesterolona é um esteroide anabolizante proibido pela Agência Mundial Antidopagem e foi identificada numa amostra recolhida a 29 de junho de 2025, durante a competição.

Segundo a entidade, a admissão precoce da infração permitiu a Gaspar beneficiar de uma redução de um ano na pena inicialmente prevista. Assim, a sanção final fixa-se em três anos, com início a 31 de julho de 2025 e término a 30 de julho de 2028.

A ITA acrescenta ainda que todos os resultados obtidos pelo triatleta desde a data do controlo positivo até ao início da suspensão provisória foram anulados, incluindo classificações e eventuais prémios associados.

“Jay Vine sofreu uma fratura no pulso esquerdo depois de ter colidido com um canguru no Tour Down Under”


Por: José Morais

O ciclista australiano Jay Vine fraturou o escafoide do pulso esquerdo depois de uma queda aparatosa provocada pela colisão com um canguru, ocorrida na última etapa do Tour Down Under, prova que venceu.

De acordo com informação divulgada pela UAE Team Emirates, Vine queixou-se de dores no pulso após o final da corrida. Exames médicos confirmaram uma fratura significativa no escafoide do pulso esquerdo, consequência direta do acidente.

A queda aconteceu na quinta e última etapa da competição, quando já tinham sido percorridos cerca de 70 quilómetros, momento em que um canguru saltou inesperadamente para o meio do pelotão, provocando o acidente. Apesar do impacto, o ciclista de 30 anos conseguiu concluir a etapa e assegurar a vitória na classificação geral da prova australiana.

Na terça-feira de manhã, Jay Vine foi submetido a uma cirurgia, considerada bem-sucedida pela equipa médica. Segundo o diretor clínico da UAE Team Emirates, Adrian Rotunno, o ciclista ficará afastado da competição durante o período de recuperação pós-operatória e de reabilitação.

Vencedor da classificação da montanha nas duas últimas edições da Volta a Espanha e atual campeão australiano de contrarrelógio, Vine integra a lista de seis ciclistas que deverão apoiar o português João Almeida no próximo Giro d’Itália, agendado para decorrer entre 8 e 31 de maio, embora a sua presença dependa da evolução clínica.

“Jonas Vingegaard sem lesões graves na queda sofrida no treino”


Por: José Morais

O ciclista dinamarquês Jonas Vingegaard sofreu uma queda durante um treino realizado na segunda-feira, mas não apresentou lesões graves, informou esta terça-feira a Visma-Lease a Bike, equipa do campeão em título da Volta a Espanha.

“Felizmente, Jonas está bem e não sofreu ferimentos graves. Aproveitamos para apelar a todos os ciclistas e utilizadores da estrada que priorizem a segurança”, escreveu a formação neerlandesa na rede social X.

Segundo informações divulgadas na segunda-feira, o acidente terá ocorrido numa descida em Fuente de la Reina, na região de Málaga, em Espanha, onde o ciclista reside, podendo ter estado envolvido um ciclista amador.

A Visma-Lease a Bike reforçou ainda o pedido de respeito durante os treinos, solicitando espaço e tranquilidade para os atletas.

Aos 29 anos, Vingegaard tem como principal objetivo da temporada a estreia na Volta a Itália, onde voltará a encontrar o português João Almeida (UAE Emirates), vencedor da última Vuelta. Seguir-se-á o Tour de France, prova em que o dinamarquês tentará conquistar uma terceira vitória, depois dos triunfos em 2022 e 2023.

A estreia competitiva da temporada está marcada para a Volta aos Emirados Árabes Unidos, que começa a 16 de fevereiro, não estando prevista a defesa do título na Volta ao Algarve.

“João Almeida aponta às grandes voltas: “Vencer, vencer, uma delas é o objetivo maior da sua carreira”


Por: José Morais

Em estágio no Algarve para preparar a época de 2026, João Almeida assume sem rodeios a ambição de conquistar uma grande volta. O português da UAE Team Emirates inicia a temporada em fevereiro, na Volta à Comunidade Valenciana, antes de competir no Algarve, e define o Giro d’Itália e a Vuelta como os grandes focos do ano.

Depois de considerar 2025 a melhor época da carreira apenas manchada pela queda no Tour Almeida garante sentir-se “ainda melhor fisicamente” e confiante para o novo ciclo. A ausência da Volta à França resulta de uma decisão conjunta com a equipa, que optou por direcionar o líder português para o Giro, onde pretende lutar pela vitória.

A presença de Jonas Vingegaard não o intimida: “Ninguém é imbatível. O Giro é imprevisível e temos de pensar em nós.” Sobre Pogacar, que poderá não ir à Vuelta, desvaloriza qualquer impacto da sua própria ausência no Tour.

O ciclista destaca ainda a competitividade crescente do pelotão, com nomes como Pogacar, Vingegaard e jovens talentos como Lipowitz. No Giro, contará com o apoio de António Morgado, cuja evolução elogia. A saída de Juan Ayuso, admite, simplificou decisões internas na UAE.

Mais experiente, Almeida diz correr hoje com maior consciência estratégica, defendendo a gestão de esforço que o levou a triunfos como o do Angliru. Sobre a Volta ao Algarve, mantém o desejo de vencer “a corrida mais importante em Portugal”.

O português deixou ainda elogios a Rui Costa, recentemente retirado, e votos de recuperação para Rúben Guerreiro. Ciente das exigências de disputar duas grandes voltas no mesmo ano, reforça que a preparação mental é decisiva. E, apesar de apontado como favorito ao Giro, mantém a prudência: “Ser favorito não ganha corridas. Eu quero é vencer.”

Com humor, reage ao estatuto de figura maior do desporto nacional: “Motiva-me. Quem sabe, fico um bocadinho mais perto do Cristiano Ronaldo…”

Subir no ranking, um dos objetivos.

Ficha Técnica

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