Por: José Morais
Tadej Pogacar deixou Barcelona
sem a vitória no contrarrelógio inaugural do Tour de França, mas com a sensação
de dever cumprido. A UAE Emirates terminou na terceira posição, ficando a 12
segundos da Visma, equipa de Jonas Vingegaard, que assumiu a primeira camisola
amarela da edição.
Apesar do atraso, o esloveno
mostrou-se satisfeito com o rendimento coletivo. Sublinhou que a formação
trabalhou de forma exemplar e que, mesmo sem o triunfo, o desempenho foi sólido
e motivador para o que aí vem. “A equipa esteve impecável. Nem sempre se ganha,
mas fizemos um trabalho de grande nível”, afirmou, destacando a união e o
esforço dos colegas.
O dia, porém, foi desgastante.
Pogacar admitiu que o contrarrelógio por equipas exige uma preparação longa
para apenas alguns minutos de esforço máximo. “Foi um dia interminável. Há
muito tempo que não fazia um exercício destes e o stress é enorme”, confessou,
aliviado por ter chegado ao final da etapa.
Na subida decisiva, Pogacar
brilhou e foi o mais rápido, garantindo a camisola da montanha logo no primeiro
dia. O ciclista brincou com o feito, dizendo que é um bom sinal para as etapas
duras que se aproximam. Fez também questão de dividir o mérito com os colegas,
destacando o trabalho de Isaac Del Toro e o empenho de toda a equipa.
Mesmo assim, o foco do campeão
do mundo está longe das classificações secundárias. Pogacar já pensa na etapa
seguinte, que prevê ser explosiva e caótica, ideal para puncheurs. “Amanhã será
um dia complicado. Temos de estar atentos e tentar aproveitar qualquer
oportunidade”, concluiu, já com a mente na batalha seguinte.

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