sexta-feira, 30 de novembro de 2018

“Nova edição da Revista Notícias do Pedal”

Já está on-line mais uma edição da “Revista Notícias do Pedal”, a edição de novembro, a número 279, contém uma grande diversidade de notícias, nas mais diversas modalidades, pode mensalmente ser visualizada em: www.noticiasdopedal.com descubra ainda outras novidades, conheça e esteja por dentro de todos os nossos projetos, boas leituras…

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

“Equipa Portugal/Dezembro preenchido para a Seleção Nacional de pista"

Por: José Carlos Gomes

A Equipa Portugal de pista começa no sábado, em Berlim, uma série de três fins de semana consecutivos de competição, visando somar o máximo de pontos, num trabalho de longo alcança, cujo objetivo final é o apuramento para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

O périplo internacional começa em Berlim, na terceira etapa da Taça do Mundo 2018/2019. A Equipa Portugal estará representada por João Matias (Vito-Feirense-BlackJack) e por Rui Oliveira (Hagens Berman Axeon).

Os dois corredores fazem dupla na disciplina olímpica de madison, às 17h30 de sábado. Rui Oliveira foi escalado para o concurso olímpico de omnium, disputando as provas de scratch (10h50), corrida tempo (12h15), eliminação (14h40) e corrida por pontos (15h50).

Segue-se, entre 7 e 9 de dezembro, o Troféu Internacional Município de Anadia, no Velódromo Nacional, em Sangalhos. Numa competição em que participam seleções nacionais e equipas, o coletivo nacional de pista será formado por César Martingil (Liberty Seguros-Carglass), Maria Martins (Sopela Women Team) e Miguel do Rego (CM Aubervilliers 93). Os gémeos Oliveira e João Matias irão representar as respetivas equipas.

Nos dias 15 e 16 de dezembro a Equipa Portugal ruma a Londres para a quarta ronda da Taça do Mundo. Estão pré-convocados César Martingil, João Matias e Miguel do Rego, que irão distribuir-se pelas disciplinas de madison e de omnium.

O objetivo em todas estas competições é o mesmo: amealhar bons resultados e pontos para construir a possibilidade real de o ciclismo de pista português estrear-se em palcos olímpicos já em 2020.

Fonte: FPC

“Bicicleta vencedora da Volta a Portugal entregue na RTP”

Recordista do Leilão Solidário
A bicicleta usada pelo vencedor da 80ª Volta a Portugal Santander, Raúl Alarcón, e leiloada após a competição foi entregue esta quinta-feira, 29 de novembro, durante o programa “Agora Nós”, da RTP.
A Podium Events, organizadora da prova, adquiriu a bicicleta para a leiloar a favor da Associação Salvador, instituição que combate a exclusão social de pessoas com deficiência motora. Os fundos angariados, 1.952€, revertem na íntegra a favor da associação que vai os vai aplicar no apoio ao desporto adaptado. Esta iniciativa, pelo quarto ano consecutivo, está inserida no âmbito das ações de solidariedade em que a Volta a Portugal se envolve antes, durante e depois da competição.
Henrique Delgado, um fervoroso amante das duas rodas, foi, mais uma vez, quem fez a licitação mais alta no Leilão Solidário. Filho de emigrantes portugueses, vive em França e deslocou-se propositadamente a Lisboa para receber a terceira bicicleta campeã da Volta. Henrique Delgado é um recordista solidário que se estreou nos leilões em 2015 com a bicicleta de Gustavo Veloso, no ano passado conseguiu a segunda e este ano aumentou a frota com mais uma máquina de Raúl Alarcón.
A entrega da bicicleta do bi-campeão da Volta a Portugal aconteceu, em direto, dos estúdios da RTP durante o programa conduzido por Tânia Ribas de Oliveira e José Pedro Vasconcelos. Para além de Henrique Delgado (vencedor do Leilão Solidário em 2015, 2017 e 2018), também estiveram presentes no “Agora Nós”, o diretor da prova, Joaquim Gomes, Salvador Mendes de Almeida da Associação Salvador e Nuno Ribeiro, o Diretor Desportivo da W52-FCPorto, equipa do espanhol Raúl Alarcón.
Legenda da foto (esquerda para direita)
Salvador Mendes de Almeida (Associação Salvador), Tânia Ribas de Oliveira (RTP), Henrique Delgado (vencedor do Leilão Solidário em 2015, 2017 e 2018), José Pedro Vasconcelos (RTP) e Luís Rodrigues (Associação Salvador).
Fonte: Podium

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

“Mobilidade sustentável”

Guarda vai construir ciclovia e pedovia com 9 km

Por: Sara Pelicano

A Câmara Municipal da Guarda vai construir uma ciclovia/pedovia de nove quilómetros que acompanhará a Via de Cintura Externa da Guarda (Viceg). O percurso tem início na rotunda dos Bombeiros e termina na rotunda do Bairro de São Domingos.

O presidente do município, Álvaro Amaro, afirmou que este projeto é “muito reformista e importante numa cidade que não é propriamente muito plana, mas importa atuarmos no sentido de facilitar essa mobilidade e fazê-lo do modo sustentável”.

Fonte: Transportes on-line

terça-feira, 27 de novembro de 2018

“Troféu Internacional Município de Anadia”

Velódromo recebe corredores de 25 países em dezembro

Por: José Carlos Gomes

O Velódromo Nacional, em Sangalhos, transforma-se numa autêntica Torre de Babel, entre 7 e 9 de dezembro, por ocasião do Troféu Internacional Município de Anadia, que vai juntar corredores de 25 países.

A prova de classe 1 do ranking da União Ciclista Internacional, calendarizada entre duas etapas europeias da Taça do Mundo, é apetecível para as principais seleções e corredores lutarem por pontos e para manterem os níveis competitivos elevados.

São esperados mais de 130 ciclistas, oriundos de 25 nações: Argélia, Azerbaijão, Barbados, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos da América, França, Grã-Bretanha, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, México, Nova Zelândia, Polónia, Portugal, Roménia, Rússia, Suécia, Suíça e Uzbequistão.

A competição, com entrada gratuita para o público, será a oportunidade para ver ao vivo alguns dos melhores pistards da cena internacional, entre os quais os corredores que representam a Equipa Portugal, como os gémeos Ivo e Rui Oliveira, João Matias ou Miguel do Rego.

O programa do Troféu Internacional Município de Anadia inclui provas das disciplinas olímpicas de madison, omnium, velocidade e keirin, além de perseguição individual, corrida por pontos e scratch.

