terça-feira, 24 de março de 2026

“Resultados 2ª etapa da Volta à Catalunha 2026: Ivo Oliveira arranca muito cedo e vê Magnus Cort Nielsen escapar para a vitória”


Por: Miguel Marques

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Magnus Cort Nielsen venceu a 2ª etapa da Volta à Catalunha 2026, o dia mais favorável aos sprinters. O corredor da Uno-X Mobility assinou um triunfo importante, o primeiro do ano e o primeiro em World Tour desde o Critérium du Dauphiné 2024.

A etapa começou tranquila, com uma fuga de cinco corredores: Baptiste Veistroffer e Liam Slock da Lotto - Intermarché, Samuel Fernandéz, Diego Uriairte e Julen Ariolabengoa. O grupo não pareceu ameaçar o pelotão, controlado durante grande parte do dia pelos INEOS Grenadiers de Dorian Godon e pela NSN Cycling Team.

O perfil foi maioritariamente plano, com final ligeiramente ondulado. Sendo a melhor oportunidade para os sprinters em toda a semana, era pouco provável que fosse desperdiçada. Ainda assim, sentia-se que teriam trabalho duro, já que os homens da Lotto na frente não facilitariam a perseguição. O ritmo aumentou na última hora e, nas subidas suaves, os especialistas da fuga Veistroffer e Slock atacaram, deixando os restantes companheiros a 19 quilómetros da meta.

No pelotão instalou-se tensão e, já dentro dos 10 quilómetros finais, uma queda envolveu o candidato Henri Uhlig; pouco depois, o grupo partiu-se em alta velocidade na descida. Slock ficou isolado na dianteira a 3 quilómetros do fim. Foi alcançado já dentro do último quilómetro, antes de um final técnico onde a Uno-X colocou homens na frente para lançar o sprint em ligeira subida.

Atrás, Ivo Oliveira apareceu com muita velocidade, mas lançou o sprint demasiado cedo. O campeão português mostrou potência, porém, nos metros finais, Magnus Cort Nielsen passou com decisão para um regresso em grande. Noa Isidore e Francesco Busatto fecharam o pódio na segunda e terceira posições. Ivo Oliveira ainda conseguiu um lugar no top 10, ao ser 8º. João Almeida terminou em 51º e Afonso Eulálio em 91º, ambos integrados no pelotão.

“Controlo antidoping positivo no UAE Tour feminino - Linda Laporta suspensa provisoriamente por uso de Enobosarm”


Por: Miguel Marques

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A italiana Linda Laporta foi provisoriamente suspensa do ciclismo profissional após um controlo positivo à substância Enobosarm. A ciclista da Vini Fantini-Bepink acusou traços do agente anabólico não esteroide na análise da sua amostra, substância proibida tanto em competição como fora dela, deixando a sua jovem carreira em risco de terminar prematuramente.

A ciclista de 26 anos tornou-se profissional em 2024 com a BTC Cty Ljubljana Zhiraf Ambedo e, através de um conjunto de resultados e de outros controlos fora de competição, atraiu a atenção da BePink, equipa continental feminina que marca presença com frequência em algumas das maiores provas do mundo. Laporta correu o UAE Tour no início deste ano, onde foi 31ª na chegada em alto a Jebel Hafeet e 50ª na geral. Disputou também a Setmana Ciclista a Comunitat Valenciana e, mais recentemente, o Trofeo Oro in Euro há apenas duas semanas.

Contudo, foi no UAE Tour que testou positivo a Enobosarm. A substância é utilizada para ganho de massa muscular, com efeito semelhante ao de esteroides convencionais, e está proibida no ciclismo profissional. A amostra foi recolhida a 5/2/2026 e, entretanto, foi possível aceder aos valores. Encontra-se suspensa provisoriamente, mas pode requerer a análise da amostra B e aguardar os respetivos resultados. É a primeira vez que esta substância é reportada ao mais alto nível da modalidade.

Os primeiros meses da época de 2026 têm registado várias suspensões relacionadas com dopagem, incluindo duas equipas. A colombiana Team Medellín-EPM foi suspensa por 30 dias após a identificação de anomalias no passaporte biológico de dois ciclistas; já a portuguesa Feirense - Beeceler foi suspensa por 22 dias devido a três casos de anomalias no passaporte biológico no espaço de 12 meses.

