quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

“Resultados da 3ª etapa do AlUla Tour 2026: Yannis Voisard bate Afonso Eulálio sobre a linha de meta e sobe à liderança da geral”


Por: Miguel Marques

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A 3ª etapa do AlUla Tour foi a primeira e única a terminar em subida, potencialmente decisiva para a classificação geral. Várias equipas assumiram a corrida, mas foi a Tudor Pro Cycling a colher os frutos, com Yannis Voisard a vencer a etapa e a assumir a liderança da prova.

A tirada foi maioritariamente plana e, desta vez, o vento não teve influência. Nader Hazazi, Zhe Yie Kee e Muhammad Nur Aiman Bin Rosli formaram a fuga do dia. Os dois últimos, uma dupla malaia, ficaram isolados na dianteira antes da subida final, mas o pelotão fez a junção com 36 quilómetros para o fim, sem sobressaltos.

Sem estradas técnicas ou passagem por localidades, pouco havia motivo para tensão no pelotão. Ainda assim, na última descida do dia ocorreu uma queda a alta velocidade envolvendo um jovem corredor da UAE Team Emirates - XRG, David Stella. O pelotão seguiu depois em linha para a subida decisiva, onde a Team Jayco AlUla tomou a dianteira. Paul Double atacou, seguido por alguns corredores; e, a 2,2 quilómetros da meta, Jan Christen lançou um movimento vindo de trás.

A vitória pareceu ao seu alcance, mas a estrada deserta, larga e exposta induziu vários a gerir mal o esforço. Afonso Eulálio conseguiu fechar o espaço para Christen, com o colega Kevin Vermaerke na roda; porém, nenhum deles concretizou. Após um compasso de espera, Sergio Higuita abriu o sprint, mas acabaria em terceiro, enquanto Yannis Voisard foi o mais forte na chegada em subida, com Eulálio a assegurar o segundo lugar. O suíço é também o novo líder da corrida, com o português em 2º, a 4 segundos.

“Vamos recordar: Nevão histórico marcou Bênção Nacional dos Ciclistas em Fátima em 2006”


Por José Morais

Fotos: Arquivo Revista Notícias do Pedal

Faz hoje precisamente 20 anos que o Santuário de Fátima foi palco de um dos episódios meteorológicos mais marcantes da sua história recente, no dia 29 de janeiro de 2006, quando um intenso nevão atingiu a Cova da Iria, coincidindo com a Bênção Nacional dos Ciclistas. O frio extremo e a queda de neve transformaram por completo o recinto do santuário, criando um cenário raro e memorável para os milhares de peregrinos presentes.


A cerimónia, organizada por Carlos Vieira, da União de Ciclismo de Leiria, reuniu ciclistas de várias regiões do país, que, apesar das condições climatéricas adversas, não deixaram de marcar presença neste momento de fé e devoção. Muitos chegaram a Fátima enfrentando temperaturas negativas, vento cortante e estradas parcialmente cobertas de neve, e muitas cortadas.

A celebração foi presidida por Dom Serafim Ferreira e Silva, bispo emérito de Leiria-Fátima, e teve lugar na Capela das Aparições, onde a neve caiu de forma persistente, cobrindo o recinto e os espaços envolventes. Envoltos em agasalhos, cachecóis, os fiéis assistiram à cerimónia num ambiente de grande recolhimento, marcado pelo silêncio imposto pelo nevão e pela forte sensação de comunhão e sacrifício.


Apesar do frio intenso, a celebração decorreu com solenidade e emoção, reforçando o simbolismo da bênção dos ciclistas como gesto de proteção, perseverança e entrega. Para muitos participantes, o nevão acabou por conferir um significado ainda mais profundo ao encontro, tornando-o inesquecível.


O episódio de 29 de janeiro de 2006 permanece, ainda hoje, na memória coletiva como um dos raros momentos em que a neve se aliou à fé em Fátima, deixando imagens e testemunhos de grande impacto humano e espiritual.

“Resultados Trofeo Ses Salines 2026: Red Bull de Remco Evenepoel impõe derrota à Movistar de Nelson Oliveira”


Por: Miguel Marques

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A primeira aparição competitiva de Remco Evenepoel com as cores da Red Bull - BORA - Hansgrohe dificilmente poderia ter sido mais reveladora.

Num contrarrelógio coletivo plano e exposto no sul de Maiorca, a Red Bull superou a Movistar Team, de Nelson Oliveira, por apenas quatro segundos para vencer o Trofeo Ses Salines, deixando uma declaração imediata no primeiro dia do novo capítulo de Evenepoel após a mudança de inverno da Soudal - Quick-Step.

A formação alemã parou o cronómetro aos 23:55,8, a uma média superior a 59,4 km/h, virando o registo de referência tardio da Movistar Team e assegurando o triunfo numa corrida onde a execução, a coesão e o sangue-frio foram decisivos.

 

Evenepoel assume responsabilidades desde o primeiro momento

 

Desde que a Red Bull desceu a rampa de partida, o papel de Evenepoel foi inequívoco. Em vez de se resguardar na estreia, assumiu de imediato a responsabilidade, fazendo passagens longas e vigorosas à frente à medida que o ritmo subia nos quilómetros iniciais.

Esse compromisso teve consequências visíveis. Com a velocidade sempre altíssima, a Red Bull foi ficando reduzida ao mínimo de quatro corredores exigido para a classificação. Evenepoel olhou para trás nos quilómetros finais à medida que o grupo ficava mais curto, antes de voltar a impor o andamento para estabilizar a formação e recuperar velocidade perdida.

