sábado, 18 de abril de 2026

“Andar de bicicleta sem capacete ou fazer uma infração pode dar multa? As regras que muitos desconhecem e que podem sair caras”


Por: José Morais

A bicicleta ganhou espaço nas cidades portuguesas. É económica, sustentável e, para pequenas deslocações, muitas vezes mais rápida do que o carro. Mas há um detalhe que continua a surpreender muitos utilizadores: apesar de não exigir carta de condução, pedalar implica cumprir o Código da Estrada na íntegra.

Infelizmente, nas nossas estradas apesar de muitos automobilistas não cumprirem as regras de transito nem respeitar os ciclistas, também existe o contrário, e são os ciclistas que não respeitam, colocando em perigo a sua vida, já que são sempre o elo mais fraco.

Em Portugal, os ciclistas são legalmente equiparados a condutores e as bicicletas a veículos. Isto significa que todas as regras aplicáveis aos restantes utilizadores da via pública também se estendem a quem circula sobre duas rodas. E sim, há multas para quem não as respeitar, apesar de muitas vezes as autoridades não atuarem, um ciclista se for autuado, se tiver carta de condução pode ser apreendida, e até retirar pontos.

Para quem ainda tem dúvidas sobre prioridades, capacete, luzes obrigatórias ou circulação em rotundas, reunimos os pontos essenciais e algumas curiosidades que podem evitar dissabores.

 

1. Onde podem circular as bicicletas

 

Os ciclistas podem utilizar a estrada, a berma, ciclovias e, em alguns municípios, faixas BUS (quando autorizado localmente). Já os passeios continuam reservados aos peões, sendo proibida a circulação de bicicletas exceto para crianças até aos 10 anos, desde que não coloquem ninguém em risco.

Tal como os automóveis, as bicicletas só podem usar o passeio para aceder a garagens, edifícios ou estacionamentos.

 

2. Prioridade: a regra é igual à dos carros

 

Com a equiparação legal, os ciclistas seguem a regra geral da prioridade: quem vem da direita tem preferência, salvo sinalização em contrário.

Nas rotundas, podem circular na via mais à direita, mas devem redobrar a atenção: os veículos que circulam mais ao centro e pretendem sair têm prioridade sobre quem segue no exterior.

 

3. Capacete: recomendado, mas não obrigatório

 

É uma das dúvidas mais frequentes. Em Portugal, o uso de capacete não é obrigatório, nem sequer em bicicletas elétricas. A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) já esclareceu este ponto várias vezes.

Ainda assim, é fortemente recomendado e continua a ser o equipamento que mais vidas salvas em caso de queda.

 

4. Sinalizar mudanças de direção

 

Sem piscas, a comunicação faz-se com as mãos. O ciclista deve sinalizar com antecedência sempre que muda de direção, garantindo que os restantes condutores percebem a manobra.

 

5. Semáforos: parar no vermelho é obrigatório

 

Tal como qualquer veículo, a bicicleta tem de respeitar a sinalização luminosa. Passar um vermelho constitui infração e pode resultar em coima.

 

6. Luzes obrigatórias: não é opcional

 

Apesar de muitos não utilizares, e mesmo à noite, entre o anoitecer e o amanhecer ou sempre que a visibilidade esteja reduzida a bicicleta deve ter:

Luz branca frontal, contínua, visível a 100 metros

Luz vermelha traseira, contínua ou intermitente, visível a 100 metros

Refletores: branco à frente, vermelho atrás e âmbar ou branco nas rodas

Em caso de avaria, a bicicleta deve ser conduzida à mão.

 

7. Circular lado a lado é permitido

 

É possível circular em pares, desde que não comprometa a segurança nem dificulte o trânsito. Dentro das localidades, o ciclista pode ocupar toda a faixa, embora deva manter-se o mais à direita possível.

 

8. Passagens para velocípedes: prioridade garantida

 

Quando existe sinalização própria, os condutores devem ceder passagem aos ciclistas que atravessem a faixa de rodagem.

 

9. Telemóvel e auriculares: as mesmas regras dos carros

 

Falar ao telemóvel enquanto se pedala é proibido. O uso de auriculares só é permitido num ouvido, para garantir que o ciclista mantém perceção sonora da envolvente.

 

10. Condução correta e transporte de cargas

 

Os pés devem estar nos pedais e as mãos no guiador, exceto para sinalizar. As rodas devem manter contacto com o solo. Para transportar objetos, é obrigatório utilizar suportes adequados, como cestos, alforges ou reboques.

