segunda-feira, 1 de junho de 2026

“Não faria sentido fazer batota por 20 gramas” - Medalista olímpica perplexa com o castigo severo aplicado a Lorena Wiebes na Volta a Itália”


Por: Miguel Marques

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A expulsão de Lorena Wiebes da Volta a Itália Feminina deixou a ex-profissional dinamarquesa, medalhada olímpica de pista e analista da Eurosport, Julie Leth, convicta de uma coisa: foi um erro caro, não uma tentativa calculada de obter vantagem.

Wiebes cortou a meta em primeiro na 1ª etapa, em Ravenna, e parecia ter garantido a vitória de abertura e a primeira maglia rosa da corrida. Horas depois, o seu Giro terminou. As verificações pós-etapa detetaram a bicicleta abaixo do limite mínimo de 6,8 kg da UCI, com relatos a apontarem para uma margem de apenas 20 gramas.

Elisa Balsamo herdou o triunfo e a liderança. A Team SD Worx - Protime perdeu a velocista mais forte da corrida antes mesmo do arranque da 2ª etapa.

Ao analisar o incidente na cobertura da Eurosport Dinamarca, Leth rejeitou a ideia de que Wiebes ou a SD Worx - Protime tivessem qualquer motivo óbvio para procurar um ganho tão marginal numa etapa plana ao sprint. “Tenho absoluta certeza de que é um erro da equipa”, disse Leth. “Sei que seguem as balanças da UCI. Não faria sentido tentar enganar por 20 gramas, por isso é uma grande asneira, que custa mesmo, mesmo caro em muitos aspetos”.

 

Uma margem minúscula, um castigo enorme

 

A regra da UCI é clara. As bicicletas devem cumprir o limite mínimo de 6,8 kg, e a de Wiebes foi considerada abaixo desse patamar. Leth não defendeu que o regulamento fosse ignorado. A sua reação focou-se na dimensão da infração, no tipo de etapa e na severidade da consequência. “Consigo perceber o quão frustrante deve ser”, afirmou. “Mas, por outro lado, regras são regras, e não existem para ser quebradas. Não haveria qualquer ganho em ter uma bicicleta 20 gramas mais leve numa etapa completamente plana como uma panqueca”.

Wiebes já tinha imposto um sprint dominante em Ravenna antes do resultado ser anulado. Bateu Balsamo e Lara Gillespie num final onde pareceu, em todos os aspetos, a ciclista mais rápida em prova.

“Ela ganhou praticamente com uma perna às costas, portanto também não precisava disso”, acrescentou Leth. “Tenho absoluta certeza de que, de alguma forma, ocorreu um erro, e é um erro muito, muito caro”.

Para Wiebes, a decisão significou zero vitórias de etapa, zero camisola rosa e zero hipótese de reentrar na corrida. Para a SD Worx - Protime, transformou um dia inaugural quase perfeito numa falha de equipamento logo no arranque de um Grand Tour.

 

Balsamo assume o comando após a controvérsia com Wiebes

 

O Giro prosseguiu com uma hierarquia de sprinters alterada quase de imediato. Balsamo iniciou a 2ª etapa de rosa após herdar a abertura e depois venceu o sprint massivo em Caorle, reforçando a liderança. Gillespie regressou ao pódio, Charlotte Kool entrou na discussão, e a ausência de Wiebes deixou as etapas planas sem o seu principal referente.

A SD Worx - Protime contestou a forma como foi feita a verificação do peso, e Leth disse compreender a frustração da equipa. Admitiu também que qualquer contestação ao procedimento teria de assentar em algo mais concreto.

“Claro que é a UCI que tem a última palavra, e o equipamento também é deles, mas se achassem que tinham um caso, talvez pudessem contrariá-lo”, afirmou Leth. “Não creio que estejamos a ver nada disso aqui neste caso. Para mim, é um pouco vago”.

Wiebes continua fora do Giro, Balsamo soma duas vitórias de etapa, e a primeira grande controvérsia da corrida já está a moldar as chegadas ao sprint que se seguem.

