terça-feira, 20 de junho de 2017

“Terminou a mais escaldante edição de sempre com temperaturas que chegaram ao 47.º C.”

Aventura de todos os recordes

Em ano marcado pela estreia de novo formato, o 19.º Portugal de Lés-a-Lés, primeiro com quatro dias de aventura e descoberta na travessia de dois extremos do mapa nacional, viveu sob o signo do calor intenso. Temperaturas elevadíssimas que não derreteram o prazer mototurístico da maior caravana de sempre, com mais de 1800 participantes em 1650 motos, naquele que foi também o trajeto mais longo de sempre, com 1164 quilómetros na ligação entre Vila Pouca de Aguiar e Faro, com paragem no Fundão e Elvas. Recordes que continuaram com inovador Arrastão da Grande Pedra, com quase todos os participantes a rebocarem bloco de granito de quase 13 toneladas (12 980 kg para absoluta precisão…) ao longo de 250 metros na mítica estrada N2, às portas da vila aguiarense.

Abertura em grande, no dia em que novo formato das Verificações Técnicas criado pela Comissão de Mototurismo da Federação de Motociclismo de Portugal com forte apoio da autarquia aguiarense, garantiu grande rapidez e eficácia. E, assim, permitindo que todos arrancassem para passeio pela Capital do Granito, descobrindo castelos e minas, joias turísticas e gentes afáveis, ao longo de 94 km de diversão e convívio. Preparação para relaxada mas bem quente viagem até outra ‘capital’, a da Cereja, com as fabulosas paisagens do Douro Vinhateiro a competirem com a beleza e grandiosidade de aldeias e vilas históricas do Douro Superior (São Xisto, Almendra ou Cidadelhe) e castelos como Numão, Castelo Melhor, Pinhel, Sabugal ou Sortelha na passagem da caravana do Douro para a Beira Alta. Tempo para descobrir interessantes núcleos museológicos, longe das grandes cidades, do Museu do Vinho de São João da Pesqueira ao Museu de Freixo de Numão passando pelo Museu do Côa, importantíssimo contributo para melhor entendimento das famosas pinturas rupestres.

Um dia muito quente, antecipando ainda mais escaldante ligação até Elvas onde o percurso mais ‘rolante’ permitiu ‘respirar’ entre cada paragem de descoberta mototurística, deixando perfeitamente maravilhada toda a caravana, incluindo atores (Vítor Norte, Helena Costa ou Alexandre Martins), campeões desportistas (Cândido Barbosa ou Nuno Laurentino ou Miguel Farrajota) ou políticos (o secretário de Estado da Juventude e Desporto João Paulo Rodrigues, os deputados da bancada parlamentar do PCP João Oliveira e Miguel Tiago, o ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues) e outras figuras públicas como o juiz Rui Teixeira. Tirada de sensações fortes, das deliciosas curvas da N238 ainda com tempo fresco à surpreendente aldeia de Janeiro de Cima e as suas casas de xisto de tom alaranjado, da imponência da garganta do Zêzere às promessas de relaxe total no bem equipado Camping de Oleiros, passando por curiosidades como o moinho que ajudava a prevenir as cheias do rio Ocreza em Foz do Cobrão. Ahhh… e as várias praias fluviais que foram ajudando a suportar intensa canícula que atirava termómetros para lá dos 40.º

Entrada no Alentejo rumo a Castelo de Vide revelou retorcidas estradinhas, com paisagens que ajudavam a esquecer um pouco o calor num dia em que poucas foram as piadas sobre alentejanos e os seus modos de grande tranquilidade. Forma de ser moldada pelo calor que a todos amolece e que exige ‘tratamento especial’, fugindo às horas mais quentes, protegendo do sol e bebendo muita água. Conselhos sublinhados pela organização a toda a hora mas que, ainda assim, não foram suficientes para evitar umas quantas queimaduras solares, sintomas de desidratação e mal-estar causado pelas elevadas temperaturas, maleitas mais frequentes assistidas pelos elementos da Emergência Médica, que registou ainda várias picadelas de abelhas, contracturas da anca (a água também poderia ter ajudado…) e algumas escoriações ligeiras devido a quedas a baixa velocidade. Algo que o calor, roubando alguns reflexos, terá ajudado em ano que, só durante o evento e sem contar com as viagens desde e para casa de cada equipa, foram percorridos mais de 2 milhões de quilómetros pelo extenso pelotão.

