sábado, 4 de julho de 2026

“Arranque Demolidor de Jonas Vingegaard Abala o Tour: Dinamarquês Já Mete Pressão em Tadej Pogacar”


Por: José Morais

Jonas Vingegaard abriu a Volta a França com uma demonstração de força que deixou Barcelona em alvoroço e os rivais em alerta. O contrarrelógio por equipas, disputado no Estádio Olímpico de Montjuic, transformou-se no primeiro palco de uma batalha que promete marcar todo o Tour. A Visma brilhou com um tempo de 21m47s, suficiente para colocar o dinamarquês na liderança e para arrancar 12 segundos ao seu grande adversário, Tadej Pogacar.

 

Jonas Vingegaard volta ao amarelo e saboreia o momento

 

O nórdico, que já venceu o Giro este ano, não escondeu a satisfação por voltar a vestir a camisola amarela. Sublinhou, porém, que o mérito é coletivo:

Trabalho da Visma “Os meus colegas foram incríveis. Levaram-me até à meta sem que eu tivesse de fazer muito.”

Importância da vitória “É a maior corrida do mundo. Ganhar assim, em equipa, significa muito.”

A formação da Netcompany INEOS, com Filippo Ganna a liderar o grupo na meta, ficou a oito segundos, enquanto a UAE de Tadej Pogacar terminou em terceiro, já a sentir o primeiro golpe da corrida. Remco Evenepoel perdeu 19 segundos e Paul Seixas ficou a 39.

 

 O Tour França só agora começou

 

Apesar do impacto imediato, Jonas Vingegaard mantém o discurso prudente.

Objetivo final “Estou aqui para ganhar o Tour.”

Cautela “É apenas a primeira etapa. Há muitos quilómetros pela frente.”

O dinamarquês sabe que Tadej Pogacar é um adversário feroz e que 12 segundos são apenas um aperitivo para o que está por vir nas montanhas e nos contrarrelógios individuais.

 

O primeiro dia

 

Jonas Vingegaard lidera o Tour de França após vitória no contrarrelógio por equipas.

Visma executa estratégia perfeita e coloca o dinamarquês no topo.

Pogacar perde 12 segundos; Evenepoel e Seixas cedem ainda mais.

Dinamarquês celebra, mas avisa: a corrida está longe de estar decidida.

“Tadej Pogacar vira a página após crono duro no Tour: “Foi um alívio chegar ao fim”


Por: José Morais

Tadej Pogacar deixou Barcelona sem a vitória no contrarrelógio inaugural do Tour de França, mas com a sensação de dever cumprido. A UAE Emirates terminou na terceira posição, ficando a 12 segundos da Visma, equipa de Jonas Vingegaard, que assumiu a primeira camisola amarela da edição.

Apesar do atraso, o esloveno mostrou-se satisfeito com o rendimento coletivo. Sublinhou que a formação trabalhou de forma exemplar e que, mesmo sem o triunfo, o desempenho foi sólido e motivador para o que aí vem. “A equipa esteve impecável. Nem sempre se ganha, mas fizemos um trabalho de grande nível”, afirmou, destacando a união e o esforço dos colegas.

O dia, porém, foi desgastante. Pogacar admitiu que o contrarrelógio por equipas exige uma preparação longa para apenas alguns minutos de esforço máximo. “Foi um dia interminável. Há muito tempo que não fazia um exercício destes e o stress é enorme”, confessou, aliviado por ter chegado ao final da etapa.

Na subida decisiva, Pogacar brilhou e foi o mais rápido, garantindo a camisola da montanha logo no primeiro dia. O ciclista brincou com o feito, dizendo que é um bom sinal para as etapas duras que se aproximam. Fez também questão de dividir o mérito com os colegas, destacando o trabalho de Isaac Del Toro e o empenho de toda a equipa.

Mesmo assim, o foco do campeão do mundo está longe das classificações secundárias. Pogacar já pensa na etapa seguinte, que prevê ser explosiva e caótica, ideal para puncheurs. “Amanhã será um dia complicado. Temos de estar atentos e tentar aproveitar qualquer oportunidade”, concluiu, já com a mente na batalha seguinte.

“Explosão de poder em Barcelona: Jonas Vingegaard renasce no Tour França com um contrarrelógio que silencia Tadej Pogacar e incendeia a Catalunha”


Um início do Tour França que virou espetáculo urbano

 

Barcelona transformou-se num palco vibrante onde o turismo frenético das Ramblas encontrou, por um dia, a intensidade quase mística do ciclismo. A cidade, ainda a recuperar do impacto da visita histórica do Papa, voltou a vestir-se de gala para receber o Tour de França e o resultado foi um prólogo eletrizante que fez tremer o asfalto catalão.

Num circuito urbano de 19,6 km, desenhado para testar tecnologia, estratégia e resistência, os ciclistas enfrentaram curvas técnicas, explosões de potência e duas subidas que separaram os fortes dos fortíssimos: Montjuïc e o acesso ao Estadi Olímpic. Foi ali que a Visma desencadeou uma demonstração de força que devolveu Jonas Vingegaard ao centro da narrativa do Tour.