"Foi um sonho viver todo este Giro": Afonso Eulálio conquista um lugar entre a elite do ciclismo”


Por: Miguel Marques

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Afonso Eulálio fechou este domingo uma Volta a Itália que dificilmente esquecerá. O jovem corredor da Bahrain - Victorious confirmou a conquista da camisola branca, atribuída ao melhor jovem da prova, coroando três semanas de enorme consistência naquela que foi a sua afirmação definitiva entre os nomes mais promissores do ciclismo internacional.

Na última etapa, disputada nas ruas de Roma, Jonathan Milan foi o mais forte ao sprint, não se fazendo quaisquer diferenças na geral, com Eulálio a garantir uma das classificações mais prestigiadas do Giro e concluindo a prova num notável sexto lugar da classificação geral.

Aos 24 anos, o ciclista figueirense foi uma das grandes figuras desta edição da corrida italiana. Além de ter vestido a camisola rosa durante nove etapas, mostrou capacidade para discutir posições com alguns dos melhores corredores do mundo nas jornadas de alta montanha, revelando uma maturidade competitiva que surpreendeu o pelotão.

Na classificação da juventude, Eulálio terminou com 1:13 de vantagem sobre Davide Piganzoli, da Team Visma | Lease a Bike. O terceiro lugar ficou entregue ao francês Mathys Rondel, da Tudor, já a 5.33 minutos do português.

O triunfo na classificação dos jovens representa um dos resultados mais marcantes do ciclismo português nos últimos anos, repetindo o feito de João Almeida na Volta a Itália 2023, e confirma o crescimento de um corredor que chegou ao World Tour há pouco tempo e que saiu de Roma como uma das revelações da temporada.

«Mais do que a camisola rosa ou a camisola branca, a minha maior satisfação é ver todas as pessoas que me rodeiam e trabalham comigo tão felizes. Chegar depois de uma etapa e ver toda a gente com um sorriso assim é algo incrível para mim. Um grande obrigado a todos e agora é tempo de saborear», declarou.

Terminada a aventura italiana, o corredor da Bahrain Victorious quer agora aproveitar o momento antes de definir os próximos objetivos da temporada, que não incluirão a Volta a França e não devem incluir a Volta a Espanha.

«Para já, quero sobretudo desfrutar do que vivi, desligar um pouco da bicicleta, e quando retomarmos, fá-lo-emos pouco a pouco antes de vermos o que poderemos fazer de novo com a equipa».

Depois de três semanas que o colocaram sob os holofotes do ciclismo mundial, Afonso Eulálio despede-se de Roma com a camisola branca nos ombros, um lugar entre os seis melhores da geral e a certeza de que o seu nome passa a fazer parte da elite da modalidade.

"Foi um Giro agridoce": Nelson Oliveira bate recorde em grandes voltas, mesmo sem estar a 100%, e elogia Afonso Eulálio”


Por: Miguel Marques

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Nelson Oliveira concluiu este domingo mais uma Volta a Itália e entrou para um grupo muito restrito da história do ciclismo. O corredor da Movistar Team chegou a Roma e igualou o registo do polaco Sylwester Szmyd, tornando-se apenas o segundo ciclista a completar 23 Grandes Voltas sem qualquer abandono.

Apesar da marca histórica, o português admite que a edição de 2026 do Giro ficou aquém das expectativas que levava para a partida.

"A verdade é que, no início do Giro, sentia-me bastante bem e esperava que a coisa até corresse bem. Mas, depois, infelizmente, tive problemas respiratórios e, depois, mais tarde, alguns problemas estomacais, o que me arrastou um bocadinho para não estar a 100%", revelou.

Os contratempos físicos impediram-no de mostrar o nível que esperava, mas não alteraram a sua postura dentro da equipa. Mesmo longe da melhor condição, continuou a desempenhar o papel habitual ao serviço da Movistar, com particular notoriedade na 4ª etapa, onde eliminou os sprinters numa subida e permitiu a Orluis Aular disputar a vitória, perdendo, na altura, para o super Jhonatan Narváez.

"Mesmo sem a melhor saúde", procurou "ajudar a equipa o melhor possível", resumiu.

