sexta-feira, 4 de agosto de 2017

“Volta à Polónia: Dylan Teuns vence prova e Rui Costa acaba em 10.º”

Holandês Wout Poels triunfou na 7.ª e última etapa da competição

Foto: EPA

O português Rui Costa (UAE Team Emirates) terminou esta sexta-feira no 10.º lugar da Volta à Polónia, prova ganha pelo belga Dylan Teuns (BMC Racing Team), que acabou com apenas menos 2 segundos do que o polaco Rafal Majka (Polónia/Bora-hansgrohe).

Na 7.ª e última etapa, com 132,5 km e muita montanha, a vitória sorriu ao holandês Wout Poels (Team Sky), que se impôs ao sprint à frente de um grupo que incluía os dois primeiros da geral. Um triunfo que apenas deu para Poels terminar a prova no 3.º lugar, a 3 segundos de Teuns.

Quando a Rui Costa, foi 10.º na tirada, descendo uma posição na classificação geral. Já os outros portugueses em prova, Nelson Oliveira (Movistar) e José Gonçalves (Katusha Alpecin), desistiram durante a tirada.

Classificação final da Volta à Polónia

1. Dylan Teuns (Bélgica/BMC Racing Team), 27:07:47"

2. Rafal Majka (Polónia/Bora-hansgrohe), +2"

3. Wout Poels (Holanda/Team Sky), +3"

4. Wilco Kelderman (Holanda/Team Sunweb), +10"

5. Adam Yates (Grã-Bretanha/Orica-Scott), +13"

6. Domenico Pozzovivo (Itália/AG2R La Mondiale), +23"

7. Sam Oomen (Holanda/Team Sunweb), +36"

8. Jack Haig (Austrália/Orica-Scott), +57"

9. Vincenzo Nibali (Itália/Bahrain-Merida), +1:19"

10. Rui Costa (Portugal/UAE Team Emirates), +1:22"

Fonte: Record on-line

“Portugueses em ação na WTS Montreal”

Foto: ITU

Montreal receberá, este fim-de-semana, a sétima etapa do circuito mundial WTS. A cidade canadense será palco de dois dias de competição que reunirão os melhores triatletas do mundo para a disputa de mais uma prova pontuável para o Campeonato do Mundo de Triatlo.

João Pereira, Miguel Arraiolos e Melanie Santos estarão presentes na etapa que assinala a segunda competição consecutiva em solo do Canadá. Desta feita serão desafiados a disputar uma prova no formato Standard onde percorrerão os percursos da cidade ao longo de 1,5km de natação, 40km de ciclismo e 10km de corrida.

O trio luso irá integrar o forte contingente internacional composto pelos mais talentosos triatletas do mundo, onde podemos encontrar valores como Mario Mola, Fernando Alarza, e Javier Gomez, nos homens, ou Flora Duffy, Katie Zaferes e Kirsten Kasper, mas mulheres. Atletas que lideram o ranking do circuito mundial e que, certamente, trarão grande competitividade à prova.

Melanie Santos será a primeira atleta lusa a entrar em competição e terá a partida agendada para sábado, 5 de Agosto, às 13h36 locais (18h36 Portugal). João Pereira e Miguel Arraiolos entrarão em ação no domingo, 6 de Agosto, à mesma hora.

Fonte: FTP

“Campeonato da Europa de Estrada/Femininos”

Maria Martins sétima classificada no Europeu de estrada

Por: José Carlos GOmes

Maria Martins foi hoje a sétima classificada na prova de fundo para juniores femininas do Campeonato da Europa de Estrada, realizada em Herning, Dinamarca.

A corredora portuguesa começou mal, com uma troca de roda provocada por um raio partido logo nos primeiros dez dos 60,3 quilómetros de prova. No entanto, com uma exibição personalizada de grande qualidade tática, Maria Martins soube estar na discussão da corrida até final.

A ribatejana manteve-se sempre perto da cabeça do pelotão, cumprindo as instruções dadas pelo selecionador nacional, José Poeira. Com o posicionamento correto conseguiu evitar as muitas quedas que marcaram a prova, não ficou presa nos “cortes” provocados pela aceleração das equipas mais fortes e entrou no quilómetro final em condições de discutir o sprint.

A mais rápida nos metros finais foi a holandesa Lorena Wiebes, que conquistou a medalha de ouro, seguindo-se a dinamarquesa Emma Cecilie Norsgaard e a italiana Letizia Paternoster.