 

11. Seguro de bicicleta

 

Outro dos pontos importantes que muitos esquecem, é o seguro, apesar de não ser obrigatório, deve o ciclista que anda na estrada possuir o mesmo, de responsabilidade civil, para algum percalço que possa surgir, mas também de acidentes pessoais, já que coloca a saúde do ciclista segura.

 

Porque estas regras importam

 

Portugal tem assistido a um aumento significativo de ciclistas, mas também de acidentes envolvendo bicicletas. O desconhecimento das regras continua a ser um dos principais fatores de risco. Cumpri-las não é apenas uma questão legal é uma forma de proteger a própria vida e a dos outros.

Para consulta completa do Código da Estrada, podes aceder ao documento oficial da ANSR, e mantenha-se em segurança.

http://www.ansr.pt/Legislacao/CodigoDaEstrada/Documentos/Republica%C3%A7%C3%A3o%20do%20C%C3%B3digo%20da%20Estrada.pdf

“A Volta a Itália 2026 voltará a incluir um decisivo “Quilómetro Red Bull”, alterando as dinâmicas da classificação geral”


Por: Miguel Marques

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A Volta a Itália 2026 recupera uma das suas inovações mais vistosas. O chamado Quilómetro Red Bull regressa após a estreia em 2025, mas com ajustes significativos pensados para elevar ainda mais as apostas na luta pela geral.

A principal mudança introduzida pela organização é a relocalização deste ponto bonificado. Nesta edição, ficará muito mais próximo da meta em 20 das 21 etapas, ficando excluído apenas o contrarrelógio individual da etapa 10. Esta alteração redefine por completo o seu impacto estratégico. Os três primeiros a passar no Quilómetro Red Bull somam bonificações de 6, 4 e 2 segundos, respetivamente, num momento muito mais decisivo do final de cada etapa.

Para lá deste ponto intermédio, o único outro local para recuperar tempo será a meta, onde o vencedor de etapa arrecada 10 segundos de bonificação. Neste contexto, cada passagem pelo Quilómetro Red Bull torna-se um campo de batalha essencial para os candidatos à Maglia Rosa.

A proximidade à linha abre a porta a múltiplos cenários táticos: ataques tardios, acelerações dos favoritos ou manobras coordenadas de equipa para controlar ou fracionar a corrida no momento crítico.

 

A Volta a Itália 2025

 

A influência da iniciativa ficou clara na sua estreia. Isaac Del Toro, segundo da geral e vencedor da classificação de jovens, acumulou 14 segundos de bonificação graças às suas passagens neste ponto.

Este número sublinha como margens mínimas podem revelar-se decisivas numa Grande Volta, sobretudo na primeira metade, quando muitas vezes determina quem lidera a corrida e molda as táticas que daí nascem mais tarde.

Com este redesenho, a Volta a Itália aposta em finais mais incisivos e abertos. Cada etapa ganha peso estratégico, obrigando as equipas a manterem-se atentas até aos quilómetros finais. A luta pela Maglia Rosa promete, assim, ser ainda mais cerrada, com cada segundo a contar e o Quilómetro Red Bull a consolidar-se como um dos elementos mais influentes na configuração da corrida italiana.

“A estrela mais comercial do ciclismo” - Bruyneel e Martin sobre o potencial contrato de ‘8 milhões por ano’ que a UAE tem à espera de Paul Seixas”


Por: Miguel Marques

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Esta semana, apenas a Brabantse Pijl e o Gran Camiño ocuparam a atualidade competitiva, mas os dias mais calmos permitiram destrinçar a semana do Paris-Roubaix e também da Volta ao País Basco, que revelou a nova estrela do ciclismo, Paul Seixas, “a estrela mais vendável” da modalidade segundo Johan Bruyneel e Spencer Martin.

“Ele já era o corredor mais popular, mas isto levou-o a outro nível. Ele é o rei da Bélgica neste momento, Wout Van Aert”, disse Bruyneel no podcast The Move. “Acho que é mais do que merecido. Estávamos todos à espera disto. Mais uma vez, esteve muito forte. Posso dizer que o Pogacar foi talvez mais forte, mas o Van Aert correu com muita inteligência”.

A corrida viu Pogacar e Mathieu van der Poel sofrerem avarias significativas cedo, longe da meta. Van Aert também teve problemas, mas recuperou mais rápido e, no final, teve pernas para atacar o grupo no setor de Orchies e depois aguentar o ritmo de Pogacar durante a última hora de prova no ‘Inferno do Norte’.