Na sexta-feira, 7 de dezembro, as corridas disputam-se entre as 14h00 e as 19h30. No dia seguinte, a ação desenrola-se das 9h30 às 13h00 e das 16h00 às 19h30. No domingo, as provas estão agendadas para o período entre as 9h30 e as 15h00.

Em paralelo com o Troféu Internacional Município de Anadia, vai realizar-se no sábado, 8 de dezembro, o Campeonato Nacional Universitário de Pista nas disciplinas de perseguição individual e de scratch, corridas que estão marcadas para as 12h30 e para as 16h00.

Fonte: FPC

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

“Novo Diretor Técnico Nacional na FTP”

Com 34 anos, António Fortuna assumiu em novembro de 2018 funções na direção e coordenação do alto rendimento.

Qual é a tua formação base?
Licenciei-me em Educação Física pela Universidade Lusófona de Humanidade e Tecnologias, depois de uma juventude muito ligada ao desporto. Somos cinco irmão dos quais quatro seguiram a área do desporto, apesar de os meus pais serem os dois advogados.

Quando iniciaste a tua vida profissional?
Comecei a trabalhar na Câmara Municipal do Seixal quando ainda estava a frequentar a faculdade. Estive ligado ao ensino e treino da natação, fui preparador físico de nadadores e tenistas. Acabei por ficar a trabalhar na Câmara como Técnico Superior de Desporto.

Falaste-me num projeto em que estiveste envolvido?
Sim, fui convidado para a criação do primeiro ginásio exclusivamente para diabéticos através da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, onde tive funções de coordenação do espaço durante três anos, mas também de preparação de atletas diabéticos de todas as idades. O programa pré consulta incluía o ‘Circuito Primeira Vez’, onde o diabético passava por três sessões de formação: exercício físico, motivação e alimentação, cujo objetivo era principalmente alterar o estilo de vida, para poder estar na melhor condição física de modo a adaptar a farmacologia.

Que tipo de formação disponibilizavam?
O estilo de vida tem muita influência na diabetes tipo II, há muitas pessoas que se alterarem a alimentação, praticarem exercício físico e ganharem motivação para manter estes hábitos podem fazer regredir a doença. O ginásio disponibilizava o enquadramento das sessões de treino, além de momentos formativos aos técnicos e utentes dos Centros de Saúde.

E depois disso por onde seguiste a atividade profissional?
Integrei nos últimos dois anos a função de Diretor Geral da Federação de Remo, uma instituição que tinha passado recentemente por um processo de insolvência. Foi muito interessante poder estar ligado à renovação de uma modalidade desportiva em Portugal, onde foi possível contribuír para as mais diversas àreas de atividade, tais como a reorganização e regulamentação de quadros competitivos, organização das seleções nacionais tendo em vista Tóquio 2020 e relacionar todas estas àreas com a sáude financeira da organização. Muito poucos desafios profissionais me fariam abandonar o projeto do remo, mas o da FTP era seguramente um deles, já que é a minha área de maior investimento profissional. Foi com um grande orgulho que vim exercer as funções de DTN.

Como vieste parar ao Triatlo?
Eu tinha um colega na Câmara do Seixal, quando era Técnico Superior da Câmara, que me desafiou a experimentar a modalidade: foi paixão à primeira vista! Mantive-me sempre como atleta amador para conseguir uma prática regular de atividade física e desportiva, e acabei por ficar ligado durante alguns anos como treinador à Associação Naval Amorense  A seguir estive no Belenenses com o Pedro Freire, que me tem acompanhado nesta caminhada e ambos voltámos à Associação Naval Amorense.

E continuas como treinador?
Atualmente não exerço funções de treinador, uma condição que considero necessária para exercer este cargo de modo isento nas tomadas de decisão ou para não colocar em risco as instituições ou clubes às quais eu eventualmente estivesse ligado. A independência era um ponto fundamental.

Como defines o ponto em que se encontra o Triatlo hoje?
O Triatlo é uma modalidade com uma longevidade bastante grande e, por outro lado, demasiado recente no panorama internacional. Os ciclos olímpicos têm sido sempre diferentes e se calhar a partir de agora é que vamos assistir a uma revolução da modalidade, com um desempenho uniforme por parte dos atletas nos três segmentos. Se de algum modo se privilegiava a natação e a corrida, ficando o ciclismo para segundo plano, atualmente os triatletas têm que mostrar valências nos três segmentos. É o amadurecimento da modalidade que provavelmente irá ditar diferenças em Tóquio 2020.

Quais são os objetivos desta função que assumiste?
Queremos apostar numa equipa de estafetas que se qualifique para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020. Seria a primeira vez que teríamos duas atletas femininas nos mesmos Jogos Olímpicos, além dos dois atletas masculinos. A qualificação da equipa de estafetas não começou da melhor maneira para nós, porque o modelo de acesso às competições foi realizado com base nos rankings das Taças do Mundo e WTS, antes de sabermos que a prova por estafetas mistas seria modalidade olímpica. Deste modo, nesta primeira fase de qualificação, não tínhamos ranking que nos permitisse ter acesso às primeiras competições pontuáveis.
Em termos práticos, como contam os cinco melhores resultados, no máximo três por casa período, eu acredito que ainda vamos ter um bom resultado neste primeiro período e três no segundo e último de qualificação. Era muito importante atingir esta meta e para isso será necessário que todos compreendam que temos que ter uma consciência coletiva e nível forte de coesão, o que até agora não era tão necessário na nossa modalidade.

Já existe uma equipa mista em vista?
Está tudo em aberto nesta altura, estamos a um ano e pouco do final da qualificação olímpica, sabemos que existe muito potencial, mas que depois terá que se efetivar nos resultados. Vai ser um período extremamente exigente e para qualquer atleta ser elegível terá que estar nos 140 primeiros lugares do ranking. Apesar da qualidade inegável de alguns atletas, estes têm que conquistar os pontos necessários para estarem elegíveis para a equipa estafeta. Este misto de condicionantes vai requerer uma responsabilidade redobrada, critérios rigorosos na presença em competições e responsabilidades partilhadas na obtenção de boas classificações.