Já medalhada em dois Europeus de pista, Maria Martins estrou-se num Campeonato da Europa de Estrada com o sétimo posto, superando as próprias expectativas. “Vinha com intenção de lutar por um top 20, porque não sabia bem o nível das adversárias e porque a estrada é muito diferente da pista. No final acabei por ficar com a sensação de que, se tivesse arrancado para o sprint mais à frente, podia conseguir um top 5”, salienta a corredora.

“Foi um bom desempenho, porque não tinha experiência na estrada a este nível. Mostrou uma leitura de corrida muito boa, inteligência e capacidade para estar com as melhores. Se fosse mais rodada, talvez ainda pudesse chegar mais à frente”, avalia José Poeira.

Fonte: FPC

“Campeonato da Europa de Estrada/Femininos”

Soraia, a resistente, termina no pelotão principal

Por: José Carlos Gomes

Soraia Silva estreou-se hoje na categoria de sub-23 do Campeonato da Europa de Estrada, em Herning, Dinamarca, com uma exibição convicente, que lhe permitiu concluir os 120,5 quilómetros no primeiro pelotão, no 21.º lugar.

As corredoras foram fustigadas por aguaceiros muito intensos, rajadas de vento forte e temperaturas baixas durante toda a prova, o que dificultou a tarefa a Soraia Silva, que é uma ciclista de baixa estatura, com maiores dificuldades para provas em terreno plano endurecidas por condições meteorológicas adversas.

No primeiro ano de sub-23, a corredora lusa soube vencer aquelas dificuldades e ainda resistiu à maior experiência e ao poderio físico das rivais. Apesar de ter sentido algumas dificuldades de colocação, Soraia Silva sobreviveu ainda às quedas no pelotão, passando incólume aos acidentes que atingiram algumas rivais.

Na fase final conseguiu chegar mais à frente do pelotão para tentar intrometer-se no sprint, iniciativa que lhe valeu a 21.ª posição, entre as 86 corredoras que iniciaram a prova. A dinamarquesa Pernille Mathiesen, a correr em casa, atacou, a cerca de 25 quilómetros do final, para vencer em solitário. O pelotão chegou 6 segundos depois, encabeçado pela norueguesa Susanne Andersen e pela britânica Alice Barnes, segunda e terceira, respetivamente.

“A maior dificuldade que tive foi na colocação. Cheguei-me algumas vezes à frente do pelotão, mas, de repente, já estava para trás. No final procurei discutir o sprint, mas ainda não tenho experiência para passar pelos ‘buracos’”, reconhece a corredora portuguesa.

Fonte: FPC

“Campeonato da Europa de Estrada”

Pedro Teixeira melhor júnior masculino em Herning

Por: José Carlos Gomes

Pedro Teixeira foi o melhor elemento da Equipa Portugal na prova de fundo para juniores do Campeonato da Europa de Estrada, disputada na tarde de hoje, em Herning, Dinamarca, ao longo de 120,6 quilómetros.

O corredor maiato foi o 38.º a cortar a meta, com o mesmo tempo do vencedor, o italiano Michele Gazzoli. “Vinha bem colocado, mas uma queda na reta da meta impediu-me de fazer um lugar mais à frente. Não sei se faria nos dez primeiros, mas podia entrar à vontade no top 20”, disse o corredor no final da corrida.

A prova acabou por disputar-se ao sprint por um pelotão numeroso, apesar de a alta velocidade e o mau tempo terem endurecido a prova e provocado algumas quedas. Michele Gazzoli correspondeu da melhor forma, com uma arrancada portentosa, ao trabalho da seleção italiana, que lançou o sprint. O segundo classificado foi o norueguês Soren Waerenskjold e o terceiro o alemão Niklas Markl.

Apesar do ritmo elevado – média de 44,8 km/h -, três dos quatro corredores lusos que alinharam à partida conseguiram chegar ao final integrados no pelotão da frente. Além de Pedro Teixeira, também terminaram Pedro José Lopes, 51.º classificado, e Pedro Miguel Lopes, 57.º. João Dinis, que perdeu o contacto com o pelotão na primeira das seis voltas, devido a uma queda que aconteceu à sua frente, não conseguiu recolar e acabou por desistir.

Esta foi a terceira corrida do dia para a Equipa Portugal em Herning. Nas anteriores assistiu-se a bons desempenhos de Maria Martins, sétima na prova de fundo de juniores femininas, e de Soraia Silva, 21.ª na corrida de fundo para sub-23 femininas.

Fonte: FPC

“Volta a Portugal de Cadetes Liberty Seguros”

Espanhol de amarelo na Figueira da Foz

Por: José Carlos Gomes

A Volta a Portugal de Cadetes começou hoje com sotaque castelhano, com a vitória do espanhol Juan Ayuso Pesquera (Ginestar) na primeira etapa, que teve partida e chegada na Figueira da Foz.

