sábado, 9 de maio de 2026

“A estrada estava completamente escorregadia” - Queda impediu António Morgado de lutar pela rosa e dizimou a UAE Emirates na 2a etapa da Volta a Itália”


Por: Miguel Marques

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António Morgado resumiu o desastroso segundo dia da UAE Team Emirates - XRG na Volta a Itália com uma avaliação frontal da queda que alterou a corrida antes do final em Veliko Tarnovo.

O português, que iniciou o dia de camisola branca após uma forte etapa inaugural, esteve entre os elementos da UAE apanhados na enorme queda em piso molhado dentro dos 25 quilómetros finais. Adam Yates também foi ao chão e apareceu coberto de lama e sangue, enquanto Jay Vine foi retirado de maca para uma ambulância, antes de ser confirmado o abandono.

Para a UAE, o que parecia uma etapa com várias opções táticas transformou-se rapidamente num exercício de limitação de danos. Morgado foi forçado a trocar de bicicleta após a queda e, mais tarde, perdeu contacto quando o ritmo subiu na subida ao Mosteiro de Lyaskovets.

Falando depois à Cycling Pro Net, Morgado disse que o perigo já era evidente antes do incidente. “Sim, acho que toda a gente sabia que alguém ia cair com este tipo de piso”, afirmou. “O azar esteve connosco”.

 

“Saímos largos da curva e caímos”

 

A queda ocorreu após um longo dia de chuva e alcatrão escorregadio na Bulgária. O pelotão tinha acabado de anular a fuga de Diego Pablo Sevilla e Mirco Maestri quando entrou numa zona traiçoeira e múltiplos corredores foram ao chão.

Vários elementos da UAE envolveram-se no incidente, transformando a 2ª etapa da equipa num dos grandes temas do dia. Yates conseguiu regressar à bicicleta, mas as imagens do britânico, candidato à geral, coberto de lama e sangue, sublinharam a violência da queda. Morgado também precisou de assistência mecânica antes de tentar reentrar.

Questionado sobre o que acontecera da sua perspetiva, Morgado apontou diretamente às condições do piso. “A estrada estava completamente escorregadia”, apontou. “Toda a gente sabia. Por isso houve tanta luta pela posição. Saímos largos da curva e caímos”.

A dimensão da queda obrigou a neutralização temporária da corrida enquanto as viaturas médicas assistiam os feridos. O pelotão rolou devagar antes de a prova retomar, mas vários corredores ainda perseguiam ou recebiam assistência quando a etapa voltou a ganhar vida.

 

UAE a contar os estragos

 

A cronologia da queda agravou o cenário. Minutos após o reinício, a corrida entrou no quilómetro Red Bull e, de seguida, na subida final ao mosteiro de Lyaskovets, onde o ritmo disparou.

Morgado, que estava entre os mais talhados para o final explosivo antes da queda, cedeu praticamente no arranque da ascensão. Yates também ficou a gerir as consequências do tombo, enquanto o abandono de Vine representou a perda mais imediata para a UAE.

Jan Christen deu a única nota positiva, ao seguir brevemente Jonas Vingegaard quando o dinamarquês atacou na subida final, antes de terminar no grupo da frente. Mas, para a UAE no global, a 2ª etapa ficou definida pela queda e pelas suas consequências. Questionado sobre como a equipa vai encarar a Volta a Itália após um revés tão pesado, Morgado foi conciso: “Vamos ver”, disse. “Também sinto um pouco de dor, mas não vamos desistir”.

Essa mensagem, pelo menos, deixou algo a que a UAE se pode agarrar após um dia caótico. A equipa saiu de Veliko Tarnovo com corpos pisados, menos opções e a sua corrida já moldada por uma curva traiçoeira.

“Como um cão assustado, gritou ‘corrida’ e logo meteu a cabeça de novo no carro” - Diretor de corrida alvo de críticas após queda coletiva deixar a Volta a Itália sem ambulâncias”


Por: Miguel Marques

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Jasper Stuyven lançou uma crítica contundente à direção de corrida da Volta a Itália após a 2ª etapa ter sido retomada depois de uma queda massiva, apesar de os ciclistas acreditarem que a prova ficou sem cobertura total de ambulâncias.

A segunda etapa, na Bulgária, já era um dos dias mais caóticos da corrida quando cerca de 30 ciclistas caíram em estradas encharcadas, a 23 km da meta. A UAE Team Emirates - XRG foi particularmente atingida, com Jay Vine e Marc Soler a serem transportados para o hospital, enquanto Adam Yates terminou a mais de 13 minutos do vencedor, Guillermo Thomas Silva, após uma queda violenta.

Santiago Buitrago também foi forçado a abandonar e levado ao hospital para exames adicionais, somando mais um nome de peso à lista de corredores afastados do Giro pelo mesmo incidente.

A corrida foi neutralizada durante vários quilómetros enquanto as viaturas médicas assistiam os acidentados. Mas Stuyven, falando depois ao HLN, afirmou que a situação devia ter sido gerida de forma diferente antes de autorizar a retoma da competição. “Não havia ambulâncias disponíveis”, disse Stuyven. “E ainda vinha aí uma descida que podia ser perigosa”.

