terça-feira, 23 de outubro de 2018

“João Pereira medalha de bronze na Taça do Mundo Salinas, Equador”

Num espaço de apenas uma semana, João Pereira vai ao pódio a segunda vez consecutiva em Taças do Mundo!

João Pereira reforçou o regresso aos bons resultados ao alcançar  no dia 21 de outubro, mais um pódio em Taças do Mundo, conquistando a medalha de bronze em Salinas, Equador, ao terminar a prova em 00:52:24.

«Era uma start list bastante forte para uma prova muito dura e rápida. A natação correu bem, a água estava muito lisa, quente, nadámos sem fato de neoprene, foi quase como nadar numa piscina.»

O percurso de ciclismo era muito rolante e incluía algumas curvas perigosas. «Chegou mesmo a haver algumas quedas, o que retirou alguns triatletas da competição».

João Pereira esteve sempre nos lugares cimeiros, tentando gerir o esforço numa prova rápida, onde os triatletas tentam fazer os segmentos e as transições o mais depressa possível.

«Na corrida acusei algum desgaste e senti que tinha falta de andamento, terminei num grupo com mais sete triatletas, e tive que disputar o terceiro lugar ao sprint nos últimos 400 metros, com mais dois adversários que acabaram por ficar em quatro e quinto lugar».

De lembrar que há apenas uma semana, João Pereira tinha conseguido alcançar a 3ª posição em Sarasota, nos Estados Unidos da América, o que tinha deixado o triatleta do Sport Lisboa e Benfica confiante nesta parte final da época: «Estou muito contente, consegui pontuar bastante duas vezes seguidas, o objetivo para esta etapa final da época foi alcançado na totalidade».

Vasco Vilaça foi o segundo melhor triatleta português, alcançando uma excelente 14ª posição, com a marca de 00:52:53, a sua melhor marca em Taças do Mundo e Miguel Arraiolos ficou em 46º lugar, depois de estar envolvido numa queda, terminando em 00:54:40, aquém das suas expetativas.

De realçar também Ricardo Batista, de apenas 17 anos e o triatleta mais novo na competição, que saiu em segundo da água e ia na frente da prova quando teve um furo na bicicleta o que impediu de continuar. O triatleta do Clube de Natação de Torres Novas não escondeu a sua desilusão deste azar na sua estreia em Taças do Mundo.

O balanço desta época é muito positivo para este triatleta júnior: venceu a Taça da Europa de Triatlo de Tabor, na República Checa, no passado mês de julho, no escalão de juniores e ficou em 4º lugar no Campeonato da Europa de Triatlo, realizado na Estónia.

Na competição feminina Andreia Ferrum ficou em 36º lugar e Madalena Almeida na 47ª posição.

A época competitiva está a terminar e os nossos triatletas estão já a planear a nova que se avizinha!

Fonte: FTP

“Filipe Azevedo vence IRONMAN 70.3 em Xangai, na China”

O triatleta português participou e venceu no dia 21 de outubro a prova de IRONMAN 70.3 em Xangai, na China, o resultado que lhe faltava depois do 2º e 3º lugares nesta distância.

O triatleta que vive no Dubai já tinha conseguido bons resultados este ano, ao obter um segundo lugar no IRONMAN 70.3 em Taiwan e um terceiro em Portugal, no IRONMAN 70.3 em Cascais.

Fazendo o balanço após uma das últimas provas da época, Filipe Azevedo equaciona a possibilidade de se dedicar a competições desta distância no futuro, já que este foi um ano de estreia com excelentes resultados. Nesta prova em concreto, com um nível elevado, Filipe não sabia se conseguia alcançar o objetivo que se tinha proposto em fica no top 3.

«A prova correu bastante bem, senti que não estava na mesma condição física que há uns meses atrás, mas tentei fazer a prova com o objetivo de alcançar uma posição no pódio.» conta o triatleta.

O percurso era rápido e fácil, completamente plano, o segmento de natação com água totalmente lisa, 90km de ciclismo numa estrada de ida e volta, e com a corrida à volta do espetacular lago Dishui, em Shanghai.

