sábado, 22 de fevereiro de 2020

“Fuglsang segundo na quarta etapa e mantém liderança na Andaluzia”

Jack Haig (Michelton-Scott) venceu ao sprint

Por: LUsa

Foto: DR

O dinamarquês Jakob Fuglsang (Astana) foi este sábado segundo na quarta etapa da Volta à Andaluzia em bicicleta, atrás do australiano Jack Haig (Michelton-Scott), e manteve a liderança da corrida espanhola.

O australiano foi o primeiro a concluir os 125 quilómetros da tirada, após duas contagens de montanha de terceira categoria e uma de primeira, em 3:07.35 horas, ao bater ao 'sprint' Fuglsang e o espanhol Mikel Landa (Bahrain McLaren), que segue na segunda posição da geral, a 14 segundos do líder.

O dinamarquês Jakob Fuglsang (Astana) foi este sábado segundo na quarta etapa da Volta à Andaluzia em bicicleta, atrás do australiano Jack Haig (Michelton-Scott), e manteve a liderança da corrida espanhola.

O australiano foi o primeiro a concluir os 125 quilómetros da tirada, após duas contagens de montanha de terceira categoria e uma de primeira, em 3:07.35 horas, ao bater ao 'sprint' Fuglsang e o espanhol Mikel Landa (Bahrain McLaren), que segue na segunda posição da geral, a 14 segundos do líder.

Haig subiu ao terceiro lugar, a 35 segundos de Fuglsang, vencedor da prova em 2019 e que este ano já venceu duas etapas.

Nelson Oliveira (Movistar), o único português em prova, não foi além do 60.º posto na etapa, a 12.28 minutos do vencedor, ocupando o 70.º lugar na classificação geral, a 31.58.

No domingo, a corrida andaluz termina com um contrarrelógio individual de 13 quilómetros, em Mijas.

Fonte: Record on-line

“Volta ao Algarve: Exausto Evenepoel sobrevive ao Malhão e a 'Superman’ López”

As contas do Malhão deixam tudo em aberto para a última etapa da 46.ª Volta ao Algarve, um contrarrelógio de 20,3 quilómetros nas ruas de Lagoa.

Miguel Ángel López (Astana) levou hoje ao limite o camisola amarela Remco Evenepoel (Deceuninck-QuickStep) no alto do Malhão, conquistando a vitória na quarta etapa, mas não conseguindo destronar o ciclista belga da liderança da Volta ao Algarve.

Mais do que os festejos efusivos de ‘Superman’ López, ficará para a memória a imagem de Remco Evenepoel estirado na estrada, exausto, após ter conseguido segurar a amarela na quarta tirada da ‘Algarvia’ e, consequentemente, poder cumprir o desígnio de ser o último partir para o contrarrelógio da derradeira etapa, que se disputa no domingo, em Lagoa.

“Penso que a imagem que viram diz tudo. Estava totalmente vazio no final, mas tinha de defender a camisola”, assumiu o jovem belga, que está agora ‘empatado’ em tempo com Daniel Martin (Israel Start-Up Nation), segundo na etapa a dois segundos do colombiano da Astana, e de Maximilian Schachmann (Bora-hansgrohe), que chegou atrás de si, também a quatro segundos do vencedor.

A estratégia demasiado calculista dos candidatos resultou em diferenças ténues no alto do Malhão, que ainda assim tiveram impacto na geral, com Rui Costa a ser relegado para a quinta posição, a três segundos do camisola amarela, e INEOS a ser eclipsada – Michal Kwiatkowski, o seu melhor homem na geral, está a 1.30 minutos de Evenepoel.

A mais clássica das subidas da ‘Algarvia’ foi antecedida de uma jornada relativamente tranquila, em que o protagonismo coube a nove aventureiros, que escaparam ao pelotão ao quilómetro 13 dos 169,7 a percorrer entre Albufeira e o Malhão.

Dries de Bondt (Alpecin-Fenix), David González (Caja Rural-Seguros RGA), Tom Devriendt (Circus-Wanty Gobert), Daniel Hoelgaard (Uno-X Norwegian Development Team), Luís Mendonça e Tiago Antunes (Efapel), Rafael Lourenço (Kelly-InOutBuild-UDO), Daniel Freitas (Miranda-Mortágua) e João Rodrigues (W52-FC Porto) construíram uma margem que rondou os dois minutos durante largos quilómetros e que ‘obrigou’ o Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel, apanhado desprevenido sem nenhum representante na fuga, a assumir a perseguição.

