sábado, 25 de julho de 2026

“Roman Andres vence em Favaios e Rodrigo Conceição assume a liderança do GP Terras de Trás-os-Montes Sub-19”


Fotos: Rodrigo Rodrigues / Cyclingvision

O espanhol Andres Roman (Tenerife Bike Point) venceu este sábado o setor da manhã da segunda etapa do Grande Prémio Terras de Trás-os-Montes Sub-19, disputado entre Vila Pouca de Aguiar e Favaios, numa distância de 76,7 quilómetros. O corredor foi o mais forte ao finalizar o percurso em 1h42m05s, batendo ao sprint Carlos Tena (Electromercantil GR-100) e Ricardo Cutillas (DQAgro - Ricardo Fuentes - Korridor), segundo e terceiro classificados, respetivamente.

A tirada foi marcada por um ritmo elevado e por várias movimentações ao longo do percurso, acabando por ser decidida por um grupo reduzido na chegada a Favaios. Entre os homens da frente esteve também Rodrigo Conceição (Blackjack-Bairrada), sexto classificado na etapa, resultado que lhe permitiu ascender ao comando da Classificação Geral Individual.


Depois de a Blackjack-Bairrada ter dominado o contrarrelógio coletivo inaugural, ontem, a formação portuguesa voltou a mostrar consistência. Com as bonificações distribuídas na chegada e as diferenças criadas ao longo da tirada, Rodrigo Conceição assumiu a liderança da corrida, com três segundos de vantagem sobre Dimas Mota (Picusa Academy) e oito segundos sobre Ricardo Cutillas (DQAgro - Ricardo Fuentes - Korridor), que foi hoje terceiro classificado.

Na classificação coletiva, a Electromercantil GR-100 passou para a liderança, com 47 segundos de vantagem sobre a Blackjack-Bairrada, enquanto a Picusa Academy ocupa a terceira posição, a 50 segundos.


Nas restantes classificações, Guilherme Santos (Blackjack-Bairrada) lidera a Geral por Pontos, Jorge Rueda (Forés Ciudade del Ciclismo) comanda a Montanha e Rodrigo Conceição, o novo Camisola Amarela, é líder da Juventude. Entre os corredores da Associação Regional de Ciclismo de Vila Real, Rodrigo Matos (Bilabiker's Cycling Team) mantém a liderança.

O Grande Prémio Terras de Trás-os-Montes Sub-19 prossegue durante a tarde, com o setor B da segunda etapa, uma ligação de 72,8 quilómetros, entre Alijó e o Santuário de Nossa Senhora da Guia, em Ribeira de Pena. Com uma exigente subida final até à meta, a jornada promete novas diferenças entre os candidatos à vitória final.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Londres consagra nova batalha épica: Vasco Vilaça segura a liderança mundial após final ao sprint”


Por: José Morais

O triatlo voltou a incendiar Londres com uma etapa marcada pela intensidade, pela incerteza até aos últimos metros e por mais uma demonstração de força de Vasco Vilaça, que reforçou o estatuto de figura maior da modalidade. O português terminou em segundo lugar, apenas batido no sprint final pelo australiano Matthew Hauser, numa chegada que fez vibrar o público britânico.

 

Vasco Vilaça continua no topo do mundo

 

Apesar de não ter vencido, Vilaça somou o seu terceiro segundo lugar em seis etapas, às quais junta duas vitórias, mantendo-se firme na liderança do ranking mundial com 3.850 pontos. Atrás dele surgem agora o brasileiro Miguel Hidalgo (3.040) e Hauser, que com o resultado em Londres saltou 18 posições, acumulando 3.000 pontos.

 

Portugueses em prova: esforço, superação e mudanças no ranking

 

A etapa londrina contou ainda com três portugueses em ação:

Ricardo Batista 24.º lugar, a 1.33 minutos

João Nuno Batista 32.º, a 1.54

Miguel Tiago Silva 42.º, a 2.54

No ranking mundial, Ricardo Batista caiu do terceiro para o 5.º lugar (2.470 pontos), enquanto João Nuno ocupa agora a 30.ª posição (1.019).

 

Prova feminina: domínio francês e descidas portuguesas

 

Entre as mulheres, a francesa Cassandre Beaugrand voltou a mostrar porque é uma das mais completas triatletas da atualidade, vencendo com o tempo de 56.06 minutos.

 

As portuguesas tiveram uma jornada mais discreta:

 

Maria Tomé 34.º lugar (58.07)

Mariana Vargem 38.º (58.20)

No ranking mundial, Maria Tomé desceu três posições, ocupando agora o 25.º lugar (1.017 pontos). A liderança permanece nas mãos da britânica Beth Potter (3.641).