 

Corredores queriam neutralização de tempos para a geral

 

Segundo o HLN, vários ciclistas falaram com a direção de corrida durante a neutralização, incluindo Stuyven, Victor Campenaerts, Jonas Vingegaard, Filippo Ganna e Jonathan Milan.

Stuyven disse que os corredores não pediam o cancelamento total da etapa. Pretendiam, sim, a neutralização dos tempos para a classificação geral, permitindo que quem quisesse arriscar continuasse a lutar pela vitória na etapa, sem obrigar os homens da geral a descer a toda a intensidade.

“Queríamos, depois daquela queda, uma neutralização dos tempos para a classificação, para que os destemidos ainda pudessem lutar pela etapa, mas sem ter de assumir riscos desnecessários naquela próxima descida”, explicou Stuyven.

O pedido surgiu após uma queda suficientemente grave para redesenhar a corrida. Vine foi retirado em maca para uma ambulância, Soler também seguiu para o hospital, Yates perdeu muito tempo e o Giro de Buitrago terminou antes de a prova sequer deixar a Bulgária.

 

Stuyven critica o diretor de corrida

 

A crítica mais dura de Stuyven incidiu sobre a forma como sentiu que a decisão foi comunicada. “O diretor de corrida disse que estavam a analisar”, contou. “Depois, deitou a cabeça fora do carro como um cão assustado, começou a abanar a bandeira e gritou ‘corrida’. E rapidamente voltou a meter a cabeça dentro do carro”.

A etapa acabou por prosseguir, com Jonas Vingegaard a atacar no Lyaskovets Monastery Pass antes de Guillermo Thomas Silva vencer a partir do grupo perseguidor e vestir a Maglia Rosa.

Mas o desfecho desportivo ficou quase em segundo plano face ao debate mais amplo sobre segurança. Após duas etapas marcadas por quedas na Bulgária, o Giro entra na 3ª etapa com o pelotão já muito castigado fisicamente e com crescente frustração sobre a forma como a corrida tem sido gerida.

“Resultados 2a etapa da Volta a Itália 2026: Ataque tardio de Jonas Vingegaard fica aquém e Guillermo Thomas Silva surpreende o pelotão num dia marcado por queda em massa”


Por: Letícia Martins

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Guillermo Thomas Silva venceu a 2ª etapa da Volta a Itália 2026 após um dia brutal e chuvoso na Bulgária, marcado pela neutralização da corrida após uma queda massiva, o abandono de Jay Vine em ambulância, atrasos para Adam Yates e Derek Gee-West, e um ataque precoce de Jonas Vingegaard no Lyaskovets Monastery Pass.

O corredor da XDS Astana surgiu tardiamente para conquistar o triunfo em Veliko Tarnovo, à frente de Florian Stork, da Tudor Pro Cycling Team, e de Giulio Ciccone, da Lidl-Trek. O desfecho chegou depois de Vingegaard, Giulio Pellizzari e Lennert Van Eetvelt se isolarem na última ascensão, mas a hesitação no quilómetro final permitiu o regresso dos perseguidores à luta. Paul Magnier cedeu na subida final após iniciar o dia de rosa, pelo que a Volta a Itália entrou também numa nova fase de liderança após outra etapa caótica em solo búlgaro.

 

Polti - VisitMalta anima uma abertura calma

 

A segunda etapa do Giro começou em tom familiar, com Diego Pablo Sevilla a voltar de imediato ao ataque, agora envergando a camisola azul da montanha depois da postura ofensiva no dia inaugural. Sevilla contou com a companhia do colega da Polti - VisitMalta, Mirco Maestri, formando a fuga do dia pouco após a partida oficial em Burgas. Apesar do traçado ser mais exigente do que na abertura ao sprint, nenhum outro corredor aderiu ao movimento, deixando a Polti como única equipa representada na frente.

O pelotão permitiu que a vantagem crescesse rapidamente numa fase inicial calma, com Sevilla e Maestri a alcançarem cerca de cinco minutos, enquanto o grupo se instalava num ritmo controlado atrás. A NSN Cycling assumiu grande parte da responsabilidade na dianteira do pelotão, com Corbin Strong entre os homens apontados ao final mais técnico em Veliko Tarnovo.

O andamento manteve-se contido nas primeiras horas, com a média abaixo do mais lento dos horários previstos, à medida que a corrida deixava o Mar Negro para trás e seguia para o interior em estradas planas antes do terreno mais exigente na parte final.

No sprint intermédio em Sliven, Sevilla pôde arrecadar o máximo de pontos à frente de Maestri. Atrás, a Lidl-Trek organizou-se para Jonathan Milan, mas foi Magnier quem bateu o italiano no sprint do pelotão, reforçando a liderança inicial na classificação por pontos após o triunfo na 1.ª etapa em Burgas.