Qual o caminho para a obtenção de resultados?
Temos que ser capazes de trabalhar em conjunto na gestão e na decisão, sou extremamente defensor das equipas multidisciplinares, do contributo coletivo não só a nível dos diferentes treinadores, mas também de outros agentes de diferentes disciplinas como a Fisioterapia, a Medicina, a Psicologia ou a Nutrição.
Por outro lado, é também importante obtermos dados longitudinais que caracterizem os nossos atletas, realizarmos controlos de treino sistemáticos, que não só funcionam como ferramentas muito importantes para os treinadores e atletas conseguirem mensurar o seu estado, mas também para evoluírem no caminho dos seus objetivos. Posteriormente, temos que saber analisar os dados de modo a conseguir traçar objetivos realistas. E se todos nós tivermos a preocupação de sermos honestos, competentes e realistas no trabalho que fazemos, os resultados a alcançar serão tendencialmente melhores.

O que pode influenciar os atletas?
Um grupo forte pode influenciar individualmente os atletas, a comparação com os pares é a melhor forma de evoluir, em que o contributo coletivo é uma forma de aumentar a competência. Por outro lado, é mais fácil gerir em grupo as ansiedades competitivas, onde, por exemplo, a psicologia, pode ter uma intervenção fundamental. Para conquistar índices de excelência, os atletas têm que se comprometer com a modalidade, com a estrutura, com as direções técnicas e com os treinadores de modo a que esse compromisso possa ser recíproco. Queremos que exista um compromisso real das pessoas para que haja também um investimento cada vez maior.

O que falta fazer?
Verificamos duas coisas: ainda não temos triatletas olímpicos que tenham iniciado a sua carreira desportiva no triatlo, pelo que temos alguma expetativa de haver triatletas provenientes das escolas de formação de triatlo e, quem sabe, ter os nossos primeiros atletas de nível olímpico vindos da formação do triatlo.
Por outro lado, existe a necessidade de, em conjunto com os treinadores, conseguirmos reter o atleta praticante na modalidade. Nós verificamos que muitos dos jovens talentosos e promissores estão a ficar pelo caminho, sendo necessário repensar a nossa abordagem do treino dos mais jovens ao contexto competitivo. Dado que o triatlo tem grande longevidade, não deveria ser necessário queimar etapas.
A ideia é tornar a abordagem muito apelativa aos jovens, disponibilizando formatos que permitam que as escolas de triatlo identifiquem os atletas que pretendem manter-se num formato competitivo, mas sem esquecer aqueles jovens que querem usufruir do triatlo como uma prática regular de atividade física, entrando numa prática competitiva, comparando-se com os seus pares, mas evitando a pressão da obtenção do resultado.
Infelizmente, estamos muito direcionados nas camadas mais jovens para o modelo da competição idêntico ao das Elites, mas acredito que estamos a conseguir sensibilizar os treinadores para não copiarmos os modelos competitivos dos mais velhos.

E quando achas que isso vai haver alteração do modelo competitivo jovem?
Não acontece da noite para o dia, vai obrigar a uma reflexão, a um contributo de vários treinadores com experiência na modalidade, à sensibilização dos agentes da modalidade que passam pelas famílias, pelos pares escolares. É preciso ‘abanar’ as estruturas que integram o desporto, dando importância aos fatores de desenvolvimento biológico dos atletas.

O que está efetivamente a mudar no Triatlo?
Estamos a assistir a uma alteração nos modelos competitivos, nas distâncias, nos formatos, nos tipos de terrenos das provas e nomeadamente com segmentos de corrida e ciclismo mais desafiantes. Temos por exemplo segmentos de ciclismo mais exigentes, alterações dos percursos de corrida que eram tradicionalmente planos; apareceram as estafetas que vieram alterar o quadro competitivo das nações, inclusive em Portugal, uma das grandes mudanças e objetivos a atingir no Triatlo.
Os nossos treinadores têm níveis de formação bastante elevados, preocupam-se em desenvolver um trabalho criterioso, mas vamos ter que perder a necessidade de conquistar os títulos jovens a todo o custo, avaliando um bom treinador apenas pelos resultados dos seus atletas. É importante avaliar outros parâmetros como o índice de retenção na modalidade, os atletas mais motivados, o espírito de equipa vigente. Há mais fatores que devem ser valorizados pela FTP e pelos restantes colegas de profissão para que todos compreendam as vantagens desta forma de estar no desporto.

Fonte: FTP

“ACM acusa Presidente da República e Governo de discriminarem ciclismo”

O Presidente da República e o Governo foram acusados de discriminar o ciclismo por não atribuírem tratamento igual às modalidades e aos feitos desportivos dos portugueses. A acusação partiu do Presidente da Associação de Ciclismo do Minho, José Luís Ribeiro, na Gala de encerramento da época desportiva realizada no auditório do Campus de Azurém (Guimarães) da Universidade do Minho.

Perante um auditório repleto, o dirigente minhoto acusou também algumas autarquias e alguma comunicação social de tratamento diferenciado, defendeu o reforço dos apoios ao ciclismo regional e de formação, anunciou uma iniciativa junto do poder político para enquadrar todos os eventos na tutela das federações e apelou aos jovens atletas para que não descurem os estudos e conciliem a vida académica com a prática desportiva.

A Associação de Ciclismo do Minho encerrou a época desportiva de 2018 com uma Gala em que, além da consagração dos Campeões do Minho e dos vencedores das diversas competições, homenageou os minhotos que se sagraram Campeões Nacionais em 2018 e que alcançaram resultados internacionais de relevo.

“O nível de progresso de um País também se mede pelo índice de prática desportiva e pela qualidade e quantidade do trabalho desenvolvimento na formação desportiva dos jovens. Por vezes, basta um pequeno reconhecimento público que confira visibilidade às modalidades - nem que este surja apenas quando um atleta alcança um feito desportivo de relevo - para que as dificuldades diminuam”, referiu José Luís Ribeiro lamentando que “infelizmente, nem isso aconteça e o ciclismo, como outras modalidades amadoras, continuem a ser discriminados por aqueles que mais responsabilidades têm”.

“Onde estavam o Presidente do República e o Governo quando ciclistas portugueses conquistaram títulos europeus e mundiais? Como é possível um Presidente da República e o Governo continuarem a discriminar o ciclismo e a não atribuírem tratamento igual às modalidades e aos feitos desportivos das modalidades amadoras? Quantos títulos internacionais será necessário o ciclismo voltar a conquistar para que os titulares de cargos públicos se dignem reconhecer a modalidade?”, questionou José Luís Ribeiro afirmando “não ser justo que o ciclismo seja considerado pelo IPDJ das primeiras modalidades nacionais em termos de desenvolvimento desportivo mas seja das últimas em termos de financiamento público”.