«Na natação consegui ficar no grupo principal, havia dois atletas mais avançados, mas senti que não valia a pena o esforço de os acompanhar – já tinha tentado em provas anteriores -, sendo preferível resguardar-me um pouco, sem me expor logo ao desgaste. No ciclismo tentei ir logo em primeiro desde o parque de transição (sem contar com os dois atletas que se mantiveram na frente do triatlo desde o início), mas passados 10km eu e cerca de seis atletas conseguimos apanhar os primeiros.»

Numa prova tão longa como o IRONMAN 70.3 (metade da distância completa do IRONMAN), é normal que o triatleta passe por diferentes estados físicos e mentais, alternando sensações melhores e piores.

«Foi uma prova tática, com alguns ataques, mantendo-me sempre no grupo principal, fiz um segmento de ciclismo bastante rápido. Na corrida tive algumas cãibras, ao ponto de me sentar para calçar os sapatos, demorando algum tempo. Fiz os primeiros 5km rápidos para alcançar o grupo da frente, consegui apanhá-los ao fim de 4km. Quando cheguei ao grupo tentei atacar e descolar, mas não consegui, não tive hipótese de o fazer.»

Filipe sofreu desgaste pelo esforço anteriormente realizado, mas seguiu uma estratégia de gestão do esforço, por vezes sentindo-se com força para atacar, outras sentindo que tinha que se poupar; no final ficou com mais dois atletas já conhecidos e comprenedeu que a única maneira de conseguir alcançar a vitória seria com a quebra de um deles e vencendo o outro ao sprint. A 3km do fim concretizou-se aquilo que previa:

«Fiquei só eu e o triatleta de África do Sul, que ganhou um full IRONMAN há algumas semanas atrás. Comecei a perceber que se tivesse alguma chance seria ganhar ao sprint este atleta porque tenho experiência em provas mais curtas, esperei pelo sprint final e consegui aumentar o ritmo mesmo no fim.»

Filipe Azevedo sai desta prova muito satisfeito com esta vitória: «Era o trofeu que me faltava, já tinha conseguido segundo e terceiro lugares em 2018, sendo por isso um bom ano de estreia. Considero eventualmente no futuro dedicar-me apenas a esta distância» conclui.

Em segundo lugar ficou Matt Trautman 03:46:23  da África do Sul, com quem Filipe Azevedo ganhou ao sprint. Na terceira posição subiu ao pódio o australiano Mitchell Robins com 03:46:50.

Fonte: FPC

“Rui Costa renova com a UAE Emirates”

Vínculo até 2019

Por: Lusa

Foto: EPA

Rui Costa, campeão mundial de estrada em 2013, renovou contrato com a UAE Emirates até 2019, anunciou esta terça-feira a equipa do 'World Tour'.

"O português campeão mundial de 2013, Rui Costa, sofreu esta época alguns problemas no joelho que foram resolvidos pela equipa médica. Ele somará uma nova época às cinco que leva na equipa", refere a UAE na sua página oficial.

Rui Costa, de 32 anos, está desde 2014 na atual equipa, na qual entrou ainda sob a designação Lampre--Merida, e após uma passagem de três anos pela Movistar, entre 2011 e 2013.

Com a confirmação da continuidade na UAE Emirates, o ciclista da Póvoa de Varzim terá como novos companheiros de equipa os gémeos Rui e Ivo Oliveira, de 22 anos, cujas contratações por um período de dois anos foram anunciadas na semana passada.

Em agosto, os dois irmãos sagraram-se vice-campeões europeus de pista: Ivo Oliveira conquistou a medalha de prata em perseguição, enquanto Rui Oliveira foi vice-campeão na prova de eliminação, nos Europeus de Glasgow.

Também hoje, além da renovação de Rui Costa, cujo contrato expirava este ano, a UAE Emirates anunciou a renovação, igualmente por um ano, do australiano Rory Sutherland, de 36 anos, que fará a 17.ª época com a equipa.

Fonte: Record on-line