 

A chuva muda o tom da etapa

 

Jonas Vingegaard teve uma breve interrupção na primeira metade da etapa, depois de duas vezes ter recuado por problemas mecânicos, mas o favorito ao Giro regressou ao pelotão sem dificuldades, com o grupo a manter um ritmo estável.

Com nuvens escuras a acumularem-se sobre a serra, a primeira subida do dia trouxe uma mudança visível na forma como a Visma abordou a etapa face à abertura. Em vez de rodarem coletivamente na retaguarda, como em Burgas, Vingegaard e a maioria da equipa avançaram para a frente, atrás do solitário trabalhador da NSN Cycling, Ryan Mullen.

Os impermeáveis começaram a surgir no pelotão no Byala Pass, à medida que o tempo se agravava, e a corrida entrava numa fase mais traiçoeira após horas iniciais tranquilas. Sevilla somou os pontos máximos da montanha no cume sem oposição de Maestri, reforçando a sua posse da camisola azul antes de uma descida molhada. O pelotão superou a descida sem incidentes de maior, mas a pressão para ganhar posição antes das estradas húmidas e da segunda subida reduziu a diferença para pouco mais de três minutos.

O Vratnik Pass, uma ascensão mais longa de pouco mais de nove quilómetros a 4,4% de média, introduziu a primeira aceleração sustentada do pelotão, com a Netcompany Ineos entre as equipas a esticar o grupo à medida que a estrada subia para o ponto mais alto do dia. Sevilla voltou a arrecadar os pontos máximos no topo, chegando aos 24 pontos e consolidando uma liderança folgada na classificação.

Atrás, o ritmo mais elevado começou a cobrar preço a alguns velocistas que já traziam problemas para a 2ª etapa. Arnaud De Lie, que chegou ao Giro após doença ter condicionado a preparação da Lotto-Intermarche, cedeu no pelotão juntamente com Erlend Blikra, enquanto Dylan Groenewegen começou também a dar sinais de dificuldade pouco depois. Blikra e Groenewegen tinham ambos sido apanhados na queda coletiva da etapa inaugural.

De Lie viria depois a regressar à cauda do pelotão após uma descida tensa que quase provocou outro momento perigoso, quando esteve perto de colidir com um carro parado da Netcompany Ineos numa curva.

 

Queda massiva força neutralização da corrida

 

Já dentro dos últimos 30 quilómetros, a longa perseguição acabou por alcançar Sevilla e Maestri. Mullen continuou a trabalhar para a NSN Cycling, mas surgiram também forças frescas na dianteira com a aproximação ao final.

Mikkel Bjerg avançou para a UAE Team Emirates - XRG quando a diferença desceu abaixo de um minuto, antes de Visma, UAE e Netcompany Ineos se tornarem mais visíveis no pelotão. Filippo Ganna foi um dos que contribuíram para a aceleração, com a corrida a transitar de uma perseguição longa e controlada para o modo de aproximação final.

Sevilla e Maestri foram finalmente alcançados após quase cinco horas em fuga. O movimento dificilmente sobreviveria depois de o pelotão se organizar, mas a Polti - VisitMalta já tinha garantido um grande saque do dia, com Sevilla a reforçar a camisola azul e o duo a recolher os prémios intermédios ao longo da etapa.

A corrida mal recomeçara quando o infortúnio voltou a bater nas estradas molhadas. Uma queda em massa atirou ao chão numerosos corredores na superfície escorregadia, com vários elementos da UAE Team Emirates - XRG envolvidos no acidente.

Adam Yates foi um dos que beijou o asfalto, o líder da UAE ficou coberto de lama e sangue ao voltar a montar e tentar limitar danos. O portador da camisola branca, António Morgado, também precisou de uma bicicleta nova após a queda, enquanto Derek Gee-West, outro nome relevante para a geral, ficou atrasado à espera de substituição de máquina.

Corbin Strong e Edoardo Zambanini também foram confirmados entre os caídos, transformando o que tinha sido uma etapa largamente controlada num momento potencialmente decisivo antes da última subida.

A dimensão da queda levou a organização a neutralizar temporariamente a etapa, com ambulâncias e viaturas médicas ocupadas pelo elevado número de lesionados. Jay Vine foi a baixa mais séria da UAE, com o australiano a ser retirado de maca e colocado na ambulância, antes de ser confirmada a sua desistência.

Foi um duro golpe para a UAE numa etapa em que Yates e Morgado também foram apanhados no mesmo incidente. Remi Cavagna pareceu inicialmente em sérias dificuldades e levou a mão à zona da clavícula após a queda, mas o corredor da Groupama-FDJ regressou depois à bicicleta. Andrea Vendrame também sofreu um forte atraso e pareceu, a princípio, improvável continuar, antes de finalmente voltar a pedalar.

A corrida retomou com vários corredores ainda em perseguição. Strong e Zambanini não tinham ainda recuperado totalmente o contacto quando o ritmo recomeçou, enquanto Yates seguia igualmente atrasado após a sua queda.