Os 78,2 quilómetros da etapa inaugural, disputados sob tempo quente, foram percorridos a alta velocidade e terminaram com uma discussão ao sprint. Juan Ayuso Pesquera foi o mais velos, relegando o compatriota Miguel Mera (Aluminios Cortizo-Anova) para o segundo lugar e o português Pedro Silva (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) para o terceiro posto, todos, tal como o restante pelotão, com 1h59m10s de corrida.

Uma vez que a Volta a Portugal de Cadetes não atribui bonificações, a geral segue a mesma ordem da etapa, sem qualquer diferença de tempo entre os primeiros 41 corredores, que integraram o pelotão principal na chegada à estância balnear da região Centro.

Além de vencer a etapa e de comandar a geral individual, Juan Ayuso Pesquera é o melhor cadete de primeiro ano e está na dianteira da classificação por pontos. O primeiro dia de competição reservou para as equipas portuguesas a camisola da montanha, envergada por Daniel Fortes (Alcobaça CC/Crédito Agrícola). A classificação por equipas é encimada pelos espanhóis da Giménez Ganga/Primoti/Toco Bike.

A segunda etapa da Volta a Portugal de Cadetes corre-se neste sábado. Vai ligar Ferreiros, em Anadia, à Curia, no mesmo concelho, ao longo de 70,8 quilómetros. A partida será dada às 13h00, esperando-se a chegada para antes das 15h00.

Fonte: FPC

“Volta Portugal/1ª Etapa”

Aqui fica o vídeo do trajeto da 1ª etapa, com ligação entre Vila Franca de Xira e Setúbal, a realizar este sábado.

“Volta Portugal/A Volta dia a dia pelo diretor Joaquim Gomes/1º Etapa”

1ª Etapa – Vila Franca de Xira» Setúbal - 203KM - 5 agosto, Sábado

Vila Franca de Xira redescobre a Lezíria do Tejo a caminho de Setúbal

A 1ª etapa da “Volta” afirma-se pela extensão e pelas particularidades que sempre fazem da inicial etapa em linha, um dia de grande tensão. Apesar de maioritariamente plana, será certamente abrilhantada por uma forte adesão popular, não fosse o Ribatejo berço de muitas das maiores figuras do ciclismo nacional. As fugas, mais ou menos consentidas, serão uma constante. Será, no entanto, tal como em 2016, no cenário da Serra da Arrábida que os mais fortes se afirmarão. Acredito numa chegada a Setúbal com o pelotão muito fracionado e, por ventura, sem alguns dos potenciais candidatos.

Fonte: Podium

“Volta Portugal/As recordações e ensinamentos que 2016 deixou em Gustavo Veloso”

Ciclista espanhol (W52-FC Porto) perdeu a edição do ano passado para o companheiro Rui Vinhas.

O ciclista espanhol Gustavo Veloso (W52-FC Porto) confessou à Lusa que, da “dura” Volta a Portugal de 2016, guarda recordações de dias de tensão, extravasada em declarações “mal interpretadas”, e a lição de não poder mostrar os seus sentimentos.

Passaram quase 365 dias desde que Gustavo Veloso perdeu a Volta a Portugal para o seu companheiro Rui Vinhas. As imagens e sons daquele 07 de agosto, quente de emoções, ainda pairam na memória de todos, especialmente na do bicampeão derrotado, que no regresso a Lisboa, cidade que o consagrou como campeão em 2014 e 2015 e que consumou a sua derrota no ano passado, recordou uma edição “dura”, muito mais a nível psicológico do que competitivo.

“Não foi uma Volta mais difícil que outras, foi diferente. Em 2013, perdi para um colega de equipa [Alejandro Marque] por quatro segundos, mas era a primeira Volta. Não havia o favoritismo que eu tinha no ano passado. Eram circunstâncias diferentes”, distinguiu o galego em entrevista à agência Lusa.

As circunstâncias de que o líder da W52-FC Porto, de 37 anos, fala prenderam-se com a rivalidade que muitos tentaram incentivar entre si e o seu colega português, que viria a ficar à sua frente na geral, depois de fugir para a amarela na terceira etapa.

“No momento em que o Vinhas ganhou a camisola amarela, todas as perguntas dos jornalistas eram orientadas para uma hipotética disputa entre os dois. Parece que a Volta éramos só nós. Desde esse ponto de vista, foi uma Volta dura. Chegou um momento em que eu já estava farto de responder sempre às mesmas perguntas”, lembrou.