O dirigente minhoto considerou ser “imperioso” que o Presidente da República e o Governo “saibam e reconheçam que existe muito mais desporto para além do futebol”, afirmando que “ao não ser alterado o comportamento discriminatório evidenciado até ao momento pelo presidente da República e pelo Governo, estes continuarão a trilhar o caminho para se transformarem no Presidente e no Governo de alguns portugueses e no Presidente e no Governo de apenas algumas modalidades desportivas”,

José Luís Ribeiro afirmou que “situação idêntica, infelizmente, ocorre também nalgumas autarquias do Minho que privilegiam algumas modalidades na atribuição de apoios e discriminam os nossos clubes de ciclismo”.

Os apoios ao desenvolvimento da prática desportiva e ao alto rendimento, a revisão dos estímulos do Estatuto do Mecenato e o incentivo e valorização do trabalho dos dirigentes desportivos voluntários são matérias que, segundo o dirigente minhoto, “se não forem urgentemente acauteladas vão contribuir para o rápido declínio do desporto”.

“É fundamental estimular e valorizar o trabalho desenvolvido no ciclismo regional e reconhecer que os clubes e as associações, movidos pelo trabalho voluntário dos seus dirigentes, são a base da construção do desporto e prestam à comunidade um serviço singular, mantendo ativos e dinamizando projetos que contribuem, por exemplo, para a integração social, a democratização da prática desportiva e a preservação dos valores do desporto”.

“Sem ciclismo regional de formação não haverá futuro, não existirá ciclismo profissional e não haverá sequer Volta a Portugal”, referiu o dirigente considerando que a Federação Portuguesa de Ciclismo tem que fazer mais, exigindo ao Governo, com mais veemência e eficácia, um tratamento justo e adequado para o ciclismo”.

José Luís Ribeiro acusou ainda a comunicação social de “salvo raras exceções, só se lembra do ciclismo para noticiar casos de doping”. “Somos pelo jogo limpo e defendemos “tolerância zero” em relação ao doping mas - também neste assunto - não aceitamos tratamentos diferenciados. Não se percebe nem se aceita que a comunicação social e a própria população sejam benevolentes e desvalorizem casos de doping surgidos noutras modalidades mas sejam absolutamente implacáveis quando surgem casos no ciclismo”, disse reafirmando que a ACM “foi e continuará a ser pelos princípios e valores do desporto, nomeadamente, a ética, a honestidade, o espírito e a verdade desportiva”.

“Defendemos e continuaremos a exigir que a Federação Portuguesa de Ciclismo processe judicialmente os prevaricadores em matéria de dopagem reclamando indemnizações pelos prejuízos causados à modalidade”, referiu o dirigente relembrando que, desde 2014, a ACM alerta para “os sinais preocupantes em relação ao doping detetados, em especial, em eventos e competições não reconhecidas pelas federações desportivas”.

“Esses são eventos que fogem à tutela das federações e nos quais não existe qualquer garantia, por exemplo, de cumprimento das normas de segurança e da defesa da verdade e da ética desportiva, podendo, inclusive, estarem a contribuir para a proliferação do doping. Esses eventos são um sério problema do desporto atual e uma grave ameaça ao desenvolvimento desportivo, não apenas do ciclismo, configurando também uma flagrante e incompreensível concorrência desleal em relação a eventos desportivos devidamente oficializados pelas federações”, afirmou.

O Presidente da Associação de Ciclismo do Minho considerou ser “urgente enquadrar definitivamente todos os eventos nas respetivas Federações dotadas do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva pelo que, acompanhando a evolução do fenómeno desportivo e antecipando o futuro, estamos a trabalhar, com o apoio da Federação Portuguesa de Ciclismo, numa proposta de alteração legislativa que oportunamente será apresentada”.

No balanço da época desportiva, José Luís Ribeiro considerou que “2018 foi um ano de excelência para a Associação de Ciclismo do Minho: consolidamos a ACM como a maior e mais representativa associação regional de ciclismo do País (2893 atletas, 127 clubes, 157 agentes desportivos, 186 dias de atividade, 2860 colaboradores voluntários em todas as atividades e 45.318 participantes no total das atividades), desenvolvemos e inauguramos em Guimarães a segunda fase do Centro de Ciclismo do Minho, organizamos mais uma edição do Grande Prémio do Minho, organizamos os campeonatos do Minho de ciclismo de estrada e BTT, provas da Taça de Portugal e os Campeonatos Nacionais de Maratonas e de Ciclocrosse e organizamos ainda aqueles que já foram considerados os melhores Campeonatos do Mundo Universitários de sempre”. “Orgulha-nos o êxito da época desportiva de 2018 e partilhamos o sucesso com todos os que contribuem para que a Força Minho seja uma realidade cada vez mais pujante”, referiu.

Aos jovens atletas, “que merecem o nosso carinho especial”, o dirigente minhoto fez um pedido: “continuem a divertir-se com o ciclismo mas nunca descuidem os estudos. É possível praticar desporto e ter bom rendimento escolar. O estudo e o desporto complementam-se e potencializam-se, sendo possível conciliar a carreira académica com a prática desportiva ao mais alto nível. Esse é o caminho certo, esse é um caminho de futuro”.

“Também não esquecemos – porque merecem uma palavra de apreço e de reconhecimento - as famílias dos atletas, dos dirigentes, dos restantes agentes desportivos, voluntários e patrocinadores. Sem o apoio deles, jamais se conseguiriam vencer as dificuldades”, concluiu.

Na 10ª edição da Gala da ACM foram homenageados os atletas minhotos que se sagraram Campeões Nacionais em 2018 e que conquistaram resultados de relevo a nível internacional. De igual modo, foram entregues os prémios finais do Campeonato do Minho de Ciclismo de Estrada - Arrecadações da Quintã, Campeonato do Minho de BTT XCO - Raiz Carisma, Campeonato do Minho de BTT DHI - CISION, Campeonato do Minho de BTT XCM - AFA Cycles e da Taça do Minho de Ciclismo de Estrada - Arrecadações da Quintã e de BTT XCO - Raiz Carisma.

Na iniciativa, que decorreu com grande entusiasmo e emoção, atuaram Marco Génio, a Academia Sara Salazar - Danças Orientais, Zé Miguel, Paulo Rodrigues / Ana Silva e Sina Key.

