quinta-feira, 9 de julho de 2026

“Tadej Pogacar dispara na montanha e abala o Tour, mas Jonas Vingegaard promete resposta: «Não estou acabado!»”


Por: José Morais

Tadej Pogacar voltou a incendiar o Tour de France com uma demonstração de força na primeira grande etapa de alta montanha, deixando Jonas Vingegaard a 2.42 minutos e assumindo a liderança da geral. O dinamarquês, que chegou à prova embalado pelas vitórias na Vuelta e no Giro, viu o seu plano ruir no icónico Tourmalet mas não a sua ambição.

 

A etapa que virou o Tour de pernas para o ar

 

O ataque explosivo de Pogacar na subida final deixou Vingegaard sem capacidade de resposta. O líder da Visma tentou limitar danos, manteve o seu ritmo e passou o Tourmalet ainda relativamente perto do esloveno, mas a descida técnica e rápida acabou por ampliar o prejuízo.

O dinamarquês reconheceu a dureza do dia, mas recusou qualquer ideia de rendição.

«Foi um dia muito difícil. Não era isto que queria, mas acontece. Pogacar atacou com enorme força e não consegui seguir. Fiz o meu ritmo. A descida não jogou a meu favor.»

 

“Ainda acredito em mim”

 

Apesar do golpe, Vingegaard mantém a confiança que o levou a vencer o Tour em 2022 e 2023.

«Estou desiludido, claro. Não foi a minha melhor exibição. Mas ainda acredito em mim. Sei que as minhas pernas vão melhorar ao longo da corrida.»

 

O que significa esta diferença?

 

Pogacar assume o comando com autoridade.

Vingegaard fica a mais de dois minutos, mas longe de estar fora da luta.

A montanha que vem aí pode reabrir o duelo.

“Queda no Tour força Torstein Traeen a abandonar após sonho breve de liderança”


Por: José Morais

A camisola amarela mudou de dono e, poucas horas depois, o seu antigo portador viu também o Tour de França escaparlhe das mãos. O norueguês Torstein Traeen, da UnoX, decidiu abandonar a corrida após exames confirmarem a fratura de uma costela, consequência direta da queda sofrida na descida do Tourmalet episódio que marcou o fim abrupto de uma liderança tão inesperada quanto histórica para a equipa.

 

Dois dias de glória, seguidos de um golpe duro

 

Traeen tinha surpreendido o pelotão ao vestir a amarela durante duas etapas, resistindo ao assédio dos favoritos. Mas na 6.ª tirada, o ritmo demolidor imposto pela UAE Emirates na subida ao Tourmalet fez ruir a vantagem do norueguês sobre Tadej Pogacar, que recuperou naturalmente o comando da geral.

 

A queda que mudou tudo

 

Com a liderança já perdida, Torstein Traeen tentava minimizar danos na descida, acompanhado pelo colega Ander Halland Johannessen. Uma ligeira distração numa curva resultou no toque entre bicicletas e numa queda violenta do exlíder. Apesar de ter sido autorizado a continuar após avaliação médica inicial, as dores agravaramse ao longo do dia.

O raioX realizado no final da etapa que terminou para Traeen com um atraso superior a meia hora e uma queda para o 28.º lugar da geral confirmou o pior: fratura de costela, lesão incompatível com os esforços extremos das etapas seguintes.

 

Decisão inevitável

 

A UnoX anunciou que o corredor não partirá para a 7.ª etapa, um percurso plano de 175,1 km entre Hagetmau e Bordéus. O diretor da equipa, Thor Hushovd, lamentou o desfecho, sublinhando que Torstein Traeen “proporcionou um momento histórico” ao conjunto norueguês, mas que “se tornou evidente que não poderia continuar”.

“Mühlberger volta a arrasar na Áustria e António Morgado perde terreno na etapa rainha”


Por: José Morais

António Morgado afasta-se da disputa após etapa brutal no Grossglockner 

Gregor Mühlberger está a transformar a Volta à Áustria numa demonstração de força. O austríaco, a correr diante do seu público e envergando as cores nacionais, voltou a dominar a corrida ao vencer pela segunda vez consecutiva, reforçando de forma confortável a liderança da geral.

A dureza extrema da chegada ao mítico Grossglockner fez estragos no pelotão e António Morgado foi uma das vítimas. O corredor da UAE Emirates, único português em prova e recém-coroado campeão nacional de fundo e contrarrelógio, não conseguiu acompanhar o ritmo dos favoritos na longa ascensão alpina. Terminou em 80.º lugar, a 20m55s do vencedor, descendo para a 65.ª posição da classificação geral.

A pergunta que ecoa no pelotão é inevitável: terá a Red Bull subestimado Mühlberger ao deixá-lo fora da seleção para o Tour? O austríaco parece determinado a dar a resposta na estrada e até agora, está a fazê-lo em grande estilo.

