sexta-feira, 10 de agosto de 2018

“Volta a Portugal/Rivais de Alarcón ainda acreditam na amarela antes da Senhora da Graça”

A 52 segundos do vencedor de 2017, Jóni Brandão diz que está “tudo em aberto”, considerando que a nona etapa “ainda não é tudo ou nada”, porque ainda há o contrarrelógio de Fafe.

O ciclista português Jóni Brandão (Sporting-Tavira) e o espanhol Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano) disseram hoje ainda acreditar que podem tirar a amarela ao espanhol Rául Alarcón (W52-FC Porto), na véspera da subida à Senhora da Graça.

Os 155,2 quilómetros da nona e penúltima etapa da Volta a Portugal em bicicleta, entre Felgueiras e a Senhora da Graça, em Mondim de Basto, serão a última oportunidade para atacar a liderança de Alarcón, antes do contrarrelógio final no domingo.

A 52 segundos do vencedor de 2017, Jóni Brandão diz que está “tudo em aberto”, considerando que a nona etapa “ainda não é tudo ou nada”, porque ainda há o contrarrelógio de Fafe.

“São duas etapas que vão acabar por definir a Volta a Portugal. Espero ter força para vencer esta Volta a Portugal”, admitiu, após o final da oitava etapa, entre Barcelos e Braga (147,6 quilómetros).

A tirada mais curta da 80.ª edição da Volta foi ganha por Vicente García de Mateos, que, contudo, não conseguiu recuperar tempo em relação ao vencedor de 2017, que tem 1.41 minutos de avanço sobre o compatriota.

Considerando que “não há outra hipótese” que não seja atacar a corrida, o espanhol diz que tem de “dar tudo até ao último dia”.

“Amanhã [sábado] vamos pegar na corrida e deixar o que pudermos na estrada”, garantiu.

Consciente de que os adversários o vão atacar no sábado, numa etapa “muito dura” e “num momento decisivo” da prova, Alarcón diz que o principal objetivo é “tentar manter o tempo” de avanço, sem descartar um ataque.

“O objetivo é manter o tempo que tenho. Se conseguir mais, melhor”, afirmou.

Os diretores desportivos das duas principais opositoras da W52-FC Porto também ainda acreditam que podem chegar à amarela, com Vidal Fitas, do Sporting-Tavira, a considerar que, “ao fim de dez dias de corrida, com a dureza que a etapa tem, tudo pode acontecer”.

“As diferenças não são grandes, mas são difíceis de recuperar, mas depois destes dias todos, com o cansaço acumulado que há, num mau momento que se passe os segundos transformam-se em minutos. Pode ser a nosso favor, mas também pode ser contra nós. Amanhã [sábado] vai ser um grande espetáculo de ciclismo, acima de tudo”, afirmou.

Vidal Fitas diz que é impossível montar um plano único para uma etapa destas, porque depende de muita coisa e, sobretudo, de como os ciclistas “tiverem as pernas”, considerando que estes dias são “uma incógnita”.

Jorge Piedade, diretor desportivo do Aviludo-Louletano, diz a sua equipa já fez “uma grande Volta a Portugal”, com as duas vitórias de De Mateos, mas promete lutar ainda pela amarela.

“É lógico que vamos para a luta, não vamos ficar de braços cruzados. Vamos fazer tudo por tudo para chegar à camisola amarela”, referiu.

A ligação entre Felgueiras e o Monte Farinha, em Mondim de Basto, terá este ano uma dureza suplementar com três contagens de montanha de primeira categoria nos derradeiros 80 quilómetros, a última das quais a coincidir com a meta.

Fonte: Sapo on-line

“Velódromo de Sangalhos procurado por portugueses e estrangeiros”

EQUIPAS RUMAM AO CAR DE ANADIA PARA ESTAGIAR

O CAR – Centro de Alto Rendimento de Anadia / Velódromo Nacional, em Sangalhos, continua a ser palco de estágios e de treinos de ciclismo e de ginástica, protagonizados por equipas nacionais e estrangeiras, que aí prepararam a sua participação em campeonatos internacionais ou trabalham para melhorar as suas competências.