Fonte: ACM

domingo, 25 de novembro de 2018

“Taça de Portugal de Ciclocrosse”

Miguel Salgueiro e Isabel Caetano vencem em Bragança

Por: José Carlos Gomes

Miguel Salgueiro (Sicasal/Constantinos/Delta Cafés) e Isabel Caetano venceram hoje, na categoria de elite, a segunda etapa da Taça de Portugal de Ciclocrosse, disputada em Bragança.

A corrida de elite masculina foi empolgante, com várias mudanças ao longo da prova e com a luta pela vitória a ser travada literalmente ombro a ombro. A prova começou com um pequeno grupo de corredores a destacar-se. Roberto Ferreira (BTT Seia), descontente com a companhia, optou por isolar-se e pedalar em solitário.

Miguel Salgueiro manteve Roberto Ferreira em ponto de mira, apenas alguns segundos mais adiante, e, na derradeira volta, fez um último esforço que permitiu uma discussão ao sprint. A vitória seria creditada a Miguel Salgueiro, com o mesmo tempo de Roberto Ferreira. O terceiro, a 2m48s, foi Vítor Santos (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão). Com a vitória de hoje, Salgueiro trepou ao lugar mais alto da geral, com dez pontos de vantagem sobre Vítor Santos, anterior comandante.

Isabel Caetano controlou a prova de elite feminina a partir da frente. Isolou-se e deixou as rivais a uma distância confortável. O “osso mais duro de roer” foi Marta Branco (Maiatos/Reabnorte), segunda classificada, a 29 segundos. Daniela Pereira (Saertex Portugal/Edaetech) ficou a última vaga no pódio, a 4m26s. Com duas vitórias em duas corridas, Isabel Caetano comanda a Taça de Portugal.

Ana Santos (ASC/Focus Team/Vila do Conde) foi a melhor das duas sub-23 femininas em pista, batendo Rafaela Ramalho (Maiatos/Reabnorte) por 7m48s, e segue na frente da geral.

Tiago Sousa (ASC/Focus Team/Vila do Conde) chegou ao topo da geral de juniores graças ao triunfo em Bragança, onde bateu o colega de equipa Gonçalo Magalhães, por 3m01s, e João Ferros (BTTeam SU Colarense/CSTreino/UltraControlo), por 3m53s.

João Cruz (ASC/Focus Team/Vila do Conde) ganhou em cadetes masculinos e assumiu a primeira posição na geral da Taça. Mariana Líbano (Maiatos/Reabnorte) foi a melhor cadete feminina, cimentando o lugar cimeira na classificação geral.

Nas categorias de veteranos impuseram-se em Bragança os master 30 Rogério Matos (Rompe Trilhos/Apcar) e Andreia Freitas (BTT Loulé/Elevis), os masters 40 Afonso Ferreira e Flávia Vieira (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), o master 50 António Moreira e o master 60 João Pinto (Boavista/Servigás/Duobike/Nast).

Lucas Ferreira (Bila Bikers/Carnes Silva/Cycles Oliveira) triunfou na primeira corrida do programa, destinada a juvenis.

A terceira prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse vai disputar-se no concelho de Valongo, no dia 16 de dezembro.

Fonte: FPC

“Campeonato do Mundo de Ciclismo de Sala”

Dominic e Tamaris em 13.º lugar no Mundial de Liège

Por: José Carlos Gomes

Os irmãos Tamaris e Dominic Franke Fontinha ficaram ambos no 13.º lugar nas provas individuais do Campeonato do Mundo de Ciclismo Artístico, que hoje terminou em Liège, Bélgica.

Tamaris Franke Fontinha foi a primeira a entrar em ação, conseguindo uma atuação consistente durante grande parte da prova. Um erro técnico num dos exercícios deitou por terra a hipótese de um lugar no top 10.

A ciclista artística portuguesa finalizou a prestação no 13.º lugar em 23 participantes, com 90,98 pontos, um resultado que a colocou dois lugares aquém da classificação obtida no ano passado. Na luta pelas medalhas destacaram-se as alemãs. Iris Schwarzhaupt sagrou-se campeã mundial e a compatriota Milena Slupina ficou com a medalha de prata. O pódio completou-se com a austríaca Adriana Mathis.

Dominic Franke Fontinha estreou-se em grandes competições internacionais de elite, depois de em maio ter competido no Europeu júnior. Tal como a irmã, Dominic foi 13.º classificado – em 24 competidores -, tendo conseguido 106,74 pontos do júri, o que pode ser considerada uma estreia auspiciosa.

O alemão Lukas Kohl revalidou o título, seguido por outro germânico, Moritz Herbst, e pelo suíço Lukas Burri.

Fonte: FPC

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

“Qualquer maneira de pedalar vale a pena”

Todas as formas de pedalar valem a pena, são vantajosas, compensam, são úteis.

Por: André Geraldo Soares

Não nos referimos apenas aos benefícios pessoais, mas também aos sociais e ecológicos. Pedalar para ir ao trabalho, à escola e à casa do namorado é rápido e cômodo; a bicicleta é eficiente e prática para brincar, para exercitar-se e para espairecer. Além disso, também desafoga o trânsito e não empesteia o ar. Seja de barra forte, de BMX ou de triciclo, seus condutores estão demonstrando a viabilidade do ciclismo para a vida social e para o bem-estar ambiental. Que custe 150 mangos ou 14 mil dólares, a bicicleta, na rua, exprime o direito, escrito mas ainda não de todo aplicado, de movimentar- se nos espaços públicos sem constrangimentos.

Por isso é uma pena, é lamentável, é digno de compaixão, dá dó mesmo ver tantas pessoas estagnadas no trânsito, remoendo a raiva de ainda não terem chegado em casa e crentes de que o congestionamento são os outros! A realidade poderia ser diferente: as vias locais poderiam ser um espaço tranquilo e de convívio entre todas as modalidades e as vias de ligação poderiam dar fluidez ao transporte coletivo. As janelas das casas não precisariam permanecer fechadas para abafar o ruído de tantos motores imóveis e de tantas buzinadas inúteis. Com tanta ciência e tecnologia, com tanto conhecimento e imaginação, é patético constatar tantas pessoas iludidas de que uma pista a mais aqui e um viaduto a mais ali resolverão, enfim, final e definitivamente, os problemas de trânsito da cidade!