Mototuristas portugueses que não se cansam de apreciar as conhecidas ‘árvores de fraldas’, esses freixos pintados com faixas brancas para maior visibilidade e segurança, e que foram descobrir as pinturas rupestres da Lapa dos Gaviões, deliciando-se com as explicações da arqueóloga da CM de Arronches como com o quadro pré-histórico criado por elementos de um dos muitos motoclubes que deram imprescindível contributo. E, para muitos deles, sobretudo espanhóis (145), franceses (11), suíços (9), polacos (2), alemães (2) e angolanos (2) em pelotão internacional que tinha um representante sueco, um luxemburguês, um macaense e até uma neozelandesa (!) foi também a descoberta de um dos melhores museus interativos de Portugal, o Centro de Ciência do Café premiado em 2015, motivo de orgulho de Campo Maior, a Capital do Café que integra o Grupo Delta. Já a visita à Adega Mayor, investimento mais recente do Comendador Rui Nabeiro com traço do arquiteto Álvaro Siza, fica para próxima ocasião. Que o tempo era de rolar até Elvas, com longas mas pouco monótonas retas de paisagens ‘decoradas’ com gado e onde até algumas lebres fizeram questão de saudar os motociclistas. Uma volta pela cidade, contornando as muralhas que defendem a cidade mais abaluartada do Mundo antecedeu a chegada à Praça da República, exclusivo dos motociclistas durante um quente e trovejante final de tarde.

Umas pingas de chuva caíram mas nada de suficiente para arrefecer escaldante evento que, em dia de encerramento, levaria os resistentes (praticamente todo o pelotão!) até ao centro de Faro depois da travessia do longo e desértico Alentejo. Terceira etapa cujos Oásis da Honda e Yamaha confirmaram envolvimento crescente das marcas ligadas ao universo motociclístico, aproveitando forma ímpar de proximidade com clientes e amigos, em dia marcado pela paragem na praia fluvial das Minas de S. Domingos. Momento por muitos aproveitado para um refrescante banho na Praia Fluvial da Tapada Grande até por Nuno Laurentino, o mais laureado nadados português de todos os tempos, e onde um ‘Cristo’ caminhando sobre as águas ‘batizava’ os encharcados motociclistas que tudo faziam para conquistar mais um furo na tarjeta de plástico que atesta a passagem pelos 18 controlos, confirmando cumprimento da totalidade do percurso. Ponto alto de etapa que teve na visita ao Café Perdigão, na remota aldeia de Rosário, outro momento realmente único e que só o Lés-a-Lés permite descobrir. Casa comercial com mais de meio século de existência, propriedade do senhor Amador Perdigão e da esposa D. Inácia onde, além do cafezinho (Delta, pois claro!) ou da cerveja mais ou menos fresca, é possível cortar o cabelo ou a barba ou até encontrar peças para as mais antigas motorizadas e que deixou todos os que ali pararam completamente boquiabertos. Claro que não podiam faltar mais castelos ou não estivéssemos bem pertodas fronteira com Espanha, palco de imensas disputas e batalhas ao longo dos séculos, de Monsaraz a Noudar e Mértola, com direito a passagem pela Amaraleja, em tempos a maior aldeia de Portugal e famosa pelos recordes de temperatura e por aquela que já foi a maior central fotovoltaica do Mundo.

Isto antes da ponta final, de elevado prazer de condução pela serra algarvia até Faro, com direito a vislumbrar o Monumento ao Motociclista e a sede do Moto Clube de Faro, marcos que sublinham a cidade algarvia como capital nacional do motociclismo. Ponto final no 19.º Portugal de Lés-a-Lés e que será palco de partida da comemorativa edição dos 20 anos da maior maratona mototurística do Mundo.

Fonte: O Gabinete de Imprensa19.º Portugal de Lés-a-Lés/Parceria Notícias do Pedal




















 

“David Lappartient na corrida pela presidência da UCI”

Eleições estão marcadas para 21 de setembro na Noruega

Por: Lusa

Foto: Twitter David Lappartient

O francês David Lappartient, ex-presidente da Federação Francesa de Ciclismo (FFC), formalizou esta terça-feira a sua candidatura à presidência da União Ciclista Internacional (UCI), em cujas eleições vai defrontar Brian Cookson, atual presidente.

Lappartient, de 44 anos, afirmou que a liderança de Brian Cookson à frente da UCI, desde 2013, "não conseguiu cumprir os desafios" do ciclismo de estrada.

Este mês, Cookson disse que concorreria a uma segunda eleição na presidência, apesar de a sua liderança no ciclismo inglês ter sido constantemente questionada.

As eleições para a presidência da União Ciclista Internacional estão marcadas para 21 de setembro, em Bergen, na Noruega, à Mundiais de estrada.