Durante o mês de julho, passaram pelo CAR cinco seleções, e, em agosto, para além da continuidade de um desses estágios, decorreram já as atividades de uma equipa irlandesa de ciclismo, estando ainda agendados diversos treinos de ginástica.

Foi na sua “casa” de Sangalhos que, entre os dias 19 e 25 de julho, a Federação Portuguesa de Ciclismo (UVP-FPC) proporcionou aos gémeos Rui e Ivo Oliveira e a Maria Martins os treinos finais de preparação para os Campeonatos Europeus de Ciclismo de Pista (Elites), que decorreram em Glasgow, Escócia. Recorde-se que, nesta competição, os irmãos Oliveira arrecadaram duas medalhas de prata, tendo a jovem ciclista, por seu turno, obtido resultados muito promissores.

A UVP-FPC também escolheu o Velódromo de Sangalhos para boa parte das atividades desenvolvidas ao longo das duas sessões do “Encontro Nacional da Juventude”, um evento de três dias destinado aos ciclistas mais jovens, estreado no passado dia 17 de julho, e repetido entre os dias 23 e 25 do mesmo mês. As restantes ações tiveram como palcos a Academia Nacional de Ciclismo, em Anadia, a pista de BMX, junto ao CAR, e diversas vias do concelho.

Ainda no âmbito do ciclismo, destaque para presença em Sangalhos, para treinos, dos três ciclistas – Luís Costa, Telmo Pinão e Flávio Pacheco – que a UVP-FPC levou ao Campeonato do Mundo de Paraciclismo, que decorreu, entre 2 e 5 de agosto, em Maniago, Itália.

Entretanto, terminou no passado dia 8 o estágio dos velocistas do escalão de masters da Sundrive Track Team, equipa irlandesa de ciclismo, que, desde o dia 5 de agosto, efetuava, no CAR, a preparação para os próximos Campeonatos Nacionais de Pista, que se realizam em Dublin, a partir do próximo dia 13.

A Federação de Ginástica de Portugal (FGP) rumou igualmente ao CAR de Anadia para dois estágios de preparação para os Campeonatos Europeus de Ginástica Artística, em Glasgow. Assim, a seleção feminina esteve em Sangalhos de 16 a 20 de julho, e a masculina na semana seguinte, entre os dias 23 e 27. Foi com idêntica missão que as seleções de ginástica artística masculina da Dinamarca e da Suécia trabalharam no CAR, de 8 a 12 de julho, e de 30 de julho a 4 de agosto, respetivamente. Na mesma disciplina, referência para o treino efetuado pelas ginastas da equipa alemã SG Sendenhorst, que estiveram em Sangalhos no início deste mês.

Em Agosto, o CAR de Anadia acolhe as atividades de equipas de formação de vários clubes de ginástica do Reino Unido, bem como as três sessões de um curso internacional de ginástica artística feminina, que, pelo segundo ano consecutivo, se realiza em Sangalhos, contando com perto de duas centenas e meia de participantes de vários países da Europa, América Central e do Sul, Ásia, e África.

 

Irlandeses prepararam o campeonato nacional de pista em Sangalhos

A presença assídua e repetida das seleções e equipas no CAR de Anadia confirma as excelentes condições para estágios garantidas por aquela infraestrutura, sendo também de considerar a complementaridade que o concelho e a região oferecem em matéria de serviços, turismo, saúde, etc…

A presença no Velódromo de Sangalhos, entre os dias 5 e 8 de agosto, dos ciclistas da Sundrive Track Team espelha bem o trabalho que vem sendo feito pelo Município de Anadia neste âmbito, nomeadamente em matéria de promoção das suas instalações desportivas. Tratou-se da segunda vez que a equipa irlandesa escolheu Sangalhos para estagiar, depois, em janeiro último, aí ter preparado as competições internacionais de pista: “É a segunda vez que estamos neste velódromo a treinar, porque gostámos bastante quando aqui realizámos o primeiro estágio, no inverno“, afirmou Hugh Byrne, o treinador.

Para esta nova estadia em Sangalhos, destinada à preparação da participação nos Campeonatos Nacionais, Hugh Byrne convocou as equipas masters de perseguição masculina e de sprint feminina, que vão competir, em meados deste mês, nas provas de ciclismo de pista, bem como um grupo de jovens ciclistas masculinos, que vão alinhar individualmente. 