“Explosão no Tour: Tadej Pogacar rasga o roteiro e assina a etapa mais devastadora da era moderna”


Por: José Morais

Tadej Pogacar voltou a redefinir os limites do ciclismo mundial. O esloveno, já habituado a quebrar recordes, decidiu ir além de qualquer façanha anterior e protagonizou uma etapa que entra imediatamente no imaginário coletivo do Tour de França. Desta vez, não foi apenas uma vitória foi uma demonstração de força que reescreve o manual das grandes exibições.

 

Um ataque que desafia a lógica

 

Na sexta etapa do Tour de 2026, Pogacar lançou-se numa ofensiva a 45 km da meta, ainda em plena subida do mítico Tourmalet. Impulsionado por Isaac del Toro, abriu caminho em La Mongie e iniciou um voo solo que poucos acreditariam possível numa corrida tão controlada como a Grande Boucle.

Na descida do gigante pirenaico e na posterior subida para Gavarnie-Gèdre (18,7 km a 3,7%), Tadej Pogacar chegou ao ponto de administrar o ritmo diante de Jonas Vingegaard, que, apesar da serenidade, nunca encontrou armas para contrariar o domínio absoluto do líder da UAE.

Até então, o ataque mais distante de Tadej Pogacar numa etapa do Tour datava de 2024, quando abriu vantagem no Galibier a 19,3 km do fim. Em 2026, dobrou a distância e multiplicou o impacto.

 

O Tourmalet em erupção

 

Para construir esta obra-prima, Tadej Pogacar começou por pulverizar o Tourmalet. Subiu os 17 km da montanha de categoria especial em 43:12, derrubando em 2:23 o recorde estabelecido por Vingegaard em 2023. A média? 21,25 km/h, com uma potência média de 6,65 W/kg números que desafiam a compreensão humana.

Foi uma escalada de extraterrestre, uma demonstração que consolida o esloveno como o grande canibal do século XXI, sempre disposto a superar não apenas os rivais, mas também a sua própria história.

 

O legado em construção

 

Com esta etapa monumental, Tadej Pogacar encaminha o seu quinto título do Tour de France e reforça a sensação de que estamos a assistir, em direto, à construção de um dos maiores legados da história do ciclismo.

“Seleção Nacional de Pista continua processo de crescimento em Cottbus”


Fotos: Paulo Maria / FPC (Arquivo)

A Seleção Nacional de Pista cumpriu esta quarta e quinta-feira mais dois dias de competição no Campeonato da Europa de Juniores e Sub-23, que decorre em Cottbus, na Alemanha, prosseguindo o processo de desenvolvimento competitivo definido para esta participação internacional.

Esta quinta-feira, Marta Carvalho terminou na 15.ª posição a corrida de scratch de sub-23 femininas. A britânica Imogen Wolff conquistou o título europeu, à frente da neerlandesa Nienke Veenhoven e da belga Lani Wittevrongel.

No segundo dia de competição, disputado na quarta-feira, Vicente Saraiva entrou em ação na corrida de eliminação de juniores masculinos. O jovem português concluiu a sua série de qualificação na 11.ª posição, não conseguindo assegurar o apuramento para a final.

Também na quarta-feira, Gabriel Baptista competiu na corrida de scratch de sub-23 masculinos, terminando na 20.ª posição. A prova foi vencida pelo austríaco Raphael Kokas, com Ilya Savekin e o belga Witse Bertels a completarem o pódio.



“Foi a primeira participação da Marta num velódromo com estas características e num contexto competitivo desta natureza. O período de adaptação foi limitado, mas a resposta foi positiva. É uma atleta com capacidade para alcançar melhores resultados, mas que precisa também de mais experiência e contacto com este tipo de competições. Considero que esteve bem dentro do seu processo de desenvolvimento e acredito que poderá evoluir já nas próximas provas do omnium”, analisa Gabriel Mendes, Selecionador Nacional.

A participação portuguesa prossegue esta sexta-feira com João Silva no omnium de juniores masculinos. Patrícia Duarte estará à partida da corrida por pontos de sub-23 femininas, enquanto Gabriel Baptista compete na corrida por pontos de sub-23 masculinos.

Ao contrário do que estava inicialmente previsto, João Martins não alinhará na corrida por pontos de sub-23 masculinos, prosseguindo a recuperação das mazelas resultantes da queda sofrida na corrida de eliminação. Apesar de não apresentar qualquer fratura, o português permanece em observação, com a participação na madison, agendada para domingo, a manter-se em aberto.

As provas têm transmissão em direto no YouTube da UEC.