“Fogo em França obriga Tour a redesenhar a etapa final”


Por: José Morais

A última etapa da 113.ª Volta a França sofreu uma alteração profunda devido ao cenário de emergência que o país enfrenta. A multiplicação de incêndios, sobretudo na região da Gironde, levou as autoridades francesas a mobilizar meios adicionais, obrigando a organização da prova a encurtar o trajeto decisivo.

A etapa de consagração, inicialmente prevista para 133 quilómetros entre Thoiry e Paris, foi reduzida para 89 quilómetros, numa decisão tomada em articulação com o Ministério da Administração Interna. Thoiry, que deveria acolher a partida oficial, limitar-se-á agora à apresentação das equipas, que seguirão depois para a capital francesa de autocarro.

Segundo a organização, a partida real será dada já em Paris, com os ciclistas a cumprirem duas voltas adicionais nos Campos Elísios antes de seguirem para o novo circuito delineado em Montmartre. A etapa incluirá ainda uma tripla ascensão à Butte Montmartre, transformando o final da prova num espetáculo urbano mais compacto, mas igualmente exigente.

A decisão surge num contexto de forte pressão sobre os serviços de emergência franceses, totalmente mobilizados para combater dezenas de incêndios ativos. As forças de segurança interna, por sua vez, foram destacadas para proteger populações e zonas críticas, o que levou à necessidade de redirecionar parte dos meios inicialmente previstos para garantir a segurança da etapa final do Tour.

Com o país em estado de alerta e os recursos concentrados no combate às chamas, a Volta a França adapta-se ao momento, mantendo a tradição da chegada a Paris, mas ajustando o percurso para garantir que o ciclismo e a segurança caminham lado a lado.

“A tragédia em queda livre: o dia em que Sepp Kuss viu a glória escapar-lhe nas curvas do Alpe d’Huez”


Por: José Morais

O que prometia ser uma das jornadas mais luminosas da carreira de Sepp Kuss transformouse, em segundos, num drama alpino digno das páginas mais duras do ciclismo. O norteamericano da Visma–Lease a Bike esteve à beira de uma vitória histórica no mítico Alpe d’Huez, mas dois acidentes consecutivos na descida final trocaram-lhe as voltas e abriram caminho para o triunfo de Richard Carapaz.

 

Um líder isolado… e confiante

 

Depois de um dia monstruoso, com 5.450 metros de desnível acumulado e quatro ascensões alpinas de respeito, Kuss parecia ter encontrado o momento perfeito para brilhar. Atacou a 23,6 km da meta, consolidou a liderança no topo do Col de Sarenne e lançou-se para a descida com uma vantagem que, embora apertada, parecia suficiente para sonhar com o Alpe d’Huez como palco da sua consagração.

Carapaz, atrás, lutava para reduzir a diferença, mas o norteamericano mantinha o ritmo e a serenidade. Tudo indicava que o esforço titânico da fuga seria recompensado.

 

Sete quilómetros fatais

 

A história virou abruptamente a 7 km da meta. Numa curva traiçoeira, Kuss perdeu o controlo e caiu. Levantou-se de imediato, tentou recuperar a bicicleta e prosseguir ainda havia esperança.

Mas o destino tinha guardado mais um golpe. Poucos instantes depois, nova queda, desta vez contra a lona de proteção instalada na berma da estrada. O impacto foi mais duro, a recuperação mais lenta, e a vantagem evaporou-se. Carapaz, que vinha em perseguição feroz, alcançou o americano e ultrapassou-o sem olhar para trás.

 

Da glória ao desespero em segundos

 

O que era uma vitória ao alcance das mãos transformou-se numa das derrotas mais cruéis deste Tour. Carapaz não desperdiçou a oportunidade: completou a etapa em triunfo e garantiu matematicamente a camisola da montanha, enquanto Kuss tentava apenas reencontrar o ritmo e chegar ao topo do Alpe d’Huez.

As imagens da segunda queda o corpo projetado contra a lona, o esforço para regressar à bicicleta, o olhar perdido entre a dor e a frustração tornaram-se símbolo de um dia que poderia ter sido épico.

 

Um protagonista que merecia outro final

 

Kuss foi, sem dúvida, um dos grandes nomes da etapa rainha. Entrou numa fuga de luxo, resistiu às rampas intermináveis e lançou um ataque que parecia destinado a entrar na história. Mas a descida, tantas vezes decisiva no ciclismo, escreveu outro desfecho.