 

Vingegaard incendia a última subida

 

A prova voltou à velocidade máxima quase de imediato antes do quilómetro Red Bull, onde a Netcompany Ineos mexeu com oportunidade para arrecadar segundos de bonificação. Egan Bernal sprintou pelos seis segundos máximos, enquanto o colega Thymen Arensman seguiu para mais quatro, ambos já bem colocados antes da subida decisiva.

O Lyaskovets Monastery Pass deu então verdadeira vida à corrida. A XDS Astana foi uma das primeiras equipas a aumentar a pressão nas rampas iniciais para Christian Scaroni, enquanto a Bardiani CSF - 7 Saber também tentou avançar através de Martin Marcellusi.

Morgado e Gee-West, ambos envolvidos na queda anterior, foram rapidamente distanciados do pelotão quando o ritmo subiu. Para a UAE, os danos do acidente continuavam a somar-se, com Bjerg a marcar o passo num grupo em que grande parte da equipa escorregou para as barreiras da berma.

A Visma também foi tocada pela queda através de Wilco Kelderman, mas Vingegaard evitou o incidente e foi conduzido para o início da subida perto da frente. Davide Piganzoli assumiu depois o comando do ritmo para o favorito dinamarquês, alongando o grupo e colocando a Maglia Rosa em dificuldades.

Magnier não conseguiu segurar o andamento quando o grupo da frente encolheu para cerca de 50 corredores, garantindo que o Giro teria um novo líder no final da etapa.

Vingegaard atacou então a cerca de 700 metros do topo, precisamente quando a percentagem aumentou. Jan Christen seguiu por instantes, mas o corredor da UAE não conseguiu manter a roda do dinamarquês. Pellizzari e Van Eetvelt foram os únicos a conseguir fechar, formando um trio dianteiro perigoso ao coroar a subida.

O trio entrou nos 10 quilómetros finais com uma vantagem de cerca de 10 segundos, que rapidamente esticou para perto dos 20 segundos enquanto os perseguidores tinham dificuldades em organizar-se. Contra-ataques no grupo perseguidor apenas reforçaram a posição dos líderes.

 

Trio da frente alcançado após hesitação tardia

 

Vingegaard, Pellizzari e Van Eetvelt continuaram a colaborar rumo ao final técnico em Veliko Tarnovo, onde a estrada voltava a subir por zonas de empedrado molhado e inclinações a tocar os 9%.

Van Eetvelt, com menor obrigação de contribuir do que os rivais focados na geral ao seu lado, começou por saltar alguns turnos, antes de voltar à frente à medida que se aproximavam os quilómetros finais. Vingegaard incentivou o grupo a manter o ritmo quando a estrada voltou a empinar dentro dos dois quilómetros finais, com os perseguidores suficientemente próximos para ameaçar a vitória na etapa.

Já dentro da flamme rouge, Van Eetvelt pareceu esperar em vez de lançar o sprint, tentando forçar os outros a abrir primeiro. Essa hesitação saiu cara. Jan Christen e o restante grupo perseguidor aproximavam-se rapidamente, e Van Eetvelt arrancou de novo a cerca de 800 metros da meta, quando a vantagem dos líderes começava a esvair-se.

A movimentação não bastou para salvar o trio. Os perseguidores regressaram à contenda na aproximação final à meta, e Silva cronometrizou melhor o esforço para vencer a etapa pela XDS Astana.

Stork foi segundo para a Tudor, com Ciccone em terceiro para a Lidl-Trek, enquanto o ataque precoce de Vingegaard deu, ainda assim, o primeiro sinal claro de ambição na luta pela geral. Após um dia moldado pela chuva, quedas, neutralização e um travão tático tardio, a 2ª etapa trouxe a primeira grande reviravolta do Giro 2026.

“Volta a Portugal do Futuro arranca na próxima semana com 577 quilómetros entre Abrantes e Espinho”


Foto: Matias Novo

A 33.ª edição da Volta a Portugal do Futuro arranca já na próxima quinta-feira, 14 de maio, reunindo alguns dos mais promissores talentos do ciclismo Sub-23, num percurso exigente de 577,3 quilómetros, distribuído por quatro etapas, entre Abrantes e Espinho.

Considerada a principal competição nacional de ciclismo de estrada dedicada ao escalão Sub-23, a Volta a Portugal do Futuro afirma-se, há mais de três décadas, como uma verdadeira plataforma de lançamento para jovens atletas que ambicionam chegar ao mais alto nível da modalidade.

A edição de 2026 marca um momento particularmente relevante na história da prova, com a sua integração na Classe 2.2 da União Ciclista Internacional (UCI), reforçando o reconhecimento além-fronteiras e elevando o nível competitivo.

Este ano fica também assinalado por uma mudança estrutural significativa, com a organização da prova a ser assumida diretamente pela Federação Portuguesa de Ciclismo, garantindo maior integração estratégica, consistência organizativa e valorização global do evento.

Ao longo de quatro etapas, os corredores serão colocados à prova num contexto competitivo exigente, onde a capacidade física, a inteligência tática e a resiliência mental serão determinantes - num cenário cada vez mais próximo da realidade do ciclismo profissional.