À distância de um ano, o experiente espanhol reconhece que as polémicas declarações que proferiu no último dia, quando, no calor do momento, argumentou que tinha sido ele o mais forte na estrada, traduziram o turbilhão de emoções e tensão acumulados durante a competição.

“Fui um bocado mal interpretado. Naquela situação, as pessoas só conseguiram ver aquelas declarações e esqueceram-se dos dez dias antes. Com essa pressão, com os jornalistas sempre a perguntar sobre a rivalidade… foi um momento em que eu, depois de cruzar a linha de meta, senti que tinha tirado uma mochila cheia de pedras. Estive pressionado durante toda a Volta. O líder era o Vinhas e a pressão continuava toda a cair em mim. Estavam constantemente a perguntar-me se ia atacar o Vinhas, quando eu ia na roda dos adversários, para servir como travão para ele não perder tempo. Foram umas declarações que fiz, que era o mais forte e que nem sempre quem ganhava era o mais forte… penso que não disse nada que não fosse verdade”, defendeu-se o líder ‘dragão’.

Veloso garantiu, no entanto, que em nenhum momento pretendeu retirar mérito ao feito do seu colega e que, horas mais tarde, superado o “choque emocional” que sentiu quando concluiu o contrarrelógio, celebrou o triunfo do pequeno trepador português como se fosse seu na tradicional festa do Sobrado, localidade sede da W52-FC Porto.

“Naquela altura, tinha os sentimentos à flor da pele. As pessoas não repararam, mas as lágrimas caíam, quando tinha o capacete do ‘crono’ ainda posto. Houve um pequeno detalhe, que ninguém viu: eu tinha auricular, por isso, cortei a meta a saber que não ganhava a Volta. E esperei pelo Vinhas para o felicitar. Podia ter-me ido embora”, revelou.

Por isso, desenganem-se aqueles que esperam ver cisões na formação portista na 79.ª Volta a Portugal, que arrancou hoje com um prólogo em Lisboa, e termina a 15 de agosto, com um contrarrelógio em Viseu.

“Nós sabemos que, nestes últimos quatro anos, a nossa arma mais potente em relação aos outros foi a união. Mesmo no ano passado, isso ficou demonstrado. Por muito que as pessoas pudessem especular, na estrada demonstrámos que éramos uma equipa unida e que nos respeitávamos. Este ano, tanto eu como o Vinhas podíamos ter ido para outras equipas, talvez até com melhores condições. Se ficámos aqui, é porque estamos à vontade. Mau ambiente não há”, realçou.

Visivelmente mais zen do que nas edições anteriores, o favorito número um ao triunfo nesta Volta a Portugal não nega que as agruras de 2016 também se traduziram em ensinamentos.

“Aprendi [hesita, demora uns segundos e suspira]… não sei o que aprendi. Se calhar, coisas que já sabia… que, às vezes, não se pode mostrar muito os sentimentos”, resumiu.

Fonte: Sapo on-line

“Volta Portugal/Nocentini adivinhou a amarela de Damien Gaudin”

Avisou na véspera para eventual triunfo

Por: Lusa

Foto: Filipe Farinha

Damien Gaudin (Armée De Terre) cumpriu esta sexta-feira parcialmente a sua missão para esta Volta a Portugal em bicicleta, ao conquistar a amarela no prólogo de Lisboa, cumprindo assim um vaticínio que Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira) tinha feito na véspera.

"Vim para a Volta a Portugal com três objetivos: ganhar o prólogo, uma etapa, não sei qual, e fazer um bom contrarrelógio final", enumerou o francês de 30 anos.

Na véspera, enquanto aguardava para subir ao palanque onde decorreu a apresentação das equipas da 79.ª Volta a Portugal, Damien Gaudin descobriu entre a multidão Rinaldo Nocentini. O francês fez uma festa, abraçou o italiano e os dois, que foram colegas na AG2R LA Mondiale, perderam-se à conversa.

Quando se despediram, o espanhol Jesús Ezquerra, que durante longos minutos deteve o melhor tempo do prólogo -- acabaria por ser sexto, a 11 segundos do vencedor -, interrogou o seu companheiro, lançando: "Mas este é ciclista ou boxeur?". A resposta de 'Il Noce' foi imediata: "Cuidado, que ele pode ganhar o prólogo amanhã".

E o italiano do Sporting-Tavira não falhou: o 'armário' francês (1,90 metros e 82 kg) pedalou a uma média de 50,625 km/h para comprovar o seu estatuto de especialista em prólogos, cumprindo o percurso em 6.24 minutos.

