quinta-feira, 23 de abril de 2026

“A primeira etapa da Volta às Astúrias que terminou em Benia de Onis foi de grandes festejos para a equipa do Óbidos/Grupo Rolo/Sunlive Group”


A equipa portuguesa alcançou a liderança das Metas Volantes e a conquista do Prémio da Combatividade pelo asturiano Eduardo Landaluce, natural de Oviedo, cidade de onde partiu a tirada.

Landaluze, muito solicitado à partida pela comunicação social de Oviedo, foi um dos integrantes da fuga do dia que juntou na frente uma dúzia de corredores e que viria a ser coroada de êxito com o triunfo do francês Gabriel Layrac (AVC/ Aix Provence).

A presença na escapada permitiu ao corredor do Óbidos ganhar as duas metas volantes, uma vez que um acidente com um camião levou à alteração de parte da etapa e levou ao corte de uma meta volante e uma contagem de montanha de primeira categoria.


O corredor natural de Oviedo, conhecedor do percurso, manteve-se na fuga até cerca de 25 quilómetros da meta, quando a corrida endureceu e se fazia a subida para o Alto de Colorado Tresllende, acabando por se resguardar visando a defesa da camisola das Metas Volantes, patrocinada pelo maior jornal das Astúrias, o La Nueva Espana.

Na primeira passagem pela linha da meta em Benia de Onis, Landaluce estava no grupo em fuga, cinco corredores da equipa do Óbidos vinham no pelotão perseguidor e somente Petros Mengs, corredor da Eritreia, vinha descolado.

A fuga do dia foi coroada de êxito apesar do trabalho de Movistar, UAE/Team Emirates e da Burgos que imprimiram um fortíssimo ritmo no grupo perseguidor. O australiano Jeremy Smith foi o melhor classificado da equipa portuguesa terminando na 32ª posição a 2’06”.


Todas as classificações e prémios do dia foram conquistados por equipas continentais com o particular destaque para o Óbidos/Grupo Rolo/Sunlive Group,

Além do espetáculo que foi a transmissão televisiva da Televisão Pública das Astúrias (TPA), a apresentação das equipas e a partida simbólica aconteceu no interior do Pavilhão Municipal de Desportos de Oviedo do perante mais de mil jovens estudantes de diversos colégios da cidade.

Declarações

 

Eduardo Pérez-Landaluze (corredor): “foi conseguido o objetivo definido de conquistar uma classificação secundária e a camisola das Metas Volantes assenta como uma luva. Vou fazer tudo para a manter até domingo e subir ao pódio final na minha terra”.

Jeremy Smith (corredor): “podia ter feito melhor. Há sentimentos mistos. Dei tudo mas podia ter sido melhor”.

Micael Isidoro (diretor desportivo): “não fora a anulação da segunda meta volante e a liderança seria mais forte. Amanhã temos duas metas volantes antes das dificuldades montanhosas para ganhar”.

 

 

Classificação da etapa

 

1º- Gabriel Layrac/FRA (AVC/ Aix Provence)- 3h18’30”

2º- Miguek Heidemann/GER (Rembe/ Rad Ner)- m.t.

3º- Samuel Fernández/ESP (Caja Rural/ Seguros RGA)- m.t.

32º- Jeremy Smith/AUS (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 2’06”

40º- Adria Franquesa/ESP (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 3’08”

48º- Petros Mengs/ERI (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 5’41”

51º- Eduardo Landaluce/ESP (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 6’14”

73º- Bruno Maceiras/POR (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 13’48”

75º- José Manuel Guttierez/ESP (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 16’10”

78º- Stian Landsberg/RSA (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 17’18”

 

Classificação geral

 

1º- Gabriel Layrac/FRA (AVC/ Aix Provence/ Dole)- 3h18’30”

2º- Miguek Heidemann/GER (Rembe/ Rad Ner)- a 3”

3º- Samuel Fernández/ESP (Caja Rural/ Seguros RGA)- 7”

32º- Jeremy Smith/AUS (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 2’17”

40º- Adria Franquesa/ESP (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 3’19”

48º- Petros Mengs/ERI (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 5’52”

49º- Eduardo Landaluce/ESP (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 6’19”

73º- Bruno Maceiras/POR (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 13’59”

75º- José Manuel Guttierez/ESP (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 16’21”

78º- Stian Landsberg/RSA (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 17’29”

Pontos: Gabriel Layrac/FRA (AVC/ Aix Provence/ Dole)

Montanha: Gabriel Layrac/FRA (AVC/ Aix Provence/ Dole)

Metas Volantes: Eduardo Landaluce/ESP (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)

Equipas: AVC/ Aix Provence/ Dole

Amanhã disputa-se a 2ª etapa: Llanes-Pola de Lena (140,8 kms)

Fonte: Equipa ciclismo Óbidos Cycling Team

“Resultados 4a etapa da Volta aos Alpes 2026: Lennart Jasch sobrevive na fuga e dá finalmente uma alegria à Tudor”


Por: Miguel Marques

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Ex-patinador de velocidade convertido em ciclista, Lennart Jasch assinou a melhor exibição da carreira na 4ª etapa da Volta aos Alpes 2026, resistindo aos perseguidores para triunfar em solitário após um dia de ataques incessantes e corrida fragmentada na montanha.

O corredor da Tudor Pro Cycling Team cortou a meta sozinho depois de apostar numa movimentação de longo alcance, com Matteo Sobrero em segundo e Federico Iacomoni a completar o pódio.

 

Tensão inicial com o pelotão a partir-se na primeira subida

 

A 4ª etapa começou agressiva, com o pelotão a partir-se de imediato nas rampas do Passo Bordala. O líder da geral, Giulio Pellizzari, foi momentaneamente apanhado fora de posição nas primeiras movimentações, obrigando a Red Bull - BORA - Hansgrohe a reagir depressa para recompor a corrida. Esse momento definiu o tom para um dia de controlo frágil e corrida sempre no limite.