A chegada à capital italiana permitiu-lhe alcançar a 23ª Grande Volta concluída da carreira, um número que o leva inevitavelmente a olhar para trás e recordar o percurso feito ao longo de mais de uma década ao mais alto nível.

"Começo a ter um bocadinho dessa noção. No final, são 23 grandes Voltas e faz-nos voltar tempos atrás e recordar como foi a minha primeira grande Volta e ver as diferenças que há. Realmente, o ciclismo mudou muito, mas sinto-me agradecido por ter chegado até aqui", assumiu.

A aventura começou na Vuelta de 2011 e, desde então, Nelson Oliveira acumulou participações nas três grandes corridas por etapas do calendário. Soma dez presenças na Volta a Espanha, nove na Volta a França e quatro na Volta a Itália.

O balanço desta edição italiana é feito sem grandes euforias, mas também sem arrependimentos.

"Foi um Giro agridoce. Nem bem, nem mal. Estou agradecido, porque cheguei a Roma, não nas melhores condições físicas, mas foi o que se pôde fazer. Por vezes, as coisas não são como nós queremos, são como nós podemos. Mas estou contente por, pelo menos, chegar a Roma são e salvo, sem grandes contratempos. Sei que dei o meu melhor, não me arrependo de nada", afirmou.

Terminada a corrida, o corredor de Vilarinho do Bairro quer agora concentrar-se na recuperação antes de pensar nos próximos compromissos.

"Vou ter um período de recuperação e veremos, depois, como o corpo estará. Agora, não quero ouvir falar de mais corridas para já, porque, quer queiramos quer não, este Giro foi bastante duro, não tanto fisicamente, mas mentalmente, e temos de recuperar bem", explicou.

Neste momento, o português figura como suplente para o Tour, numa equipa que deverá ser liderada por Cian Uijtdebroeks e Iván Romeo, mas a sua presença na prova francesa continua em aberto.

"Não sei se o farei ou não. [...] Saberemos muito em breve", referiu.

Além do seu próprio percurso, Nelson Oliveira acompanhou com satisfação a excelente prestação de Afonso Eulálio, que terminou o Giro na sexta posição da geral e conquistou a classificação da juventude.

O veterano português, que partilhou treinos com o corredor da Bahrain - Victorious antes da sua chegada ao WorldTour, considera que o resultado é fruto de uma evolução sustentada.

"Foi bastante bom e fico contente pelo Eulálio. Acho que é um corredor que soube crescer e soube entrar no WorldTour e o resultado tem-se vindo a ver. A própria equipa confiou nele e bem. Ele soube aproveitar essa oportunidade e está de parabéns", destacou.

Para Oliveira, a camisola branca conquistada pelo jovem figueirense é um prémio inteiramente merecido, depois de três semanas em que foi uma das figuras da corrida, quiçá a maior revelação.

No final da Volta a Itália, Nelson Oliveira terminou na 66ª posição da classificação geral, a 3h38m31s de Jonas Vingegaard, vencedor da prova, encerrando mais um capítulo de uma carreira que continua a acumular feitos raros no ciclismo internacional.

“Resultados 1a etapa da Volta à Valónia 2026: Jordi Meeus prolonga série vitoriosa, batendo Foldager e Heiduk”


Por: Miguel Marques

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Um dia após o final da Volta a Itália, a ação mudou-se para a Bélgica com o início da Volta à Valónia 2026. Com uma 1ª etapa acidentada e marcada pelas múltiplas passagens pelo muro empedrado de Thuin (0,3 km a 8,7%), os resultados na meta foram de alto nível. Jordi Meeus conquistou a vitória e o primeiro comando da classificação geral.

O corredor da Red Bull - BORA - Hansgrohe venceu enquanto continua em destaque nos últimos dias no mercado ciclista. Segundo os rumores, o velocista assinará pela Lidl-Trek a partir de 2027 para se tornar um dos homens de maior confiança de Jonathan Milan nas chegadas mais rápidas.

