sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

“Inventor do doping mecânico admite que ciclistas usam motores desde 1998”

Varjas reconheceu que pensa que a sua ‘criação’ foi usada para fazer “batota” em provas de ciclismo, mas negou ter responsabilidade na disseminação do doping mecânico.

Foto: Lusa
Istvan Varjas, o engenheiro húngaro considerado o cérebro da invenção do doping mecânico, disse hoje acreditar que os ciclistas profissionais recorrem a essa forma de ‘dopagem’ desde 1998.
Num segmento do programa '60 Minutes', da cadeia norte-americana CBS, que irá para o ar no domingo, Varjas revela que, em 1998, desenhou um motor para caber dentro do quadro de uma bicicleta, que foi comprado por um anónimo por dois milhões de dólares (cerca de 1,871 milhões de euros).
O acordo, com o comprador anónimo, incluía também uma cláusula que obrigava o engenheiro húngaro a não trabalhar em novos modelos de motores, falar sobre eles ou vendê-los durante dez anos.
Varjas reconheceu que pensa que a sua ‘criação’ foi usada para fazer “batota” em provas de ciclismo, mas negou ter responsabilidade na disseminação do doping mecânico.
No mesmo programa, o norte-americano Greg LeMond, três vezes vencedor da Volta a França, exigiu maior controlo por parte das entidades responsáveis do ciclismo.
“Isto é curável, é solucionável. Não vou confiar até descobrirem como tirar o motor da bicicleta. Não confiarei em qualquer vitória na Volta a França”, disse LeMond.
Em dezembro, em entrevista ao diário francês Le Monde, Varjas revelou que uma grande investigação televisiva pode apresentar, em breve, mais detalhes sobre o doping mecânico ou 'fraude tecnológica', como é apelidada pela União Ciclista Internacional (UCI).
De acordo com o engenheiro húngaro, a investigação poderia ser emitida em janeiro, com o diário francês a arriscar que as novas revelações podem causar um ‘terramoto’ tão grande como o ‘affaire’ Festina, o primeiro caso conhecido de um esquema de dopagem organizado, que ‘parou’ a Volta a França de 1998.
Fonte: SAPO Desporto c/Lusa

“De Lisboa a Cascais em duas rodas e poucas ciclovias”

Por: MARTA CERQUEIRA

É este sábado inaugurado o novo troço que liga a baía dos Golfinhos, em Caxias, e a praia da Cruz Quebrada. São dois quilómetros a juntar a tantos outros que quase tornam possível ir da Expo a Cascais de bicicleta. O i percorreu paredão e estrada para completar 42 quilómetros de passeio na Marginal.

Antes de nos fazermos à estrada convém esclarecer que de ciclista, esta dupla tem apenas as memórias de infância feitas de círculos pequenos no quintal da avó. Talvez por isso a ideia de 40 quilómetros de bicicleta nos tenha feito optar pela versão elétrica que, apesar de obrigar na mesma a um pedalar constante, dá um impulso extra à velocidade e não obriga a um esforço contínuo.

Sabíamos que o terreno era plano e que o dia era de sol. Mesmo assim, desenterrámos as luvas, os corta-ventos e os cachecóis do armário – até porque qualquer sol de inverno é ineficaz quando se circula de cara à mostra a uns 25 km/hora.

Antes de ligar o GPS do relógio, confirmamos as horas. São 11h30 e estamos, literalmente, debaixo da ponte Vasco da Gama, em pleno Parque das Nações. Seguimos com a premissa de chegar a Cascais sempre com o rio e o mar do lado esquerdo, tentando fugir à estrada e aos passeios, testando assim a rede de ciclovias que promete ligar no futuro as duas localidades (e até chegar a Vila Franca de Xira).

O primeiro quilómetro e meio acontece sem imprevistos, mas pode bem servir de amostra para o que vamos encontrar: ainda agora começámos e já passámos, contas feitas por alto, por dez corredores. E já que falamos de exercício físico, mesmo antes de chegar à Torre Vasco da Gama, surge o primeiro parque de fitness. “É raro o dia que não venho cá”, admite Rui, que pousou os sacos das compras para se sentar na ‘Leg Press’, a máquina que permite desenvolver o músculo das pernas. Ser o único utilizador deste espaço de fitness ao ar livre é caso raro. “Ao fim de semana quase que se fazem filas”, conta. Não era o caso – fizemos o passeio numa terça-feira – o que deu tempo de sobra a Rui para uma caminhada de ida e volta ao Oceanário, com direito a lugar no circuito de ginástica antes de almoço.