 

CLASSIFICAÇÃO COMPLETA

Programa da Seleção Nacional (Horas de Portugal Continental):

 

DIA 5 - Sábado (11 de julho)

 

09h27 - Marta Carvalho | Omnium S23F - Prova I (Scratch 10 km)

10h29 - Gabriel Baptista | Omnium S23M - Prova I (Scratch 10 km)

11h12 - Marta Carvalho | Omnium S23F - Prova II (Corrida Tempo 10 km)

12h03 - Gabriel Baptista | Omnium S23M - Prova II (Corrida Tempo 10 km)

15h00 - Marta Carvalho | Omnium S23F - Prova III (Eliminação)

15h25 - Gabriel Baptista | Omnium S23M - Prova III (Eliminação)

16h49 - Vicente Saraiva | Corrida por Pontos JM (Final 25 km)

18h11 - Marta Carvalho | Omnium S23F - Prova IV (Corrida por Pontos 20 km)

18h41 - Gabriel Baptista | Omnium S23M - Prova IV (Corrida por Pontos 25 km)

 

DIA 6 - Domingo (12 de julho)

 

16h33 - Gabriel Baptista e João Martins | Madison S23M (Final 40 km)

Nota: Os horários poderão sofrer alterações

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“João Martins supera queda e inicia Europeu de Pista de Juniores e Sub-23 com top 10”


Foto: Paulo Maria / FPC (Arquivo)

A Seleção Nacional de Pista entrou na terça-feira em competição no Campeonato da Europa de Juniores e Sub-23, que decorre em Cottbus, na Alemanha, com destaque para o décimo lugar alcançado por João Martins na corrida de eliminação de sub-23 masculinos. O português registou o melhor resultado nacional do dia, apesar de ter visto a sua prestação condicionada por uma queda.

O ciclista português terminou na 10.ª posição da prova de eliminação de sub-23 masculinos, entre 25 participantes. A corrida, conquistada pelo italiano Matteo Fiorin, ficou marcada por vários incidentes e chegou mesmo a ser interrompida durante largos minutos na sequência de uma queda grave envolvendo outro ciclista. Já após o recomeço, João Martins acabou por ser vítima indireta de um incidente provocado pelo desequilíbrio de um adversário, caindo juntamente com outros ciclistas quando seguia bem colocado no grupo.

Apesar das múltiplas escoriações sofridas, o corredor português voltou à pista e prosseguiu em competição, acabando por ser eliminado mais tarde. João Martins encontra-se em avaliação médica, não havendo, para já, indicação de qualquer fratura.

"O João esteve bastante bem na prova de eliminação e teve muito azar. Foi afetado por uma queda resultante do envolvimento entre outros atletas, numa situação da qual não teve qualquer responsabilidade. Acabou por cair juntamente com mais dois corredores e saiu dessa situação com bastantes mazelas", explicou o Selecionador Nacional.

"Mesmo assim, regressou à pista com um espírito muito combativo e lutador para se manter em prova. Teve uma atitude competitiva que merece destaque, tentando sempre dar o melhor de si numa situação extremamente adversa. O João estava muito bem e certamente teria permanecido mais tempo na corrida. Agora importa avaliar a evolução das lesões e perceber o impacto que poderão ter nos próximos dias", acrescentou Gabriel Mendes.

Na eliminação de sub-23 femininas, Patrícia Duarte concluiu a prova no 11.º lugar. A vitória pertenceu à bielorrussa Palina Konrad, enquanto a italiana Anita Baima e a suíça Lorena Leu completaram o pódio.

Já João Silva foi 28.º classificado na corrida de scratch de juniores masculinos. O triunfo sorriu ao suíço Jann Salm, com o israelita Ido Dagan e o alemão Raul Esch a ocuparem as restantes posições do pódio.

"A Patrícia fez uma prova de eliminação bastante boa. Trata-se de uma disciplina onde ainda está a evoluir, mas demonstrou uma melhoria muito significativa neste campeonato, o que me deixa bastante satisfeito. O João continua num processo de aprendizagem. Ainda não tem muita experiência internacional neste nível competitivo, mas esteve bem do ponto de vista estratégico e tático. O desempenho que apresentou está em linha com esse contexto e deixa indicações positivas para o futuro", avaliou Gabriel Mendes.

A participação portuguesa prossegue esta quarta-feira com Vicente Saraiva a competir na prova de eliminação de juniores masculinos e Gabriel Baptista a alinhar no scratch de sub-23 masculinos. As provas têm transmissão em direto no YouTube da UEC.