Meeus voltou a provar a sua capacidade para superar percursos duros e explosivos, resistindo bem ao desgaste acumulado das sucessivas passagens por Thuin antes de finalizar o trabalho da equipa na reta final. O belga amplia assim a sua excelente série de resultados após a recente vitória nos 4 Dias de Dunquerque 2026, consolidando-se como uma das referências mais fiáveis do pelotão neste tipo de finais.

A segunda posição foi para o dinamarquês Anders Foldager, da Team Jayco-AlUla, enquanto Kim Heiduk voltou a deixar ótima imagem ao ser terceiro pelo Netcompany INEOS Cycling Team. O neozelandês Ben Oliver terminou quarto com as cores da Modern Adventure Pro Cycling, confirmando também a sua regularidade neste tipo de etapas recortadas.

Atrás chegaram Milan Menten e Liam Slock, do Lotto-Intermarché, além de Joppe Heremans, Niels Vandeputte e dois corredores da Movistar Team que voltaram a mostrar-se muito competitivos: Natnael Tesfatsion e Carlos Canal, nono e décimo, respetivamente.

“Triatlo: Tri Clube Penafiel campeão nacional de clubes de cross”


O Tri Clube Penafiel venceu o Triatlo da Golegã e confirmou o título de campeão nacional de clubes de cross, tanto no sector masculino como feminino.

No sector masculino, os homens de Penafiel terminaram a prova ribatejana com cerca de 1:5o segundos de vantagem face ao Amiciclo de Grândola, segundo classificado. O G.D.Goma fechou o pódio.

Nas mulheres, o Tri Clube de Penafiel confirmou também o favoritismo e deixou o SFRAA na segunda posição.

Contas feitas, ao fim das cinco provas que compuseram o nacional de clubes de cross, o TRI CLUBE PENAFIEL é o novo campeão nacional.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Afonso Eulálio regressa ao país como herói do Giro e admite: “Ainda estou a tentar perceber o que fiz”


Afonso Eulálio aterrou esta segundafeira no aeroporto Francisco Sá Carneiro com a serenidade de quem cumpriu uma missão difícil e a exaustão de quem a superou com brilho. O jovem português da Bahrain Victorious regressou a casa depois de conquistar a camisola branca de melhor jovem e um impressionante 6.º lugar da classificação geral no Giro d’Itália, feitos que o colocam entre os nomes mais promissores do ciclismo mundial.

 

Um regresso feliz, mas marcado pelo desgaste

 

Sorriso fácil, mas olhar cansado. Foi assim que Eulálio surgiu perante os jornalistas.

“Queria chegar e ir direto para casa descansar. Isto é tudo muito cansativo”, confessou, ainda a tentar absorver a dimensão do que alcançou.

O ciclista admite que o impacto da sua prestação ainda não assentou totalmente:

“Sei que fiz algo importante, mas vai demorar a assentar. Trabalhei sempre bem, as coisas foram acontecendo naturalmente.”

 

Oportunidade inesperada, resposta à altura

 

A Bahrain perdeu o líder durante a corrida, abrindo espaço para Eulálio assumir responsabilidades. E ele não desperdiçou a ocasião.

“Raramente tenho oportunidades destas. O meu maior receio era ter um dia muito mau e perder 15 ou 20 minutos. Mas mantive-me sempre bem. Nunca tive um dia realmente mau”, explicou o ciclista, que chegou a vestir a camisola rosa durante nove dias, um feito histórico para o ciclismo português.

 

Pode lutar por pódios nas grandes Voltas

 

A pergunta impõe-se, mas Eulálio prefere manter os pés no chão.

“Gosto mais de clássicas. Vamos continuar a trabalhar e ver o que o futuro traz. A equipa agora vai pedir mais e mais”, disse entre risos, pedindo apenas “um pouco de descanso” antes de preparar a segunda metade da temporada.

 

Próximo desafio já está no horizonte

 

Na agenda surge, “provavelmente”, a Volta à Suíça, dentro de duas semanas mais uma oportunidade para confirmar o talento que o Giro revelou ao mundo.

