domingo, 24 de março de 2019

“Julian Alaphilippe coloca monumento no palmarés ao vencer Milão-Sanremo”

José Gonçalves terminou em 76.º

Por: Lusa

Foto: EPA

O francês Julian Alaphilippe venceu a 110.ª edição da clássica Milão-Sanremo, o primeiro monumento da época e o primeiro do palmarés do ciclista da Deceuninck-Quick Step.

Alaphilippe, de 26 anos, dominou o pequeno grupo da frente na conclusão dos 291 quilómetros de corrida italiana, batendo homens teoricamente mais rápidos no sprint, como o espanhol Alejandro Valverde (Movistar), campeão do mundo, e o antecessor, Peter Sagan (BORA-hansgrohe). O eslovaco foi quarto, atrás do belga Oliver Naesen (AG2R La Mondiale) e do polaco Michal Kwiatkowski (Sky).

O homem mais vitorioso deste início de época, alcançou o sétimo triunfo do ano, após triunfos na Strade Bianche no início de março e duas etapas na Tirreno-Adriático, e tornou-se o segundo francês a ganhar em Sanremo no século XXI, depois de Arnaud Démare ter vencido em 2016 aquele que forma o grupo dos cinco monumentos (corridas clássicas) com Volta à Flandres, Paris-Roubaix, Liège-Bastogne-Liège e Volta à Lombardia.

Em 2017, Alaphilippe já tinha disputado o triunfo, mas acabou atrás de Kwiatkowski e Sagan. No ano passado, não houve discussão, porque ninguém conseguiu responder ao ataque do italiano Vincenzo Nibali, que hoje terminou em oitavo, logo depois de Valverde, num grupo de 10 creditado com com o mesmo tempo do vencedor, 6h40:14.

Agora, foi a vez de Alaphilippe inscrever o nome entre os vencedores da 'classicissima', numa corrida bem controlada pela sua equipa e em que o único português presente, José Gonçalves (Katusha-Alpecin), foi 76.º, a 1 minuto e 29 segundos.

"Estava protegido, a equipa tinha inteira confiança em mim. Endurecemos a corrida e no sprint pensei sobretudo em não cometer erros", afirmou o gaulês, que antes dos 200 metros finais, apanhou a roda do esloveno Matej Mohoric: "Quando vi partir Mohoric, disse a mim mesmo: 'é agora ou nunca'."

A prova foi em grande parte marcada por uma fuga de 10 corredores, de equipas menores convidadas pela organização, que se mantiveram na frente até à zona das pequenas elevações que pontuam a última hora de corrida. Um deles, Fausto Masnada, andou 260 quilómetros na frente, resistindo até à Cipressa, penúltimo obstáculo da prova.

No Poggio, a última subida, a equipa de Alaphilippe impôs o ritmo, e o francês desferiu um ataque que formou um grupo de excelência na frente, com Sagan, Valverde, Kwiatkowski, Naesen, Wout Van Aert e Matteo Trentin, mas na descida não houve entendimento e outros homens chegaram-se de novo à frente para a discussão final.

Fonte: Record on-line

“Taça de Portugal Jogos Santa Casa”

Lauren Dolan ganha em jornada de grande participação

Por: José Carlos Gomes

A britânica Lauren Dolan (Team Rytger) ganhou hoje, em Palmela, a segunda prova da Taça de Portugal Feminina Jogos Santa Casa. O fim-de-semana de abertura da Taça ficou marcado por uma grande participação, que é cerca do dobro da média de participantes da edição transata do troféu.

Na corrida deste domingo competiram 89 ciclistas no conjunto das categorias de elite, juniores, cadetes e masters. A média no conjunto das provas nacionais de 2018 foi de 44. Destacou-se, hoje, tal como acontecera ontem, a grande percentagem de cadetes e juniores face ao total de corredoras- 36 por cento do pelotão foi formado por corredoras entre os 14 e os 18 anos, numa demonstração de que o trabalho de base está a dar frutos no rejuvenescimento e no crescimento do ciclismo feminino em Portugal.