 

Vingegaard volta ao amarelo e com autoridade

 

Três anos depois, o dinamarquês voltou a vestir a camisa amarela graças a um contrarrelógio que misturou precisão cirúrgica e brutalidade física. A média de quase 54 km/h foi apenas o início: na subida final, escoltado por Jorgenson e um Piganzoli em modo locomotiva, Jonas Vingegaard destruiu as referências e deixou Pogacar a 12 segundos.

O esloveno, desta vez, pareceu mortal. Ayuso, sólido e agressivo, completou o top 4 e mostrou que a Lidl-Trek não veio ao Tour para ser figurante.

 

Ayuso brilha, Ganna marca território

 

A Ineos abriu o dia com a primeira grande marca graças ao recital de Filippo Ganna, que voou para 21:55 e parecia ter colocado a fasquia inalcançável. Só Jonas Vingegaard conseguiu derrubar o italiano.

Ayuso, lançado por um Vacek incansável, não superou Ganna, mas ganhou tempo a rivais diretos como Evenepoel, Del Toro e Lipowitz. Um início promissor para o espanhol, que assumiu a liderança interna da Lidl-Trek com autoridade.

 

Movistar vive um pesadelo logo no primeiro dia

 

Se Barcelona foi palco de glória para uns, para a Movistar foi cenário de tragédia desportiva. A equipa vinha com boas sensações no contrarrelógio, mas tudo ruiu nas primeiras rampas de Montjuïc. Cian Uijtdebroeks simplesmente implodiu.

O comboio azul desfez-se: Castrillo e Cepeda tentaram salvar o líder, enquanto Raúl García Pierna avançou sozinho para evitar um desastre ainda maior. No final, o belga perdeu 1:53 para Vingegaard, um golpe duro logo na etapa inaugural.

 

Caja Rural salva a honra espanhola

 

Com a Movistar em colapso, a Caja Rural – Seguros RGA assumiu o protagonismo nacional. Alex Molenaar fechou com 22:59 e uma média de 51,5 km/h, garantindo o estatuto de melhor equipa espanhola no dia.

 

Barcelona acende o Tour

 

O Tour de França arrancou com intensidade, drama e um novo protagonista vestido de amarelo. Vingegaard está de volta e Barcelona foi o palco perfeito para anunciar que o duelo com Tadej Pogacar promete incendiar as próximas três semanas.

“Victoire Berteau conquista a Amarela no dia de glória de Linda Riedmann”


Fotos: Rodrigo Rodrigues/José Rodrigues

Linda Riedmann venceu este sábado a quarta etapa da Volta a Portugal Feminina Jogos Santa Casa, num final ao sprint disputado em Águeda, na Rua Joaquim Valente de Almeida.

A corredora da Lotto Intermarché Ladies foi a mais rápida entre o grupo seletivo que disputou a vitória, num dia que trouxe também mudanças importantes na luta pela Classificação Geral, com prejuízo para Emma Siegers (AG Insurance Soudal Devo Team).

Se Siegers teve prejuízo, a grande beneficiada foi Victoire Berteau: a francesa da Cofidis Women Team terminou a etapa em terceiro, logo atrás de Valeria Valgonen (Toyota Valenciana | SAV), segunda classificada.

Mas já lá vamos.

 

Contagem de montanha do Luso agitou a corrida

 

A quarta etapa partiu da Mealhada e foi encurtada devido aos incêndios que têm afetado a região centro de Portugal. A corrida seguiu calma durante algum tempo, mas animou após a contagem de montanha de segunda categoria do Luso, já depois da meta volante da Mealhada, onde Eva Anguela (Rio Miera) passou à frente. 


No Luso, as favoritas à Amarela passaram à frente, com o trio da frente na Geral em destaque: Annelies Nijssen (Lotto Intermarché Ladies) em primeiro, Maite Urteaga (Grupo Eulen-Amenabar Team) em segundo e Emma Siegers (AG Insurance Soudal Devo Team) em terceiro. 

Foi depois disso que a tarde agitou. Um grupo de cinco corredoras, que incluía Nijssen, Riedmann e Berteau, atacou e ganhou alguma vantagem, mas foi alcançado pouco depois.

 

Queda vitimou Siegers e deixou caminho aberto para Berteau

 

A seguir, a corrida partiu mesmo devido a uma queda que vitimou Siegers e a deixou com mais de um minuto de atraso para o grupo alargado da frente. Apesar das muitas limitações físicas, a jovem da AG Insurance Soudal Devo Team muito trabalhou na perseguição para manter a Amarela, mas não conseguiu. 

Na frente, Ainara Albert (Le Dévoluy Région Sud Ladies) ainda atacou, ganhou alguma vantagem, mas foi alcançada dentro do último quilómetro. No sprint reduzido, Riedmann foi a mais forte e ergueu os braços na meta.

“Estou feliz, esperava este momento há muito tempo. A etapa era dura, mas sabia que o final me assentava bem e estou muito feliz que tenha conseguido finalizar o trabalho”, afirmou Riedmann.