De referir que a equipa de perseguição feminina têm como “chefe de fila“ Susie Mitchell, a campeã do mundo de masters, medalhada com ouro prova de perseguição individual, em 2012, e na corrida por pontos, em 2015. A formação irlandesa conta ainda com nomes como Sophy Loscher e Jennifer Neenan, entre outras.

Sobre o estágio de verão que agora termina, o treinador irlandês deixou as suas impressões: “Este estágio é muito importante na preparação final das equipas de pista, em particular da equipa feminina de masters. Temos muitas possibilidades de conquistar o campeonato nacional, o que aconteceria pela primeira vez. Em 2017 conseguimos a medalha de prata, e acredito que este ano vamos conquistar o ouro“. Quanto ao CAR de Anadia, afirmou: “Temos excelentes condições para treinar, bons alojamentos para os nossos ciclistas, e boa alimentação. A pista é rápida e permite fazer bons tempos. A Irlanda não tem um velódromo como este - a nossa pista é exterior e as condições não são as melhores, em particular quando chove, e ou faz vento“.

Para além de cumprir o plano de treinos, a Sundrive Track Team teve ainda tempo para realizar um passeio pela região. Jorge Sampaio, vice-presidente da Câmara Municipal de Anadia, fez questão de visitar a equipa no último dia do estágio, tendo apresentado cumprimentos e desejado boa sorte à comitiva irlandesa, deixando ainda um convite para o regresso a Sangalhos no próximo estágio da equipa.

Fonte: Câmara Municipal da Anadia

“Jan Ullrich de novo detido: agora por agredir prostituta”

Alemão acabou a carreira em 2007, depois de ter estado envolvido em vários casos de doping

Por Lusa

Foto: Reuters

O antigo ciclista alemão Jan Ullrich, campeão olímpico em Sydney'2000 e vencedor do Tour de França em 1997, foi detido em Frankfurt depois de ter agredido uma prostituta, revelou esta sexta-feira a agência France-Presse, citando fontes policiais.

Ullrich, de 44 anos, foi detido durante a manhã num hotel dessa cidade germânica, onde terá passado a noite com a prostituta, e estava sob a influência de álcool e drogas, acrescentou a polícia local, adiantado que o antigo ciclista vai continuar sob custódia.

O ex-atleta alemão volta a ter problemas com a justiça, uma semana depois de ter sido também detido em Palma de Maiorca, em Espanha, mas por alegada invasão de propriedade e ameaças.

Numa entrevista recente dada a uma publicação alemã, Ullrich admitiu que estava viciado em álcool e drogas, sobretudo devido ao divórcio que está a viver e à impossibilidade de estar com os seus filhos.

Jan Ullrich tornou-se em 1997 no único ciclista germânico a vencer o Tour de França e, em 2000, arrecadou uma medalha ouro e uma de prata nos Jogos Olímpicos de Sydney.

O alemão acabou a carreira em 2007, depois de ter estado envolvido em vários casos de doping.

Fonte: Record on-line

“Equipa Portugal/Seleção Nacional quer ser protagonista na Volta a França do Futuro”

Por: José Carlos Gomes

A Equipa Portugal vai participar na Volta a França do Futuro, entre 17 e 26 de agosto, alinhando com seis corredores e com a ambição de estar na luta pela geral e por algumas etapas.

André Ramalho (Jorbi/Team José Maria Nicolau), Ivo Oliveira, João Almeida, e Rui Oliveira (Hagens Berman Axeon), Marcelo Salvador (Sicasal/Constantinos/Delta Cafés) e Tiago Antunes (SEG Racing Academy) são os ciclistas escolhidos pelo selecionador nacional, José Poeira, para a corrida por etapas mais importante do calendário internacional de sub-23.

“É uma equipa equilibrada, com corredores capazes de estar com os melhores nas etapas de montanha, mas também com elementos prontos para se baterem pelas primeiras posições nos dias em que os sprinters tiverem oportunidades.

Além disso, completa-se com jovens que sabem cumprir a missão de trabalhar para o coletivo e que chegam a este momento da época com a frescura física necessária para enfrentar um desafio com a importância e a exigência da Volta a França do Futuro”, afirma José Poeira.