Para Cândido Barbosa, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, “a Volta a Portugal do Futuro é muito mais do que uma competição. É o ponto de partida para o futuro do ciclismo, onde os jovens talentos dão os primeiros passos rumo ao mais alto nível e começam a escrever o seu percurso na modalidade”. O dirigente sublinha ainda que “a integração numa classe internacional da UCI e a assunção direta da organização pela Federação refletem a ambição de reforçar a qualidade, a projeção e a sustentabilidade desta prova”.

A edição de 2026 da Volta a Portugal do Futuro contará com um pelotão composto por 16 equipas, das quais cinco internacionais, provenientes de Espanha, França e Emirados Árabes Unidos. À UAE Team Emirates Gen Z, equipa de desenvolvimento de uma das maiores estruturas do ciclismo mundial, juntam-se as espanholas Caja Rural-Alea, Technosylva Rower Bembibre e Supermercados Froiz, bem como a francesa Martigues SC. A lista integra ainda equipas nacionais profissionais e de desenvolvimento, assim como a Seleção Nacional Sub-23.

Com uma forte ligação ao território, a Volta a Portugal do Futuro percorre várias regiões do país, promovendo não só o desporto, mas também a valorização das comunidades e dos municípios que acolhem a competição.

Mais do que uma corrida, a Volta a Portugal do Futuro continua a afirmar-se como a montra privilegiada de novos talentos e o palco onde se começam a desenhar as histórias dos futuros protagonistas do ciclismo nacional e internacional.

 

EQUIPAS

Caja Rural-Alea (ESP), Earth Consulters/Maia/Frutas Monte Cristo (POR), Feira dos Sofás-Boavista (POR), Feirense-Beeceler (POR), GI Group Holding-Simoldes-UDO (POR), Inovocorte Cycling (POR), Martigues SC (FRA), Óbidos Cycling Team (POR), Porminho Team Sub-23 (POR), Santa Maria da Feira/Moreira/Bolflex/E.Leclerc (POR), Seleção Nacional Sub-23 (POR), Supermercados Froiz (ESP), Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua (POR), Team Tavira/Crédito Agrícola (POR), Technosylva Rower Bembibre (ESP), UAE Team Emirates Gen Z (UAE)

 

PROGRAMA

 

1.ª Etapa | Abrantes (12h00) > Oleiros (16h00) - 145,3 km

Quinta-feira, 14 de maio 2026

 

A primeira etapa apresenta um início relativamente acessível, com partida às 12h00 em Abrantes, onde o pelotão cumpre uma volta ao concelho e discute uma meta volante bonificada ao quilómetro 33,1. Após um prémio de montanha de 3.ª categoria em Vilelas, a corrida segue em direção a Vila de Rei e Proença-a-Nova, com nova meta volante instalada ao quilómetro 112,9. A fase decisiva surge na aproximação final a Oleiros, com a longa subida ao Parque Eólico, um prémio de montanha de 1.ª categoria com 10,6 quilómetros e pendente média de 5,8%, situado a cerca de 10 quilómetros da meta. A chegada está prevista para as 16h00, no centro da vila.

 

2.ª Etapa | Figueiró dos Vinhos (12h00) > Castanheira de Pera (15h40) - 142,6 km

Sexta-feira, 15 de maio 2026

 

A segunda jornada, considerada a mais exigente da prova, parte às 12h00 de Figueiró dos Vinhos e percorre um traçado marcado por constante sobe e desce até Castanheira de Pera. Logo na fase inicial surge uma meta volante bonificada na Sertã, seguindo-se um prémio de montanha de 2.ª categoria à entrada de Vila de Rei e outro de 3.ª categoria após Ferreira do Zêzere. Depois de um circuito exigente em torno do rio Zêzere, o pelotão regressa a Figueiró dos Vinhos para nova meta volante ao quilómetro 110,1, antes de rumar a Castanheira de Pera. A decisão deverá fazer-se na subida do Ameal, um prémio de montanha de 1.ª categoria, com 6 quilómetros a uma pendente média de 6,6%, cujo topo se situa a 11,2 quilómetros da meta. A chegada está prevista para as 15h40, na Praia das Rocas.

 

3.ª Etapa | Penela (12h00) > São Pedro do Sul (16h00) - 156,0 km

Sábado, 16 de maio 2026

 

A terceira etapa, a mais longa da edição, parte às 12h00 de Penela e apresenta um perfil globalmente mais favorável, podendo abrir espaço a uma chegada ao sprint em São Pedro do Sul, apesar da ligeira subida nos quilómetros finais. Ao longo do percurso, os ciclistas disputam metas volantes bonificadas em Vila Nova de Poiares, ao quilómetro 34, e em Tondela, ao quilómetro 93,6. As dificuldades montanhosas resumem-se a dois prémios de 3.ª categoria, em Lavradio e Fataunços, este último situado a cerca de 11 quilómetros da meta. A chegada está agendada para as 16h00, na Avenida da Liberdade.

