quinta-feira, 2 de agosto de 2018

“Volta a Portugal/2ª Etapa Beja-Portalegre”

Texto: José Morais

Fotos: Podium

Esta sexta-feira 2 de agosto, corre-se a 2ª etapa em linha numa distância de 203,6 quilómetros, que liga Beja a Portalegre.

Com as temperaturas a ultrapassar os 40 graus, os ciclistas vão percorrer a tão famosa frigideira alentejana, onde os ciclistas vão sem dúvida sofrer bastante, e onde irão ser consumidos muitos litros de água.

Será que os ciclistas estarão preparados para este desafio, que mazelas a etapa irá provocar, quem aguenta, quem fica pelo caminho, no final teremos essa resposta, por agora fica a altimetria, o mapa do percurso, como a partida e a chegada.


 

 
Ciclista italiano triunfou ao sprint na 1.ª etapa da Volta

Por: Fábio Lima

Foto: LUSA

O italiano Riccardo Stacchiotti, da equipa romena MsTina–Focus, venceu esta quinta-feira a primeira etapa em linha da Volta a Portugal, triunfando ao sprint na chegada a Albufeira. O ciclista transalpino, de 26 anos, foi o mais forte na discussão final, isto depois de uma complicada tirada, disputada sob temperaturas a rondar 40ºC, levando a melhor sobre Luís Mendonça (Aviludo–Louletano) e César Martingil (Liberty Seguros–Carglass) no final de uma tirada de 191,8 quilómetros, que teve partida em Alcácer do Sal.

Quanto à classificação geral, Rafael Reis continua a ser o líder da prova, mantendo a Caja Rural com a camisola amarela, num dia no qual a formação espanhola perdeu Joaquim Silva, devido a problemas de saúde.

Na sexta-feira, a segunda tirada, a mais longa da 80.ª edição, vai ligar Beja a Portalegre, na extensão de 203,6 quilómetros.

Fonte: Record on-line

“VOLTA A PORTUGAL/JOAQUIM SILVA É O PRIMEIRO DESISTENTE DEVIDO AO CALOR”

Português abandonou a prova quando estavam decorridos 125 quilómetros

Joaquim Silva (Caja Rural) tornou-se esta quinta-feira o primeiro desistente da 80.ª edição da Volta a Portugal, ao abandonar no decorrer da primeira etapa.

De acordo com o Twitter da equipa, a desistência deveu-se a "um golpe de calor" por causas das altas temperaturas.

Companheiro de equipa do líder da prova, o também português Rafael Reis, Joaquim Silva abandonou, de acordo com a organização, quando estavam decorridos cerca de 125 quilómetros dos 198,1 que ligam Alcácer do Sal a Albufeira.

O português, que se mudou este ano para a equipa espanhola, foi pré-convocado para a Volta a Espanha, que se disputa de 24 de agosto a 15 de setembro.

Fonte: Record on-line

“VOLTA A PORTUGAL/CALOR PODE CUSTAR TRIUNFO NA CORRIDA”

Ricardo Mestre explicou como perdeu a Volta de 2006, quando desfaleceu por desidratação

Por: Alexandre Reis

Foto: Rui Minderico

O calor que se vai fazer sentir nos próximos dias promete ser arrasador, com as temperaturas a subirem aos 45 graus. Mas nada que preocupe os ciclistas mais experientes, pois já sabem como lidar com essa adversidade, que sempre afeta a Volta a Portugal. Ricardo Mestre (W52-FC Porto), vencedor da Volta a Portugal de 2011, está preparado: "Prefiro o calor ao frio, mas quando este é extremo é preciso muito cuidado, por causa da desidratação. É preciso haver um equilíbrio na perda de sais. Já perdi uma Volta para o David Blanco por causa da desidratação, quando em 2006 perdi a amarela na Senhora da Graça. Desfaleci por completo. Mas é assim que se aprende, com os erros."

O massagista da equipa portista, Paulo Silva, explicou, por sua vez, os cuidados que os ciclistas devem ter, pois junto à estrada as temperaturas podem atingir os 56 graus: "A preparação já vem de trás. Têm de tomar muitas bebidas isotónicas, água mineral e ter cuidado com a alimentação, pois quanto mais sólida, menor é a absorção. Tem de se procurar um equilíbrio neste aspeto e proteger a pele dos corredores por causa do sol."