Não querendo interferir com o exercício alheio, voltamos a focar-nos no nosso, que depressa começa a tornar-se mais exigente. Os próximos três quilómetros, ainda no perímetro da Expo, contam com um corredor de árvores cujas raízes são mais fortes que o cimento que as tenta tapar. Consequência: solavancos impróprios para ciclistas de primeira viagem.

Passado o tormento, a estátua do Gil surge quase como uma visão, a lembrar a mística de 1998. Um grupo de miúdos ensaia a pose para a foto que a professora se prepara para tirar. “Melancia” gritam, agarrados às pernas do boneco. “Está bom, vamos embora”. A professora dá o mote e nós também acatamos a ordem.

Já com o Parque das Nações pelas costas, segue-se a primeira prova de fogo, sem ciclovia, nem passeios largos o suficiente para fugirmos à estrada. As obras em Marvila encurtaram o espaço para os carros e as bicicletas também sofrem. Mas não há razão para desespero: a seguir começa a verdadeira passadeira vermelha, com 3 quilómetros de ciclovia quase até Santa Apolónia.

Apesar de sereno para o rolamento da bicicleta, este curto percurso é talvez o mais desinteressante, pelos contentores que tapam a vista para o Tejo do lado esquerdo. É também o mais desconcertante, pela quantidade de pessoas que aproveita o abrigo dado pelos viadutos para construírem casa improvisadas.

Dez quilómetros

Quase como se de um prémio se tratasse, aos dez quilómetros já temos a Sé como ponto de referência, apesar de ser o lado esquerdo da nossa viagem que nos faz desviar o olhar.

Atracado em Santa Apolónia está o Costa Mediterrânea, de onde saem centenas de pessoas cheias de vontade de conhecer Lisboa. Ainda bem que à sua espera têm uma fila de autocarros, porque se tivessem de percorrer os próximos três quilómetros de bicicleta, tinham que escolher entre dois obstáculos: os táxis da faixa de “Bus” ou os turistas que chegaram mais cedo e já andam a aproveitar os passeios à beira-mar – ou não estivéssemos a chegar ao Terreiro do Paço.

Com os pés quase no rio, os turistas aproveitam as escadas que dão acesso à água como mesa, onde espalham a pizza e as garrafas de vinho compradas nas proximidades. Se o cenário não é já por si idílico, juntemos-lhe a banda sonora de Sting, com a “Shape of My Heart” tocada a guitarra e bateria por uma dupla de músicos de rua.

Enquanto temos de dizer que não a três tentativas de venda de “selfie sticks”, avistamos um casal de namorados que, de mapa aberto, escolhe a próxima paragem. De frente para o Tejo, levanta o braço e aponta para a direita. É esse também o nosso caminho.

Quem vê a Ribeira das Naus – onde o difícil é escolher entre sentar na relva ou na escadaria com acesso ao rio (ou, ainda mais difícil, entre a companhia de um Pisco Sour ou de um Tinto de Verano vendidos no quiosque), não está preparado para o rally papper que é atravessar o Cais do Sodré.

Apesar da cara de esforço dos ciclistas em contornar o que resta das obras de requalificação, nada parece incomodar os pele vermelha pouco habituados ao sol das esplanadas, mas que insistem em investir em mais uma “pint” ao invés de num novo protetor 50+.

As esplanadas, assim como os turistas, continuam, desta vez a partilhar mesa com os engravatados que aproveitam as Docas para fazer almoços de negócios.

E aqui surge a primeira grande novidade: um sinal que obriga a saltar do selim (uma boa notícia) e a levar a bicicleta à mão (não tão boa notícia assim). Mas vá, são só 250 metros e o GPS acaba de assinalar que já percorremos 15 quilómetros, mesmo no momento em que passamos debaixo da ponte 25 de Abril. Ali, nem o barulho ensurdecedor de carros e comboios a passar por cima das nossas cabeças parece incomodar a dupla que aproveitar a hora de almoço para usar o Clube de Padel. Afinal, o importante é não perder a bola e, no nosso caso, o equilíbrio.