As ciclistas de elite cumpriram 77,4 quilómetros em Palmela. Lauren Dolan destacou-se na companhia de Fiona Hunter-Johnston (Campinense/Velo Performance), acabando por ganhar com 1 segundo de vantagem sobre a vencedora da prova de véspera. Claire Faber (ASC/Immo Losch) fechou o pódio, a 13 segundos. A melhor portuguesa foi Raquel Queirós (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), a 22 segundos.

Ao fim das duas primeiras corridas, reina o equilíbrio na geral da Taça de Portugal Jogos Santa Casa na categoria de elite. Lauren Dolan comanda, com os mesmos 85 pontos também já somados por Fiona Hunter-Johnston.

Em juniores, pelo contrário, há uma corredora que começa a estabelecer domínio. Daniela Campos (5Quinas/Município de Albufeira/CDASJ) impôs-se em Albufeira e também triunfou hoje em Palmela. Na corrida deste domingo completou os 62,5 quilómetros em 1h41m18s, menos 42 segundos do que Rafaela Ramalho (Maiatos) e menos 2m36s do que Beatriz Martins (Bairrada), que a acompanharam no pódio.

As cadetes e as masters completaram 46,8 quilómetros. Beatriz Roxo (Maiatos) foi a melhor das mais jovens, ao fim de 1h16m02s de corrida. Seguiram-se Beatriz Pereira (Bairrada), a 1m03s, e Mariana Líbano (Maiatos), a 5m35s.

As provas das mais experientes foram ganhas pela master 30 Nádia Mendes (CE Gonçalves/Azeitonense), pela master 40 Rita Reis (Maiatos) e pela master 50 Cristina Gonçalves (Bike & Nutrition Shop).

 

A vitória coletiva foi para a formação Maiatos

A próxima corrida pontuável para a Taça de Portugal Feminina Jogos Santa Casa vai correr-se no dia 28 de abril, no concelho de Cascais.

Fonte: FPC

“Volta ao Alentejo/Algarvio reina no Alentejo Primeiro grande triunfo de João Rodrigues”

Pelo segundo ano consecutivo há um português a vencer a Volta ao Alentejo Crédito Agrícola. Este domingo, 24 de março, João Rodrigues (W52/FC Porto) confirmou o triunfo e inscreveu o nome no palmarés da prova como trigésimo sexto herói da Alentejana, competição de grandes tradições em Portugal organizada pela CIMAC - Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central e da Podium Events. 

“É espetacular! Estou orgulhoso e não tenho palavras para descrever o espírito desta equipa que foi fantástica” reconheceu João Rodrigues, em Évora, onde terminou a derradeira etapa no quinto lugar. A viver um momento de cortar a respiração, o corredor azul e branco desvendou a estratégia do coletivo durante estes dias: “Apostaram em mim e no Raúl [Alarcón] e mesmo no Rafael [Reis]. Se o Rafael conseguisse passar no Cabeço do Mouro, ele no contrarrelógio é especialista e poderia ganhar vantagem em relação aos outros. Infelizmente ele não conseguiu.

Eu e o Raúl andámos sempre na frente, não perdemos tempo em nenhum dia e no contrarrelógio consegui defender-me da melhor maneira. Hoje foi só chegar aqui com o pelotão para não perder tempo”. Este triunfo do corredor algarvio permitiu à W52/FC Porto a primeira vitória de sempre na geral do Volta ao Alentejo, conseguindo ainda a vitória por equipas pelo segundo ano consecutivo.

Na classificação geral da 37ª Volta ao Alentejo Crédito Agrícola, a última etapa não trouxe nenhuma alteração nos lugares da frente. O vencedor da edição anterior, Luís Mendonça (Radio Popular/Boavista), ficou-se pela segunda posição, com 3 segundos de diferença, mas conseguiu manter a liderança na classificação por pontos, pela regularidade ao longo dos cinco dias de prova, e levou para casa a Camisola Preta KIA.