 

Fuga ganha espaço antes de a corrida fraturar

 

Após sucessivos ataques formou-se finalmente uma fuga de cinco homens, com representantes da Tudor, Bahrain, EF, Jayco e Team UKYO. A vantagem subiu para mais de três minutos, com Sean Quinn como o nome mais relevante para a classificação geral.

À medida que as subidas se sucediam, a coesão do grupo começou a ceder. Quinn foi o primeiro a perder o contacto e o grupo continuou a emagrecer sob a pressão de trás, com a Red Bull - BORA - Hansgrohe a controlar o pelotão.

A corrida mudou dentro dos últimos 20 quilómetros quando Jasch atacou a partir do grupo da frente e seguiu sozinho. O corredor da Tudor abriu rapidamente um fosso e manteve-o enquanto a perseguição atrás se fragmentava em vários grupos.

As tentativas de organizar a caça nunca se materializaram plenamente. Juan Felipe Rodriguez ameaçou por breves instantes, enquanto ações posteriores de Matteo Sobrero e Federico Iacomoni surgiram como as mais perigosas nos quilómetros finais.

Atrás, os candidatos à geral também mexeram. Aleksandr Vlasov e Egan Bernal atacaram e arrecadaram segundos de bonificação, enquanto Pellizzari foi obrigado a responder repetidamente, muitas vezes seguindo as acelerações de Tom Pidcock quando o ritmo endureceu.

 

Triunfo em solitário selado nos quilómetros finais

 

Apesar da diferença ter caído para menos de 15 segundos nos últimos cinco quilómetros, Jasch nunca cedeu. Os perseguidores aproximaram-se, mas não conseguiram organizar um esforço concertado, permitindo ao alemão segurar a vantagem até à meta.

O resultado representa um grande salto para o corredor de desenvolvimento da Tudor, que iniciou o dia a mais de 13 minutos na geral e pôde correr com total liberdade enquanto os favoritos hesitavam atrás. A vitória ganha ainda mais relevo pelo percurso de Jasch, que só transitou para o ciclismo após uma carreira na patinagem de velocidade e continua a competir a nível de desenvolvimento. É apenas a 2ª vitória da Tudor em 2026, naquele que pode ser o ponto de viragem de uma temporada marcada por quedas e problemas físicos.

 

Luta pela geral continua em aberto

 

Atrás do vencedor da etapa, o grupo dos candidatos à geral chegou sem diferenças decisivas, com Giulio Pellizzari a manter a liderança à entrada da jornada final.

Com Thymen Arensman, Egan Bernal e Aleksandr Vlasov ainda a escassos segundos, a luta pelo triunfo final permanece equilibrada, apesar de mais um dia agressivo e imprevisível nas montanhas.

“Resultados 1a etapa da Volta às Astúrias 2026: Jovem francês Gabriel Layrac surpreende Movistar e UAE e conquista a vitória”


Por: Miguel Marques

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Gabriel Layrac assinou a surpresa na abertura da Volta às Astúrias 2026, sprintando para a vitória a partir de um grupo reduzido após um final caótico que deixou Movistar Team e UAE a correr atrás do prejuízo. O francês coroou o trabalho da fuga do dia, negando o triunfo a Samuel Fernández, que esteve perto de vencer a solo antes de ser alcançado nos quilómetros finais. Os favoritos chegaram, no fim, cerca de meio minuto depois.

A etapa partiu de Oviedo num ambiente festivo, mas a esperada dureza foi atenuada cedo. Uma queda obrigou a organização a alterar o percurso, retirando subidas-chave como La Campa e o Fitu, moldando uma corrida muito mais aberta do que o previsto.

Essa mudança beneficiou rapidamente a fuga. Onze corredores adiantaram-se na fase inicial, com Layrac acompanhado por Heidemann, Zemke, Darder, Pérez, Pérez-Landaluce, Unai Aznar, Zarakovskiy, Sagrado, Smith e Meijers. Com menos montanha para controlar, a vantagem cresceu para lá dos cinco minutos enquanto o pelotão hesitava atrás.

Eduardo Pérez-Landaluce confirmou a força do movimento ao vencer as metas intermédias em Pola de Siero e Cangas de Onís, enquanto UAE e Movistar começaram, gradualmente, a organizar a perseguição.

 

Fuga resiste ao caos final e Fernández roça o triunfo

 

A diferença começou a cair a cerca de 70 quilómetros do fim, embora os líderes mantivessem a colaboração no Alto de San Martín de Bada, onde Álvaro Sagrado passou em primeiro. De regresso ao traçado original perto de Arriondas, a vantagem estabilizou por momentos em cerca de cinco minutos antes de a corrida voltar a mudar.

No Collau del Valle, o ritmo no pelotão começou finalmente a surtir efeito, reduzindo a diferença para menos de dois minutos e fragmentando a fuga. À passagem pelo Collau Tresllende, o grupo da frente já estava bastante reduzido, com menos de um minuto de margem.

Layrac, Sagrado, Smith e Heidemann transitaram pela Collada Zardón com apenas 20 segundos de avanço, enquanto Diego Pescador e Adrià Pericas tentavam fazer a ponte por trás.

Seguiu-se o movimento decisivo. Dentro dos últimos 10 quilómetros, Samuel Fernández atacou a partir do grupo dos favoritos, alcançou os líderes e prosseguiu de imediato a solo sobre o topo. A 7 quilómetros da meta, detinha 50 segundos e parecia bem encaminhado para um triunfo notável, apesar da Movistar impor o ritmo atrás sem conseguir desferir um golpe decisivo.

Porém, a falta de coesão na perseguição foi fatal. Em vez de o pelotão fechar, os sobreviventes da fuga reorganizaram-se e começaram a recuperar terreno. A 3 quilómetros do fim, Layrac e os restantes aproximavam-se rapidamente e, já dentro dos últimos 2 quilómetros, Fernández foi alcançado, formando-se um grupo de cinco na dianteira.

A decisão surgiu ao sprint. Layrac foi o mais rápido, conquistando um triunfo claro na meta após uma gestão perfeita desde a fuga. Atrás, acelerações tardias de Sergio Chumil e Urko Berrade, com Nairo Quintana na roda, não alteraram o desfecho, com os favoritos a terminarem cerca de 30 segundos depois.