 O mais duro é que esta pena, este sofrimento, este martírio, este tormento diário e cotidiano é chamado de progresso, é considerado índice de desenvolvimento de um lugar. Mais carros significam, para a mentalidade tecno economicista, mais pessoas bem-sucedidas. Pátios de montadoras lotados denotam que o povo está com pouca grana. Já as ruas lotadas são sinal de economia aquecida. O Governo Federal diminui os impostos para atender as montadoras, a mídia glamouriza o modo de vida motorizado e o indivíduo reverbera aqui em baixo: “Eu padeço aqui engarrafado, mas com ar condicionado e DVD a bordo. E aqueles ali, amontoados no ônibus, devem reclamar para a prefeitura, porque eu não tenho nada a ver com isso”.

Essa situação não deixa de ser uma pena, um castigo, uma punição, uma penitência imposta a uma sociedade que não acredita na democracia. Ao contrário de buscarem participar, as pessoas preferem entregar o poder de todas as decisões que vão recair sobre suas cabeças a alguém mais famoso ou com campanha eleitoral mais lustrosa. Cidadãos reduzidos, quando muito, a eleitores – no mais das vezes, a apertadores de botões de urna. Ao invés de buscar conhecer as leis, de exigir espaços constantes para o planeamento urbano e de apoiar as instituições civis que tentam influenciar a adoção de políticas públicas igualitárias, o cidadão médio se desobriga disso tudo em nome do seu conforto. Enquanto isso, o mercado, o capital, as corporações, os investidores passam as diretrizes de governo, dentre as quais não constam nenhuma a favor de pedestres.

Por isso muitos ciclistas revelam pena, amargura, pesar, desgosto ao tratar da mobilidade urbana. Defendem a humanização das cidades, falam em nome das crianças que querem ir para a escola sem depender dos pais e enaltecem as velhinhas que dão exemplo para a marmanjada – mas são tratados como entraves para o desenvolvimento, como desordeiros ou como ETs. Não é de ficar triste? Tudo o que querem, estes ciclistas, é pedalar em paz e sem serem ameaçados, mas sabem que isso somente será conquistado quando a sua modalidade deixar de receber apenas as migalhas do orçamento público. Dá pra se conformar com isso? Arriscam sua pele e seus ossos, por gosto ou por necessidade, ocupando um mínimo espaço, e são acusados de atrapalharem o trânsito. É pra acabar!

De sorte que tais ciclistas compreendem seu papel para fazer das cidades um lugar melhor de se viver – e o fazem com alegria e disposição. E um dia, quiçá, todo mundo reconhecerá isso, confirmando que vale a pena pedalar. Existem muitas formas de dialogar com a sociedade para convencê-la de que um mundo viável para todos é um mundo ao alcance da bicicleta (evidentemente que, devido às dimensões do mundo, em integração com todos os demais veículos); mas a principal dessas maneiras é pedalar, ocupar os espaços, demonstrar pelo exemplo – e, evidentemente, usufruindo das vantagens de fazê-lo.

Fonte: Revista Bicicleta.com

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

“Campeonato do Mundo de Ciclismo de Sala”

Irmãos Fontinha representam Portugal no Mundial de ciclismo artístico

Fonte: José Carlos Gomes

Os irmãos Tamaris e Dominic Franke Fontinha competem, sexta-feira e sábado, nas provas individuais de ciclismo artístico, integradas no Campeonato do Mundo de Ciclismo de Sala, que se realiza em Liège, Bélgica.

Tamaris Franke Fontinha, décima classificada no Campeonato da Europa, é a primeira a entrar em ação, às 13h15 de sexta-feira, na competição individual feminina. O irmão, Dominic Franke Fontinha, tem atuação marcada para as 14h00 de sábado, na competição individual masculina.

Tamaris e Dominic têm origens no Algarve, embora vivam na Alemanha, país em que o ciclismo de sala, especialmente as disciplinas de ciclismo artístico, estão muito desenvolvidas.

Portugal tem história nesta vertente da modalidade, pois as irmãs Carmo e Ivone Carvalho, também emigrantes, foram campeãs mundiais de duplas em 1991, 1993 e 1998.

O Campeonato do Mundo de Ciclismo de Sala realizou-se em Portugal duas vezes, em 1999, no Funchal, e dez anos mais tarde, em Tavira.

Fonte: FPC

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

“Volta ao Algarve”

Volta ao Algarve com percurso clássico em 2019

Por: José Carlos Gomes

A 45.ª edição da Volta ao Algarve, na estrada entre 20 e 24 de fevereiro de 2019, terá um percurso clássico, semelhante ao dos anos anteriores.

A corrida portuguesa de categoria 2.HC, a mais elevada do circuito Europe Tour, apresenta cinco etapas, oferecendo oportunidades para todo o tipo de corredores.

O arranque acontece em Portimão, cidade que já recebia a Volta ao Algarve desde 2012. Será dali que parte a primeira etapa, a mais longa da competição, 199,1 quilómetros até Lagos. Espera-se que seja uma chegada ao sprint, na mesmo local onde, nos dois últimos anos, venceram Fernando Gaviria e Dylan Groenwegen.

A segunda etapa começa em Almodôvar e termina no pontos mais alto do Algarve, a Fóia, no concelho de Monchique. A viagem terá 187,4 quilómetros e um acumulado de 3600 metros. A meta coincide com uma contagem de montanha de primeira categoria, onde, nos últimos anos, triunfaran Daniel Martin e Michal Kwiatkowski. A chegada à Fóia será feita por uma vertente com 8 quilómetros de subida e uma inclinação média de 6,3 por cento.

A Volta ao Algarve continua a afirmar-se como um dos primeiros "braços-de-ferro" para os contrarrelogistas no início de época, teste essencial para os especialistas experimentarem as novas "cabras". A terceira etapa será um exercício individual de 20,3 quilómetros, com início e final em Lagoa. O contrarrelógio vai disputar-se no mesmo percurso do ano passado, no qual se impôs o vencedor da Volta a França, Geraint  Thomas.

Os sprinters terão nova oportunidade ao quarto dia, aquando da ligação de 198,3 quilómetros, entre Albufeira e Tavira. À semelhança do que aconteceu nos últimos dois anos, quando se impuseram André Greipel e Dylan Groenewegen, são esperados milhares de espectadores para assistir à previsível disputa entre alguns dos melhores velocistas do pelotão mundial.