Da ponte a Belém, a vista é incrível. Ponto final. Nada entre a ciclovia e a margem a não ser bancos de jardim aproveitados como sofá para dormir a sesta, apoio para fazer alongamentos depois da corrida ou mesmo de mesa de trabalho, para quem não larga o computador nem durante a hora de almoço. Alguém disse almoço? Está na hora da pausa, até porque o GPS dá conta de quase meio caminho feito.

Vinte quilómetros

Das quatro rulotes de street food, escolhemos uma de tostas e fruta: a combinação perfeita para dar uma energia que só não esgota mais rápido porque temos um grupo a tocar funaná e a tentar vender os cds da banda. “Doze músicas por dez euros. Bom negócio, não?” Até seria, se não tivéssemos mais vinte quilómetros pela frente.

Do funaná às flautas de pan, agora são os hits dos ABBA a servir de banda sonora às dezenas de chineses que tentam apanhar a Torre de Belém do melhor ângulo. Contornamos meia dúzia deles quase como numa gincana e, como estamos com tempo, decidimos contornar também a Fundação Champalimaud – são mais alguns metros mas que valem a pena pelo passeio bem perto do Tejo.

Ainda bem que o fizemos, porque os quilómetros seguintes são de um vazio de paisagem, onde só podemos imaginar um recinto cheio durante o festival Alive. Por excesso de imaginação ou falta de jeito, a verdade é que nos vemos quase que encurralados e, por isso, obrigados a levantar uma rede que não devia ser levantada – xiu, não digam a ninguém – para passar para o passeio, seguindo assim o caminho indicado por um grupo de companheiros de duas rodas.

Se agora são poucos os ciclistas a acompanhar esta viagem, antecipa-se que, no futuro, venha quase a ser preciso esperar na fila para entrar numa ciclovia. O governo vai pôr em prática um Plano Nacional para a Promoção da Bicicleta para criar uma rede nacional de ciclovias para servir deslocações de casa para a escola ou o trabalho.

Em Lisboa, essa tarefa será facilitada pela rede de partilha de bicicletas que começa a funcionar em Junho, com 1410 bicicletas (940 elétricas e 470 convencionais) distribuídas por 140 estações espalhadas por toda a cidade. Mas enquanto isso não acontece, aproveitemos os mais recentes dois quilómetros de ciclovia – entre a Baía dos Golfinhos, em Caxias, e a praia da Cruz Quebrada – e que às 14 horas de um dia de semana são quase só para nós. Quase, porque Lina e Eduardo não dão tréguas na caminhada rápida que quase já se tornou um ritual diário. “Não é, mas vai passar a ser”, garante Eduardo. Lina confessa que só começaram esta semana mais a sério. “Mas como é que se chama? Marta? Está aqui prometido à Marta que a partir de hoje é todos os dias”.

Cada dupla segue o seu caminho e o nosso já vai em Paço de Arcos, onde damos graças por ser Janeiro e dia de semana, visto que, segundo a sinalização, a circulação de bicicletas é proibida entre as 9h e as 20h, de Abril a Outubro, e entre as 10h e as 17h aos fins-de-semana de Novembro a Março. Depois deste entrave burocrático, sentimo-nos de novo bem-vindos, já que até no chão está escrito que “O passeio marítimo é para andar” e, no nosso caso, pedalar.

Trinta quilómetros

A viagem sempre à beira mar quase faz esquecer os quilómetros que vão passando no GPS do relógio. Mas já são mais de trinta quando chegamos à Marina de Oeiras.

Há um graffiti que nos recebe e que, em letras garrafais, diz “Tu és a exceção”. No entanto, basta olhar em volta para perceber que, afinal, somos a regra. Não há quem não passe que não tenha um ar saudável ou que, pelo menos, trabalhe para isso. Nós estamos de bicicleta, mas há quem prefira correr, andar de patins, skate tradicional ou mesmo elétrico. Já os que preferem desportos de mar, aglomeram-se na Praia de Carcavelos, onde vemos os primeiros surfistas do dia a sair da água.