Nas contas da Geral, Emma Siegers cruzou a meta a 50 segundos da vencedora e perdeu assim a liderança, ela que foi prontamente assistida pela equipa médica no local e posteriormente transportada para o hospital.

Aproveitou então Berteau, agora dona da Camisola Amarela Jogos Santa Casa com apenas um segundo de vantagem para Maite Urteaga. Annelies Nijssen é terceira, a cinco segundos do primeiro posto.

“É muito bom, é a primeira vez na vida que tenho a Camisola Amarela. Estou muito feliz, queria vencer a etapa, mas se calhar até é melhor ter a Amarela”, confessou a ciclista de 25 anos.

Na Classificação da Juventude, Sidney Swierenga (Liv-AlUla-Jayco) é a nova Camisola Branca Fundação INATEL, enquanto Eva Anguela (Rio Miera) é a nova Camisola Vermelha Auto Maran/Škoda - Classificação por Pontos. Maite Urteaga mantém a Camisola Azul IPDJ - Classificação da Montanha.

Entre as portuguesas, Raquel Queirós (Atum General/Tavira/Madre Fruta) foi a mais bem classificada, na 21.ª posição. Ana Caramelo (Matos-Mobility / Flexaco / IHS) terminou logo atrás, em 22.º.

A Volta a Portugal Feminina termina este domingo, com a quinta etapa. O pelotão parte de Oliveira de Azeméis (Rua Engenheiro Arantes de Oliveira) às 12h30 e a hora de todas as decisões está prevista para as 15h03, em Santo Tirso, na Rua do Picoto.

Ao longo do percurso de 91 quilómetros, o pelotão terá de ultrapassar duas metas volantes, em Vila Cova e Sobrado, e uma contagem de montanha de terceira categoria, em Salto. 

 

PROGRAMA OFICIAL

 

5 de julho | 5.ª Etapa

Oliveira de Azeméis - Santo Tirso

Partida: 12h40

Chegada prevista: 15h10

91 km

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Ciclismo português em turbulência: falhas, atrasos e um futuro ainda por pedalar”


José Morais

O ambiente no ciclismo português tem sido marcado por crescente frustração entre clubes, atletas e profissionais ligados à comunicação. A modalidade, que vive sobretudo do esforço de quem a mantém viva, enfrenta um período de instabilidade organizativa que tem deixado muitos agentes desconfortáveis e, sobretudo, cansados.

Nos últimos meses, a Federação Portuguesa de Ciclismo tem promovido mudanças internas que, em teoria, deveriam reforçar a estrutura e preparar o futuro. No entanto, na prática, o impacto imediato tem sido marcado por falhas operacionais, atrasos sucessivos e uma comunicação que chega fora de tempo quando chega.

A situação tornou-se evidente em dois momentos recentes. A apresentação dos Campeonatos Nacionais de Estrada foi anunciada aos órgãos de comunicação social perto das 23h00 da véspera, sem que o formulário de acreditação tivesse sido disponibilizado. Dias depois, repetiu-se o cenário com a Volta a Portugal Feminina: convite enviado quase à meia-noite, novamente sem acreditações.

Para quem trabalha no terreno, estes atrasos não são apenas incómodos são impeditivos. A divulgação das provas, essencial para o crescimento da modalidade, fica comprometida quando os comunicadores recebem informação horas antes dos eventos ou resumos de etapas às 5h30 da manhã, muito depois de o público já ter procurado notícias.

Enquanto isso, a 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta, marcada para 5 a 16 de agosto de 2026, permanece envolta em expectativa. Fala-se de um percurso que poderá ligar o Norte ao Algarve, mas só no próximo dia 8 de julho serão revelados os detalhes oficiais. A prova terá nova direção, nova organização e ambição de subir de escalão, com maior presença na Eurosport e transmissão assegurada também pela RTP.

A grande novidade, porém, está na escolha do local para a apresentação oficial: o icónico Alto da Senhora da Graça. Um cenário imponente, mas que levanta dúvidas sobre a capacidade de atrair meios de comunicação, sobretudo quando os convites chegam tarde e sem condições logísticas claras.

 

Programa da apresentação da 87.ª Volta a Portugal 

 

19h00 – Acreditação e receção dos convidados

19h30 – Jantar volante

20h20 – Fotografia oficial

20h30 – Início da apresentação

21h30 – Encerramento

O ciclismo português continua a pedalar, mas o caminho está longe de ser suave. Entre atrasos, falhas de comunicação e decisões que parecem ignorar quem trabalha diariamente pela modalidade, cresce a sensação de que algo precisa mudar e depressa. Até lá, resta esperar para ver. Mas assim, realmente, não dá, e as divulgações vão sendo feitas, com respeito aos atletas.

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
  • Periodicidade: Diária
  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
  • Proprietário e Editor: José Manuel Cunha Morais
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  • Redacção: José Morais
  • Fotografia e Vídeo: José Morais, Helena Morais
  • Assistência direção, área informática: Hugo Morais
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