 

Como vem sendo tradição, a Volta ao Algarve termina no alto do Malhão, concelho de Loulé. A quinta e última etapa terá 173,5 quilómetros, partindo de Faro e chegando ao Malhão. A meta coincide com um prémio de montanha de segunda categoria, uma subida curta mas muito exigente - 2,5 quilómetros com inclinaçãoo média de 9,9 por cento -, onde, nos últimos dois anos se impuseram Amaro Antunes e Michal Kwiatkowski.

O percurso reúne todos os ingredientes para que a Volta ao Algarve continue a ser uma das melhores corridas do mundo e um dos eventos com maior qualidade no contexto de todo o desporto português.

 

Etapas

20 de Fevereiro - 1.ª Etapa: Portimão - Lagos, 199,1 km

21 de Fevereiro - 2.ª Etapa: Almodôvar - Fóia, 187,4 km

22 de Fevereiro - 3.ª Etapa: Lagoa - Lagoa, 20,3 km (CRI)

23 de Fevereiro - 4.ª Etapa: Albufeira - Tavira, 198,3 km

24 de Fevereiro - 5.ª Etapa: Faro - Malhão, 173,5 km

 

Últimos Vencedores da Volta ao Algarve

2018 - Michal Kwiatkowski (Team Sky)

2017 – Primoz Roglic (Team Lotto NL-Jumbo)

2016 – Geraint Thomas (Team Sky)

2015 – Geraint Thomas (Team Sky)

2014 – Michal Kwiatkowski (Omega Pharma-QuickStep)

2013 – Tony Martin (Omega Pharma-QuickStep)

2012 – Richie Porte (Sky)

2011 – Tony Martin (HTC-Highroad)

2010 – Alberto Contador (Astana)

2009 – Alberto Contador (Astana)

Fonte: FPC

“André Cardoso aponta o dedo às "teias do doping" e diz ser alvo de injustiça”

Ciclista foi suspenso por quatro anos pela UCI

Por: Lusa

O português André Cardoso insurgiu-se esta terça-feira contra as "teias do doping", acusando-as de terem manipulado os testes de análise à urina que levaram à sua suspensão por quatro anos, imposta pela União Ciclista Internacional (UCI).

Em carta aberta, o veterano, de 34 anos, diz ser alvo de uma "grande injustiça desportiva" e que a decisão de o sancionar com quatro anos de suspensão, depois de acusar positivo por EPO em 2017, se prende com um "conflito de interesses" na forma como são avaliados os testes.

Recordando que a amostra A foi positiva, mas a B foi considerada inconclusiva, o que alterou o tipo de processo junto da UCI, Cardoso aponta o dedo aos procedimentos dos laboratórios de análise, em particular o suíço, instalado em Lausana, que avalia análises das principais competições.

"Quando isto acontece é mais simples exterminar o atleta, o caminho mais fácil e sem consequências. E continuar com o cliché 'acusaste, tomaste'. Até porque um falso positivo tem graves consequências para o laboratório, a Agência Mundial Antidopagem (AMA) pode tirar a acreditação do mesmo", acusa.

No documento, o ciclista luso expõe a sua versão do processo que levou à suspensão e denuncia o "conflito de interesses" instalado na modalidade: "Ia eu desmistificar o doping?", questiona.

Em 16 de novembro, já tinha anunciado, em comunicado, que pretendia angariar fundos para uma "batalha legal" com a UCI, com o objetivo de "limpar o nome" e contestar os resultados junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD).

O processo demorou mais de um ano a ficar concluído, tendo o corredor português sido provisoriamente suspenso pela UCI poucos dias antes do início da Volta a França de 2017, na qual estava previsto competir.

O controlo, feito a sangue e urina, aconteceu em 18 de junho de 2017, alguns dias depois de o português ter terminado o Critério do Dauphiné em 19.º lugar, o que contribuiu para a integração na equipa Trek-Segafredo designada para a Volta a França daquele ano, na qual faria a estreia.

Fonte: Record on-line

terça-feira, 20 de novembro de 2018

“Agenda de Ciclismo”

Taça de Portugal de Ciclocrosse ruma a Bragança

Por: José Carlos Gomes

A segunda prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse disputa-se no próximo domingo, em Bragnaça, no Campus do Instituto Politécnico local.

Depois do arranque em Vila Real, a competição mantém-se em território transmontano para uma manhã de intensa luta pelos pontos na disciplina invernal de ciclismo.

O programa começa às 9h30, com a prova de juvenis, prosseguindo, às 10h00, com a corrida de masters. Os cadetes masculinos e todas as femininas entram em pista às 11h00. A prova de elite e juniores masculinos está marcada para as 12h00.

Vítor Santos (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão) e Isabel Caetano chegam ao território brigantino no topo da geral de elite, enfrentando a concorrência que pretende equilibrar as contas.
 

Mais eventos oficiais

24 de novembro: Encontro de Escolas de Ciclismo da Ilha Terceira, Praia da Vitória, Açores

25 de novembro: Maratona de Tondela/4.ª Prova da Taça Regional de Viseu de XCM

25 de novembro: 4.º BTT Roda Regadas, Fafe

Fonte: FPC

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

“Prova preparação da Região Centro Interior”

ESCOLA DE TRIATLO VENCEU AQUATLO JOVEM DE CORUCHE

Por: Paulo Vieira

A ESCOLA DE TRIATLO DO CLUBE DE NATAÇÃO DE TORRES NOVAS venceu a última prova de preparação da Região Centro Interior, o AQUATLO DE CORUCHE, que consistiu num segmento inicial de natação e num segmento de corrida, de acordo com os 4 escalões jovens em competição.

A prova realizou-se no sábado à tarde, 17 de Novembro, e decorreu nas Piscinas Municipais e no Estádio Municipal de Coruche, e contou com a presença de vários clubes dos distritos de Santarém, Castelo Branco e Portalegre.

Distribuídos em 4 escalões, desde Benjamins a Juvenis, os jovens atletas percorreram diferentes distâncias de natação e de corrida, que variaram entre os 50m e 200m na natação, e os 400m e 1600m na corrida.

Mais um excelente desempenho dos atletas mais jovens da Escola de Triatlo torrejana, que conquistaram 10 pódios individuais, Francisca Leirião, 1ª em Benjamins, Guilherme Neves, 1º em Infantis masculinos, Margarida Inácio e Noa Gabriel, 2ª e 3ª em Infantis femininos, João Nuno Batista e Pedro Afonso Silva, 1º e 2º em Iniciados masculinos, Matilde Moita e Natércia Carvalho, 2ª e 3ª em Iniciados femininos, Duarte Santos e Gustavo do Canto, 1º e 3º em Juvenis.

