Foto: Matias Novo
A 33.ª edição da Volta a
Portugal do Futuro arranca já na próxima quinta-feira, 14 de maio, reunindo
alguns dos mais promissores talentos do ciclismo Sub-23, num percurso exigente
de 577,3 quilómetros, distribuído por quatro etapas, entre Abrantes e Espinho.
Considerada a principal
competição nacional de ciclismo de estrada dedicada ao escalão Sub-23, a Volta
a Portugal do Futuro afirma-se, há mais de três décadas, como uma verdadeira
plataforma de lançamento para jovens atletas que ambicionam chegar ao mais alto
nível da modalidade.
A edição de 2026 marca um
momento particularmente relevante na história da prova, com a sua integração na
Classe 2.2 da União Ciclista Internacional (UCI), reforçando o reconhecimento
além-fronteiras e elevando o nível competitivo.
Este ano fica também
assinalado por uma mudança estrutural significativa, com a organização da prova
a ser assumida diretamente pela Federação Portuguesa de Ciclismo, garantindo
maior integração estratégica, consistência organizativa e valorização global do
evento.
Ao longo de quatro etapas, os
corredores serão colocados à prova num contexto competitivo exigente, onde a
capacidade física, a inteligência tática e a resiliência mental serão
determinantes - num cenário cada vez mais próximo da realidade do ciclismo profissional.
Para Cândido Barbosa,
Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, “a Volta a Portugal do Futuro é
muito mais do que uma competição. É o ponto de partida para o futuro do
ciclismo, onde os jovens talentos dão os primeiros passos rumo ao mais alto
nível e começam a escrever o seu percurso na modalidade”. O dirigente sublinha
ainda que “a integração numa classe internacional da UCI e a assunção direta da
organização pela Federação refletem a ambição de reforçar a qualidade, a
projeção e a sustentabilidade desta prova”.
A edição de 2026 da Volta a
Portugal do Futuro contará com um pelotão composto por 16 equipas, das quais
cinco internacionais, provenientes de Espanha, França e Emirados Árabes Unidos.
À UAE Team Emirates Gen Z, equipa de desenvolvimento de uma das maiores
estruturas do ciclismo mundial, juntam-se as espanholas Caja Rural-Alea,
Technosylva Rower Bembibre e Supermercados Froiz, bem como a francesa Martigues
SC. A lista integra ainda equipas nacionais profissionais e de desenvolvimento,
assim como a Seleção Nacional Sub-23.
Com uma forte ligação ao
território, a Volta a Portugal do Futuro percorre várias regiões do país,
promovendo não só o desporto, mas também a valorização das comunidades e dos
municípios que acolhem a competição.
Mais do que uma corrida, a
Volta a Portugal do Futuro continua a afirmar-se como a montra privilegiada de
novos talentos e o palco onde se começam a desenhar as histórias dos futuros
protagonistas do ciclismo nacional e internacional.
EQUIPAS
Caja Rural-Alea (ESP), Earth
Consulters/Maia/Frutas Monte Cristo (POR), Feira dos Sofás-Boavista (POR),
Feirense-Beeceler (POR), GI Group Holding-Simoldes-UDO (POR), Inovocorte
Cycling (POR), Martigues SC (FRA), Óbidos Cycling Team (POR), Porminho Team Sub-23
(POR), Santa Maria da Feira/Moreira/Bolflex/E.Leclerc (POR), Seleção Nacional
Sub-23 (POR), Supermercados Froiz (ESP), Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua (POR),
Team Tavira/Crédito Agrícola (POR), Technosylva Rower Bembibre (ESP), UAE Team
Emirates Gen Z (UAE)
PROGRAMA
1.ª Etapa
| Abrantes (12h00) > Oleiros (16h00) - 145,3 km
Quinta-feira,
14 de maio 2026
A primeira etapa apresenta um
início relativamente acessível, com partida às 12h00 em Abrantes, onde o
pelotão cumpre uma volta ao concelho e discute uma meta volante bonificada ao
quilómetro 33,1. Após um prémio de montanha de 3.ª categoria em Vilelas, a
corrida segue em direção a Vila de Rei e Proença-a-Nova, com nova meta volante
instalada ao quilómetro 112,9. A fase decisiva surge na aproximação final a
Oleiros, com a longa subida ao Parque Eólico, um prémio de montanha de 1.ª
categoria com 10,6 quilómetros e pendente média de 5,8%, situado a cerca de 10
quilómetros da meta. A chegada está prevista para as 16h00, no centro da vila.
2.ª Etapa
| Figueiró dos Vinhos (12h00) > Castanheira de Pera (15h40) - 142,6 km
Sexta-feira,
15 de maio 2026
A segunda jornada, considerada
a mais exigente da prova, parte às 12h00 de Figueiró dos Vinhos e percorre um
traçado marcado por constante sobe e desce até Castanheira de Pera. Logo na
fase inicial surge uma meta volante bonificada na Sertã, seguindo-se um prémio
de montanha de 2.ª categoria à entrada de Vila de Rei e outro de 3.ª categoria
após Ferreira do Zêzere. Depois de um circuito exigente em torno do rio Zêzere,
o pelotão regressa a Figueiró dos Vinhos para nova meta volante ao quilómetro
110,1, antes de rumar a Castanheira de Pera. A decisão deverá fazer-se na
subida do Ameal, um prémio de montanha de 1.ª categoria, com 6 quilómetros a
uma pendente média de 6,6%, cujo topo se situa a 11,2 quilómetros da meta. A
chegada está prevista para as 15h40, na Praia das Rocas.
3.ª Etapa
| Penela (12h00) > São Pedro do Sul (16h00) - 156,0 km
Sábado,
16 de maio 2026
A terceira etapa, a mais longa
da edição, parte às 12h00 de Penela e apresenta um perfil globalmente mais
favorável, podendo abrir espaço a uma chegada ao sprint em São Pedro do Sul,
apesar da ligeira subida nos quilómetros finais. Ao longo do percurso, os
ciclistas disputam metas volantes bonificadas em Vila Nova de Poiares, ao
quilómetro 34, e em Tondela, ao quilómetro 93,6. As dificuldades montanhosas
resumem-se a dois prémios de 3.ª categoria, em Lavradio e Fataunços, este
último situado a cerca de 11 quilómetros da meta. A chegada está agendada para
as 16h00, na Avenida da Liberdade.
4.ª Etapa
| Castro Daire (12h00) > Espinho (15h45) - 133,4 km
Domingo,
17 de maio 2026
A etapa final arranca às 12h00
em Castro Daire e concentra as principais dificuldades na primeira metade do
percurso, com um prémio de montanha de 2.ª categoria no Alto de Montemuro, logo
aos 15,7 quilómetros, e nova subida de 2.ª categoria em Piares. Após a passagem
do rio Douro na Barragem do Carrapatelo, o percurso inclui ainda um prémio de
montanha de 3.ª categoria em Melres. As metas volantes bonificadas estão
instaladas em Cinfães e Canedo, antes da aproximação final a Espinho, onde a
chegada, prevista para as 15h45, junto à Câmara Municipal, apresenta um perfil
rápido e favorável a uma decisão ao sprint em pelotão compacto.
Fonte: Federação Portuguesa
Ciclismo

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