A Volta a França do Futuro apresenta, ao longo das dez etapas, um percurso equilibrado, em que todos os perfis de ciclista poderão brilhar. As primeiras jornadas adequam-se a roladores e sprinters, surgindo um contrarrelógio por equipas, na quarta etapa, que deverá começar a fazer uma triagem mais fina quanto à classificação geral.

O ordenamento definitivo de valores vai acontecer com as últimas quatro etapas, todas de alta montanha e com final em subida.

A corrida abre com uma ligação de 138,2 quilómetros entre Grand-Champ e Elven. Segue-se uma viagem de 144,2 quilómetros, ligando Drefféac a Châteaubriant. A terceira tirada começa em Le Lude e termina em Châteaudun. Estas etapas são ao jeito de sprinters e roladores, embora seja necessária atenção máxima para prevenir cortes e perdas de tempo por má colocação. Os finais têm perfis distintos. Se no primeiro dia a chegada é plana, nos outros dois será em plano ascendente, com 7,5 por cento de inclinação nos últimos 500 metros da terceira jornada.

A quarta etapa é o contrarrelógio por equipas, que terá 20,2 quilómetros e será disputado em redor de Orléans. Prevê-se uma jornada difícil para a Equipa Portugal, que terá de defender-se das formações mais dotadas de roladores possantes, que, neste tipo de exercícios completamente planos, levam vantagem sobre os portugueses.

Os velocistas deverão regressar ao protagonismo na quinta etapa, 145,8 quilómetros unindo Beaugency a Levroux. A sexta etapa será uma maratona de 181,1 quilómetros, iniciando-se em Le Blanc e terminando em Cérilly, depois de ultrapassado um percurso de altos e baixos que não deverá impedir os homens mais rápidos com resistência para as longas distâncias e o sobe e desce de discutirem a etapa.

Na reta final os trepadores prometem sentir-se em casa. A sétima etapa tem apenas 35,4 quilómetros, mas um acumulado de subida de 1494 metros. A partida será em Moûtiers e a chegada, coincidente com um prémio de montanha de primeira categoria, em Méribel.

A oitava etapa volta a ser curta, 81,1 quilómetros, mas muito exigente. Os corredores partem de La Bathie para chegarem a Crest-Voland Cohennoz. A meta coincide, mais uma vez, com uma montanha de primeira categoria.

A nona e penúltima etapa tem quase três mil metros de acumulado positivo, devido a um percurso de alta montanha que começa em Sèez e termina 83 quilómetros adiante, em Val d’Isère. A meta será a terceira subida de primeira categoria da jornada.

A Volta a França do Futuro encerra com uma viagem de 1497 quilómetros, entre Val d’Isère e Saint-Colomban-des-Villards. A chegada está, novamente, colocada numa montanha de primeira categoria.

Fonte: FPC

“Volta à Polónia: Michal Kwiatkowski vence prova”

Rui Costa terminou no 54.º lugar

Por Lusa

Foto: EPA

O polaco Michal Kwiatkowski (Sky) venceu esta sexta-feira a Volta à Polónia, ao fechar em sexto lugar a sétima e última etapa, ganha por um esforço solitário do britânico Simon Yates (Mitchelton-Scott).

Yates cortou a meta isolado, em Bukowina Tatrzanska, ao fim de 3:37.17 horas para cumprir 136 quilómetros, com 12 segundos de vantagem sobre o resto do grupo dos favoritos, mas o esforço não deu para ultrapassar Kwiatkowski, terminando no segundo lugar da geral final.

O francês Thibaut Pinot (Groupama--FDJ) foi segundo na etapa, enquanto o italiano Davide Formolo (BORA-hansgrohe) fechou em terceiro.

Na geral final, Kwiatkowski, campeão do mundo em 2014, confirmou a vitória, à frente de Yates, segundo, e de Pinot, terceiro.

Para o polaco, é a primeira vitória no seu país, e a segunda em provas World Tour este ano, depois de ter conquistado o Tirreno-Adriatico.

O ano de Kwiatkowski, que se sagrou campeão de fundo da Polónia, inclui ainda o triunfo na Volta ao Algarve, na qual venceu duas etapas.