No Top10 ficaram ainda, Leonor Gonçalves na 5ªposição em Benjamins femininos, André Neves e Francisco Borges na 4ª e 5ªposições em Iniciados masculinos, Mafalda Leirião, Joana Silva e Claudia Orvalho no 4º, 6º, e 7ºlugares em Iniciados femininos e Bruno Proença no 7ºlugar em Juvenis masculinos.

Com estes resultados obtidos nas 3 etapas que constituíram o Circuito da Região Centro Interior, alguns atletas da Escola de Triatlo do Clube de Natação de Torres Novas, irão participar num estágio organizado pela Federação de Triatlo de Portugal, nos dias 14 a 16 de Dezembro, são eles, João Nuno Batista, Pedro Afonso Silva, André Neves, Matilde Moita, Joana Silva, Natércia Carvalho, Duarte Santos e Gustavo do Canto. Sem dúvida, um excelente prémio para estes jovens atletas pela sua dedicação e empenho. PARABÉNS!

 

TRIATLO LONGO DE VILAMOURA

Disputou-se em Vilamoura no domingo, 18 de Novembro, a última prova de triatlo desta época 2018. Tratou-se da última etapa do Campeonato Nacional de Clubes de Triatlo Longo, que foi disputada em formato de Duatlo, uma vez que as condições do mar não permitiram realizar o segmento de natação.

Sendo assim, a natação foi substituída por um segmento inicial de 5kms de corrida, seguido cerca de 90kms de ciclismo num percurso muito desnivelado, terminando com 21,1kms de corrida.

O TRIATLO DO CLUBE DE NATAÇÃO DE TORRES NOVAS esteve presente com 2 atletas, Gonçalo Martins no grupo de idades 35-39 anos e Marco Sousa no de 40-44 anos, concluíram esta prova em 20º e 26ºlugares à geral, sendo 8º e 5ºclassificados nos seus respetivos escalões.

Fonte: ESCOLA DE TRIATLO DO CLUBE DE NATAÇÃO DE TORRES NOVAS

domingo, 18 de novembro de 2018

“DIRETOR DESPORTIVO DA ASFIC VENCE PRÉMIO NA GALA DO DESPORTO DE RIO MAIOR”

Decorreu ontem, dia 17 de Novembro, a Gala do desporto de Rio Maior, uma gala que pretende homenagear todos os atletas, dirigentes e associações da região, das diferentes modalidades, que se destacaram no desporto.

A ASFIC foi nomeada para esta Gala, através do seu diretor desportivo, Rui Medina, o qual foi nomeado para a distinção de dirigente do Ano.

 

A fundamentação da nomeação do Diretor desportivo Rui Medina:

A equipa da ASFIC tem mostrado crescimento consistência e solidez no panorama do ciclismo nacional.

Em 2018, a equipa competiu em 17 provas nacionais de classificação coletiva, vencendo 12 delas e nas restantes obteve 3 vezes o segundo lugar.

Das 22 provas em competição nacional, a asfic venceu 11 vezes a geral individual, 3 vezes ficaram em 2º lugar e 3 vezes em 3º lugar.

Nos campeonatos nacionais, de contra-relógio, obteve o 3º lugar, e são vice campeões de estrada

No campeonato Regional de Santarém venceram o escalão de elites, e na taça de Santarém venceu todos os escalões.

Na época passada conseguiram o objetivo mais importante, projetar a cidade de Rio Maior e os seus patrocinadores, e a prova disso, é que foram a equipa que mais atacou e que mais vitórias obteve co lectivamente.

 

Organiza o circuito ciclista de Rio Maior

O diretor desportivo, Rui Medina, venceu o premio de dirigente do ano, e deixou a mensagem que de seguida transcrevemos.

Em primeiro, felicitar a câmara municipal de Rio Maior, por fazer existir esta gala, que faz todo o sentido existir na cidade do desporto, cidade que forma e acolhe clubes e atletas de diversas modalidades do desporto, estando provada a qualidade dos seus atletas, através dos títulos nacionais e internacionais alcançados.  


Uma gala que embora singela, é de enorme valor e significado, que mostra o reconhecimento do município, por todos os atletas, associações, clubes e dirigentes, que trabalham afincadamente para estarem em destaque e vencerem nas diversas modalidades, elevando o nome de Rio Maior.

Quanto a mim, fui nomeado e distinguido como dirigente desportivo, confesso que não estava à espera da nomeação e longe de pensar em vencer, o que motivou em mim uma enorme emoção na hora do discurso.

Agradeço a distinção e fico feliz pelo reconhecimento, muito obrigado

Dedico esta distinção, em primeiro lugar a minha família, a qual sofre e fica prejudicada pela minha ausência, pois alem de eu acompanhar sempre os atletas, há sempre um enorme trabalho a ser feito antes da competição, elaboração do projeto, renovação com patrocinadores, etc.

Quero dizer que esta distinção, embora atribuída a título pessoal, não é apenas minha, mas de todos os envolvidos no projeto ASFIC, direção, freguesia( Leandro Jorge ) e município ( Isaura Morais ) , todos os patrocinadores e todos os atletas.

No entanto, não posso deixar de destacar e dedicar também esta distinção, aos dois “ motores” deste projeto, que são todos os patrocinadores da ASFIC e todos os atletas.

Os patrocinadores, pela confiança, pelo apoio e o acreditar no projeto, pois é com os apoios por eles concedidos, que conseguimos as melhores condições para oferecer aos nossos atletas e assim termos sempre os melhores atletas connosco.

Os atletas, porque são eles que trabalham diariamente, para naqueles dias e naquelas horas se superiorizarem perante os adversários e irem em busca das vitórias, conquistando os resultados obtidos.

Por isso, esta distinção é de todos nós, um reconhecimento pelo caminho que até aqui juntos percorremos, resultado do sucesso alcançado e fruto da nossa união e do excelente trabalho realizado.

Por ultimo, felicitar todos os nomeados e distinguidos nas diversas modalidades, (em especial o meu amigo LEANDRO ANTUNES), foi um orgulho estar e fazer parte desta gala com todos vós, e um enorme prazer subir ao mesmo palco dos campeões distinguidos.

Iremos continuar a trabalhar com a mesma Raça, ambição, determinação, querer e acreditar, para valorizar mais a nossa freguesia e a nossa cidade.

Muito Obrigado a todos.

Fonte: ASFIC