“Ainda bem que já não corro, e que saí inteira”: Ex-campeã do mundo horrorizada com a queda na Milan-Sanremo”


Por: Miguel Marques

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A segunda edição da renascida Milan-Sanremo Feminina foi fértil em histórias. Enquanto Lotte Kopecky roubou as atenções com uma vitória épica em Sanremo, mostrando claramente que está de volta ao melhor nível após uma época abaixo do esperado, a queda massiva na descida da Cipressa provocou ainda mais emoção entre as ciclistas e os adeptos.

A líder da corrida nesse momento - Kasia Niewiadoma - acabara de atacar no topo da Cipressa e atirou-se à descida técnica, mas calculou mal uma das curvas e embateu com força no rail. O mais perigoso foi o local do impacto não ser visível para quem vinha atrás até já dentro da curva, causando um engavetamento que apanhou outras favoritas, incluindo Kim Le Court, que bateram no chão (e em Niewiadoma). Duas ciclistas chegaram a ser projetadas por cima do rail e Debora Silvestri sofreu lesões graves.

Grace Brown, de 33 anos, retirou-se do pelotão profissional no final de 2024, o que significa que nunca chegou a correr La Primavera.

Num podcast da SBS Sports, a australiana analisa porque é que incidentes destes continuam a acontecer: “Parece que quanto mais nos concentramos na segurança em corrida, piores se tornam as quedas. Já vimos algumas muito feias este ano, mas aquele engavetamento na descida da Cipressa durante a Milão–Sanremo feminina fez-me soltar um grito”.

Mas ver a montanha de quedas na Cipressa não desperta na antiga campeã do mundo e olímpica de contrarrelógio qualquer vontade súbita de regressar só para correr em Sanremo. Bem pelo contrário.

“Honestamente, a primeira coisa que me passa pela cabeça quando vejo imagens destas é ‘ainda bem que já não corro e que saí disto inteira’”.

À procura de uma causa, Brown admite que, acima de tudo, foi um erro da própria Niewiadoma. Embora qualquer uma pudesse ter caído naquela curva. “A Kasia liderava a descida da Cipressa quando arriscou um pouco demais e perdeu o controlo da bicicleta. Por ser uma curva cega, inúmeras ciclistas atrás não tiveram tempo para travar nem espaço para escapar”.

 

Há uma quantidade incrível de quedas

 

Apesar do consenso entre os agentes do ciclismo para melhorar a segurança, a modalidade está cada vez mais frenética e os relatórios de lesões por quedas em corrida não param de aumentar. Brown questiona como é isso possível…

“No âmbito da iniciativa SafeR, a UCI tem revisto dados de lesões desde 2014, que mostram quase um aumento de 400% nas lesões de ciclistas ao mais alto nível em 12 anos”.

“Então porque é que as quedas estão a piorar? Penso que a resposta tem menos a ver com regulamentos e mais com o que está em jogo. Há mais dinheiro no ciclismo agora; em prémios e contratos, mas a maior mudança é a visibilidade. As corridas nunca foram tão vistas e as ciclistas sabem-no. Se a raiz for em parte psicológica, correr para as câmaras, perseguir contratos, justificar o risco porque a recompensa nunca pareceu tão grande, então nenhum livro de regras vai resolver o problema sozinho”, aponta.

“O ciclismo tem de ser honesto sobre o que pede às ciclistas, e as ciclistas têm de ser honestas consigo próprias sobre porque assumem os riscos que assumem.”

Talvez, por vezes, seja melhor recuar um passo e ganhar outra perspetiva para perceber os riscos que se correm. “Foi algo com que sempre lutei ao longo da carreira, e foi preciso afastar-me do desporto para o ver com mais clareza”, conclui.

“Agenda de Ciclismo”


Volta ao Alentejo está na estrada entre quarta-feira e domingo

e BTT vai ser rei no fim de semana

 

Foto: Rodrigo Rodrigues / FPC

Os próximos dias vão de grande pedalada. A começar pela 43.ª edição da Volta ao Alentejo em Bicicleta Crédito Agrícola, que vai estar na estrada entre amanhã e domingo, 25 e 29 de março, para percorrer cinco etapas pelas belas paisagens alentejanas, num total de 675,9 km. O pelotão internacional atravessará 25 municípios das quatro sub-regiões alentejanas, reforçando o alcance territorial da prova e a ligação da competição às comunidades locais.