“O ciclismo feminino é tão bonito como o masculino”: Knetemann lança o alerta para o irrisório tempo de antena da Amstel Gold Race feminina”


Por: Letícia Martins

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A Amstel Gold Race Feminina 2026 ofereceu uma edição emocionante com uma vencedora bastante inesperada, Paula Blasi. A jovem espanhola deixou para trás profissionais consagradas como Katarzyna Niewiadoma e Demi Vollering, relegadas à luta pelo segundo lugar. Mas, mais do que entusiasmo por uma grande corrida, ficou um travo amargo: multiplicaram-se as vozes a pedir mudanças no formato, já que, dos 158 quilómetros da prova de domingo, os fãs só viram na televisão os derradeiros 50 quilómetros.

Porque não pudemos desfrutar da corrida mais cedo? “Na verdade, ando a perguntar isto há seis ou sete anos”, disse Roxanne Knetemann no podcast In het Wiel. “A NOS diz que o helicóptero não pode descolar mais cedo. Acho que é uma questão financeira.”

O jornalista de ciclismo Daniël Dwarswaard ecoa as palavras da coapresentadora. “É quase humilhante; está ultrapassado. Queremos simplesmente ver, mas perdem-se momentos decisivos da corrida. Ficamos à espera que comece a emissão e, quando arranca, eles já estão quase a terminar. Não é assim que deve ser.”

Vollering teve de contentar-se com o terceiro lugar, mas desta vez dificilmente se podem apontar as suas táticas como causa da derrota… a avaliar pelo seu próprio relato. “É uma pena, mesmo, que só tenham visto os últimos 50 quilómetros, porque desde o início rodámos muito forte e de forma dominante como equipa”, disse após a meta. “Antes de chegarmos ao circuito local, fizemos cada subida a fundo. Por isso é muito infeliz, para todos, que isso não tenha sido mostrado.”

Sinal de um problema mais complexo

No caso específico da Amstel Gold Race, a responsabilidade poderá recair sobre o organizador, já que a corrida masculina também não foi transmitida na íntegra no último fim de semana, embora os homens tenham tido muito mais tempo de antena. Mas a diferença torna-se bem mais evidente noutras provas.

Em Paris-Roubaix ou na Volta à Flandres, a corrida masculina foi visível do início ao fim, mas a feminina? Essa transmissão só arrancou após a chegada dos homens. Knetemann não esconde a insatisfação e considera que os horários de emissão continuam atrás da evolução da modalidade.

“Toda a gente também é vaga sobre quem tem de pagar. Mas que há quem não queira pagar, parece-me claro. Já passámos há muito a fase do ambiente em torno da corrida feminina, em que tinham de implorar de joelhos para poderem correr aqui. O ciclismo feminino é certamente tão belo como o masculino. As mulheres trabalharam muito para isso, mas vê-se o retorno de forma paupérrima nesta corrida.”

“Tomas Contte impõe-se ao sprint na primeira etapa do GP O Jogo/Leilosoc”


Fotos: Miguel Pereira/O Jogo

Tomas Contte é o primeiro líder da 14.ª edição do Grande Prémio O Jogo/Leilosoc. O ciclista argentino de 27 anos da Aviludo-Louletano-Loulé foi o mais forte no sprint que decidiu a etapa inaugural.

A jornada de 138,2 quilómetros partiu de Mêda rumo ao Sabugal. Pelo meio, uma contagem de montanha de segunda categoria e duas metas volantes, em Celorico da Beira e Belmonte, num traçado sem dificuldades de maior para os 105 ciclistas que se apresentaram à partida.

As tentativas de fuga marcaram os quilómetros iniciais, mas o pelotão, atento, não deu tréguas e foi anulando todas as movimentações. Foi já perto da meta volante de Celorico da Beira que escapou um pequeno grupo, do qual se destacou João Martins (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), vencedor da primeira classificação intermédia.

Com cerca de 50 quilómetros percorridos, juntaram-se a João Martins o colega Diogo Narciso, João Silva (Feira dos Sofoas-Boavista), Victor Paula (Feirense-Beeceler), Pedro Pinto e Rodrigo Alves (Team Tavira-Crédito Agrícola). O grupo de seis fugitivos chegou a ter uma vantagem de 4m20s sobre o pelotão com 65 quilómetros percorridos.


A vantagem começou a diminuir perante uma perseguição liderada pela Aviludo-Louletano-Loulé e pela Efapel Cycling e os fugitivos acabaram mesmo alcançados dentro dos dez quilómetros finais. Antes disso, João Martins garantiu a camisola laranja (metas volantes) ao ser segundo na última meta volante, atrás de Diogo Narciso, e Rodrigo Alves a camisola azul (montanha).

Apesar dos ataques nos últimos quilómetros, protagonizados por Anicolor-Campicarn e Efapel Cycling, a vitória foi mesmo decidida ao sprint, com Tomas Contte a revelar-se o mais forte, ao fim de 3h28m18s. César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) e Iker Bonillo (Feira dos Sofás-Boavista) completaram o pódio por esta ordem.

Nas contas da geral, tendo em conta as bonificações, Contte, que comanda também nos pontos, é líder com quatro segundos de vantagem sobre Martingil e seis sobre Bonillo. Nas restantes classificações, além de João Martins de laranja e Rodrigo Alves de azul, nota ainda para Duarte Domingues (Credibom-LA Alumínios-Marcos CAR), melhor jovem em prova, e para a Anicolor-Campicarn, melhor equipa, e a Porminho Team, melhor equipa de clube.