“Thomas Silva destrona Arrieta na Clásica de Ordizia e António Morgado brilha no pódio basco”


Por: José Morais

A 103.ª edição da Clásica de Ordizia, uma das provas mais antigas do calendário espanhol, ganhou novos protagonistas este sábado. O uruguaio Guillermo Thomas Silva, da Astana, surpreendeu o grande favorito Igor Arrieta e conquistou uma vitória de enorme prestígio, enquanto o português António Morgado (UAE Emirates) assinou mais uma exibição de classe ao terminar em terceiro lugar.

Thomas Silva completou os 167 quilómetros com partida e chegada em Ordizia em 3h54m19s, impondo-se num sprint tenso e explosivo frente a Arrieta, que defendia o título e parecia ter a corrida controlada até aos metros finais. António Morgado, sempre atento e combativo, cruzou a meta a apenas um segundo do vencedor, reforçando a sua afirmação entre os jovens talentos mais consistentes do pelotão internacional.

A corrida contou ainda com a presença das equipas portuguesas Efapel e Feirense-Beeceler, que animaram a jornada, mas não conseguiram colocar ciclistas no top10. Lucas Lopes foi o melhor representante nacional destas formações, terminando em 26.º.

 

Uma fuga que agitou a clássica centenária

 

A prova ganhou intensidade a meio do percurso, quando uma fuga de cinco corredores entre eles o português Lucas Lopes, o sueco Oscar Nilsson e o espanhol Ibai Azanza conseguiu abrir um minuto de vantagem sobre o pelotão a 70 quilómetros do fim. Nilsson, mais habituado às pistas, surpreendeu pela capacidade de resistência nas rampas bascas.

O traçado incluía cinco passagens pelo alto de Abaltzisketa, uma subida de terceira categoria que tradicionalmente decide a corrida. Foi aí que a Astana acelerou o ritmo, anulou a fuga e começou a selecionar o grupo principal.

 

Últimos quilómetros ao rubro

 

Nos derradeiros 20 quilómetros, o asturiano Hugo de la Calle tentou um ataque solitário, mas acabou neutralizado na última ascensão. A descida final abriu espaço para o duelo decisivo: Arrieta lançou o ataque, Silva respondeu de imediato e os dois entraram juntos na reta da meta.

O uruguaio mostrou sangue-frio e potência, batendo o espanhol no sprint e assinando uma das vitórias mais marcantes da sua carreira.

 

António Morgado confirma evolução e consistência

 

Com apenas 22 anos, António Morgado voltou a demonstrar maturidade tática e capacidade de leitura de corrida. Sempre bem colocado, resistiu às acelerações no Abaltzisketa e esteve na luta pela vitória até ao fim. O terceiro lugar reforça o seu estatuto de promessa sólida do ciclismo português.

“Tour França: Richard Carapaz domina o dia mais cruel do Tour enquanto o sonho de Kuss se desfaz no Alpe d’Huez”


Por: José Morais

O penúltimo capítulo do Tour de França transformou-se numa epopeia de sofrimento, coragem e reviravoltas brutais. Richard Carapaz emergiu como o herói de um dia que parecia escrito para Sepp Kuss, até que a montanha decidiu mudar o rumo da história. No Alpe d’Huez, o equatoriano assinou uma das vitórias mais intensas desta edição, num cenário onde a glória e o abismo caminharam lado a lado.

 

A etapa que triturou corpos e ambições

 

Foram 170,9 km, mais de 5.400 metros de desnível e três gigantes alpinos que não perdoaram ninguém. Carapaz atacou desde cedo, colecionou pontos, reforçou a camisola da montanha e mostrou que não estava ali para sobreviver estava ali para incendiar a corrida. No Télégraphe, no Galibier, na Croix de Fer, o equatoriano foi sempre presença agressiva, sempre à frente, sempre a testar limites.

Mas a narrativa parecia encaminhar-se para outro protagonista.

 

O drama de Sepp Kuss: da glória iminente ao vazio

 

O americano lançou o ataque decisivo a 23,6 km da meta, no Col de Sarenne. Abriu espaço, isolou-se, coroou a última grande subida do Tour e iniciou a descida com a etapa praticamente nas mãos. Era o momento perfeito, o golpe de carreira que todos esperavam.

Até que a montanha o traiu.

A sete quilómetros do fim, Kuss perdeu o controlo da bicicleta numa curva traiçoeira. Voou para fora da estrada, embateu nas proteções e levantou-se num impulso de quem recusa desistir. Tentou continuar, mas a segunda queda, segundos depois, destruiu qualquer hipótese de vitória. Carapaz passou por ele como um fantasma que a montanha decidiu favorecer.