A competição que continua a afirmar-se como uma das mais emblemáticas provas do calendário velocipédico português vai ter a partida inaugural amanhã em Sines, rumo a Almodôvar (173,7 km). A segunda etapa liga Ferreira do Alentejo a Montemor-o-Novo (161,9 km) e a terceira será um contrarrelógio individual (23,9 km) no Crato. A quarta tirada une Vila Viçosa à Serra de São Mamede, em Portalegre (153,3 km), para uma chegada em alto naquela que será a etapa rainha desta edição. No domingo, Évora volta a receber o desfecho da prova, após 163,1 km que partem de Moura.

A edição de 2026 volta a reunir um pelotão diversificado, composto por 20 equipas, entre formações continentais UCI e equipas de clube.

A presença de equipas de desenvolvimento de formações World Tour - UAE Team Emirates Gen-Z, EF Education-Aevolo, Movistar Team Academy e NSN Development Team -, reforça a competitividade da corrida.

Também no fim de semana, dias 28 e 29 de março, realiza-se a terceira edição do Grande Prémio dos Campeões – Troféu Rui Costa, na Póvoa de Varzim, reunindo jovens ciclistas do escalão de Cadetes, numa prova que volta a afirmar-se como uma referência no ciclismo de formação nacional.

Integrada no calendário nacional na classe 2.17, a competição inclui uma prova em linha, um contrarrelógio individual e um circuito final em Aguçadoura. A primeira etapa arranca no sábado, às 15h00, do Parque da Cidade da Póvoa de Varzim, para uma vagem de 69 km até Balazar. No dia seguinte, os corredores enfrentam um crono de 12 km, durante a manhã e de tarde chega a etapa decisiva, num circuito de oito voltas, totalizando 52 km.

A ligação ao nome de Rui Costa, natural da Póvoa de Varzim, reforça o simbolismo da competição, inspirando as novas gerações através do exemplo de um dos maiores nomes do ciclismo português.

 

Arranque da Taça de Portugal de Enduro

 

No domingo, dia 29, terá lugar a etapa inaugural da Taça de Enduro, com a primeira Taça de Portugal Enduro presented by Shimano - Calheta (Madeira), vila que recebe pela primeira vez uma etapa da Taça de Portugal desta disciplina. Os treinos oficiais serão apenas no sábado e as provas

iniciam às 8h30 de domingo, prolongando-se ao longo do dia. O percurso principal terá 34,30 km, com um acumulado de 1075 metros.

Ainda na vertente do BTT, também no domingo vai realizar-se a segunda prova pontuável da Taça de Portugal de XCM, que vai ter lugar em Paredes de Coura. O dia de sábado será dedicado aos treinos oficiais, com as provas a disputarem-se no dia seguinte.

Mas sábado ainda há mais pedaladas. Barcelos vai receber a segunda prova do Circuito Regional de BTT-XCO do Desporto Escolar - Zona Norte, numa jornada que deverá reunir cerca de 400 alunos atletas, em representação de 24 escolas e agrupamentos.

A competição, organizada pela Escola Secundária de Barcelinhos, promete conjugar a vertente competitiva, formação e convívio, reforçando o papel do desporto escolar no desenvolvimento dos jovens e na promoção de valores como a responsabilidade, o respeito e a ética desportiva.

No âmbito da parceria entre a Coordenação Nacional do Desporto Escolar e a Federação Portuguesa de Ciclismo, a prova contará também com a participação de atletas de clubes federados, aumentando o nível competitivo e o impacto do evento.

A atividade será entre as 08h30 e as 13h30, com provas distribuídas pelos escalões de Sub-13, Sub-15 e Sub-18 (incluindo os Sub-21), nas imediações das instalações provisórias da Escola Secundária de Barcelinhos.

No mesmo dia (28 de março) vai realizar-se o Encontro Inter-Regional de Escolas BTT - Zona B, no Parque Urbano do Rio Diz, na Guarda. As provas iniciam às 14h30 e terminam depois das 18h00. Os participantes, masculinos e femininas, vão estar distribuídos pelas categorias de Sub-7 e Sub-9, Sub-11, Sub-13 e Sub-15.