O Grande Prémio O Jogo/Leilosoc prossegue esta sexta-feira, com a segunda etapa. A tirada de 155,3 quilómetros vai ligar Lousã (12h) a Vila Nova de Poiares (14h). Pelo meio, três metas volantes (Arganil, Oliveira do Hospital e Vila Nova de Poiares) e uma contagem de montanha de terceira categoria.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“LA VUELTA FEMENINA 26 POR CARREFOUR.ES”


A REGRA QUE NUNCA DEVEMOS IGNORAR: "NA VIDA HÁ COISAS MAIS IMPORTANTES DO QUE A PERFORMANCE"

 

Por: Daniel Peña Roldán

Pontos-chave:

• A amenorreia é um dos muitos problemas de saúde que podem afetar um atleta ao avançar para um nível elevado. Ter uma boa equipa técnica à sua volta é fundamental para evitar esta e outras síndromes que possam estar associadas a perturbações alimentares.

• A campeã mundial em título, Magdeleine Vallières, é uma das muitas ciclistas que falaram publicamente sobre este tema. Na verdade, a canadiana afirma que recuperar a menstruação foi essencial para a progressão desportiva.

• A cientista do desporto e ciclista profissional, Clara Koppenburg, é uma das vozes mais ativas neste debate e tenta partilhar a sua experiência com jovens mulheres para evitar que caiam num círculo vicioso que pode prejudicar a sua saúde a curto, médio e longo prazo.

Historicamente, o desporto tem sido uma atividade de homens, tanto em questões competitivas como científicas. A esfera feminina era sempre relativamente pequena e precária, o que fazia com que os esforços das mulheres passassem despercebidos e os estudos em busca de alto desempenho as ignorassem. Também não ajudava o facto de vários aspetos da saúde das mulheres serem praticamente tabu. Felizmente, a representação das mulheres na sociedade está a aumentar, e isso foi acrescentado ao desenvolvimento do desporto feminino para permitir cada vez mais estudos científicos focados nas mulheres... e que as conversas sobre a sua saúde íntima são tão reveladoras quanto relevantes.

Depois de vencer a camisola amarela no verão passado, a campeã em título do Tour de France Femmes avec Zwift, Pauline Ferrand-Prévot, foi alvo de comentários insidiosos ou até pejorativos devido à sua magra. De repente, o peso de um atleta tornou-se fonte de controvérsia. Outra participante dessa mesma digressão, Clara Koppenburg (1995, Lörrach - Alemanha), decidiu levantar a voz. Com uma licenciatura em Ciências da Atividade Física e do Desporto, culminou os seus estudos com investigação sobre a prevalência de distúrbios alimentares (ou DE) no pelotão feminino... e experienciou as suas causas e consequências na sua própria carne, como contou numa publicação emocional no Instagram. "Quando a publiquei, fiquei surpreendida com o número de raparigas que me contactaram para me dizer que também tinham vivido ou viviam a mesma coisa que eu na altura", diz a ciclista alemã nove meses depois de se ter aberto a outros. "De repente, deixei de me sentir sozinha."

Os EDs eram um tema tabu quando Koppenburg se tornou profissional. "Ninguém falava deles, mas estavam muito presentes no nosso dia a dia. A atmosfera no 'mundo' era muito diferente da atual. Os técnicos pediram-nos para treinar com o estômago vazio, ou quase, para que notássemos uma euforia quando competíssemos com comida no corpo." Os cientistas do desporto em geral, e os nutricionistas em particular, eram 'rara avis' no ciclismo feminino na altura. "Segui o conselho daqueles que pareciam saber mais do que eu. Depois percebi que, à medida que perdia peso, o meu desempenho melhorava. E foi assim que começou o meu círculo vicioso."

Como tantos outros atletas, a corredora alemã entrou numa espiral que a levou a sofrer de DE. "Olhei ao espelho e consegui ver todas as veias do meu corpo, e isso encaixava na minha imagem mental de vencedor do Tour de France. Passei a vida a perseguir o meu 'peso ideal'." No seu pior momento, a sua carroçaria de 1,70 m pesava 42 quilos. "Uma voz interior pediu-me para perder peso e, ao mesmo tempo, senti que a minha família e amigos estavam assustados. Estava sempre sobrecarregado e comecei a agir de forma irracional. Se numa noite fosse hora de um jantar de família, eu colocava migalhas de pão num prato para mostrar aos meus pais e fingia que já tinha comido."

Koppenburg sofria de muitos dos problemas que muitas vezes andam de mãos dadas com a DE, como a amenorreia. "Quando deixei de menstruar, pensei que tinha alcançado algo bom porque era sinal de que era uma verdadeira atleta de alto rendimento, e que depois de muito treino estava finalmente muito bem. Ouvi outras raparigas a queixarem-se de que tinha chegado o período e que isso as ia afetar na bicicleta... e senti-me sortudo por não o ter." Foi mais tarde que percebeu que nem toda a montanha era orégãos. "Algo me dizia que a interrupção do período era um problema que teria de resolver em algum momento, porque podia parar de menstruar para sempre e isso afetava-me em termos de começar uma família no futuro."

Em 2024, a alemã decidiu superar os seus problemas de uma vez por todas. "Só se vive uma vez, e senti necessidade de desfrutar do ciclismo", reflete. "O processo de recuperação de uma disfunção erétil é muito difícil. Requer muito tempo e grande honestidade consigo próprio. Tens de estar totalmente convencido de que queres mudar, porque há muitas vezes em que te sentes mal contigo mesmo." Enquanto ganhava peso, e com isso melhorava a saúde, Koppenburg sentia-se 'punida' pela mota porque alguns aspetos do seu desempenho pioraram. "Andar de bicicleta era o que mais gostava no mundo, e de repente estava a ficar cada vez mais difícil. Ao mesmo tempo, a minha vida tornava-se cada vez mais bonita fora da bicicleta. Senti-me mais feliz, mesmo com o meu desempenho pior. Mas na vida há coisas mais importantes do que a performance."

O seu processo de recuperação terminou quando a amenorreia diminuiu. "Da primeira vez que tive o período outra vez, senti-me sobrecarregada e até assustada. Uma parte de mim acreditava que tinha perdido o controlo do meu peso e do meu corpo; que já não era uma verdadeira atleta. Muito rapidamente, porém, percebi que tinha alcançado algo infinitamente mais importante do que qualquer resultado; que tinha dado um passo gigante para ter uma vida melhor e mais saudável no futuro. Agora, de quatro em quatro semanas, tenho a menstruação como sinal de que estou no caminho certo." Koppenburg compete atualmente na cena do gravel com a Tudor Pro Cycling , após onze anos de estrada, durante os quais completou nove Grandes Voltas, incluindo a La Vuelta Femenina 24 por Carrefour.es (39.º).