Rui Costa (UAE Team Emirates) fechou a derradeira tirada em 61.º, a 7.24 minutos do vencedor, e acabou no 54.º lugar final, enquanto Nuno Bico (Movistar) encerrou a prova no 84.º lugar, após ter cortado a meta em 85.º no último dia.

Fonte: Record on-line

“Europeus: Melanie Santos 10.ª na sexta vitória de Nicola Spirig”

Atleta suíça reeditou os êxitos de 2009, 2010, 2012, 2014 e 2015

Por: Lusa

A portuguesa Melanie Santos terminou esta quinta-feira no 10.º lugar a prova de triatlo dos Europeus, em Glasgow, onde a suíça Nicola Spirig conquistou o seu sexto título continental.

Spirig, de 36 anos e campeã olímpica em Londres 2012, reeditou os êxitos de 2009, 2010, 2012, 2014 e 2015, ao concluir os 1,5 quilómetros de natação, 40 de bicicleta e 10 de corrida em 01:59.13 horas, deixando a britânica Jessica Learmonth, a 33 segundos, a e francesa Cassandre Beaugrand, a 1.44 minutos, na segunda e terceira posições, respetivamente.

Melanie Santos, de 23 anos, concluiu a prova em 02:03.18 horas, gastando mais 4.05 minutos do que Spirig, que igualou o número de títulos alcançado por Vanessa Fernandes, campeã europeia entre 2003 e 2008.

A triatleta do Benfica, que este ano já terminou no segundo lugar a Taça do Mundo de Tiszaujvaros, alcançou o seu melhor resultado em Europeus de elite, depois do 15.º lugar em 2017, em Dusseldorf, e do 19.º em 2016, em Lisboa.

Madalena Amaral Almeida desistiu no setor da corrida, enquanto Andreia Ferrum acabou por ser eliminada, ainda durante o ciclismo.

Fonte: Record on-line

“Volta a Portugal/Um olhar pela Volta dia-a-dia”

9ª Etapa Felgueiras/Senhora da Graça

Texto: José Morais

Fotos: Podium

Este sábado 11 de agosto, realiza-se a 9ª etapa, a última em linha. é percorrida entre Felgueiras e o alto da Senhora da Graça, numa distância de 155,2 quilómetros com metas metas volantes de 1ª categoria.

Na etapa de hoje, não mudou nada os primeiros lugares da geral, Raúl Alarcón mantem o primeiro lugar a 00:00:52 do segundo Joni Brandão, Vicente García de Mateos ganhou em Braga, depois de uma etapa difícil, onde chegou a haver uma fuga com mais de 3 minutos.

E este sábado, adivinha-se talvez o dia mais complicado desta Volta, na última etapa em linha, e na véspera do contra-relógio, que ditará o vencedor final, se o mesmo não for já conhecido amanhã.

A volta num sobe e desce, com a primeira dificuldade a surgir sensivelmente ao quilómetro 80, depois novo desafio sensivelmente ao quilómetro 105, e por final o derradeiro desafio, sensivelmente ao quilómetro 145, até ao alto da Senhora da Graça.

O contra-relógio pode não ser a decisão final, a mesma pode ficar decidida já amanhã, e como temos visto desde a conquista da camisola amarela, Raúl Alarcón, não tem largado a cabeça do pelotão, apesar de hoje ter cortado a meta em 6º, deixando-se ficar para trás, nada impede de amanhã atacar em força, e assegurar assim a vitória final desta volta.  

E a Volta vai continuar, Felgueiras fica a pouco mais de 50 quilómetros de Braga, com a etapa de hoje a terminar novamente cerca das 17.30, existe sem dúvida muito mais tempo para descansar, amanhã, olhando para a altimetria, a mesma promete, num sobe e desce quase constante, muitas são as dificuldades que muitos vão encontrar.

Será que os ciclistas estarão recuperados, e ficam preparados amanhã para mais um grande desafio, sem dúvida o maior desta Volta, que as mazelas das etapas anteriores provocaram, quem aguenta, quem fica pelo caminho, e será que a camisola mudará, ou reforçara a liderança da volta, garantindo a mesma, no final teremos essa resposta, por agora fica a altimetria, o mapa do percurso, como a partida e a chegada.