 

CLASSIFICAÇÃO COMPLETA

 

Programa da Seleção Nacional (Horas de Portugal Continental):

 

DIA 4 - Sexta-feira (10 de julho)

 

09h00 - João Silva | Omnium JM (Qualificação - Corrida por Pontos 10 km)

10h52 - João Silva | Omnium JM - Prova I (Scratch 7,6 km)

12h15 - João Silva | Omnium JM - Prova II (Corrida Tempo 7,6 km)

15h32 - João Silva | Omnium JM - Prova III (Eliminação)

16h21 - Patrícia Duarte | Corrida por Pontos S23F (Final 25 km)

18h09 - João Martins | Corrida por Pontos S23M (Final 40 km)

19h09 - João Silva | Omnium JM - Prova IV (Corrida por Pontos 20 km)

 

DIA 5 - Sábado (11 de julho)

 

09h27 - Marta Carvalho | Omnium S23F - Prova I (Scratch 10 km)

10h29 - Gabriel Baptista | Omnium S23M - Prova I (Scratch 10 km)

11h12 - Marta Carvalho | Omnium S23F - Prova II (Corrida Tempo 10 km)

12h03 - Gabriel Baptista | Omnium S23M - Prova II (Corrida Tempo 10 km)

15h00 - Marta Carvalho | Omnium S23F - Prova III (Eliminação)

15h25 - Gabriel Baptista | Omnium S23M - Prova III (Eliminação)

16h49 - Vicente Saraiva | Corrida por Pontos JM (Final 25 km)

18h11 - Marta Carvalho | Omnium S23F - Prova IV (Corrida por Pontos 20 km)

18h41 - Gabriel Baptista | Omnium S23M - Prova IV (Corrida por Pontos 25 km)

 

DIA 6 - Domingo (12 de julho)

 

16h33 - Gabriel Baptista e João Martins | Madison S23M (Final 40 km)

Nota: Os horários poderão sofrer alterações

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua pronta para mostrar as suas cores no Troféu Joaquim Agostinho”


A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua está preparada para alinhar na 49.ª edição do Grande Prémio Internacional de Ciclismo de Torres Vedras - Troféu Joaquim Agostinho, que vai para a estrada entre os dias 10 e 12 de julho, com ambição e determinação em destacar-se numa das mais emblemáticas provas do calendário nacional.

A edição de 2026 apresenta novidades, desde logo com a introdução de um prólogo no Bombarral, que assume pela primeira vez o papel de palco inaugural da competição, após cerca de uma década com partida em Turcifal. O contrarrelógio individual, com 7,9 quilómetros, arranca às 17h00 desta sexta-feira.

No sábado, a corrida segue para a etapa mais longa, com partida da Lourinhã às 12h10. Ao longo de 188,6 quilómetros, os corredores enfrentam um percurso exigente, com um número recorde de 18 metas intermédias. O pelotão cumprirá ainda o tradicional circuito de Torres Vedras, antes de um previsível sprint final junto à estátua de Joaquim Agostinho.

A decisão da corrida ficará reservada para domingo, com partida da Atouguia da Baleia às 11h35. A etapa final, com 178,5 quilómetros, percorre o litoral e o interior da região Oeste, culminando na exigente subida ao Alto de Montejunto, onde será coroado o vencedor da edição de 2026 e atribuídas as restantes camisolas de liderança.

Para esta edição, a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua apresenta um alinhamento equilibrado entre experiência e juventude. A equipa será composta por: Gonçalo Carvalho, João Matias, César Martingil, Bruno Silva, Daniel Dias, Rafael Barbas e Diego López.

Com um bloco sólido e versátil, a equipa parte com o objetivo de ser protagonista ao longo dos três dias de competição e honrar a importância histórica do Troféu Joaquim Agostinho no ciclismo português.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

“Volta a Portugal apresenta percurso da 87.ª edição e inaugura um novo ciclo rumo ao centenário”


Prova decorre de 5 a 16 de agosto, atravessa 71 municípios e 15 distritos, passa por Espanha, estreia dupla subida à Senhora da Graça e reforça projeção internacional

 

Fotos: Rodrigo Rodrigues / FPC

A 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta Jogos Santa Casa, que decorrerá entre 5 e 16 de agosto, foi apresentada esta quarta-feira, no emblemático Alto da Senhora da Graça, em Mondim de Basto, revelando uma edição que marca o início de um novo ciclo para a maior competição do ciclismo nacional.


A caminho do centenário, que será assinalado em 2027, a Volta apresenta um percurso exigente, equilibrado e pensado para promover espetáculo competitivo do primeiro ao último dia. Ao longo de 12 dias, a prova atravessará 71 municípios, fará uma breve incursão por Espanha, regressará a alguns dos locais mais emblemáticos do ciclismo português e introduzirá novidades desportivas que prometem marcar a história recente da competição.