 

Mais eventos oficiais:

 

28 de março: 3 Horas Resistência BTT - ACDSM Brufe (Terras de Bouro)

28 e 29 de março: 1.ª Taça da Madeira de Enduro - Prazeres 2026 (Calheta, Madeira)

29 de março: XCO#3 São Miguel 2026 (Chã do Rego D’Água) 29 de março: DHI#2 São Miguel 2026

29 de março: Super Cup XCO Mortágua - 1ª Taça da Beira Alta de XCO (Mortágua)

29 de março: Encontro de Escolas da Beira Alta - Mortágua

29 de março: Clássica Abertura Ilha Terceira 2026 (Ilha Terceira) 29 de março: Passeio BTT Rota do Voltaren (Vila Real)

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Tavfer-Ovos-Matinados-Mortágua ambiciona vitórias nas etapas da Volta ao Alentejo”


A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua regressa às estradas onde já foi feliz para disputar a 43.ª Volta ao Alentejo em Bicicleta Crédito Agrícola, prova que se realiza entre 25 e 29 de março, em cinco etapas e um total de 675,9 quilómetros, e que continua a afirmar-se como uma das competições mais emblemáticas do calendário velocipédico português.

A formação beirã apresenta um bloco equilibrado e ambicioso, alinhando com César Martingil, João Matias, Rafael Barbas, Leangel Linarez, Ángel Sánchez, Francisco Morais e Daniel Dias, com o objetivo claro de lutar por etapas.

Ao longo de cinco dias de corrida, o pelotão atravessará 25 municípios das quatro sub-regiões alentejanas, reforçando a ligação da prova ao território e às comunidades locais. Criada em 1983, a “Alentejana” integra desde 2005 o UCI Europe Tour, atraindo equipas e corredores nacionais e internacionais.

A 1.ª etapa, no dia 25 de março, liga Sines a Almodôvar ao longo de 173,7 km, com partida na Avenida General Humberto Delgado às 12h10 e chegada prevista à EN 393 às 16h22. Será a tirada mais longa da prova, num percurso maioritariamente plano que aponta para uma chegada ao sprint e um primeiro teste aos velocistas.

A 2.ª etapa, a 26 de março, parte de Ferreira do Alentejo (Mercado Municipal, 12h25) e termina em Montemor-o-Novo, junto ao Castelo, após 161,9 km. Com apenas uma contagem de montanha de 3.ª categoria, prevê-se novamente um dia rápido, mas com um final muito técnico: último quilómetro exigente e derradeiros 400 metros em subida empedrada até ao castelo, terreno propício a cortes e a decisões nos segundos finais.

A 3.ª etapa, a 27 de março, é um contrarrelógio individual em Crato, com 23,9 km essencialmente planos, partida na Rua Carmelo Beato Nuno (13h37, hora prevista) e chegada no Largo Dr. Belo Morais. Sem grandes dificuldades técnicas, o exercício de esforço favorece os especialistas na disciplina.

A 4.ª etapa, no dia 28, será a etapa rainha: 153,3 km entre Vila Viçosa e a Serra de São Mamede (Portalegre), com partida na Praça da República (10h45) e chegada às Antenas da Serra de São Mamede às 14h29. O percurso inclui três contagens de montanha, com passagem pelo Alto do Souto da Relva (2.ª categoria, 700 m de altitude) e pelo Alto das Reveladas, antes da subida final às antenas, a 1 008 metros, onde a geral poderá ficar praticamente decidida.

A 5.ª e última etapa, a 29 de março, liga Moura a Évora em 163,1 km, partindo da Praça Sacadura Cabral às 11h30 e terminando na icónica Praça do Giraldo às 15h28. O traçado, com passagem pela região do Alqueva, é maioritariamente plano e sem contagens de montanha, mas guarda um final técnico nos últimos cinco quilómetros, onde o posicionamento será crucial para evitar cortes e discutir a etapa.

Com um alinhamento experiente, misturando capacidade de sprint, consistência para a geral e juventude em ascensão, a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua parte para a “Alentejana” determinada em honrar o passado da equipa na prova e em voltar a escrever momentos de sucesso nas estradas do Alentejo.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

Ficha Técnica

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