“Resultados 3a etapa da Volta a Itália Feminina 2026 - Terceira vitória seguida da maglia rosa Elisa Balsamo, com a ciclista da Lidl-Trek a dominar o sprint”


Por: Miguel Marques

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Após a dupla vitória de abertura de Elisa Balsamo na Volta a Itália Feminina 2026, a 3ª etapa de segunda-feira ameaçava tirar a chance às sprinters com Montenars (2,5 km a 7,1%) perto da meta. Mas o pelotão resistiu aos ataques e, no sprint final, a estrela da Lidl-Trek voltou a ganhar de maglia rosa. Três em três para ela, categórica.

Balsamo ergueu os braços após 3:43:43 de corrida, selando um início de Giro espetacular com três vitórias em três. A italiana não só manteve a maglia rosa de líder, como continuou a somar pontos UCI e mostrou superioridade inatacável nas chegadas em pelotão desta edição.

A subida a Montenars endureceu significativamente a etapa e desencadeou várias movimentações entre as favoritas, com equipas a tentar eliminar as sprinters mais puras antes do final. Contudo, o andamento no grupo principal nunca fragmentou totalmente o pelotão, e várias rápidas resistiram à ascensão para discutir o triunfo.

No rush decisivo, Balsamo impôs-se novamente, batendo Lily Williams, da Human Powered Health, e Femke Gerritse, terceira pela Team SD Worx-Protime. O trio fez o mesmo tempo numa chegada muito veloz, perfeitamente controlada pelas equipas das sprinters.

A UAE Team ADQ também impressionou, colocando Elisa Longo Borghini e Silvia Persico em quarto e quinto, respetivamente, consolidando a presença entre as melhores na geral. Seguiram-se Pfeiffer Georgi, Millie Couzens e Marlen Reusser, oitava pelo Movistar Team.

Célia Gery e Cecilie Uttrup Ludwig fecharam o top 10 num dia novamente intenso e nervoso, marcado pelo xadrez tático antes de Montenars e pela luta pela posição nos quilómetros finais.

Com três etapas disputadas e três vitórias consecutivas, Elisa Balsamo assina um arranque de Giro simplesmente sensacional. A italiana controla tanto os sprints em pelotão como a classificação geral e, para já, nenhuma rival parece capaz de desafiar o seu domínio na Volta a Itália Feminina.

“Gonçalo Amaral é o vencedor da Taça de Portugal de Esperanças”


Fotos: Marcelo Lopes / FPC

Gonçalo Amaral (Technosylva Rower Bembibre Cycling Team) sagrou-se este domingo vencedor da Taça de Portugal de Esperanças 2026. O Sub-23 foi terceiro classificado na quarta e última prova da Taça, que se disputou em Palmeira, Braga, integrada no 23.º Circuito de Palmeira / Prémio Peixoto Alves. O vencedor da jornada que decidiu as contas finais da competição foi o colega de equipa, Izan Gimeno.

Depois de ontem disputar-se a terceira prova, em São João de Ver, Gonçalo Amaral partia para a derradeira etapa na liderança do ranking da Taça de Portugal de Esperanças, numa classificação que permanecia em aberto para vários corredores que procuravam ainda um lugar de destaque.

Reservada aos escalões de Sub-23 e Juniores, a corrida de hoje desenrolou- se num percurso de 89,8 quilómetros, marcado por sucessivas passagens pela meta e por um perfil capaz de provocar diferenças importantes numa fase decisiva da competição.


Depois de uma primeira tentativa de fuga logo após os 8 quilómetros, aos 15 quilómetros escapou um trio, composto por Guilherme Lino (Santa Maria da Feira / Moreira / Bolflex / E.Leclerc), Augusto Patrício (Escola de Ciclismo Bruno Neves) e Ivan Loaisa (Technosylva Rower Bembibre Cycling Team). O trio chegou a colaborar na frente da corrida, mas a aventura terminaria pouco depois, com o pelotão a neutralizá-la aos 21 quilómetros.

Faltavam 20 quilómetros para a meta e a configuração da corrida mudava, com Izan Gimeno e Guilherme Santos (Blackjack-Bairrada) na frente. Na perseguição seguiam dois grupos. A dureza do percurso levou à seleção natural, deixando na frente os dois fugitivos e um grupo perseguidor mais próximo. Atrás seguia um reduzido pelotão, onde estava Gonçalo Amaral.