Entre os principais destaques estão as chegadas à Torre, na Serra da Estrela, e ao Alto da Senhora da Graça, a realização de um contrarrelógio individual antes do dia de descanso, a etapa transfronteiriça com passagem por Espanha e a inédita dupla ascensão à Senhora da Graça, pela primeira vez na história da Volta a Portugal.


Além do percurso oficial, a apresentação permitiu conhecer as quatro camisolas oficiais que distinguirão os líderes das diferentes classificações, a nova Viatura Oficial da Volta, bem como algumas das principais novidades de uma edição que reforça a aposta na modernização, na valorização dos territórios e na internacionalização da prova.

A primeira edição da Volta a Portugal realizou-se entre os dias 26 de abril e 15 de maio de 1927. Quase um século depois, a prova apresenta-se renovada, com uma estratégia orientada para reforçar a qualidade da organização, aumentar a projeção mediática nacional e internacional e afirmar a competição como uma das grandes referências do calendário velocipédico europeu.

 

Uma Volta desenhada para o espetáculo

 

A edição de 2026 arranca no dia 5 de agosto, com um Prólogo em Lisboa, e termina a 16 de agosto, na Avenida dos Aliados, no Porto, depois de dez etapas que atravessarão praticamente todo o território nacional.


O percurso combina etapas propícias aos sprinters, jornadas de média montanha, um contrarrelógio individual, finais seletivos e grandes desafios em altitude, proporcionando diferentes oportunidades ao longo da corrida e mantendo em aberto a luta pela classificação geral até aos últimos dias.

A 87.ª edição assinala ainda o regresso da Volta a Portugal ao Algarve, dois anos depois da última passagem pela região, com o concelho de Albufeira a receber a chegada da segunda etapa da competição.

Entre os momentos de maior exigência desportiva destacam-se as chegadas à Torre, na Serra da Estrela, a inédita dupla subida ao Alto da Senhora da Graça e ainda duas jornadas que prometem marcar esta edição: a homenagem à emblemática Estrada Nacional 222, num percurso que acompanha as encostas do Douro; e a inédita subida ao Germil, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, feita maioritariamente em calçada.

 

As quatro camisolas oficiais da Volta 2026

 

A cerimónia serviu igualmente para revelar as quatro camisolas oficiais da 87.ª Volta a Portugal Jogos Santa Casa, símbolos maiores da competição e das diferentes classificações em disputa.


A Camisola Amarela Jogos Santa Casa distinguirá o líder da classificação geral individual, enquanto a Camisola Azul Continente premiará o melhor trepador da prova.

A Camisola Laranja Galp será atribuída ao corredor mais regular da competição, enquanto a Camisola Branca Paredes – Rota dos Móveis distinguirá o melhor jovem, reforçando a aposta da Volta na valorização dos novos talentos do ciclismo.

As quatro camisolas representam não apenas os diferentes objetivos desportivos da competição, mas também o compromisso dos parceiros oficiais com o crescimento e valorização da Volta a Portugal.

A edição de 2026 marca igualmente a entrada da EBRO Portugal como Viatura Oficial da Volta a Portugal, assegurando o apoio à operação logística da prova através de uma frota que acompanhará diariamente a organização, equipas e convidados ao longo das diferentes etapas.

 

A Senhora da Graça faz história

 

O local escolhido para a apresentação oficial da prova será também palco de uma das maiores novidades desta edição.


Pela primeira vez na história da Volta a Portugal, a etapa de Mondim de Basto incluirá duas subidas ao Alto da Senhora da Graça, através de percursos distintos, introduzindo uma nova dimensão estratégica numa das montanhas mais emblemáticas do ciclismo português.

Esta inovação reforça o carácter espetacular da corrida e promete transformar uma das etapas decisivas da prova num dos grandes momentos da edição de 2026.

 

Mais internacional, mais próxima dos portugueses

 

A Volta a Portugal 2026 reforça igualmente a sua dimensão internacional.

Pela primeira vez na sua história, a prova contará com transmissão internacional em direto através da plataforma HBO Max, reforçada por um programa de resumos no Eurosport e por uma campanha promocional internacional que permitirá levar a imagem da Volta e de Portugal a milhões de espectadores em dezenas de mercados.

Em Portugal, a RTP continuará a assegurar a transmissão em direto da competição. Esta edição marcará ainda o regresso do programa “Há Volta”, com três horas de emissão em direto desde os municípios de partida, entre as 10h00 e as 13h00.

 

Uma prova ao serviço dos territórios

 

Ao longo de 12 dias, a Volta a Portugal percorrerá 71 municípios, distribuídos por 15 distritos e 15 Comunidades Intermunicipais/Áreas Metropolitanas, valorizando o património, a cultura, a gastronomia, a economia local e a identidade de cada território anfitrião.