 

4.ª Etapa | Castro Daire (12h00) > Espinho (15h45) - 133,4 km

Domingo, 17 de maio 2026

 

A etapa final arranca às 12h00 em Castro Daire e concentra as principais dificuldades na primeira metade do percurso, com um prémio de montanha de 2.ª categoria no Alto de Montemuro, logo aos 15,7 quilómetros, e nova subida de 2.ª categoria em Piares. Após a passagem do rio Douro na Barragem do Carrapatelo, o percurso inclui ainda um prémio de montanha de 3.ª categoria em Melres. As metas volantes bonificadas estão instaladas em Cinfães e Canedo, antes da aproximação final a Espinho, onde a chegada, prevista para as 15h45, junto à Câmara Municipal, apresenta um perfil rápido e favorável a uma decisão ao sprint em pelotão compacto.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Taça do Mundo triatlo: Mariana Vargem quinta em Chengdu”


A triatleta portuguesa Mariana Vargem assinou este sábado a melhor prestação da sua carreira numa Taça do Mundo, ao terminar na quinta posição em Chengdu, discutindo a vitória até aos últimos metros. Na última corrida, brilhou com o melhor segmento de corrida da prova (16m21s nos 5 km), num final decidido ao sprint, onde também esteve em destaque. A vitória ficou para a alemã Laura Lindemann.

“Estou muito satisfeita com o resultado. A natação foi um pouco dura, saindo um pouco mais atrasada do que o desejado, mas no segmento de ciclismo consegui recuperar e juntar ao primeiro grupo. Depois foi guardar o máximo de energias possíveis para a corrida, mas um pequeno contratempo na transição fez-me perder muitas posições e ter que fazer uma corrida muito forte logo desde o início para apanhar as primeiras atletas.” – Mariana Vargem

Além do desempenho de Mariana Vargem, outros triatletas nacionais marcaram presença na prova chinesaa:

20.ª – Madalena Almeida

45.º – Gustavo do Canto

55.º – Tomás Figueiredo

DNF – Melanie Santos, que voltou a ressentir-se da lesão no ombro

Os atletas portugueses voltam a competir este domingo, 10 de maio, às 7h00, na prova de estafeta mista.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Triatlo de Oeiras: check-out antecipado para as 12h30”


A Federação de Triatlo de Portugal comunica que o check-out (recolha dos equipamentos e materiais do parque de transição) do Triatlo de Oeiras, dia 10 de maio, poderá ser feito a partir das 12h30, após a conclusão da prova aberta.

Os atletas poderão aceder e levantar o seu material exibindo o seu dorsal à entrada da mesma.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Óbidos Cycling Team participa no Tour do Azerbeijão de 10 a 14 de maio”


A equipa Óbidos Cycling Team/Grupo Rolo/Sunlive Group já está em Baku, capital do Azerbeijão onde vai participar na 7ª edição do Baku-Khankendi Azerbaijan Cycling Race (Tour do Azerbeijão), que se disputa entre amanhã (10 de maio) e quinta-feira (14 de maio) e, que integra o calendário Europe Tour da União Ciclista Internacional (UCI).

Esta é a segunda presença da equipa da “Capital do Chocolate” em provas por etapas fora de depois da Volta às Astúrias, onde Eduardo Landaluce venceu a Classificação das Metas Volantes.

A competição comporta cinco etapas, todas em linha, com um total de 849,8 quilómetros e, para além do Óbidos, equipa Continental UCI, participam na prova mais 23 equipas, sendo uma do World Tour (Astana), quatro Pro Team, dezasseis Continental Team e duas Nacionais, as seleções do Azerbeijão e Uzebequistão.

O Tour do Azerbeijão não se disputava de 2017, tendo em 2015 sido ganho por Primoz Loglic, correndo pela equipa croata da Adria Mobil, na sua quarta temporada como profissional. Em 2016, o italiano Rinaldo Nocentini, correndo pelo Sporting/ Tavira, foi segundo na Geral Individual.

Um dos grandes atrativos do Baku-Khankendi Azerbaijan Cycling Race é que a prova irá ter transmissão televisiva no Eurosport Portugal, todos os dias, entre as 09:00 e as 10:30.

Antes do Tour do Azerbeijão, a semana começou para a equipa do Óbidos Cycling Team/Grupo Rolo/Sunlive Group com mais uma aventura internacional, desta feita com a presença em duas clássicas 1.2 UCI, na Bélgica. Na quarta-feira foi a participação na primeira edição da À travers les Hautes Fagnes e, no dia seguinte na 61ª Flèche Ardennaise, onde Eduardo Landaluce e Jeremy Smith tiveram uma prestação importante e relevante para o perfil da equipa.

Corredores da equipa do Óbidos Cycling Team/Grupo Rolo/Sunlive Group no Baku-Khankendi Azerbaijan Cycling Race: Álvaro Navas (21 anos/ Espanha/ rolador-sprinter), Bruno Maceiras (31 anos/ Portugal/ trepador), Eduardo Pérez-Landaluze (27 anos/ Espanha/ rolador), José Manuel Gutierrez (37 anos/ Espanha/ trepador), Lorenzo Marenzi (27 anos/ Croácia/ rolador) e Petros Mengs (24 anos/ Eritreia/ trepador).

