sexta-feira, 29 de novembro de 2019

“FIGURAS MARCANTES DO CICLISMO LUSO”

Hoje falamos de: José Maria Nicolau

Foram várias as figuras do pelotão nacional que marcaram as principais fases da evolução do ciclismo português, e das quais nos iremos ocupar neste capítulo, desde as proezas de José Bento Pessoa, nos finais do Século XVIII, aos inesquecíveis José Maria Nicolau e Alfredo Trindade, até aos históricos Alves Barbosa, Joaquim Agostinho e Marco Chagas.

Pelo meio ficaram Ribeiro da Silva, a dinastia dominadora do FC Porto (dos Moreira, Dias Santos, Sousa Cardoso, Mário Silva, José Pacheco, entre outros), os dois José Martins (o do Benfica e o da Coelima), José Albuquerque (o popular “Faísca”), o “leão” João Roque e os benfiquistas Peixoto Alves, Fernando Mendes e Francisco Valada, para terminar em Joaquim Gomes, Fernando Carvalho, Jorge Silva, Orlando Rodrigues, Vítor Gamito, Nuno Ribeiro e José Azevedo. 

Todos eles estão envolvidos na reconstituição, que a seguir fazemos, das breves biografias daqueles que elegemos como principais marcos históricos da evolução do ciclismo português


JOSÉ MARIA NICOLAU

Nascimento: 15 de Outubro de 1908 Naturalidade: Cartaxo Equipas: Carcavelos (1928) e Benfica (1929 a 1939) Volta a Portugal: 1º + 8 etapas + 14 dias de líder em 1931; 2º + 4 etapas + 7 dias de líder; desistiu em 1933 + 1 etapa + 1 dia de líder; 1º + 3 etapas + 10 dias de líder, em 1934; desistiu em 1935. Vestiu a camisola amarela 24 vezes. Terminou a carreira: 24/09/1939 faleceu: 25 de Agosto de 1969, vítima de acidente de viação.


DEU ASAS AO BENFICA

José Maria Nicolau, foi um dos mais populares ciclistas portugueses dos anos 30, que, depois de se ter evidenciado nas fileiras do Carcavelos, ingressou no Benfica, em 1929, ao serviço do qual venceu a Volta a Portugal em Bicicleta em 1931 e 1934, em animados despiques com o seu conterrâneo e grande rival, Alfredo Trindade, o qual, antes de chegar ao Sporting, se revelou nas fileiras do União Clube Rio de Janeiro, popular colectividade do Bairro Alto, da cidade de Lisboa.

Durante a década de 1930 os dois corredores, ribatejanos da mesma terra, da mesma idade (separava-os apenas cinco meses) e de clubes rivais, mas muito amigos, fizeram vibrar de entusiasmo os desportistas portugueses com os seus empolgantes duelos, dando assim decisiva contribuição para a popularidade e expansão, a nível nacional, do ciclismo e dos dois grandes clubes lisboetas.

Nicolau impressionava pela sua compleição física e robustez (80 kg), em contraste com a franzina silhueta de Trindade (50 kg), mas eram iguais pelo seu espírito de lutadores.


PRINCIPAIS VITÓRIAS:

Nicolau não se limitou a ganhar duas Voltas a Portugal. Com o mesmo brio e tenacidade bateu-se por outros sucessos, tendo ganho, sempre ao serviço do Benfica:

100 Km da Golegã (1930)

Golegã-V. Franca-Benavente (1930)

Lisboa-Coimbra (1930, 31 e 32)

Campeonato Nacional de Fundo (1931, 1932, 1933)

Taça Olímpica – CRI (1930, 1931, 1932, 1933)

GP Outono (1931)

Volta a Lisboa (1931)

Porto-Vigo (1931)

Taça da União e a Volta a Lisboa (1931 e 1932)

Lisboa-Sintra (1932-1933)

Lisboa-Ericeira-Mafra-Malveira-Lisboa (1932)

Porto-Lisboa (1932, 1934 e 1935)

Lisboa-Bombarral-Lisboa (1933)

Tábua-Coimbra-Tábua (1934).

Fonte: FPC