Muito mais do que uma competição desportiva, a Volta é um dos maiores eventos itinerantes do país, afirmando-se como uma plataforma de promoção territorial que aproxima comunidades, dinamiza as economias locais e leva a imagem de Portugal a milhões de pessoas, através da sua forte cobertura mediática nacional e internacional.

 

Equipas internacionais reforçam competitividade da Volta

 

A 87.ª Volta a Portugal voltará a reunir as 10 equipas continentais portuguesas, às quais se juntam várias formações internacionais, reforçando a qualidade competitiva e a dimensão internacional da prova.

Entre as equipas já confirmadas destaca-se a presença da UAE Team Emirates XRG, uma das referências do ciclismo mundial, que trará a Portugal o Campeão Olímpico de Madison, Rui Oliveira, um dos nomes maiores do ciclismo português da atualidade.

A participação de equipas internacionais de elevado nível insere-se na estratégia de valorização desportiva e de internacionalização da Volta a Portugal, proporcionando um pelotão mais competitivo e reforçando o prestígio da prova no panorama velocipédico europeu.

 

Declarações:

Pedro Dias, Secretário de Estado do Desporto

 

“A Volta a Portugal em Bicicleta é uma das maiores referências do desporto nacional e um símbolo que atravessa gerações, unindo o país em torno dos valores do esforço, da superação e do espírito de equipa.

É com satisfação que vejo nesta 87.ª edição a vontade de inovar, de crescer e de reforçar a sua projeção internacional, preservando a identidade e a história que fazem da Volta um património do desporto português. Estou certo de que este novo ciclo contribuirá para valorizar ainda mais o ciclismo nacional e para afirmar Portugal como palco de excelência para a realização de grandes eventos desportivos.

Quero deixar uma palavra de reconhecimento à Federação Portuguesa de Ciclismo, pelo trabalho desenvolvido na valorização da modalidade e na afirmação da Volta a Portugal, às autarquias que, ano após ano, acolhem a prova e fazem dela uma verdadeira celebração do território, e aos atletas, portugueses e estrangeiros, que com o seu talento, dedicação e espírito competitivo continuam a inspirar milhares de portugueses.

É graças ao compromisso de todos que a Volta a Portugal continua a olhar para o futuro com ambição, reforçando a sua relevância no panorama desportivo nacional e internacional.”

 

Cândido Barbosa, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo:

 

“Hoje damos um passo muito importante na afirmação da Volta a Portugal. Apresentamos uma edição que respeita a história da prova, mas que olha decididamente para o futuro. Queremos uma Volta mais forte, mais moderna, mais internacional e cada vez mais próxima dos portugueses. O percurso que hoje apresentamos traduz essa ambição: é exigente, equilibrado, promove o território e promete espetáculo do primeiro ao último dia. A poucos meses do centenário da Volta, queremos continuar a valorizar este património do desporto nacional e projetá-lo para o futuro, sempre com o apoio dos nossos parceiros, dos municípios e de todos aqueles que fazem da Volta uma prova única.”

 

Ezequiel Mosquera, Diretor da Volta a Portugal

 

“Não foi um desafio fácil, não só pela dimensão e pela responsabilidade que implica assumir a organização de um evento tão importante para Portugal, mas também pelo desafio de o fazer num espaço de tempo tão curto. Mas a ilusão, o compromisso e a ambição de estar à altura pesaram sempre mais. Foi isso que quisemos levar para a estrada, para os percursos e para toda a imagem da corrida: o desafio entusiasmante que representa dar um novo impulso à Volta de um país.

A Volta a Portugal é uma grande corrida, com uma dimensão e uma singularidade que merecem ser vistas com outros olhos a partir de fora. Da parte da organização, o objetivo foi desenhar uma Volta desportivamente equilibrada, mas sempre orientada para o espetáculo visual, apoiando-nos na história que guarda e no imenso património que Portugal possui.

Não é apenas um evento desportivo: é vender país através de uma Volta que procura, ao mesmo tempo, a portugalidade e a internacionalidade; uma corrida fiel à sua história, mas preparada para se projetar com força para o exterior.”

 

Bruno Ferreira, Presidente da Câmara Municipal de Mondim de Basto

 

“É com enorme orgulho que Mondim de Basto recebe, no Santuário de Nossa Senhora da Graça, a apresentação oficial da 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta, o maior evento do ciclismo nacional.

A Senhora da Graça é, e continuará a ser, a etapa rainha da Volta a Portugal: uma subida com alma, história e uma mística única, que todos os amantes do ciclismo reconhecem. Quem sobe a Senhora da Graça sabe que não enfrenta apenas uma montanha; enfrenta um símbolo do desporto nacional.