Fonte: Record on-line

“Volta a Portugal para Futuros Campeões”

Prova exclusiva para Sub-23

A 25ª Volta a Portugal do Futuro Liberty Seguros, competição exclusiva para corredores do escalão Sub-23, vai para a estrada entre os dias 29 de junho e 2 julho. As 12 equipas em prova vão ter pela frente quatro etapas que totalizam 595,8 quilómetros. Com o início marcado para Oliveira de Azeméis, o pelotão vai seguir a rota do maciço central. Oliveira do Hospital, Arganil, São Pedro do Sul, Tondela e Sabugal são os marcos significativos desta Volta a Portugal do Futuro que termina, no domingo, 2 de julho, na estreante vila de Alcains, concelho de Castelo Branco.

Para Joaquim Gomes, diretor da prova, a quilometragem média diária anormalmente longa, cerca de 150 quilómetros por etapa, marcará a edição deste ano da Volta a Portugal do Futuro que ainda terá, nos três primeiros dias, uma forte componente montanhosa. “A passagem na Serra de São Macário, no segundo dia, vai relevar os homens mais bem preparados e entregar o título de etapa Rainha a esta tirada.”

Vencedor da primeira edição da Volta a Portugal do Futuro, em 1993, Joaquim Gomes acredita que a classificação estará em aberto até ao último dia. “A participação exclusiva de equipas com corredores que aspiram chegar à Elite do ciclismo pode proporcionar autênticas reviravoltas classificativas até à meta em Alcains. Acredito que estejam garantidas as condições para um excelente espetáculo desportivo, assim o empenho e a irreverência do jovem pelotão o permita”, conclui o diretor de prova.

Percurso para Campeões de Futuro

1ª Etapa || 29 junho 2017 – Oliveira de Azeméis – Oliveira do Hospital | 146,1 Km

A etapa das “Oliveiras” – Azeméis, Frades e Hospital

Com pouco mais de 146 quilómetros, a etapa inaugural da 25ª Volta a Portugal do Futuro Liberty Seguros vai sair de Oliveira de Azeméis às 11h40 e apresenta a particularidade de passar também em Oliveira de Frades para chegar a Oliveira do Hospital. Com um percurso sinuoso na primeira metade da etapa, a passagem na Serra do Caramulo, a aproximadamente 70 quilómetros do final, representa o último grande obstáculo orográfico. O traçado inicial da etapa provocará danos irrecuperáveis ao pelotão que, muito certamente, se apresentará bastante fracionado na meta, por volta das 15h45 onde será revelado o primeiro Camisola Amarela Liberty Seguros.

2ª Etapa || 30 junho 2017 – Arganil – São Pedro do Sul (São Macário) | 150,9 Km

Montanhas Mágicas apadrinham a etapa Rainha

A partida inédita da Volta a Portugal do Futuro de Arganil, a caminho da Serra de São Macário, em São Pedro do Sul, tem tudo para revelar e ordenar classificativamente os melhores valores. A etapa mais longa da competição, 150,9 quilómetros, tem partida marcada para as 11h20 do Parque Urbano do Sub-Paço e está recheada de “montanha”. A Serra do Buçaco, ao quilómetro 60, representa a maior dificuldade intermédia, mas será nas difíceis rampas da Serra de São Macário que a corrida se decidirá, com um Prémio de Montanha de Categoria Especial marcado precisamente na meta final instalada a 996 metros de altitude. O jovem pelotão deverá terminar o segundo e desafiante dia de competição por volta das 15h40.

3ª Etapa || 01 julho 2017 – Tondela – Sabugal | 150,6 Km

No meio estão… as Penhas Douradas!

Com a chegada do fim de semana, as dificuldades continuam. O pelotão do Futuro vai sair de Tondela, no sábado, às 11h30, para pouco mais de 150 quilómetros que vão proporcionar a muitos uma primeira experiência competitiva na Serra da Estrela. A caravana subirá a vertente Gouveia – Penhas Douradas e encontrará um Prémio de Montanha de 1ª Categoria ao quilómetro 75. Apesar de ser uma subida menos dolorosa que qualquer outra das travessias via “Torre”, o jovem pelotão deverá acusar esforço até porque da véspera deverá carregar inúmeras mazelas. Perante um grupo fatigado, as surpresas podem surgir a qualquer momento. A cerca de 13 quilómetros da meta final, a passagem na Aldeia Histórica de Sortelha coincidente com um Prémio de Montanha de 3ª Categoria poderá ter um papel importante na decisão da etapa que está marcada para as 15h40, na Avenida 25 de Abril, no Sabugal.

4ª Etapa || 02 julho 2017 – Sabugal – Alcains | 148,2 Km

A mais fácil!?.…Teoricamente!

A derradeira etapa da 25ª Volta a Portugal do Futuro Liberty Seguros vem reforçar Sabugal como Município Embaixador do Ciclismo e revelar uma estreia absoluta, com a chegada marcada para a vila de Alcains (Castelo Branco), por volta das 15h30. A diferença altimétrica, de quase 500 metros, entre as duas localidades indica que teoricamente será a mais fácil das quatro etapas da prova. No entanto, entre os futuros campeões que buscam uma oportunidade e aqueles que ainda acreditam na possibilidade de destronar os líderes, prevê-se um dia muito animado e percorrido a alta velocidade. Ao fim de quase 600 quilómetros de competição, Alcains vai coroar o vencedor da 25ª Volta a Portugal do Futuro Liberty Seguros.