Mais cedo, a Team Jayco AlUla estabelecera a primeira referência de topo com 24:12,6, mas a Movistar elevou a fasquia de forma dramática. Guardando o melhor para o regresso com vento contrário, a equipa espanhola lançou-se à meta em 23:59,5, parecendo por momentos ter garantido a vitória.

A resposta da Red Bull foi implacável. Deram tudo nos quilómetros finais, recuperando o atraso onde mais importava e batendo a Movistar por 3,7 segundos numa das chegadas mais apertadas que a prova viu.

Atrás do duo da frente, a Jayco AlUla completou o pódio em terceiro, enquanto a UAE Team Emirates - XRG foi quarta com 24:14,1, incapaz de recuperar o tempo perdido na fase inicial do esforço. A Tudor Pro Cycling Team seguiu logo a escassas frações em quinto.

Para Evenepoel, o Trofeo Ses Salines - Alcudia ofereceu mais do que uma linha no resultado. Foi o primeiro indicador público de como este novo projeto Red Bull pretende funcionar. Ele foi central, proativo e recebeu a liderança desde o primeiro minuto.

As margens foram ínfimas e a vitória teve um custo visível, mas, como capítulo de abertura, foi mais elucidativa do que definitiva. Ficou a declaração, ficou a referência, e um lembrete precoce de que, se Evenepoel quiser dar o passo seguinte e desafiar Tadej Pogacar no verão, a precisão e a profundidade contarão tanto quanto a potência bruta.

Uma nova era começou, e arrancou a toda a velocidade.

“MUNDIAIS DE CICLOCROSSE 2026: FAVORITOS, AUSENTES, BATALHAS QUE PROMETEM EMOÇÃO E A ESTREIA DE PORTUGAL”


Por: Vasco Simões

Foto: Créditos Getty Images

O coração do ciclocrosse mundial vai bater forte em Hulst entre os dias 30 de janeiro e 1 de fevereiro, quando a elite da modalidade se reunir para os Campeonatos do Mundo UCI 2026. Entre relva, alguma lama, descidas vertiginosas, obstáculos desafiantes e pontes emblemáticas, cada curva e cada sprint prometem drama, adrenalina e emoções fortes. É o palco onde os grandes favoritos vão medir forças e onde Portugal faz a sua estreia oficial num Mundial de ciclocrosse.

O circuito de Hulst tem aproximadamente 3 240 metros por volta, com secções técnicas de relva, descidas rápidas, subidas exigentes e várias pontes que obrigam a mudanças de ritmo constantes. Os obstáculos naturais e artificiais, combinados com zonas de lama e terreno irregular, vão testar ao máximo a técnica, resistência e estratégia dos ciclistas, tornando cada volta imprevisível e espetacular para o público.

No sector de elite masculino, Mathieu van der Poel (Países Baixos) compete em casa e surge como o principal rival a abater. O neerlandês persegue o seu oitavo título mundial após uma temporada absolutamente dominante na Taça do Mundo. Rivais como Thibau Nys, Niels Vandeputte e Tibor Del Grosso prometem lutar por cada centímetro. Já os antigos campeões Wout vans Aert e Tom Pidcock não vão estar presentes nesta edição dos Mundiais por motivos conhecidos. O belga sofreu uma fratura no tornozelo em Mol no início do ano e teve de desistir da competição, enquanto o britânico se encontra no Chile a preparar a próxima temporada de estrada. Esta alteração de dinâmicas de corrida aumenta a expectativa por surpresas, por um lado, e coloca Mathieu van der Poel mais perto do seu objetivo dos oito títulos mundiais, por outro.

No sector feminino, a luta pelo ouro promete ser intensa e imprevisível. Lucinda Brand e Puck Pieterse, ambas dos Países Baixos, chegam embaladas por resultados de topo na Taça do Mundo, com a técnica e a potência necessárias para dominar um percurso exigente. Aniek van Alphen e Amandine Fouquenet completam o lote de candidatas a medalhas, tornando a corrida feminina uma prova imperdível de estratégia e resistência.

A grande novidade deste Mundial é a estreia da seleção portuguesa, que vai colocar Portugal pela primeira vez no mapa do ciclocrosse mundial. Liderada pelo campeão nacional Rafael Sousa (sub 23), a comitiva inclui os juniores Hugo Ramalho e João Vigário, que vão competir sábado e domingo, respetivamente. Para o selecionador Pedro Vigário, o objetivo é ganhar experiência, sentir o ritmo do mais alto nível e representar Portugal com brio, marcando um ponto histórico para a modalidade em território nacional.

Acompanhe toda a ação dos Campeonatos do Mundo de Ciclocrosse, que marca a estreia oficial de Portugal na competição, 30 de janeiro e 1 de fevereiro no Eurosport e na HBO Max.

 

HORÁRIOS:

 

Estafeta Mista

30 de janeiro às 12:30 na HBO Max

 

Juniores Femininos

31 de janeiro às 10:00 na HBO Max

 

Sub-23 Masculinos

31 de janeiro às 12:00 na HBO Max

 

Elites Femininos

31 de janeiro às 14:00h no Eurosport 2 e na HBO Max

 

Juniores Masculinos

1 de fevereiro às 10:00h na HBO Max

 

Sub-23 Femininos

1 de fevereiro às 12:00h na HBO Max

 

Elites Masculinos

1 de fevereiro às 14:00h no Eurosport 2 e na HBO Max

 Fonte: Eurosport

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