Raúl Alarcón manteve-se a quatro segundos do colega vencedor e garantiu o último lugar do pódio.  Não tendo esta última jornada qualquer contagem de montanha, James Fouche, da formação britânica patrocinada por Bradley Wiggins, assegurou o título de homem mais forte a subir, materializado na Camisola Castanha Delta Cafés, cor que conquistou na terceira etapa em Mora. Da formação norueguesa UNO-X, o sexto classificado no Campeonato do Mundo de sub-23, Tobias Foss, terminou como melhor jovem em prova, Camisola Branca Fundação INATEL.     

A consagração azul e branca Num dia em que o sol decidiu brindar a caravana e o público a uma temperatura que chegou aos 22ºC “beliscados” apenas por um vento ameno, um grupo de oito fugitivos animou boa parte da etapa que começou em Portalegre e durante quase 120 quilómetros esteve na frente.

O pelotão atento sabia que conseguia controlar a situação para a 18 quilómetros da meta anular a fuga e depois ser um grupo compacto a lançar-se ao sprint no coração da cidade museu. O basco Enrique Sanz (Euskadi Basque Country-Murias) que tinha vencido as duas primeiras etapas voltou a fazer história na “Alentejana” ao cruzar o risco de meta no paralelo da majestosa Praça do Giraldo, em Évora, novamente na primeira posição.

Fonte: Podium

“Taça de Portugal de DHI”

Franceses dominam na Lousã

Por: José Carlos Gomes

Os franceses Amaury Pierron e Myriam Nicole, ambos da Commençal/Vallnord, ganharam hoje as provas de elite da terceira etapa da Taça de Portugal de Downhill (DHI), disputada no Louzanpark, Lousã, assumindo o comando da classificação geral.

Numa corrida de classe 1 UCI, a lista de inscritos contava com nomes sonantes do panorama mundial de DHI e os forasteiros não deixaram os créditos em pedais alheios, impondo a lei do mais forte.

Amaury Pierron, número um do ranking mundial, esteve imparável, marcando os melhores registos na qualificação e na final. Na descida decisiva, Pierron acelerou para cortar a meta em 3’58’’864. O pódio completou-se com dois britânicos, ambos com títulos mundiais de DHI no currículo. Danny Hart (Madison Saracen Factory Team) foi o segundo classificado, a 1,218 segundos do vencedor.  Gee Atherton (Atherton Bikes) foi o terceiro, a 7,829 segundos do vencedor. O melhor português foi Vasco Bica (Miranda Factory Team), na 11.ª posição.

Myriam Nicole não deu a menor hipótese à concorrência no setor feminino, descendo em 4’35’’898, menos 23,644 segundos do que a adversária mais direta, a italiana Alia Marcellini (Rogue Racing Cingolani). A francesa Mélanie Chappaz (Hope Technology) fechou os lugares de honra, a 32,195 segundos da compatriota. A melhor portuguesa foi Margarida Bandeira (Montanha Clube/Louzanpark), quarta classificada.

Os corredores forasteiros dominaram também nas camadas jovens. O melhor júnior foi o francês Thibaut Daprela (Commençal/Vallnord), enquanto a prova de cadetes assistiu ao triunfo do irlandês Oisin Callaghan (Trek Racing Ireland).

Nas categorias de veteranos, ganharam o master 30 Benny Strasser (Magura Santa Cruz), o master 40 José Sousa (Casa do Povo de Abrunheira) e o master 50 João Estêvão (Wildpack Algarve Racing). A russa Viktoria Zamaileva (Disco) foi a única veterana em pista.

Boticas recebe, no dia 14 de abril, a quarta prova da Taça de Portugal de DHI.

Fonte: FPC