Outro excelente exemplo de como é importante para as ciclistas encontrarem o equilíbrio certo entre saúde e desempenho é Magdeleine Vallières. No início da sua carreira desportiva, a canadiana também procurou levar o seu peso ao mínimo possível, falhando a menstruação por causa disso. No ano passado, trabalhou de perto com os técnicos da sua equipa, a EF Education-Oatly, para a recuperar. Conseguiu-o pouco antes do Tour de France feminino, que terminou em 18.º lugar. Dois meses depois, venceria o Campeonato do Mundo realizado em Kigali (Ruanda). "A minha história mostra que a boa saúde é a melhor forma de alcançar o mais alto nível", proclamou numa entrevista ao L'Équipe.

          "Dói-me ver raparigas que sofrem por causa do peso", lamenta Koppenburg. "Para uma jovem atleta evitar EDs, o mais importante é trabalhar com bons treinadores desde o início da carreira. E, se já sofrem de um deles, devem refletir e ser honestos consigo mesmos e com os que lhes são mais próximos para encontrar o apoio necessário para recuperar. A interrupção do período é um sinal barulhento de que o corpo está desequilibrado. A densidade óssea também é um bom indicador; por isso, recomendaria que todos os atletas fizessem um teste DEXA por ano. Análises ao sangue também são uma boa forma de verificar se os níveis hormonais estão em ordem." Estas são formas de evitar entrar numa espiral que pode ser muito prejudicial tanto para quem a sofre na primeira pessoa como para quem o rodeia; um problema para a saúde física e também para a saúde mental, já que, na sociedade atual, admitir um transtorno alimentar pode levar a um ostracismo injusto. "Esta é uma mensagem importante tanto para os ciclistas como para as equipas", enfatiza Koppenburg. "Em situações deste tipo, é muito importante ser compreensivo e próximo daqueles que as sofrem." Vamos ter isto em mente.

Fonte: Unipublic

“Seleção Nacional de Paraciclismo compete na Bélgica e reforça aposta rumo a Los Angeles 2028”


A Seleção Nacional de Paraciclismo vai disputar a segunda ronda da Taça do Mundo, que se realiza em Gistel, Bélgica, entre os dias 28 de abril e 1 de maio. Esta será a segunda prova internacional da época e assume particular importância na conquista de pontos para o ranking das nações, determinante para a qualificação dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

Para esta competição, o Selecionador Nacional, Telmo Pinão, convocou os atletas Flávio Pacheco (H4), Luís Xavier (C5) e Paulo Teixeira (C3, Feira dos Sofás-Boavista), que irão competir nas provas de contrarrelógio individual e prova de fundo.

Os três atletas encontram-se desde ontem em estágio, no Anadia Sports Center, em Anadia, até ao próximo sábado, dia 25 de abril, para preparar a competição. Viajam para a Bélgica neste mesmo dia.

Para além do foco nos resultados coletivos, a participação portuguesa visa também a obtenção de desempenhos individuais relevantes, com vista à integração de atletas no Projeto Paralímpico Los Angeles 2028.

 

Itália com a maior comitiva de sempre

 

Após a etapa belga, a Seleção Nacional seguirá para a terceira e última ronda da Taça do Mundo, em Abruzzo (Itália), entre os dias 7 e 10 de maio. Para esta competição, Portugal apresenta uma comitiva alargada, composta por seis atletas – Flávio Pacheco (H4), Luís Xavier (C5), Luís Jejum (H2, Europcar Associação Salvador), Miguel Castro (H1, Europcar Associação Salvador), Ricardo Mendes (C4, Paredes / Reconco) e Felismina Gomes (WH5, Europcar Associação Salvador), acompanhados por quatro elementos de staff.


Esta será a primeira vez que a Seleção Nacional de Paraciclismo se apresenta numa competição internacional com um número tão elevado de atletas, bem como de equipa técnica, refletindo o crescimento sustentado da modalidade em Portugal e o reforço da aposta federativa no alto rendimento.

Um ano de afirmação e oportunidade

 

Segundo Telmo Pinão, “este é um ano de afirmação na luta pela conquista da primeira vaga para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028. Nesse sentido, procuramos não só competir ao mais alto nível, mas também proporcionar a um maior número de atletas a oportunidade de integrar competições internacionais, seja para adquirirem experiência, seja para efeitos de classificação internacional”.

O responsável técnico sublinha ainda que “alguns dos atletas agora convocados poderão, ainda durante este ano, reunir condições para solicitar a sua integração no Projeto Paralímpico”, acrescentando que “existem outros atletas já identificados que poderão vir a representar a Seleção Nacional no futuro próximo”.

Com uma estratégia focada no desenvolvimento sustentado e na maximização de oportunidades competitivas, a Seleção Nacional de Paraciclismo continua a consolidar o seu caminho rumo a Los Angeles 2028, reforçando a sua presença e ambição no panorama internacional.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua no arranque do Grande Prémio O Jogo / Leilosoc”


A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua inicia hoje a sua participação na 14.ª edição do Grande Prémio de Ciclismo O Jogo / Leilosoc, prova que decorre até domingo, dia 26, com quatro etapas em linha entre Mêda, Sabugal, Lousã, Vila Nova de Poiares, Castanheira de Pêra e Paredes. Ao longo de quatro dias, a equipa volta a uma competição exigente, marcada por diferentes perfis de etapa e diversas oportunidades para a equipa.

A corrida arranca em Mêda, com partida às 13h00 e chegada ao Sabugal, num percurso de 138,2 km. A segunda etapa parte da Lousã às 12h00, com destino a Vila Nova de Poiares, ao longo de 155,3 km. Trata-se de uma jornada particularmente próxima de Mortágua, passando por Oliveira do Hospital, terra onde se localiza a sede do Grupo Tavfer.