 

“Volta a Portugal/Casa Cheia em Braga assistiu a bis de Mateos”

Num dia em que os ciclistas da fuga chegaram a pensar que o esforço poderia ser recompensado com a discussão da vitória de etapa, os protagonistas acabaram por ser novamente alcançados pelo quarteto que lidera a classificação geral. Vicente García de Mateos ganhou pela segunda vez nesta 80ª Volta a Portugal Santander, desta vez em Braga. O espanhol da Aviludo-Louletano-Uli chegou na frente do sprint onde estiveram João Benta (Rádio Popular-Boavista) e Joni Brandão (Sporting-Tavira) entre outros.

A Aviludo-Louletano-Uli preparou o caminho para o chefe de fila que aguentou o ataque de Edgar Pinto e no sprint veio muito de trás para apanhar um Raúl Alarcón que estava a ver a meta aproximar-se, quando Mateos passou por ele como uma flecha. João Benta (Rádio Popular-Boavista) conseguiu reentrar na frente quando o quarteto não se entendeu para ir discutir a etapa. Colou-se à roda de Mateos, mas o espanhol foi mais forte.

A W52-FC Porto controlou grande parte da oitava etapa esta sexta-feira entre Barcelos e Braga. A Efapel esteve mais resguardada já que tinha Rafael Silva na fuga e acabou por ser a equipa de Loulé a meter um ritmo infernal na corrida. O pelotão ficou partido em vários grupos e os 11 homens que haviam andado escapados viram uma diferença que chegou a ser mais de seis minutos, ficar reduzida a zero.

"Foi um final explosivo que culminou no bom trabalho da equipa. Estamos a tentar [lutar pela geral] e vamos continuar amanhã e no contrarrelógio. Está a ser [uma Volta] complicada e amanhã vai ser ainda mais", afirmou o Mateos, já a pensar no que espera o pelotão na Senhora da Graça.

Apesar de Joni Brandão reiterar que continua concentrado em ganhar a Volta a Portugal, - é segundo classificado, tirando a Camisola Amarela Santander a Raúl Alarcón, não desperdiçou a oportunidade para ficar dono da Azul Liberty Seguros, liderando a classificação da montanha.

O basco Xuban Errazkin quebrou na última subida do dia, na segunda passagem pelo Sameiro, mas a Camisola Branca RTP da juventude continua a pertencer ao da Vito-Feirense-Blackjack. O terceiro classificado da geral, Vicente Mateos, continua a ser o mais regular e depois do triunfo em Braga reforçou ainda mais a Camisola Verde Rubis Gás dos pontos.

Felgueiras dá a partida para a festa na Senhora da Graça

É sempre um dos dias mais esperados da Volta a Portugal, ou não fosse a Etapa Rainha e a festa do ciclismo será maior porque a classificação está por definir. O Monte Farinha, em Mondim de Basto, vai ajudar certamente a perfilar melhor os candidatos ao triunfo. Antes da subida final, a prova tem duas primeiras categorias, no Alto da Barra e no Barreiro, já na segunda metade dos 155,2 quilómetros que vão começar em Felgueiras. Será a última tirada em linha. No domingo será dia de contrarrelógio em Fafe.

Fonte: Podium 

“Volta a Portugal/Acácio da Silva: «W52-FC Porto está sempre muito forte»”

Antiga estrela do pelotão diz que Raúl Alarcón deve repetir triunfo este ano

Por Alexandre Reis

Foto: Nuno Veiga / Lusa

Apelidado como um ‘bon vivant’ do ciclismo, Acácio da Silva é talvez o segundo português mais reconhecido internacionalmente, depois de Joaquim Agostinho. E, aos 57 anos, apresentou ontem a sua biografia, ‘A Carreira Excecional de um Ciclista Cosmopolita’, na partida de Montalegre, na qual são relatadas muitas das suas vivências como profissional, entre 1982 e 1994.

"Sempre quis fazer uma biografia que ficasse para a história do ciclismo. Até que surgiu essa ideia e com a colaboração de Henri Bressler, que fez outras biografias, como a dos irmãos Schleck, ficaram no papel as histórias da minha carreira", revelou o vencedor de três etapas no Tour e outras tantas no Giro, tendo andado com as camisolas amarela e rosa nas respetivas corridas, um palmarés muito difícil de igualar.