 

Declarações

 

Micael Isidoro, o diretor-desportivo: “tal como nas Astúrias, o objetivo é dignificar Portugal cimentar o estatuto internacional da equipa e dia-a-dia entrar nas escapadas principais e aproveitar a televisão para sermos mais conhecidos e lutar por uma classificação secundária”, rematou.

Fonte: Equipa Ciclismo Óbidos Cycling Team/Grupo Rolo/Sunlive Group

“La Vuelta Femenina 26 PAULA BLASI, A GRANDE CAMPEÃ NUM ANGLIRU INIMAGINÁVEL”


Por: Daniel Peña

Foto: © Unipublic/Agência Criativa Cxcling/Toni Baixauli

A estreia da temida Angliru para dar o toque final à La Vuelta Femenina 26 por Carrefour.es prometia emoções fortes, mas nenhuma expectativa poderia igualar o que foi vivido este sábado na consagração de Paula Blasi (UAE Team ADQ), que se tornou a primeira vencedora espanhola na história da corrida.

Só a pequena suíça Petra Stiasny (Human Powered Health), a maior surpresa de uma etapa final inimaginável, conseguiu ultrapassar a ciclista catalã nas rampas impossíveis do colosso asturiano para conquistar a vitória na etapa; enquanto Blasi, com 23 anos, deixou as suas rivais diretas para trás nos últimos três quilómetros da subida para conquistar uma vitória histórica à frente da veterana Anna van der Breggen (SD Worx-Protime), uma lenda do ciclismo feminino que abandonou La Roja devido à sua crise na etapa final, e da jovem Marion Bunel (Team Visma-Lease a Bike), que fechou o último pódio.

A confirmação definitiva de um fenómeno que começou a crescer com o seu recente triunfo na Amstel Gold Race e que é um marco sem precedentes na história do ciclismo feminino espanhol.

Fonte: Unipublic

“João Martins em bom plano no primeiro dia do GP Framar”


João Martins foi o destaque da Seleção Nacional de Pista no primeiro dia de competição do GP Framar, em Praga (Chéquia), ao alcançar o 6.º lugar no omnium entre a elite masculina.

O jovem português concluiu o sempre exigente programa de omnium com 92 pontos, relativamente próximo de Gabriel Baptista que também terminou nos dez primeiros - foi nono, com 75 pontos. A prova foi vencida pelo germânico Moritz Augenstein, com 168 pontos.

Entre as femininas, Daniela Campos somou mais um dia consistente em Praga. No scratch, prova vencida pela dinamarquesa Laura Auerbach-Lind, a portuguesa foi 10.ª, enquanto na corrida por pontos foi sétima, com os lugares do pódio a escaparem na fase final. A vitória pertenceu à italiana Martina Alzini.

“No global, todos os atletas tiveram um desempenho positivo. No caso do Gabriel e do João, foi a primeira prova que realizaram neste tipo de pistas, o que torna o balanço ainda mais encorajador. A Daniela também continua num processo de aprendizagem neste contexto específico”, destaca Gabriel Mendes.

“Há aspetos a melhorar, como é natural, mas o balanço é claramente positivo. Para uma estreia, cumpriram um programa de omnium bastante consistente, num dia longo e exigente, e os objetivos definidos para esta competição foram alcançados”, acrescenta o Selecionador Nacional.

A Seleção Nacional de Pista prossegue a participação no GP Framar este sábado, com novo dia de competição no velódromo de Praga. Daniela Campos entra em ação no programa de omnium, enquanto Gabriel Baptista e João Martins terão pela frente um dia exigente, com scratch, corrida por pontos e madison.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Luís Xavier aproxima-se do top-10 na Taça do Mundo de Paraciclismo”


A Seleção Nacional de Paraciclismo novamente esta sexta-feira na estrada, para o segundo dia da última Taça do Mundo da temporada, que se disputa até domingo em Abruzzo, Itália. Hoje foram dois atletas da classe C5 que estiveram em competição Luís Xavier e Ricardo Mendes, para realizar a prova de contrarrelógio individual.

O primeiro atleta português a entrar em ação foi Ricardo Mendes, que enfrentou o mesmo percurso do dia anterior, já disputado por quatro colegas da seleção. O corredor concluiu as duas voltas ao traçado, num total de 15,2 quilómetros, na 34.ª posição, perante um grupo muito forte e onde estiveram alguns dos melhores atletas internacionais.

Pouco depois foi a vez de Luís Xavier dar o seu melhor, e que, de acordo com o Selecionador Nacional de Paraciclismo, Telmo Pinão, “voltou a demonstrar grande firmeza competitiva e uma clara capacidade de evolução, para poder afirmar-se entre os melhores atletas do mundo, mesmo sendo ainda um corredor com pouca experiência internacional nesta vertente da modalidade”.