No sábado, disputa-se a etapa mais curta, mas também uma das mais duras, com partida e chegada em Castanheira de Pêra, num total de 132,2 km. O desfecho da corrida acontece no domingo, em Paredes, com partida e chegada na Praça José Guilherme, num percurso de 137,3 km, com duas subidas novas que podem fazer a diferença na luta pela vitória.

A formação apresenta um alinhamento sólido e equilibrado, com Francisco Morais, Francisco Alves, Bruno Silva, Daniel Dias, César Martingil, Leangel Linarez, Gonçalo Carvalho e Ángel Sanchez, numa equipa preparada para disputar a corrida com ambição, consistência e espírito coletivo.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

“Óbidos Cycling Team/ Grupo Rolo/ Sunlive Group com estreia internacional na 68ª Volta às Astúrias/ Júlio Alvarez “Mendo” (Espanha), de 23 a 26 de abril”


Depois da estreia como equipa Continental UCI na Volta ao Alentejo, o Óbidos Cycling Team/Grupo Rolo/Sunlive Group, vai a partir de hoje e até domingo, fazer a sua apresentação internacional participando na consagrada Volta às Astúrias/ Júlio Alvarez “Mendo”, em Espanha.

O convite para a presença na prova, está muito ligada ao facto da equipa Óbidos Cycling Team/Grupo Rolo/Sunlive Group, ter na sua estrutura dois corredores asturianos. O ovetense, como se apelidam os naturais de Oviedo, também conhecidos por Carbayones (Carvalhões), Eduardo Pérez-Landaluze e o vallisoletano (Valladolid) José Manuel Guttierez, dois corredores em que a equipa deposita grandes esperanças para uma classificação que deixe cartaz por terras de Espanha e fazer outras corridas este ano e regressar em 2027.

No seio da Óbidos Cycling Team/Grupo Rolo/Sunlive Group, está o Santanderino, José Manuel Gutierrez, o seu corredor mais experiente da equipa, que em 2021, representando a equipa da Gios, conquistou o Prémio Montanha da Volta às Astúrias batendo Vítor de la Parte e Pierre Latour ambos da Total Direct Energie.

A “Asturiana” tem quatro etapas, todas em linha, num total de 605,7 quilómetros, num traçado que percorre o Principado de lés-a-lés com costa, montanha e vales, com a tirada inaugural a ser corrida ao redor dos Picos da Europa, tendo como ponto central a capital da região, Oviedo, onde a prova vai começar amanhã e terminar no domingo.

Para além da equipa do Óbidos Cycling Team/Grupo Rolo/Sunlive Group marcam presença mais 16 equipas, num total de 119 corredores, com relevância para as equipas World Tour, Movistar e UAE/Team Emirates/XRG, quatro Pro Team, todas de Espanha e dez team do Escalão Continental e a Seleção de Espanha de Amadores, dirigida por Alexandre Valverde.

Apesar de não “visitar” este ano a famosa ascensão aos Lagos de Covadonga, a Volta às Astúrias tem um traçado muito exigente, com a primeira etapa a apresentar seis contagens do prémio da montanha, de um total de quinze que a corrida engloba.

A edição do ano passado foi ganha pelo espanhol Marc Soler (UAE/Team Emirates/XRG) que suplantou o seu compatriota Txomin Juaristi (Euskaltel/Euskadi), que em 2023 foi segundo na Volta a Portugal, tendo o terceiro sido o francês Alexis Guerin, da equipa portuguesa Anicolor/Tien 21.

Na apresentação da prova, uma das grandes novidades feita pela organização foi a do regresso da transmissão em direto da prova através da Televisión del Principado de Asturias (TPA), uma medida que tem o apoio o Executivo autonómico, numa perspetiva de promoção turística e de difusão da marca Alimentos del Paraíso.

 

Declarações

 

Micael Isidoro (diretor desportivo): “Estivemos em janeiro no Dubai, mas ainda como equipa de cçube. O termos dois asturianos na equipa foi determinante para o convite e depois por o organizador conhecer o nosso trabalho. Vamos procurar a fuga do dia em todas as etapas e conseguir uma vitória numa classificação secundária além de procurar colocar um corredor nos vinte primeiros”.

Eduardo Pérez-Landaluze (corredor): “Estou muito motivado depois da Volta ao Alentejo e por esta ser a volta da minha terra, sendo a quarta vez que a vou fazer. O objetivo é lutar por uma camisola de uma classificação secundária. Somos sete asturianos e vamos ter a família e os amigos a puxar por nós”.

 

Corredores da equipa do Óbidos Cycling Team/Grupo Rolo/Sunlive Group

 

Jeremy Smith (19 anos/ Austrália/ trepador), Stian Landsberg (19 anos/ África do Sul/ rolador), Adrià Franquesa (22 anos/ Espanha/ trepador), Petros Mengs (24 anos/ Eritreia/ trepador), Eduardo Pérez-Landaluze (27 anos/ Espanha/ rolador), Bruno Maceiras (31 anos/ Portugal/ trepador) e José Manuel Gutierrez (37 anos/ Espanha/ trepador)

Etapas

A 68ª Volta às Astúrias tem um total de 605,7 kms, divididos por quatro etapas em linha: Etapa 1 | Oviedo – Benia de Onís (155,5 km), Etapa 2 | Llanes – Pola de Lena (140,8 km), Etapa 3 | As Figueiras – Vegadeo (157,2 km) e Etapa 4 | Lugones – Oviedo (152,2 km).

Equipas presentes

Na sua estreia internacional à Óbidos Cycling Team/ Grupo Rolo/ Sunlive Group, junta-se mais dezasseis equipas, sendo de destacar a presença da Movistar e a UAE/Team Emirates/XRG, do World Tour, formando um total 17 equipas: World Tour (2): Movistar Team (ESP), UAE Team Emirates - XRG (UAE), Pro Teams (4): Burgos Burpellet BH, Caja Rural - Seguros RGA, Euskaltel-Euskadi e Equipo Kern Pharma (todas de Espanha), Continental Teams (10): EuroCyclingTrips - CCN (USA), Nu Colombia (COL), Team Storck - MRW Bau (GER), Óbidos Cycling Team (POR), AVC Aix Provence Dole (FRA), MENtoRISE Teem CCN (ROM), CLN - Kosova (KOS), Victoria Sports Pro Cycling (PHL), REMBE | rad-net (GER) e Lokomotiv Manas (KYR) e Seleções Nacionais (1): Espanha.

