A Seleção Nacional de Juniores teve um final de semana de grande exigência competitiva com a participação em simultâneo em duas provas integradas no calendário da Taça das Nações, tendo atingido resultados positivos em ambas.
No Tour du Pays de Vaud, na
Suíça, Portugal tentou agitar a derradeira etapa, mas o desfecho ao sprint
impediu mexidas na classificação geral. Ainda assim, Gonçalo Costa e Tomás
Mateus chegaram integrados no pelotão, com o mesmo tempo do belga Vic de Smet,
e seguraram as respetivas posições na classificação final.
Gonçalo Costa terminou na
quarta posição da geral, a 16 segundos do dinamarquês Tobias Gren, que
conquistou a prova, e a apenas seis segundos do pódio final. Já Tomás Mateus
terminou como 17.º, a 1m41s.
“Foi uma etapa relativamente tranquila, com o ritmo a aumentar na parte final e alguns ataques, mas sem alterações nas contas finais. Tentámos lutar pela montanha, mas não foi possível e há que dar mérito a quem ganhou, que foi corajoso e soube defender”, analisa Ricardo Senos.
“Na geral, o Gonçalo Costa
garantiu o quarto lugar, que era o objetivo. Gostávamos de chegar ao pódio, mas
sabíamos que seria difícil recuperar tempo. Ainda tivemos um contratempo com o
Tomás Mateus, que furou no final, mas conseguiu terminar depois da ajuda do
Vasco Silva. No global, o balanço é positivo, tendo em conta o nível elevado da
prova”, conclui o Selecionador Nacional.
Em França, o dia foi de
jornada dupla no Trophée Centre Morbihan, com a etapa dividida em dois setores:
contrarrelógio individual de 7,2 quilómetros e tirada em linha de 116,8
quilómetros. Rodrigo Jesus esteve em bom plano em ambas, tendo sido 11.º no esforço
individual, a cerca de 20 segundos do vencedor, o britânico Leon Atkins, e 11.º
na etapa em linha, a 1m03s do polaco Mikołaj Legieć.
Contas feitas, Rodrigo Jesus
assegurou um lugar entre os dez primeiros da classificação geral da prova
francesa. O jovem da Academia Efapel de Ciclismo terminou como nono, a 44
segundos do francês Lancelot Gayant, que conquistou a geral final.
“Foi uma participação
importante para a aprendizagem dos atletas, tendo em conta o nível competitivo
muito elevado que encontrámos. Conseguimos colocar um corredor entre os dez
primeiros da geral, o que é um indicador muito positivo”, refere José Marques.
“O Rodrigo Jesus esteve em bom
plano, com destaque para o contrarrelógio que realizou. Os restantes corredores
também estiveram bem, sempre integrados no pelotão, embora não tão ativos. O
Gonçalo Valente sentiu algumas dificuldades, mas é algo natural neste contexto
competitivo”, acrescenta.
“Estamos a competir em duas
frentes em simultâneo e isso também condiciona a gestão dos valores, mas o
empenho e a dedicação de todos foram muito positivos. Saímos daqui com pontos
importantes para o ranking e, acima de tudo, com uma experiência internacional
importante, que será fundamental para o futuro destes jovens”, conclui.
Fonte: Federação Portuguesa
Ciclismo


Sem comentários:
Enviar um comentário