"Vim para ganhar o prólogo, está feito. Para nós a Volta a Portugal começa maravilhosamente bem", lançou o corredor da Armée De Terre, que este ano já tinha conquistado o prólogo na Volta ao Luxemburgo e que também o fez no Paris-Nice, em 2013.

O expansivo Gaudin estragou a festa das equipas nacionais e, particularmente, do campeão nacional de contrarrelógio Domingos Gonçalves (RP-Boavista), que, apostado em demonstrar que o seu título não foi um mero acaso, deu tudo por tudo para ser segundo, a dois segundos.

"Se não fizesse nada de jeito hoje, iam cortar-me na casaca. Assim, não", brincou o menos conhecido dos gémeos Gonçalves, que relegou o 'leão' Alejandro Marque para a terceira posição.

O galego, vencedor da Volta a Portugal de 2013, foi mesmo o grande vencedor da jornada entre os favoritos, já que ganhou preciosos segundos para toda a concorrência e recuperou a confiança perdida nas suas capacidades.

"Ultimamente, nos 'cronos' explosivos não me tenho saído bem. Este resultado dá-me confiança. O importante era não perder tempo. Hoje, podíamos perder mais do que ganhar, caso cometêssemos algum erro. É óbvio que sair daqui com segundos de vantagem sobre toda a concorrência dá-me mais tranquilidade", assumiu o espanhol, que é terceiro da geral a três segundos de Gaudin.

Na sua luta particular, Marque roubou tempo a toda a concorrência, com o seu colíder, Rinaldo Nocentini, 11.º a 13 segundos do francês da Armée De Terre, o bicampeão Gustavo Veloso (W52-FC Porto), 12.º a 14, o português Sérgio Paulinho (Efapel), 15.º a 17, e o duo Raúl Alarcón (W52-FC Porto) e Edgar Pinto (LA Alumínios-Metalusa-Blackjack), respetivamente 16.º e 17.º a 18, a serem os menos prejudicados pelo percurso totalmente plano e sem história do prólogo.

Os 5,4 quilómetros percorridos ao longo da Avenida da Índia, com início e final na Praça do Império, enveredaram pelo lado mais distante (e mais feio) do rio Tejo, e, sem a presença de vento, serviram também para estilhaçar o sonho da revalidação de Rui Vinhas (W52-FC Porto) que perdeu 37 segundos, tal como João Benta (RP-Boavista).

Vinhas e Benta foram mesmo as principais vítimas das primeiras pedaladas da 79.ª Volta a Portugal, que no sábado ruma ao sul, nos 203 quilómetros entre Vila Franca de Xira e Setúbal.

Fonte: Record on-line

“Volta Portugal/Militar” francês cumpre missão”

“Vim para ganhar o prólogo, está feito!”

Fotos: José Morais

No ir e vir junto ao Tejo, onde se realizou esta sexta-feira, 4 de agosto, o Prólogo da 79ª Volta a Portugal Santander Totta, não houve margem para descanso. Com objetivos bem definidos para a Volta que agora começou, Damien Gaudin, da equipa de ciclismo do exército francês, Armée de Terre, chegou, viu e venceu na capital portuguesa. O francês de 30 anos voou à média de 50,6 Km/hora nos cinco quilómetros e 400 metros do contrarrelógio que atribuiu a primeira Camisola Amarela entregue, em Lisboa, no fantástico cenário da Praça do Império e Mosteiros dos Jerónimos. O registo de 6’24’’deixou o segundo melhor tempo a dois segundos. “Vim com três objetivos: o prólogo, uma etapa e o contrarrelógio final. O primeiro está feito!” A afirmação de Damien Gaudin, o francês vencedor, não deixa margem para dúvidas sobre o que pretende nesta primeira participação na prova portuguesa, uma vez que na montanha não se diz especialista.“Como sou um dos mais velhos da equipa, vim também para ensinar os mais jovens a abordar as etapas. Para muitos é a primeira vez que fazem provas por etapas com tantos dias”, argumenta o chefe de fila da Armée de Terre.


Atrás do “militar” de 30 anos, natural de Nantes, ficou o campeão português de contrarrelógio, Domingos Gonçalves (RP-Boavista), que gastou mais dois segundos e o espanhol Alejandro Marque (Sporting-Tavira) ficou em terceiro com diferença de três segundos.

Neste dia de lutas individuais contra o cronómetro também mereceu destaque o canadiano Travis Samuel (H&R Block ProCycling Team) ao vestir a Camisola Branca RTP, por ser o melhor jovem em prova.

Fonte: Podium