 

Portugueses e corredores de equipas lusas no pódio da Volta às Astúrias

 

1º- Fabian Jeker/SUI (Milanessa/MSS-2003)

2º- Tiago Machado (Riberalves/Boavista-2009), Sérgio Sousa (Barbot/Efapel-2011). Juan Horrach/ESP (Milaneza/MSS-2001) e Xavier Tondo/ESP (LA/MSS-2008)

3º- José Martins (Coelima/Benfica-1974), Bruno Pires (LA/MSS-2008), Hernâni Broco (LA/Rota dos Móveis-2011), João Benta (Rádio Popular/Boavista-2017), Ricardo Mestre (W52/FCPorto-2018). Alexis Guerin/FRA (Anicolor/Tien21-2025).

 

Fonte: Equipa ciclismo Óbidos Cycling Team

quarta-feira, 22 de abril de 2026

“MBH Bank CSB Telecom Fort readmitida na Volta à Hungria apesar de investigação por doping pendente envolvendo um dos seus ciclistas”


Por: Miguel Marques

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Na semana passada, o público foi informado de que o profissional húngaro Bálint Makrai, da MBH Bank CSB Telecom Fort, acusou positivo num controlo antidopagem fora de competição. A descoberta não passou despercebida e a organização da Volta à Hungria retirou de imediato o convite à equipa da casa para a corrida 2.Pro, invocando a sua política de tolerância zero ao doping. Agora, porém, a decisão foi revertida e a MBH Bank regressa à lista de participantes.

A mudança de posição surge após o que os organizadores descreveram como discussões construtivas com todas as partes envolvidas, incluindo o diretor desportivo Antonio Bevilacqua. Segundo o organismo operacional do evento, a Vuelta Sport Office, a equipa apresentou garantias suficientes do seu compromisso com o fair play e a competição limpa.

Foi central para a revisão da decisão a suspensão imediata do corredor em causa, a par do compromisso de cooperar de forma plena e transparente com a investigação em curso. Makrai testou positivo ao esteroide anabolizante Dianabol num controlo fora de competição a 30/3/2024. Desde então, Makrai foi suspenso provisoriamente pela sua equipa, enquanto aguarda o resultado da amostra B.

Após a notícia do resultado analítico adverso, o diretor de prova Károly Eisenkrammer confirmou inicialmente a exclusão da MBH Bank CSB Telecom Fort, citando o compromisso histórico do evento com a integridade e a responsabilidade de salvaguardar a credibilidade da competição. Essa posição, contudo, foi reavaliada face à resposta interna célere da equipa. Com a decisão revertida, 19 equipas alinham na 47ª edição da Volta à Hungria, incluindo a única formação profissional do país.

“Resultados 3a etapa da Volta aos Alpes 2026: Tom Pidcock regressa de lesão em grande! Britânico vence após captura tardia numa etapa marcada por queda massiva”


Por: Miguel Marques

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Tom Pidcock escolheu o timing perfeito na 3ª etapa da Volta aos Alpes 2026, sprintando para a vitória após uma captura dramática da fuga nos metros finais, num dia já marcado pelo caos e pela dureza desde o quilómetro zero.

O britânico desferiu uma aceleração seca nos metros decisivos para bater Tommaso Dati e Egan Bernal, coroando uma etapa neutralizada logo no início após uma queda massiva que envolveu cerca de 30 corredores.

 

Queda inicial redefine a corrida

 

O dia entrou em desordem quase de imediato após a partida oficial, com uma queda de grande dimensão a obrigar a organização a interromper temporariamente a prova. Vários ciclistas abandonaram, incluindo Lorenzo Finn, baixa sensível para a Red Bull - BORA - Hansgrohe depois de o jovem italiano ter iniciado o dia em sexto da geral e segundo na classificação da juventude.

Retomada a corrida, o pelotão encolheu rapidamente na subida inaugural ao Hofmahdjoch / Passo Castrin, onde a Red Bull voltou a impor controlo e a neutralizar uma série de ataques prematuros.

 

Oomen e Rafferty dão vida à etapa

 

O movimento-chave do dia surgiu no topo dessa primeira ascensão, quando Sam Oomen e Darren Rafferty se destacaram para formar uma fuga a dois, sólida e bem afinada.

A dupla construiu perto de dois minutos de vantagem e manteve-se firme na parte central da etapa, colaborando bem no traçado ondulado e somando segundos de bonificação no sprint intermédio em Tenno. Atrás, o pelotão foi subindo a pressão, com a Red Bull a ditar o ritmo enquanto a diferença começava a cair à entrada dos últimos 30 quilómetros.

A corrida voltou a juntar-se já dentro dos quilómetros finais, com a fuga a ser finalmente absorvida a pouco mais de 4 km da meta, depois de ver a margem erodida quilómetro a quilómetro.

A partir daí, o foco virou-se de imediato para os candidatos à geral. Egan Bernal atacou dentro dos últimos três quilómetros, enquanto Ben O'Connor também mexeu, esticando um pelotão reduzido. Apesar das acelerações, não se abriu qualquer corte decisivo, deixando um grupo seleto para discutir a etapa ao sprint.

 

Pidcock fecha com chave de ouro

 

No final, Pidcock foi o mais rápido. O líder da Q36.5 Pro Cycling Team lançou o sprint no momento certo, a cerca de 300 metros do final, resistindo a Dati para assinar um triunfo de peso após a recente queda na Volta à Catalunha. Bernal completou o pódio, enquanto Aleksandr Vlasov foi quinto, num dia em que a classificação geral permaneceu muito compacta.