À porta do surf center que dá apoio a quem é fã da modalidade, são dois os cartazes amarelos, cujos sinais de proibido destoam de um cenário onde tudo parece funcionar sem regras. “Sete mil beatas por minuto vão parar ao chão em Portugal”, lê-se no primeiro, mesmo em cima do que alerta para a tendência cada vez mais comum de beber ao ar livre. “O botellon não apoia o desporto na praia”, avisam e, de facto, não há ninguém no areal interessado em empilhar garrafas vazias. Aqui o levantamento do copo é trocado pelos passes de volley, os toques de futebol de praia e o vai e vem da bola das raquetes.

Mesmo com tanto desporto à mistura, nada fazia adivinhar que ao ciclismo iríamos ter que juntar exercícios de musculação. Mais uma vez, por falta de jeito ou por distração, vimo-nos encurralados numa saída que nos obrigou a subir um bom lance de escadas com a bicicleta na mão. E estamos a falar de uma elétrica que, apesar de facilitar a velocidade, pesa pelo menos mais cinco quilos do que uma convencional. Valha-nos o senhor que fez uma pausa no passeio e deu uma ajuda a voltar a terra firme.

A partir daqui, seguem-se cinco quilómetros aborrecidos pela falta de ciclovias e consequente caminho entre estrada e passeios. Com o alcatrão e os carros que vão passando, é fácil perder a noção de espaço. Quando vislumbramos praia novamente, somos obrigados a interromper a ida de um surfista para o mar. “Está na Praia da Poça”, avisa-nos. Já orientados, paramos para beber água, numa das fontes disponíveis e preparamos o caminho até ao final.

Continuamos à beira-mar, a fintar esplanadas, turistas e runners até que, já na entrada de Cascais, somos obrigados a voltar à estrada, mas aqui com sinalização para ciclistas.

Assim continuamos até chegar a um cenário para o qual precisamos de uns segundos de habituação. Sim, porque isto de passar de uma manhã a olhar para o Tejo e para o Atlântico para uma Cascais ao fim da tarde, não é automático. Logo à entrada, perto da estação de comboios, é preciso parar para relembrar as aulas de código e saber como se comporta uma bicicleta na rotunda. E quando a memória não vai tão longe, chama-se o instinto, que até agora tem funcionado.

Já quase de braços no ar em sinal de vitória como nos lembramos de ver os camisola amarela a fazer na meta, pedalamos gloriosos pelas ruas da vila até voltar a ver o mar. É na baía de Cascais que tiramos finalmente não as duas, por precaução, mas uma das mãos do volante, para um high five de quem ainda há pouco tempo estava na Expo. E como o GPS marca 42 quilómetros quando nos venderam um passeio de quarenta, decidimos transformar esses dois quilómetros em duas cervejas, já que o champanhe a sair em jato é exclusivo de quem chega ao pódio. Além disso, duas garrafas não conta como botellon, pois não? 

Fonte: Jornal I

“Rui Costa vence etapa rainha da Volta a San Juan”

Rui Costa, que não vencia desde que se sagrou campeão nacional de fundo, a 28 de junho de 2015, foi o primeiro a passar na contagem de primeira categoria.

Foto: ANTÓNIO COTRIM / LUSA
O ciclista português Rui Costa (UAE Abu Dhabi) regressou hoje às vitórias, ao vencer isolado a etapa rainha da Volta a San Juan (Argentina), no Alto Colorado.
Rui Costa, que não vencia desde que se sagrou campeão nacional de fundo, a 28 de junho de 2015, foi o primeiro a passar na contagem de primeira categoria, colocada no final dos 162,4 quilómetros da quinta etapa, que partiu de Chimbas, com o tempo de 4:15.04 horas.
Atrás de si chegaram o colombiano Rodolfo Torres (Androni Giocattoli), segundo a três segundos, e o argentino Ricardo Escuela (Agrupacion Virgen de Fátima), terceiro a sete.
O português, que deu a primeira vitória à novíssima UAE Abu Dhabi, subiu ao quinto lugar da geral, que passou a ser liderada pelo holandês Bauke Mollema, quinto na etapa.
Costa está a 26 segundos do ciclista da Trek-Segafredo, que tem uma vantagem de 14 segundos sobre o espanhol Óscar Sevilla (Medellin-Inder).
Rafael Reis, o outro português em prova, foi 23.º, a 2.14 minutos do seu compatriota.
O corredor da Caja Rural é 14.º na geral individual, a 2.36 minutos de Mollema.
No sábado, disputa-se a sexta e penúltima etapa, uma ligação de 185,7 quilómetros, com início e final em Pocito.
Fonte: SAPO Desporto c/Lusa