O abastecimento apeado pode ser personalizado: "Cada um tem a fruta da sua preferência, os bolos. Os alimentos são mais frescos, come-se gelatina. Quem falhar um abastecimento pode dar-se mal, mas por vezes as circunstâncias da corrida não o permitem, pois um corredor pode ir em fuga, por exemplo. Também é importante a recuperação. Muito sal no equipamento ou urina escura são sinais de alerta quanto à desidratação", explicou Paulo Silva.

Fonte: Record on-line

 

“Equipa Portugal/Portugal com objetivos de curto, médio e longo prazo em Glasgow”

Por: José Carlos Gomes

A Equipa Portugal iniciou, esta sexta-feira, a participação no Campeonato da Europa de Pista, em Glasgow, Escócia, apresentando-se com ambição e com metas traçadas para o curto, o médio e o longo prazo.

Portugal estará representado por Ivo Oliveira, Rui Oliveira e Maria Martins. A corredora é aquela para a qual o foco está colocado mais além, uma vez que é sub-23 de primeiro ano e compete pela primeira vez numa grande competição de elite. Depois de ser medalhada, em 2016 e 2017, na categoria júnior, Maria Martins chega a Glasgow com a missão de adquirir experiência e competências tendo em visto o futuro.

“Espero tirar o maior proveito da experiência de correr com atletas de grande nível para poder evoluir. Espero também passar um bom bocado com a Equipa Portugal e desfrutar da pista e do ambiente que, por si só, é fantástico”, afirma a corredora portuguesa, que entrou em ação já nesta sexta-feira, em scratch.

Ivo Oliveira também correu nesta sexta-feira, igualmente em scratch. O ciclista gaiense, que já conquistou dez medalhas em Europeus e Mundiais de Pista, desde a categoria júnior até à de elite, tem um duplo desafio: bater-se pela maior pontuação possível na disciplina olímpica de madison, um objetivo de médio prazo, pois visa criar condições para a estreia do ciclismo de pista luso nos Jogos Olímpicos, já em Tóquio, e disputar as posições cimeiras nas disciplinas de scratch e de perseguição individual.

“Na perseguição individual tentarei fazer um tempo abaixo dos 4m15s para ter a possibilidade de apurar-me para as finais de discussão das medalhas. Na disciplina olímpica de madison, em que farei equipa com o Rui, tentarei contribuir para a conquista do maior número possível de pontos, já que esta é a primeira prova que conta para o apuramento olímpico. As outras seleções pensam o mesmo e vão apresentar-se na máxima força, também com Tóquio no horizonte”, entende Ivo Oliveira.

Já o irmão gémeo, Rui Oliveira, terá a exigente mas motivante tarefa de competir nas duas disciplinas nas quais Portugal almeja carimbar o passaporte para os Jogos de Tóquio, omnium e madison.

“É uma missão complicada, porque todos os países estão aqui na máxima forma. Acredito que também estou no meu melhor e vou trabalhar para conseguir bons resultados. Como no madison estamos um pouco atrás no ranking e precisamos de pontos para nos qualificarmos para a Taça do Mundo, vamos lutar por uma classificação nos oito primeiros”, adianta Rui Oliveira, que também vai competir em eliminação, uma disciplina que lhe traz boas recordações, mas que não lhe retira a concentração do essencial. “No ano passado fui campeão europeu de sub-23 e ganhei a medalha de bronze em elite. É uma prova motivadora, mas madison e omnium são mais importantes, porque os Jogos são o principal foco”, reforça o corredor.

O selecionador nacional, Gabriel Mendes, acredita que o trio escolhido para o Campeonato da Europa está num excelente momento de forma, destacando a necessidade de superação para ultrapassar os adversários.

“Numa fase importante de qualificação olímpica, todas as seleções estão na máxima força. Nós também nos apresentamos muito bem e tentaremos que os desempenhos superem o que fizemos no passado. Fazer melhor vai ser essencial para ter bons resultados, porque o nível estará muito elevado. As disciplinas olímpicas e a caminhada rumo à possível qualificação para Tóquio são os momentos mais importantes deste Europeu, mas aproveitaremos a oportunidade para nos desenvolvermos para o futuro, no caso da Maria. A luta pelas medalhas, nas disciplinas não olímpicas, é uma possibilidade real com o Ivo e com o Rui”, confessa o selecionador nacional, Gabriel Mendes.