O atleta português conseguiu melhorar significativamente o rendimento apresentado na Taça do Mundo da Bélgica, onde tinha terminado na 19.ª posição, entre 33 atletas. Desta vez, Luís Xavier alcançou o 17.º lugar, mas perante um pelotão ainda mais competitivo, composto por 36 corredores. Conseguiu, sobretudo, reduzir de forma muito expressiva a diferença para os lugares cimeiros.

Enquanto na Bélgica terminou a cerca de 1m40s do top-10, hoje ficou a apenas 36 segundos do 10.º classificado, demonstrando uma evolução muito positiva, em apenas uma semana de diferença entre competições.

Esta sexta-feira, o ouro foi entregue ao francês Dorian Foulon (medalha de prata na Bélgica), o brasileiro Lauro Cesar Mouro Chaman conquistou a prata, com o segundo melhor tempo do dia e o bronze ficou com o neerlandês Daniel Abraham Gebru.

No final da prova, Telmo Pinão destacou o crescimento competitivo de Luís Xavier, bem como a importância da experiência internacional para a evolução dos corredores portugueses: “Luís Xavier voltou a demonstrar uma enorme capacidade de adaptação a este nível competitivo. Reduzir desta forma a diferença para o top-10, em apenas uma semana, é um sinal muito positivo para o futuro”.

Relativamente a Ricardo Mendes, o Selecionador Nacional salientou a importância do atleta para a prova em linha (que para a classe C5 será no domingo), explicando que, apesar de esta ser a sua primeira participação numa competição deste nível internacional, e mesmo sem utilizar uma bicicleta específica de contrarrelógio, revelou hoje um bom desempenho e poderá vir a assumir um papel importante na dinâmica da corrida de fundo.

“O facto de o Ricardo competir na mesma classe de Luís Xavier poderá ser uma ajuda importante para a prova em linha. Em corridas com estas características, ter atletas na mesma corrida pode fazer diferença na dinâmica competitiva e na forma como a corrida se desenrola”.

São eles Flávio Pacheco, Luís Jejum e Felismina Gomes. A prova vai ter 18 quilómetros (nove voltas) e começa às 18h00 deste domingo.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Seleção Nacional de Paraciclismo com prestação positiva no arranque da terceira Taça do Mundo”


O primeiro dia de competição da Seleção Nacional de Paraciclismo, na terceira e última ronda da Taça do Mundo da temporada, acabou por trazer resultados positivos para a comitiva portuguesa. Depois das recentes classificações funcionais, na véspera da prova, poderia haver dificuldades acrescidas, o que não veio a acontecer.

Na vertente de contrarrelógio individual das classes de handbike, Portugal contou com quatro atletas em competição, com destaque para Flávio Pacheco (H4), que voltou a demonstrar o excelente momento de forma em que se encontra. Mesmo num percurso pouco favorável às suas características muito rápido, plano e sempre a direito, beneficiando atletas mais possantes – o atleta português alcançou um sólido 13.º lugar entre um total de 30 atletas em competição.


Luís Jejum, agora integrado na competitiva classe H3, terminou na 33.ª posição entre 38 atletas, naquela que é atualmente uma das categorias com maior densidade competitiva do circuito internacional.

Já durante a tarde, Miguel Castro entrou em competição na nova classe H2, terminando em 17.º lugar, num desempenho bastante encorajador, tendo em conta o recente enquadramento competitivo do atleta.


Em grande destaque esteve igualmente Felismina Gomes (WH5). A atleta portuguesa protagonizou uma prestação de enorme qualidade, determinação e coragem competitiva, alcançando um excelente 5.º lugar entre sete atletas em prova. Felismina entrou muito forte na corrida, chegando inclusivamente a rodar com vantagem sobre atletas que depois acabaram por concluir à sua frente, perdendo algum rendimento na segunda volta, devido à elevada exigência física do percurso e da competição.

Todos os atletas, de todas as classes, cumpriram o mesmo percurso neste contrarrelógio individual, num total de 17,2 quilómetros (duas voltas). Em H4 venceu o suíço Fabian Recher, em H3 a medalha de ouro foi para o compatriota Micha Wafler e em H2 o ouro foi para um francês, Florian Jouanny. Quanto às femininas, em H5, foi Chantal Haenen a vencedora.


No final da jornada, o Selecionador Nacional, Telmo Pinão, destacou a atitude competitiva da equipa e a evolução demonstrada pelos atletas portugueses: “Foi um dia bastante positivo para a nossa seleção. Todos os atletas demonstraram grande entrega e competitividade perante um nível internacional extremamente elevado. O Flávio voltou a confirmar a excelente evolução que tem vindo a apresentar, conseguindo inclusivamente melhorar referências competitivas, face a atletas que haviam terminado à sua frente em Itália. E, naturalmente, uma palavra muito especial para a Felismina, que teve uma prestação extraordinária, demonstrando enorme personalidade e qualidade competitiva perante adversárias muito experientes”.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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