 

25ª Volta a Portugal do Futuro Liberty Seguros
Resumo das Etapas
Data
Etapa
Partida
Chegada
Km
Metas Volantes
Prémios Montanha
Local
Hora
Local
Hora
29-jun
Oliveira de Azeméis
11:40
Oliveira do Hospital
15:44
146,1
9,3
101,9
 119
23 (2ª)
42,8 (4ª)
55,8 (3ª)
30-jun
Arganil
11:20
S.Pedro do Sul (S.Macário)
15:41
150,9
27,9
74,4
131,7
19,3 (4ª)
60 (3ª)
82,7 (3ª)
150,9 (Esp)
01-jul
Tondela
11:30
Sabugal
15:42
150,6
11
32
119
75,9 (1ª)
137,5 (3ª)
02-jul
Sabugal
11:35
Alcains
15:27
148,2
8
76,9
108
69,4 (3ª)
595,8

 

As Equipas que lutam pelas Camisolas

Cada formação Sub-23 pode participar na 25ª Volta Portugal do Futuro Liberty Seguros com um número mínimo de cinco corredores e um máximo de oito, entre os 19 e os 23 anos (feitos até 1 de janeiro de 2017). Já confirmaram presença 12 formações. Além das equipas portuguesas Miranda-Mortágua, Liberty – Carglass, Moreira Congelados, Sicasal, Jorbi – Team José Maria Nicolau e Maia, chegam de Espanha quatro conjuntos: Lizart, Cafés Baque, Fundacion Euskadi e Aldro. De França chega a Delko Marselle e a seleção de Sub-23 do Luxemburgo também estará presente.

Durante a 25ª Volta Portugal do Futuro Liberty Seguros os jovens campeões vão competir em quatro classificações distintas. A vitória individual ou liderança à geral será representada pela Camisola Amarela Liberty Seguros. Quem vencer a Classificação Geral por Pontos vestirá a Camisola Preta Kia, o Rei da Montanha vai envergar a Camisola Castanha Delta Cafés e ao mais novo entre os mais jovens será entregue a Camisola Branca RTP.

 

PALMARÉS DE VENCEDORES

1993 – 2016

 

1993
Joaquim Gomes
POR
Recer-Boavista
1994
Paulo Ferreira
POR
Sicasal-Acral
1995
Quintino Rodrigues
POR
Sicasal-Acral
1996
José Luis Rebollo
ESP
Porcelanatto
1997
Matias Cagicas
ESP
Estepona
1998
José Azevedo
POR
Maia-CIN
1999
Oscar Pereira
ESP
Águas Mandariz
2000
Pedro Costa
POR
Barbot-Torrié
2001
Marco Morais
POR
Barbot-Torrié
10ª
2002
Pablo de Pedro
ESP
Gondomar CC
11ª
2003
Daniel Moreno
ESP
Alcosto
12ª
2004
João Cabreira
POR
São João de Ver
13ª
2005
André Cardoso
POR
São João de Ver
14ª
2006
Filipe Cardoso
POR
Stª Maria da Feira
15ª
2007
José Mendes
POR
Benfica
16ª
2008
João Benta (Desclassificado)
POR
Stª Maria da Feira
17ª
2009
Marco Cunha
POR
Aluvia
18ª
2010
Alexander Rybalkin
RUS
Caja Rural
19ª
2011
Joni Brandão
POR
Liberty Seguros/Stª Mª. Feira
20ª
2012
Rafael Silva
POR
Liberty Seguros/Stª Mª. Feira
21ª
2013
António Carvalho
POR
LA Alumínios – Antarte
22ª
2014
Ruben Guerreiro
POR
Liberty Seguros/Feira
23ª
2015
Julen Amezqueta
ESP
Cafés Baqué
24ª
2016
Enrique Rodriguez
COL
Boyaca – Raza de Campeones

 

 

 

 

 

 

 

 

A 25ª Volta Portugal do Futuro Liberty Seguros tem o apoio de Oliveira de Azeméis, Oliveira do Hospital, Arganil, São Pedro do Sul (São Macário), Tondela, Sabugal e Alcains. São patrocinadores: Liberty Seguros, KIA, Delta Cafés, RTP, Fundação INATEL, KTM, Vitalis, Glassdrive, Shimano, 4XP by DietSport, Antena 1, Pacto, Infraestruturas de Portugal e Centro de Informação Geoespacial do Exército.

Fonte: Podium