 

Agenda de corridas com participação da Equipa Portugal *

3 Agosto

15h45: Final Scratch Feminino – Maria Martins

19h00: Final Scratch Masculino – Ivo Oliveira

 

4 Agosto

11h15: Qualificação Omnium Masculino – Rui Oliveira

Concurso de Omnium masculino até 21h00 – Rui Oliveira

17h00: Corrida por Pontos Feminina – Maria Martins

 

5 Agosto

9h00: Qualificação Perseguição Individual Masculina – Ivo Oliveira

12h00: Eliminação Feminina – Maria Martins

19h00: Final de Perseguição Individual Masculina – Ivo Oliveira

 

6 Agosto

11h00: Qualificação Madison Masculino – Ivo Oliveira e Rui Oliveira

13h30-21h00: Omnium feminino – Maria Martins

15h30: Final Madison Masculino – Ivo Oliveira e Rui Oliveira

 

7 Agosto

12h00: Eliminação Masculina – Rui Oliveira

*Horários sujeitos a acertos diários, depois de iniciada a competição

 

Guia das Provas de Pista com participação portuguesa

As corridas de pista dividem-se em provas de velocidade e em provas de resistência. As primeiras – velocidade, keirin, 1 km, 500 metros – são disputadas por ciclistas possantes, que, por norma, dedicam-se à pista em exclusividade. As corridas de resistência têm participação de corredores que, geralmente, também se dedicam à estrada.

Os corredores portugueses de pista competem em provas de resistência. No Campeonato da Europa de Glasgow são estas as provas em que os ciclistas lusos poderão ser vistos:

 

Perseguição Individual

É um contrarrelógio de 4 quilómetros, em que dois corredores competem em simultâneo. Cada um parte de um lado da pista. Apuram-se para as finais os ciclistas com os quatro melhores tempos na manga de qualificação. Os dois primeiros disputam a prova de atribuição das medalhas de ouro e prata, enquanto o terceiro e quarto classificados do apuramento vão bater-se pela medalha de bronze. Nas finais a prova acaba quando os corredores cumprem o percurso – 4 quilómetros nos homens e 3 quilómetros nas mulheres – ou antes disso, se um dos concorrentes ultrapassar o adversário.

 

Corrida por Pontos

Prova em pelotão na qual a classificação é estabelecida em função dos pontos ganhos em sprints e através das voltas conquistadas sobre o pelotão. Os sprints pontuáveis estão colocados de dez em dez voltas. Em cada um destes sprints, o primeiro classificado soma cinco pontos, o segundo três, o terceiro dois e o quarto um. Estas pontuações são a dobrar na última volta. Outra forma de ganhar pontos é através da conquista de voltas de avanço sobre o pelotão. Cada volta ganha vale 20 pontos. Em contrapartida, uma volta perdida equivale à retirada de 20 pontos ao pecúlio do ciclista. As provas de elite masculina têm 15 quilómetros na qualificação e 30 na final. As corridas femininas têm 10 quilómetros na qualificação e 20 na final.

 

Madison

É uma disciplina que entra no programa olímpico a partir dos Jogos de Tóquio 2020. As regras são semelhantes à da corrida por pontos no que diz respeito à escala de pontuação nos sprints e nas voltas ganhas e perdidas. A grande diferença é que o madison disputa-se por equipas de dois corredores. Os dois elementos de cada equipa rodam na pista em simultâneo, embora apenas um deles a contar para a classificação em cada momento. Os corredores de cada equipa podem render-se a todo o instante, através de um impulso na mão ou na traseira do calção. As provas de elite masculina têm 25 quilómetros e as de elite feminina 20 mil metros.

 

Scratch

É uma corrida em pelotão. Das provas de pista é a mais semelhante a uma corrida de estrada. Não há pontuação. O resultado é determinado pela posição dos ciclistas na chegada, vencendo o primeiro a cortar a meta no final da distância determinada para cada categoria. As corridas de elite masculina têm 15 quilómetros, enquanto as femininas têm dez. No caso de haver necessidade de qualificação, estas corridas preliminares têm 10 e 7,5 quilómetros, consoante se trate de homens ou mulheres. Como em todas as provas de ciclismo, existe tática e estratégia, pelo que um ciclista ou vários podem optar por ganhar voltas de avanço sobre o pelotão para não estarem dependentes do sprint final para determinação da classificação.

 

Eliminação

Prova em pelotão. A cada duas voltas há um sprint de eliminação, no qual o último ciclista a passar a meta é eliminado da corrida. Ao contrário do que acontece na maior parte das disciplinas de ciclismo, na eliminação é a roda de trás e não a da frente que determina a posição do corredor.