Quero, por isso, felicitar a organização por trazer esta apresentação a Mondim de Basto e pela forma como a Volta continua a percorrer o país, de norte a sul, do litoral ao interior, dando a conhecer territórios, paisagens, culturas e comunidades que fazem a riqueza de Portugal.”

 

Volta a Portugal 2026 em resumo

 

• 5 a 16 de agosto de 2026

• 1,388 quilómetros no total

• 1 Prólogo

• 10 etapas

• 1 Contrarrelógio Individual

• 71 municípios

• 15 distritos

• Passagem por Espanha

• 1 dia de descanso

• Primeira dupla ascensão ao Alto da Senhora da Graça

• Transmissão nacional em direto na RTP1

• Programa "Há Volta" diariamente na RTP1

• Transmissão internacional em direto na plataforma HBO Max

• Resumo internacional no Eurosport

 

O calendário

 

05/08: Prólogo – Lisboa | 6 km

06/08: 1.ª Etapa: Lourinhã > Sintra (Queluz) | 153 km

07/08: 2.ª Etapa: Sines > Albufeira | 177 km

08/08: 3.ª Etapa: Beja > Elvas | 180 km

09/08: 4.ª Etapa: Figueiró dos Vinhos > Covilhã (Torre) | 148 km 10/08: 5.ª Etapa: Anadia > Águeda (CRI) | 17 km

11/08: Dia de Descanso – Santa Maria da Feira (Europarque)

12/08: 6.ª Etapa: Santa Maria da Feira > Peso da Régua | 129 km 13/08: 7.ª Etapa: Vieira do Minho > Gerês | 147 km

14/08: 8.ª Etapa: Melgaço > Fafe | 166 km

15/08: 9.ª Etapa: Paredes > Mondim de Basto (Sra. da Graça) | 141 km

16/08: 10.ª Etapa: Maia > Porto | 124 km

 

Descritivo das Etapas

05/08: Prólogo – Lisboa | 6 quilómetros

 

Um esforço curto, mas muito intenso. Apesar de se tratar de um Prólogo, apresenta uma distância superior ao habitual, suficiente para criar as primeiras diferenças entre especialistas do contrarrelógio e candidatos à classificação geral.

Será o primeiro contacto com a Volta a Portugal 2026: uma jornada explosiva e exigente, onde cada segundo poderá começar a fazer a diferença desde o primeiro dia.

 

06/08: 1.ª Etapa – Lourinhã > Sintra (Queluz) | 153 quilómetros

 

A primeira etapa pode terminar ao sprint… ou não.

O verdadeiro desafio deste percurso está no seu constante sobe e desce, característico desta região. Não existem grandes montanhas, mas o terreno acidentado poderá desgastar o pelotão e dificultar a vida aos sprinters, caso a corrida seja disputada a um ritmo elevado.

A subida a Sintra, de 3.ª categoria e relativamente próxima da meta, poderá servir de ponto de ataque para quem pretenda evitar uma chegada em pelotão compacto. Será uma etapa aberta, nervosa e suficientemente seletiva para começar a definir a corrida mais cedo do que o habitual.

 

07/08: 2.ª Etapa: Sines > Albufeira | 177 quilómetros

 

Uma etapa longa e praticamente plana, onde o grande adversário poderá ser o calor, que deverá intensificar-se ao longo do dia.

À partida, tudo aponta para uma chegada ao sprint. No entanto, as duas curtas subidas no último quilómetro e meio poderão transformar o final numa chegada reservada aos sprinters mais resistentes e explosivos, privilegiando a potência em detrimento da velocidade pura.

 

08/08: 3.ª Etapa: Beja > Elvas | 180 quilómetros

 

Nova oportunidade para os sprinters, mas com dois fatores capazes de alterar o desfecho esperado: a distância e o calor.

Será a etapa mais longa da Volta a Portugal 2026 e voltará a demonstrar que, no Alentejo, as altas temperaturas podem ser tão decisivas quanto a própria altimetria.

O percurso inclui a subida ao Castelo de Monsaraz e várias metas bonificadas estrategicamente colocadas na aproximação à meta, fatores que poderão provocar ataques, cortes ou uma seleção natural nos quilómetros finais.

A chegada, junto às muralhas de Elvas, acrescentará um enquadramento histórico a uma etapa que, apesar de aparentemente acessível, promete não passar despercebida.

 

09/08: 4.ª Etapa: Figueiró dos Vinhos > Covilhã (Torre) | 148 quilómetros

 

A Serra da Estrela dispensa apresentações.

Com cerca de 1.500 metros de desnível acumulado na ascensão final, continua a afirmar-se como um dos grandes juízes da Volta a Portugal.

Pela sua altitude, extensão e exigência, a subida à Torre é um verdadeiro gigante do ciclismo nacional.