A primeira mexida no grupo foi protagonizada por João Rodrigues, com o vencedor da Volta a Portugal de 2019 a iniciar, em solitário, a escalada inicial ao Malhão, enquanto lá atrás o italiano Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo) arrancava do grupo de favoritos para ir no encalço do algarvio.

Sozinho, o ‘Tubarão do Estreito’, um dos dois ciclistas no ativo a ter vencido as três grandes Voltas, impôs uma passada demolidora, alcançando e ultrapassando os restantes oito fugitivos, e chegando ao alto a pouco mais de 30 segundos do ciclista ‘portista’.

No entanto, nem o italiano, nem o voluntarioso Rodrigues sobreviveram ao trabalho da UAE Emirates, primeiro, e da Deceuninck-QuickStep, depois, acabando absorvidos pelo grupo ainda antes da segunda e decisiva subida ao ponto mais alto de Loulé.

Tímidos nos ataques, os favoritos esperaram pelo derradeiro quilómetro da tirada para ‘apostarem todas as fichas’, numa subida exageradamente tática: após várias tentativas de aceleração de Amaro Antunes (W52-FC Porto), apostado em repetir o triunfo de 2017, foi Daniel Martin quem assumiu o comando, antes de ‘Superman’ López dar o esticão final, a 500 metros da meta.

“Tive boas sensações na subida do segundo dia [Fóia] e contava estar bem para discutir esta etapa, apesar de ser a minha primeira corrida da temporada. Ataquei de longe para me isolar e consegui uma vantagem importante que foi suficiente para ganhar”, resumiu o colombiano, que cruzou a meta com o tempo de 4:16.25 horas.

As contas do Malhão deixam tudo em aberto para a última etapa da 46.ª Volta ao Algarve, um contrarrelógio de 20,3 quilómetros nas ruas de Lagoa, em que Evenepoel, o campeão europeu e vice-campeão mundial da especialidade, parte como favorito.

Fonte: Sapo on-line

“Volta ao Algarve: As odisseias de Nils Pollit”

Alemão está a fazer mais quilómetros do que o restante pelotão

Por: Pedro Filipe Pinto

É uma das histórias mais caricatas desta 46.ª edição da Volta ao Algarve: Nils Pollit (Israel Start-Up Nation) está a fazer autênticas odisseias, enquanto o resto do pelotão está a fazer 'apenas' etapas.

O ciclista alemão, de 25 anos, está no Algarve para preparar a época de clássicas (março e abril) e, por isso, quanto mais quilómetros fizer, melhor. Foi com esse intuito que Pollit, em pelo menos duas etapas, fez a travessia do hotel para a partida de bicicleta - os colegas foram confortavelmente no autocarro -, fez depois toda a etapa e, depois de cruzar a meta, seguiu para o hotel... novamente montado na sua máquina.

Para ter noção, de Portimão (hotel da equipa) a Sagres são cerca de 52 km. Segui-se a etapa de 202 km que ligou Sagres à Fóia. E, por fim, o regresso ao hotel: mais 33 km. Ou seja, no total Pollit fez 287 km num dia. Mais 85 que o restante pelotão.

Em conversa com Record, o corredor alemão não quis admitir. "Eu? Não! Porque diz isso?", questionou, mas mudou de atitude quando foi confrontado com 'provas visuais': "Pronto, talvez esteja a fazer, sim", atirou, bem-disposto.

Mas porquê? Por que é que Nils Pollit está a colocar tanto peso nas pernas?: "Por que não? O tempo até está bom! Antes das clássicas tenho de colocar quilómetros nas pernas e este treino extra serve exatamente para isso."

Em 2019, o ciclista fez segundo no Paris-Roubaix e quinto no Tour de Flandres, por isso este ano só pensa em fazer melhor. "Sim, foi uma temporada boa e quero estar tão bem como no ano passado, se tiver melhor, perfeito."

