sábado, 13 de abril de 2019

“Volta ao País Basco: Ofensiva final da Astana leva Izagirre ao triunfo”

Espanhol da formação cazaque celebrou após boa exibição em dura etapa

Por: Lusa

Foto: EPA

Ion Izagirre é o vencedor final da Volta ao País Basco, depois de uma etapa final em que a sua equipa, a Astana, conseguiu surpreender a BORA-hansgrohe, dos alemães Emanuel Buchmann e Maximilian Schachmann.

A etapa era relativamente curta, de 118,2 quilómetros (na região de Eibar), mas dura, com seis contagens de montanha - das quais duas de primeira categoria e uma de segunda - que permitiram à Astana atacar forte para recuperar os 54 segundos de atraso que o basco tinha para Buchmann.

A reviravolta começou a definir-se na escalada de Azuki, de primeira categoria, com os ciclistas da BORA-hansgrohe sem pernas para o ataque muito forte de Izagirre e do dinamarquês Jakob Fuglsang, a outra opção da Astana para o triunfo final.

Antes, a Astana muito tinha trabalhado na caça à fuga inicial de dezena e meia de unidades, deixando então as suas duas figuras com espaço para brilhar na montanha.

Faltavam então ainda 62 quilómetros para a meta e mais montanha pela frente, nomeadamente a escalada do Karakate (1.ª), e o atraso do líder era já de 25 segundos.

A tendência de recuperação acentuou-se, nas subidas de Karakate e Asentzio (2.ª), a última do dia e já a 22 quilómetros da meta, com os alemães a terem de reconhecer a derrota.

Com os dois homens da Astana ficaram na frente o esloveno Tadej Pogacar e o irlandês Daniel Martin, ambos da UAE Emirates, e o britânico Adam Yates, da Mitchelton-Scott, vencedor da etapa em 2:59.34 horas.

Buchmann perdia 1.36 e Schachmann 3.45, confirmando-se a vitória final de Izagirre, já esta época triunfador da Volta à Comunidade Valenciana e de uma etapa do Paris-Nice.

Na geral final, Daniel Martin foi segundo, a 29 segundos, e Buchmann terceiro, a 31. Fugslang foi o quarto, a 36, e Yates o quinto, a 51.

Em termos de portugueses, todos voltaram a perder bastante tempo: Ruben Guerreiro (Katusha-Alpecin) 8.59 minutos e Amaro Antunes (CCC) e José Gonçalves (Katusha-Alpecin) 14.50.

Guerreiro conclui a Volta ao País Basco em 36.º, a 32.55. Gonçalves foi 66.º, a 52.31, e Antunes 76.º, a 57.00.

Fonte: Record on-line

“Grande Prémio dos Campeões/Diogo Pinto rei do sprint em Vila Franca de Xira”

Por: José Carlos Gomes

Diogo Pinto (Mato-Cheirinhos/Vila Galé/Etopi) ganhou hoje a primeira etapa do Grande Prémio dos Campões – Troféu António Adegas, ao fim dos 76 quilómetros que ligaram Almeirim a Vila Franca de Xira.

A primeira corrida de cadetes – jovens dos 14 aos 16 anos – do calendário nacional de 2019 foi disputada com o pelotão compacto, apenas perturbado por algumas quedas, a última das quais já na aproximação à meta.

Os azares de uns não perturbaram o rendimento de outros. No grupo numeroso que discutiu a vitória sobressaiu a ponta final de Diogo Pinto, que triunfou com 2h05m09s de prova. Seguiram-se António Morgado (Anipura/GDM/Escola Alexandre Ruas) e Tiago Clemente (Grupo Desportivo de Lousa), segundo e terceiro, respetivamente.

Com a ausência de bonificações, a geral reflete a classificação da etapa, com mais de 50 corredores a registarem o mesmo tempo do primeiro.

Diogo Pinto é também o melhor na classificação por pontos, o Grupo Desportivo de Lousa comanda por equipas e o seu corredor António Morgado é o melhor cadete de primeiro ano.

A segunda e última etapa do Grande Prémio dos Campeões – Troféu António Adegas corre-se neste domingo. Terá partida e chegada em Santiago do Cacém, 77,7 quilómetros de extensão e começa às 10h00.

Fonte: FPC

“GP Internacional Beiras e Serra da Estrela/Daniel Mestre ganha etapa e veste amarela”

Por: José Carlos Gomes

Daniel Mestre (W52-FC Porto) venceu hoje a segunda etapa do GP Internacional Beiras e Serra da Estrela, uma maratona de 197,5 quilómetros, entre Manteigas e o Fundão, e assumiu o comando da geral.

A longa etapa foi pródiga em ataques, mas nenhum foi suficiente para impedir nova chegada ao sprint. Daniel Mestre foi o mais forte, relegando Vicente García de Mateos (Aviludo Louletano) para o segundo lugar e o camisola amarela, Edwin Ávila (Israel Cycling Academy), para o terceiro posto.

Com as bonificações, Daniel Mestre subiu ao topo da geral individual. Edwin Ávila é o segundo classificado, a 4 segundos, e García de Mateos é terceiro, a 8 segundos.

“Não podia estar mais satisfeito com este resultado, porque, apesar de estar muito constipado, o diretor desportivo e os meus companheiros acreditaram em mim. Depois do trabalho que fizeram, restou-me dar tudo para tentar vencer. Para amanhã não posso prometer nada, darei o máximo e seja o que Deus quiser”, afirmou Daniel Mestre, que junta a camisola das metas volantes à amarela. Francisco Campos (W52-FC Porto) continua a ser o melhor jovem e a Israel Cycling Academy encima a tabela coletiva.

Henrique Casimiro e Nikolay Mihaylov (Efapel) foram os grandes animadores da jornada. Atacaram, na companhia de David Rodrigues (Rádio Popular-Boavista), na aproximação à subida para a Guarda, com cerca de 50 quilómetros de corrida. O boavisteiro ganhou a montanha e abdicou, mas os dois homens da Efapel persistiram. Chegaram a ter mais de 6 minutos de vantagem, mas viram o esforço gorar-se devido ao trabalho da Israel Cycling Academy no pelotão.

Antes de serem alcançados, a 66 quilómetros da meta, Henrique Casimiro ainda aproveitou para somar os pontos necessários para vestir a camisola de melhor trepador. Anulada a iniciativa do duo da Efapel, Kirill Sveshnikov (Lokosphinx) e Hugo Nunes (Rádio Popular-Boavista) também tentaram a sorte. O boavisteiro foi o mais resistente, mas, ainda assim, sucumbiria à perseguição, a 8 quilómetros da chegada, após Joni Brandão (Efapel) e Luís Fernandes (Aviludo-Louletano) terem tentado, sem sucesso, fazer a “ponte” para a frente da corrida. Com as fugas anuladas, ficou aberto caminho para a previsível chegada ao sprint.

A tão esperada etapa-rainha da competição está guardada para o último dia, domingo. Será uma viagem de 177 quilómetros, entre Celorico da Beira (11h50) e a Covilhã (16h13). A meta coincide com uma contagem de montanha de terceira categoria, no centro da Covilhã, mas o momento do dia será a subida ao alto da Torre, montanha de primeira categoria, a 83,2 quilómetros do final.

Fonte: FPC