A decisão da etapa ficou reservada para os metros finais. No sprint entre os dois homens da frente, Izan Gimeno impôs-se e conquistou a vitória. Guilherme Santos foi segundo classificado e Gonçalo Amaral terminou em terceiro lugar, encabeçando o pelotão e confirmando a conquista da Taça.


Com a conclusão da Taça de Portugal de Esperanças 2026, Gonçalo Amaral confirmou a conquista da competição, com 190 pontos. Sven Van der Werf (Earth Consulters / Maia / Frutas Monte Cristo) terminou na segunda posição final, com 135 pontos e Bruno Lopes (Porminho Team Sub23) fechou o pódio da Taça, com 123 pontos.

Entre os Juniores, o pódio foi todo Blackjack-Bairrada, com a vitória de Guilherme Santos, acompanhado pelos colegas de equipa Gustavo Oliveira e Martim Campos, segundo e terceiro classificados, respetivamente.

Na classificação por equipas, a Technosylva Maglia Bembibre Cycling Team foi a mais forte da jornada. Por seu turno, quanto à Taça de Portugal de Esperanças 2026 coletiva, foi a Earth Consulters / Maia / Frutas Monte Cristo a vencedora, com 72 pontos. A Porminho Team Sub23 terminou em segundo lugar, com 67 pontos e a Technosylva Rower Bembibre fechou o pódio final da competição, com 50 pontos.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Seleção Nacional de Juniores com resultados positivos na Taça das Nações na Suíça e em França”


A Seleção Nacional de Juniores teve um final de semana de grande exigência competitiva com a participação em simultâneo em duas provas integradas no calendário da Taça das Nações, tendo atingido resultados positivos em ambas.

No Tour du Pays de Vaud, na Suíça, Portugal tentou agitar a derradeira etapa, mas o desfecho ao sprint impediu mexidas na classificação geral. Ainda assim, Gonçalo Costa e Tomás Mateus chegaram integrados no pelotão, com o mesmo tempo do belga Vic de Smet, e seguraram as respetivas posições na classificação final.

Gonçalo Costa terminou na quarta posição da geral, a 16 segundos do dinamarquês Tobias Gren, que conquistou a prova, e a apenas seis segundos do pódio final. Já Tomás Mateus terminou como 17.º, a 1m41s.

“Foi uma etapa relativamente tranquila, com o ritmo a aumentar na parte final e alguns ataques, mas sem alterações nas contas finais. Tentámos lutar pela montanha, mas não foi possível e há que dar mérito a quem ganhou, que foi corajoso e soube defender”, analisa Ricardo Senos.


“Na geral, o Gonçalo Costa garantiu o quarto lugar, que era o objetivo. Gostávamos de chegar ao pódio, mas sabíamos que seria difícil recuperar tempo. Ainda tivemos um contratempo com o Tomás Mateus, que furou no final, mas conseguiu terminar depois da ajuda do Vasco Silva. No global, o balanço é positivo, tendo em conta o nível elevado da prova”, conclui o Selecionador Nacional.

Em França, o dia foi de jornada dupla no Trophée Centre Morbihan, com a etapa dividida em dois setores: contrarrelógio individual de 7,2 quilómetros e tirada em linha de 116,8 quilómetros. Rodrigo Jesus esteve em bom plano em ambas, tendo sido 11.º no esforço individual, a cerca de 20 segundos do vencedor, o britânico Leon Atkins, e 11.º na etapa em linha, a 1m03s do polaco Mikołaj Legieć.

Contas feitas, Rodrigo Jesus assegurou um lugar entre os dez primeiros da classificação geral da prova francesa. O jovem da Academia Efapel de Ciclismo terminou como nono, a 44 segundos do francês Lancelot Gayant, que conquistou a geral final.

“Foi uma participação importante para a aprendizagem dos atletas, tendo em conta o nível competitivo muito elevado que encontrámos. Conseguimos colocar um corredor entre os dez primeiros da geral, o que é um indicador muito positivo”, refere José Marques.