 

Omnium

É uma disciplina olímpica, que tem sofrido várias alterações regulamentares ao longo dos anos. Começou por ser disputada em dois dias, sendo o somatório de seis provas pontuáveis. Atualmente corre-se apenas num dia. São pontuáveis para a classificação de omnium as seguintes disciplinas, disputadas por esta ordem: scratch (10 km para homens e 7,5 para mulheres), corrida tempo (10 km para homens e 7,5 para mulheres), eliminação e corrida por pontos (25 km para homens e 20 para mulheres). Na corrida tempo, todos os sprints a partir da quarta volta atribuem um ponto ao vencedor. Uma volta de avanço vale 20 pontos e uma volta perdida retira 20 pontos.

No scratch, na corrida tempo e na eliminação, são creditados 40 pontos para a classificação geral de omnium ao vencedor, 38 ao segundo, 36 ao terceiro, 34 ao quarto e assim sucessivamente. Após estas três provas é estabelecida uma classificação geral, em função dos pontos somados para cada um dos corredores. É com essa pontuação que cada ciclista inicial a quarta prova do omnium, a corrida por pontos. Nesta aplica-se o regulamento da corrida por pontos no que diz respeito aos sprints e às voltas ganhas e perdidas. Os pontos somados em sprints e voltas são adicionados à classificação geral de omnium para determinação da classificação final.

Fonte: FPC

“Terceira prova do Mundial Universitário de Ciclismo é estreia no Campeonato”

Portugal terá sete atletas em prova

Fotos: FADU

Após o descanso no Mundial Universitário de Ciclismo, a competição volta amanhã com uma estreia neste Campeonato. A prova de BTT DownHill, integra, primeira vez o evento desportivo mundial, a qual decorrerá na pista de Armil, em Fafe.

O Monte de S. Salvador em Armil, será o palco da terceira prova deste mundial, que atribuirá os títulos de campeões mundiais universitários, feminino e masculino.

A pista de DownHill no Monte de São Salvador já acolheu diversas competições nacionais e internacionais, sendo pela primeira vez, o cenário de um mundial.

A prova começa pelas 10h00 com um período de treinos, sendo que a competição apenas terá início pelas 14:00 (primeira manga de classificação) e a manga final pelas 16h00.

Segundo Pompeu Martins, Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Fafe “a pista tem já um vasto historial neste tipo de provas e, por isso, estará nas melhores condições para receber o primeiro Mundial de Ciclismo Universitário em Portugal”.

Para a prova masculina de DownHill, o selecionador nacional, Pedro Vigário convocou sete atletas (cinco masculinos e dois femininos). David Martins (Instituto Politécnico de Coimbra), João Pereira (Universidade do Minho), Francisco Quinaz (Universidade de Coimbra), Micael Costa (Instituto Politécnico de Santarém) e Francisco Machado Ruivo (Universidade do Minho). Portugal estará representado na prova feminina de DownHill por Catarina Moreira (Universidade Lusíada) e Daniela Araújo (Universidade Católica - Braga).

Fonte: CMUCiclismo

“Equipa Portugal/Flávio Pacheco 13.º no contrarrelógio do Mundial de paraciclismo”

Por: José Carlos Gomes

Flávio Pacheco abriu hoje a participação portuguesa no Campeonato do Mundo de Paraciclismo, em Maniago, Itália, com o 13.º lugar na prova de contrarrelógio de classe H4.

O paraciclista luso estreou-se em Mundiais com um registo de 22’40’’49 para os 13,6 quilómetros do exercício individual. Este resultado valeu-lhe a 13.ª posição, deixando em ponto de espera a integração no plano de qualificação para os Jogos Paralímpicos de 2020, que exigia um lugar nos dez primeiros.

Flávio Pacheco gastou mais 3’20’’41 do que o vencedor, o holandês Jetze Plat, que cumpriu a prova em 19’20’’08. Seguiram-se dois polacos, Krystian Giera, a 54,24s, e Rafal Wilk, a 1’44’’55.

“O Flávio ficou apenas a 15 segundos do décimo lugar, que lhe daria já a integração para a qualificação paralímpica, mas deixou boas indicações para a prova de fundo. A prova desenrolou-se sob condições muito adversas, começando com 37 graus, que baixaram abruptamente para 19, depois de uma forte trovoada, com chuva e ventos fortes”, conta o selecionador nacional de paraciclismo, José Marques,

Amanhã serão disputados os contrarrelógios das classes C2 e H5, nos quais participam, Telmo Pinão e Luís Costa, respetivamente. Telmo Pinão parte às 9h36 para uma corrida de 13,6 quilómetros, enquanto Luís Costa vai completar 27,2 quilómetros, a partir das 17h32.

Fonte: FPC