Embora não seja antecedida por grandes montanhas, a etapa será marcada por um terreno extremamente duro, com sucessivas subidas e descidas que irão desgastando progressivamente o pelotão antes da mítica ascensão final.

Será, igualmente, a etapa com maior desnível acumulado de toda a Volta.

 

10/08: 5.ª Etapa: Anadia > Águeda (CRI) | 17 quilómetros

 

O contrarrelógio individual volta a favorecer os especialistas desta disciplina.

Com 17 quilómetros e uma subida intermédia, esta será a última grande oportunidade para os especialistas ganharem tempo antes do dia de descanso e da entrada nas decisivas etapas do norte do país.

Uma jornada determinante para a classificação geral, onde a gestão do esforço, a precisão e a capacidade técnica poderão ser tão importantes quanto a força física.

 

12/08: 6.ª Etapa: Santa Maria da Feira > Peso da Régua | 129 quilómetros

 

A etapa que liga Santa Maria da Feira ao Alto Douro será uma verdadeira homenagem à Estrada Nacional 222, considerada por muitos uma das mais belas estradas do mundo… e também uma das mais exigentes.

As encostas do Douro apresentam um percurso permanentemente ondulado, onde praticamente não existem momentos de recuperação.

A estrada serpenteia ao longo do vale até atravessar o rio e encaminhar o pelotão para os quilómetros finais rumo ao Peso da Régua.

Será, certamente, uma etapa muito exigente para os corredores e visualmente deslumbrante para quem a acompanhar.

 

13/08: 7.ª Etapa: Vieira do Minho > Gerês | 147 quilómetros

 

Após um início relativamente tranquilo, a corrida transforma-se por completo quando entra no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Depois das Termas do Gerês, surge uma longa subida de 1.ª categoria que se prolonga praticamente até à fronteira com Espanha. A corrida fará uma breve incursão em território espanhol antes de enfrentar outra das grandes novidades desta Volta: a subida ao Germil.

Com cerca de 10 quilómetros e uma inclinação média de 6,5%, metade da ascensão é percorrida em calçada, tornando este um dos momentos mais exigentes e singulares da prova.

Mais do que uma dificuldade montanhosa, Germil representa um verdadeiro património do ciclismo português, preservando estradas históricas que continuam a encantar corredores e adeptos de todo o mundo.

 

14/08: 8.ª Etapa: Melgaço > Fafe | 166 quilómetros

 

A oitava etapa liga Melgaço a Fafe.

Sem apresentar uma dureza extrema, a subida à Penha, em Guimarães, poderá condicionar uma eventual chegada ao sprint, pela proximidade da meta.

Fafe, uma das localidades mais emblemáticas da história da Volta a Portugal, habituou os adeptos a finais imprevisíveis e muito disputados.

Tudo indica que esta edição não será exceção.

Será uma etapa destinada a sprinters resistentes, corredores atentos e equipas capazes de controlar uma corrida que poderá tornar-se imprevisível nos quilómetros decisivos.

 

15/08: 9.ª Etapa: Paredes > Mondim de Basto (Sra. da Graça) | 141 km

 

Curta, mas decisiva.

A penúltima etapa terá como grande protagonista a mítica subida à Senhora da Graça, um dos símbolos maiores da Volta a Portugal.

Este ano, a etapa apresenta uma novidade absoluta: uma inédita ascensão por Carvalhais, com cerca de 9 quilómetros a uma inclinação média de 7%, culminando num último quilómetro em terra batida.

Sem regressar ao asfalto, o percurso ligará diretamente à parte superior da Senhora da Graça através de um espetacular troço em terra batida (sterrato).

Esta inovação permitirá aos milhares de adeptos presentes no Monte Farinha assistir a uma primeira passagem dos corredores, seguida da descida e da ascensão final.

Pela dureza, pelo simbolismo e pelo espetáculo que promete proporcionar, será a verdadeira etapa-rainha da Volta a Portugal 2026.

 

16/08: 10.ª Etapa: Maia > Porto | 124 quilómetros

 

A última etapa marcará o desfecho da Volta a Portugal 2026.

Os primeiros quilómetros deverão decorrer num ambiente mais descontraído, típico das jornadas finais de homenagem aos protagonistas da corrida.

No entanto, tudo mudará quando o pelotão entrar no circuito final entre Porto e Vila Nova de Gaia.

O percurso, desenhado entre pontes emblemáticas, ruas históricas e sucessivas mudanças de ritmo, apresenta uma exigência técnica que afasta a ideia de uma tradicional chegada tranquila ao sprint.

Embora seja possível uma decisão em pelotão compacto, a dureza do circuito poderá proporcionar um final espetacular e memorável no coração histórico da cidade do Porto.

Mais informações em https://avoltaportugal.com/

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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