“O Rodrigo Jesus esteve em bom plano, com destaque para o contrarrelógio que realizou. Os restantes corredores também estiveram bem, sempre integrados no pelotão, embora não tão ativos. O Gonçalo Valente sentiu algumas dificuldades, mas é algo natural neste contexto competitivo”, acrescenta.

“Estamos a competir em duas frentes em simultâneo e isso também condiciona a gestão dos valores, mas o empenho e a dedicação de todos foram muito positivos. Saímos daqui com pontos importantes para o ranking e, acima de tudo, com uma experiência internacional importante, que será fundamental para o futuro destes jovens”, conclui.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Seleção Nacional de BXM consolida pódios na Taça de Espanha”


A Seleção Nacional de BMX terminou hoje a sua segunda participação da época na Taça de Espanha, onde deu continuidade aos resultados obtidos em abril, conquistando dois lugares nos pódios femininos. A Cadete feminina Maria Pinto voltou a terminar em terceiro lugar e também a Sub- 15 Áurea Numão, que se estreou este fim de semana em competições internacionais, conquistou o terceiro lugar do pódio, nos dois dias.

Esta foi a segunda competição internacional da época para a Seleção Nacional de BMX, que esteve no Gran Premio de Alcoy, na zona de Alicante. Desta vez o destaque vai para a presença de atletas em finais e pódios. Ontem e este domingo, Áurea Numão repetiu o mesmo lugar do pódio, enfrentando as mesmas adversárias, estando ao nível das melhores atletas de Espanha. O seu objetivo passava por adaptar-se ao ritmo competitivo e ganhar experiência fora de Portugal, tendo sido alcançado.


Já as Cadetes femininas Maria Pinto e Íris Moraru, tiveram corridas mais nervosas nos dois dias. Nesta categoria passaram pelas mangas qualificativas, juntando-se as atletas mais fortes nas finais, onde as portuguesas estiveram presentes. Sábado, Íris ficou em 4.º lugar, às portas do pódio e Maria Pinto ficou em 5.º lugar. Na corrida de hoje, Íris mostrou- se muito forte nas mangas qualificativas, com um primeiro e segundo lugar, dominando sempre. Mas na corrida final não foi como se esperava. Já Maria Pinto terminou no pódio, na terceira posição. “São resultados muito positivos, que nos dão confiança no trabalho de ambas e das equipas, para continuarmos a evoluir. Estamos muito contentes com este desempenho”, disse Alexandre Almeida, Selecionador Nacional de BMX.


O Sub-15 masculino Gustavo Pereira esteve presente em finais nos dois dias, numa categoria com muita participação. “É um corredor que tem evoluído muito, anda sempre nas mangas de qualificação e eliminatórias no grupo da frente, tem boa técnica, mas ainda é muito jovem, precisa de tempo para evoluir até chegar a Cadete. Consolidou o objetivo de chegar às finais. Estamos contentes com o seu desempenho, ontem ficou em 5.º lugar e hoje terminou na 6.ª posição”, explicou o Selecionador Nacional.


Por fim, houve dois 9.º lugares, quer em Cadetes masculinos como em Elites / Sub-23. O Sub-23 Leonardo Carmo cometeu pequenos erros táticos, que não o deixaram ir além das semifinais, ficando a um lugar de se qualificar para a final. Já o Cadete Tiago Cavaco mostrou várias melhorias, ainda assim ficou aquém do grande objetivo, que era passar às finais.

Alexandre Almeida, em jeito de conclusão, revelou que “esta participação deixa-nos satisfeitos com a prestação global dos nossos atletas, que mais uma vez mostraram consistência e adaptação a este ritmo competitivo, com presenças em finais e pódios, nas categorias mais jovens. É importante continuarmos este processo e este trabalho, de mantermos mais participações da Seleção Nacional de BMX no calendário de Espanha, especialmente nas categorias de formação, para fazer evoluir os nossos corredores mais jovens neste contexto desportivo. Contudo, o balanço final destes dois dias é francamente positivo”.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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