Fonte: Record on-line

"46.ª Volta ao Algarve Cofidis"

Miguel Ángel López ganha e Evenepoel resiste no Malhão

Por: José Carlos Gomes

O colombiano Miguel Ángel López (Astana Pro Team) conquistou hoje a quarta etapa da 46.ª Volta ao Algarve Cofidis, no alto do Malhão, Loulé, depois de percorridos 169,7 quilómetros, desde Albufeira. O belga Remco Evenepoel (Deceuninck-Quick-Step) resistiu às investidas dos adversários e manteve a Camisola Amarela Visit Algarve, em igualdade de tempo com Daniel Martin (Israel Start-Up Nation) e Maximilian Schachmann (Bora-hansgrohe), segundo e terceiro, respetivamente.

A esperada etapa do Malhão não desiludiu, proporcionando emoção e espectáculo aos milhares de espetadores que se espalharam pela montanha louletana. Um grupo com cerca de 30 unidades entrou na subida final, durante a qual se sucederam os esticões, com Amaro Antunes (W52-FC Porto) a ser o mais inconformado. Até aos 500 metros finais nenhuma iniciativa resultou, mas, nessa altura, Miguel Ángel López fez o ataque decisivo.

O colombiano arrancou com confiança. O irlandês Daniel Martin tentou responder, mas o melhor que conseguiu foi a segunda posição, a 2 segundos. Remco Evenepoel sofreu para chegar no terceiro lugar, a 4 segundos do vencedor.

“Tive boas sensações na subida do segundo dia [Fóia] e contava estar bem para discutir esta etapa, apesar de ser a minha primeira corrida da temporada. Estou satisfeito com a vitória e quero dedicá-la à minha família. Os meus companheiros de equipa protegeram-me do vento durante toda a etapa e conseguiram posicionar-me bem à entrada da subida final. Ataquei de longe para me isolar e consegui uma vantagem importante que foi suficiente para ganhar. O triunfo aqui é um sinal positivo. No contrarrelógio vou dar o meu melhor para uma boa classificação. Depois do Algarve os próximos objetivos serão o Paris-Nice e a Volta a Catalunha”, revelou o vencedor do dia.

Com estes resultados, a Volta ao Algarve Cofidis ficou ainda mais emocionante, chegando à última etapa com os três primeiros da classificação geral empatados em tempo. Remco Evenepoel, Daniel Martin e Maximilian Schachmann partirão sem diferenças para o exercício individual de Lagoa. Mas a concorrência também não está longe. Miguel Ángel López é quarto, a 1 segundo, Rui Costa (UAE Team Emirates) é quinto, a 3. Seguem-se Amaro Antunes e Bauke Mollema (Trek-Segafredo), a 18.

“Não foi um dia fácil, antes pelo contrário. A aproximação ao final foi algo nervosa, mas a minha missão era clara. Vigiar os adversários mais perigosos na classificação geral e conservar a camisola amarela. Perdi alguns segundos para o Miguel [Ángel López] o que me levará a encarar o contrarrelógio de amanhã ainda com mais motivação”, promete o chefe-de-fila da Deceuninck-Quick-Step.

Definidas parecem estar as classificações dos pontos e da juventude, com Remco Evenepoel a ser dono da Camisola Branca IPDJ e o colega de equipa Fabio Jakobsen a vestir a Camisola Vermelha Cofidis desde o primeiro dia. A UAE Team Emirates comanda por equipas.

A etapa assistiu também à luta pela Camisola Azul Lusíadas, de melhor trepador. Essa disputa aconteceu na fuga do dia, por intermédio de Tiago Antunes (Efapel) e Dries de Bondt, que saíram do pelotão ao quilómetro 12, na companhia de David González (Caja Rural-Seguros RGA), Tom Devriendt (Circus-Wanty Gobert), Daniel Hoelgaard (Uno-X Norwegian Development Team), Luís Mendonça (Efapel), Rafael Lourenço (Kelly-InOutBuild-UDO), Daniel Freitas (Miranda-Mortágua) e João Rodrigues (W52-FC Porto). O belga foi mais forte e só tem de concluir a última etapa para levar a Camisola Azul Lusíadas para casa.

O concelho de Lagoa recebe, neste domingo, o desfecho da 46.ª Volta ao Algarve Cofidis, sendo palco do contrarrelógio individual de 20,3 quilómetros, que determinará o vencedor de uma corrida emocionante e equilibrada como não há memória.

Fonte: FPC