A passar férias em Montalegre, de onde é natural, Acácio da Silva nunca pensou que, depois dele, não houvesse mais ninguém a vestir a camisola amarela na Volta a França e revelou que está a gostar da Volta a Portugal, elogiando a capacidade de Domingos Gonçalves (RP-Boavista), vencedor da 6ª etapa: "Depois do título de campeão nacional de fundo e contrarrelógio, demonstrou que tem qualidade, pois a subida antes da chegada a Boticas é muito dura e conseguiu bater o pelotão. Já quanto ao que se está a passar na luta pela geral, o espanhol Raúl Alarcón, que venceu no ano passado, não parece querer ceder. Seria necessário que o atacassem com maior eficácia, mas a sua equipa, a W52-FC Porto está sempre muito forte."

Acácio da Silva aproveitou também para visitar o seu irmão, Francis da Silva, diretor da luxemburguesa Differdange, com quem correu na Kas em 1989: "É a ele que devo a minha carreira no ciclismo, pois convenceu-me a entrar nas corridas. Se não fosse ele, não teria sido quem sou."

A trabalhar como agente imobiliário no Luxemburgo, Acácio da Silva já pensou em regressar, mas não o fez porque tem dois filhos ainda pequenos: "Tenho tido uma vida tranquila e vou ficar por lá mais uns tempos", rematou.

Fonte: Record on-line

“Volta a Portugal/Pinto da Costa acredita na vitória final de Raúl Alarcón na Volta a Portugal”

Presidente do FC Porto falou aos jornalistas no arranque da oitava etapa em Barcelos

Por Lusa      

Foto: Sérgio Lemos 

O presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, mostrou-se esta sexta-feira confiante na vitória final de Raúl Alarcón na Volta à Portugal e destacou a "classe e a força" do ciclista da W52-FC Porto.

"Já só faltam três dias e, por aquilo que tem acontecido, estou com esperança que o Rául Alarcón venha a ser o vencedor da prova. Sinto-me tranquilo porque ele tem respondido sempre bem aos ataques, dando uma demonstração de classe e de força", afirmou Pinto da Costa.

O presidente do FC Porto falava aos jornalistas em Barcelos, no arranque da oitava etapa da Volta à Portugal, que liga essa cidade a Braga, numa tirada e 147,6 quilómetros.

Alarcón, vencedor de 2017, tem 52 segundos de avanço sobre o português Jóni Brandão (Sporting-Tavira) e 1.41 minutos sobre o espanhol Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano).

"No domingo cá estarei na Volta à espera da vitória", acrescentou Pinto da Costa.

O líder máximo dos dragões falou também de Rui Vinhas, igualmente ciclista da W52-FC Porto, que sofreu uma violenta queda na quinta etapa, depois de chocar com um carro, e que mesmo assim continuou em prova.

"Qualquer ciclista é um herói em potência, ainda mais com a dificuldade extrema que é fazer uma Volta com o calor intenso que fez nos primeiros dias. O Rui Vinhas é um fantástico atleta e tenho muito orgulho que esteja na nossa equipa", referiu.

A 80.ª edição da Volta à Portugal termina no domingo, em Fafe.

Fonte: Record on-line

“Volta a Portugal/Doping mecânico sem controlo”

Só se UCI aparecer...

O presidente da Federação (FPC), Delmino Pereira, revelou ontem, na partida de Montalegre, que a Volta a Portugal não tem qualquer controlo sobre o doping mecânico. "A UCI pode fazer um controlo surpresa, mas não existem suspeitas no pelotão da Volta. Aliás, aquilo que poderia ser um problema, é um falso problema."

Para o dirigente, chegaram a haver algumas suspeitas em corridas internacionais, mas Delmino Pereira diz que ninguém quer estar envolvido num escândalo dessa natureza: "Os mecânicos e as empresas de bicicletas não teriam grande margem para manipular uma bicicleta, cuja construção obedece a regras bastante antigas. O peso máximo é de 6,8 kg. Seria muito difícil colocar por lá um motor."

Fonte: Record on-line