"Desafio Delio Fernández - Moaña, Filho do Mar"

O "Desafio Delio Fernández - Moaña, Filho do Mar" realizará a sua segunda edição no próximo 21 de maio na região de Pontevedra de O Morrazo. Este evento cicloturista é patrocinado pela Punta Fondón AD e patrocinado pela Delio Fernández, Moanes piloto profissional Delko Marselha.

Vai ser a única oportunidade na província de Pontevedra pelotão partilha e medida ao lado de ciclistas profissionais. Depois de reunir mais de 230 participantes em sua estréia na última primavera, a marcha de volta para a estrada carregado com novas funcionalidades.

O curso desenhado por Delio varia e terá um fim explosivo na parte superior do Chan D'Arquiña. Este aumento de 6,8 quilómetros de comprimento com uma inclinação média de 8% e rampas que chegam a 18%, será cronometrado e o gelo após 100 quilômetros de ciclismo. A saída será em Moaña, na área de um Xunqueira, e os primeiros 60 km apresentar um perfil plano colado à costa.

Na parte inicial dos corredores vão completar a chamada "Volta ao Morrazo" (Moaña-Cangas-Bueu-Marin), passar através de Pontevedra e desfrutar da oferta de alimentos no município de Vilaboa.

A partir daí, os holofotes virá para a montanha. O pelotão vai pegar o giro em direção ao Mirador de A Fraga, na freguesia de Meira moañesa a começar a subir a 8 km a Cruz da Maceira.

Uma vez coroado esta subida e atingiu Lago Castiñeiras, a marcha irá retornar para Vilaboa para viajar no PO-554 ao pé do Chan d'Arquiña.

“EFAPEL estagiou para preparar a nova época”

Equipa cumpriu três dias de trabalho em conjunto

A formação profissional de ciclismo EFAPEL está reunida em estágio, na zona de Ovar, para preparar a temporada de 2017 que começa já no próximo mês. Desde quarta-feira, dia 25, que os comandados do director desportivo, Américo Silva, trabalharam juntos. Foram três dias muito preenchidos e intensos que serviram para os mais novos conheceram a forma de trabalhar da equipa, se definiram os primeiros objectivos da temporada e ultimaram questões para que todos estejam prontos quando a competição tiver início.

A reunião começou com trabalho teórico no Hotel Meia Lua, em Ovar, unidade hoteleira que serviu de quartel-general para o estágio. Definição de estratégias e políticas para que todos os elementos estejam em sintonia ao longo da época longa que está prestes a começar constituíram a ordem de trabalhos. No segundo dia, os nove corredores da EFAPEL pedalaram os primeiros quilómetros em conjunto. Foi uma sessão intensa e longa - cerca de cinco horas - que serviram para os responsáveis técnicos aquilatarem da condição física de cada elemento e optimizarem o treino a fazer e melhor definirem os objectivos da temporada.

“Foram três dias muito proveitosos. Este tipo de estágios no início da época são especialmente importantes porque o ciclismo é uma modalidade em que o trabalho de preparação física nem sempre é feito em conjunto. Mas as corridas são feitas em equipa e é necessário criar entrosamento entre os corredores. Foi isso que fizemos para além podermos avaliar a condição física de todos. Nós temos um plantel de apenas nove elementos. A época vai ser intensa para todos, mas os objectivos são variados e este estágio ajudou a definir o trabalho específico de cada um consoante as metas definidas”, explicou o director desportivo, Américo Silva.

Já hoje houve nova sessão de trabalho na estrada. Amanhã, a equipa ruma a Serpins para, na sede da EFAPEL, ser feita a apresentação oficial do projecto para 2017 e de toda a estrutura. A iniciativa realiza-se às 16 horas no auditório da EFAPEL.

Fonte: Efapel