Depois do sprint de abertura na 1ª etapa e do triunfo na chegada em alto de Giulio Pellizzari na 2ª etapa, o 3º dia voltou a sublinhar o caráter imprevisível desta edição da Volta aos Alpes.

A queda inicial, a solidez da fuga e as mexidas tardias na geral combinaram-se para produzir mais uma etapa agressiva e aberta, com a classificação ainda totalmente em aberto à entrada dos dois derradeiros dias.

“Londres deve acolher o primeiro contrarrelógio por equipas de sempre da Volta a França Feminina na Grande Partida de 2027”


Por: Miguel Marques

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A Volta a França Feminina 2027 arranca em Inglaterra e terá três dias de competição no país antes de regressar a França. A organização confirmou que a etapa com partida e chegada em Londres será um contrarrelógio coletivo, disputado nas ruas da metrópole europeia.

Enquanto o percurso masculino começa em Edimburgo e desce para Carlisle, Liverpool e Cardiff para os finais das etapas 1, 2 e 3, o percurso feminino arrancará em Leeds a 30/7/2027, com o Yorkshire a acolher o Grande Partida. A 1ª etapa ligará Leeds a Manchester; o segundo dia fará a ligação entre Manchester e Sheffield e o terceiro dia de corrida foi agora confirmado como um contrarrelógio coletivo na capital, Londres.

Será um momento histórico para a prova feminina e também para o Reino Unido, que recebe uma parte significativa de um dos maiores eventos do ciclismo. “O contrarrelógio coletivo é, desde sempre, um dos formatos mais entusiasmantes e espetaculares do ciclismo, e estamos muito orgulhosos de que o primeiro da história da Volta a França Feminina avec Zwift tenha lugar em Londres”, afirmou a diretora de prova Marion Rousse na apresentação.

 

The Mall, Tower Bridge e London Eye no percurso

 

Embora o traçado do contrarrelógio coletivo ainda não seja totalmente conhecido, já se sabe que passará por vários ícones de Londres, com o pelotão feminino a competir no coração da cidade. A meta deverá estar instalada em The Mall, enquanto o itinerário incluirá passagens pela Tower Bridge, London Eye e Houses of Parliament.

No ano passado, Pauline Ferrand-Prévot conquistou o título na corrida francesa, que este ano começa na Bretanha (Vagnes) e termina já nos Alpes, na estância de esqui de Châtel.

“Resultados La Flèche Wallone 2026: À patrão! Paul Seixas conquista o Mur de Huy apesar de susto com queda a meio da prova”


Por: Miguel Marques

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Paul Seixas transformou a adversidade numa afirmação decisiva na La Flèche Wallone 2026, superando uma queda inicial para vencer no Mur de Huy e confirmar o estatuto de força emergente mais entusiasmante do ciclismo.

O francês de 19 anos assinou um esforço perfeitamente cronometrado na subida final, lançando o movimento decisivo nos derradeiros metros para distanciar os rivais e garantir um triunfo notável na sua primeira participação na corrida.

 

Fuga do dia anima a 1ª metade do dia

 

A prova seguiu um guião conhecido nas fases iniciais, com uma fuga de seis homens a usufruir de liberdade limitada enquanto o pelotão mantinha o controlo apertado. Sjoerd Bax, Andreas Leknessund, Jardi van der Lee, Alan Jousseaume, Jakub Otruba e Vincent Van Hemelen formaram o movimento inicial, mas a vantagem nunca ultrapassou os três minutos, com as equipas principais a gerir a corrida sempre com o Mur de Huy em mente.

A UAE Team Emirates - XRG esteve entre as mais ativas no pelotão, impondo um ritmo constante, mas controlado, que foi aumentando gradualmente a pressão à entrada do circuito local. Lidl-Trek, Tudor e INEOS também colaboraram na dianteira.

 

Corrida parte-se com quedas de candidatos

 

A dinâmica mudou com a intensificação do ritmo nas voltas finais, quando uma série de quedas baralhou o pelotão e redefiniu a lista de candidatos. O antigo vencedor Marc Hirschi foi um dos forçados a sair da luta, enquanto Guillaume Martin, Warren Barguil e Diego Ulissi também ficaram envolvidos em incidentes. Julian Alaphilippe, tricampeão da prova, cedeu por dificuldades físicas.

O próprio Seixas não foi imune ao caos. O favorito à partida terá caído mais cedo na corrida e, mais tarde, foi visto com o braço ensanguentado, um momento que lançou dúvidas sobre as suas hipóteses antes do desfecho decisivo.

Já na fase final, Andreas Leknessund atacou a solo a partir dos remanescentes da fuga inicial, segurando temporariamente o pelotão à medida que se aproximavam os momentos-chave. O esforço do norueguês terminou, porém, na Côte de Cherave, onde o ritmo no pelotão foi demasiado alto para que qualquer ataque vingasse, preparando o duelo esperado no Mur de Huy.

 

Seixas controla o Mur de Huy e vence com autoridade

 

Um grupo reduzido de favoritos chegou junto à base da última subida, com a colocação a ser crucial quando o ritmo abrandou brevemente nos primeiros metros. Seixas manteve a calma na frente, rodeado de rivais como Ben Tulett e Benoît Cosnefroy, enquanto a tensão crescia nas rampas duras.

O momento decisivo surgiu no setor final da subida. Após uma primeira aceleração na curva em S, Seixas disparou um segundo movimento, mais potente, nos derradeiros metros, finalmente quebrando a resistência dos adversários. Tulett não conseguiu responder, enquanto Mauro Schmid e Cosnefroy também cederam, permitindo ao jovem francês isolar-se para uma vitória memorável. O suíço acabou por ser 2º, com o britânico a completar o pódio.

Numa corrida que foi crescendo até explodir no Mur de Huy, Seixas mostrou ter a resiliência e a potência explosiva exigidas para vencer um dos finais mais específicos do ciclismo.

Depois de um dia marcado por quedas, pressão e colocação, o desfecho resumiu-se a um único esforço decisivo e, no Mur de Huy, ninguém conseguiu igualar Paul Seixas.

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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