O que parecia uma vitória épica transformou-se numa luta para evitar algo muito pior. A sorte que lhe negou o triunfo foi a mesma que o protegeu de uma tragédia.

 

Carapaz: vitória construída, não oferecida

 

O equatoriano não recebeu um presente aproveitou uma oportunidade que só existe para quem insiste até ao limite. Resistiu quando Kuss parecia inalcançável, atacou quando todos hesitavam e manteve o ritmo quando o corpo já pedia clemência. Cruzou o Alpe d’Huez com os braços erguidos, consciente de que tinha sobrevivido ao dia mais cruel do Tour.

 

Pogacar, o líder que virou escudeiro

 

Atrás, Tadej Pogacar tomou uma decisão rara para um líder de camisola amarela: abdicou da luta pela etapa para proteger o pódio de Isaac Del Toro. Quando Paul Seixas atacou e Evenepoel respondeu, o mexicano sofreu e Pogacar ficou ao seu lado, como um guarda-costas de luxo. Um gesto de liderança que valeu mais do que qualquer aceleração.

 

Ayuso e a fuga dos inconformados

 

Juan Ayuso tentou redimir a frustração da véspera entrando numa fuga repleta de nomes pesados: Kuss, Carapaz, Hindley, Jorgenson, Healy, Arensman, Pedersen. Mas o Galibier, implacável como sempre, colocou cada um no seu lugar.

 

A lição do dia

 

O Tour voltou a lembrar que força não basta. É preciso sobreviver às curvas, às descidas, às armadilhas invisíveis e ao acaso que decide destinos.

Carapaz encontrou glória onde Kuss encontrou o precipício.

E o ciclismo, mais uma vez, mostrou porque continua a ser o desporto mais humano de todos.

“Blackjack-Bairrada vence contrarrelógio coletivo e coloca Martim Campos na liderança do GP Terras de Trás-os-Montes”


Fotos: Rodrigo Rodrigues / Cyclingvision

A Blackjack-Bairrada foi a equipa mais forte no contrarrelógio coletivo que marcou o arranque do Grande Prémio Terras de Trás-os-Montes Sub-19, disputado esta sexta-feira em Vila Real. A formação portuguesa completou os 6,45 quilómetros do contrarrelógio por equipas em 8m30s, assumindo a liderança coletiva da corrida e colocando Martim Campos no comando da Classificação Geral.


A primeira etapa da edição de 2026 da prova foi um esforço coletivo contra o cronómetro, pelas ruas de Vila Real, onde a coordenação e a velocidade média superior a 45 km/h fizeram as primeiras diferenças entre as equipas. A Blackjack-Bairrada confirmou o favoritismo neste exercício, impondo-se com três segundos de vantagem sobre a espanhola Picusa Academy e oito segundos sobre a neerlandesa Willebrord Wil Vooruit.

Além do triunfo coletivo, a equipa vencedora ocupou os cinco primeiros lugares da Classificação Geral Individual. Martim Campos enverga a Camisola Amarela, seguido pelos companheiros Guilherme Santos, Rodrigo Conceição e André Jarmela, todos creditados com o mesmo tempo do líder, 8m30s, sendo Vasco Silva quem fecha o top-5, neste caso a 8m33s do comando.


A Picusa Academy confirmou a competitividade internacional do pelotão, ao colocar seis corredores entre os onze primeiros classificados, enquanto a Willebrord Wil Vooruit encerrou o pódio coletivo do dia.

Nas restantes classificações, Rodrigo Conceição (Blackjack-Bairrada) é o primeiro líder da Juventude, enquanto Rodrigo Matos (Bilabiker's Cycling Team) veste a camisola reservada ao melhor atleta da região da Associação Regional de Ciclismo de Vila Real. A classificação por Pontos é também liderada por Martim Campos.



O Grande Prémio Terras de Trás-os-Montes prossegue este sábado com jornada dupla. Durante a manhã corre-se o setor matutino da segunda etapa, ligando Vila Pouca de Aguiar a Favaios, na distância de 76,7 quilómetros e cerca de 900 metros de acumulado positivo. A partida simbólica está marcada para as 10h30, na Praça Vermelha, em Vila Pouca de Aguiar, estando a chegada prevista para as 12h30, junto da Adega Cooperativa de Favaios.

Durante a tarde realiza-se o setor B da segunda etapa, uma tirada de 72,8 quilómetros, entre Alijó e o Santuário de Nossa Senhora da Guia, em Ribeira de Pena. Com cerca de 1290 metros de desnível acumulado, inclui a exigente ascensão final à Senhora da Guia, onde estará instalada a meta. A partida está marcada para as 16h30 e a chegada prevista para as 18h20.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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