“Pessoalmente, continuo a acreditar que o Mathieu van der Poel foi o mais forte na corrida. Mas o Paris-Roubaix é o que é. De repente, colocou-o numa situação em que, quando tens dois minutos de atraso após a Floresta de Arenberg, isso devia ser fim de linha… Foi fim de linha, mas ele ficou muito perto”.

Nos quilómetros finais, van der Poel ainda conseguiu colar-se ao grupo perseguidor, mas ficou a escassos segundos do duo Pogacar–Van Aert, que já liderava a corrida nessa fase. O triunfo de Van Aert trouxe ar fresco a um cenário de monumentos/Campeonato do Mundo dominado pelos mesmos três corredores nos últimos anos.

“Também sou fã do Pogacar, mas sei que quando alguém é dominante e depois não vence, isso mexe com toda a gente. Ok, finalmente alguém o bateu. Também é emocionante”. Spencer Martin estava no lado oposto, a torcer por Pogacar. Um triunfo não só completaria o seu lote de monumentos como abriria a porta a uma provável conquista dos cinco no mesmo ano, algo nunca conseguido, embora tenha sido o primeiro da história a subir ao pódio de todos no mesmo ano, em 2025.

“Quase numa perspetiva perversa, pensei: ‘Quero ver se o Pogacar consegue ganhar todas as corridas em que alinhar em 2026’. Quero ver até onde chega o ridículo. Mas tens razão, é bom que não tenha ganho”.

 

Paul Seixas: Decathlon ou UAE?

 

Na Volta ao País Basco, a prova montanhosa de seis etapas poderia, nas circunstâncias certas, ter visto Paul Seixas, o mais jovem em prova, vencer todos os dias. Apesar da concorrência forte, o francês foi simplesmente inatingível nas jornadas-chave.

Após o contrarrelógio inicial, no qual abriu de imediato um fosso relevante sobre os rivais, “toda a gente percebeu ‘ok, este é o vencedor’. Na segunda etapa, todo o pelotão, todos os rivais, sabiam: ‘Já sabemos quem vai ganhar o País Basco’”, afirma Bruyneel. “Acontecesse o que acontecesse nas etapas, ele estava noutro patamar”.

Depois das Ardenas, as negociações sobre o seu futuro serão retomadas, ainda que nunca tenham parado totalmente. Não são só a Decathlon e a UAE que disputam o seu próximo contrato (o atual termina no final de 2027). Também a Red Bull - BORA - Hansgrohe e a INEOS Grenadiers já estarão envolvidas.

Onde quer que corra, com o talento e potencial que exibe, o custo será elevadíssimo. Segundo a dupla, com acesso ao agente de Seixas e às conversas de bastidores, o valor em cima da mesa iguala o salário de Tadej Pogacar: 8 milhões de euros por ano.

“Acho que, pelo país de onde vem e pela qualidade que tem, pode ser, pelo menos pelo seu potencial, a estrela mais vendável do ciclismo”, defende Martin. “Mas são 8 milhões por ano. Em cinco anos, é um investimento de 40 milhões de euros”. Justifica-se pagar já este salário a um corredor que ainda não correu uma Grande Volta?

“É demais. Quer dizer, é o que o Pogacar ganha. É ridículo, é demasiado. Se o Pogacar ganha 8 milhões de salário, como justificas 8 milhões para o Paul Seixas?” contrapôs Martin: “Bem, não seria para este ano. Seria para daqui a dois anos”.

Há, no entanto, nuances. As equipas de topo têm dificuldade em contratar novas estrelas, quase todas presas por contratos longos. Quem conseguir assinar Seixas deverá segurá-lo por muitos anos e, se corresponder ao potencial, será um ativo inestimável para qualquer estrutura.

Só neste inverno, as rescisões contratuais de corredores como Remco Evenepoel (agora Red Bull - BORA - Hansgrohe), Juan Ayuso (agora na Lidl-Trek) e Oscar Onley (que foi para a INEOS Grenadiers) custaram vários milhões, sem contar com salários. Os números no ciclismo nunca foram tão altos e, talvez, esse seja um valor que várias equipas, incluindo a Decathlon, em crescimento e que poderá até contar com o apoio do presidente francês Emanuel Macron, estarão dispostas a pagar.

Mas há riscos óbvios: “Já vimos tantos jovens corredores… Alguns ganharam uma Volta a França quando eram novos. ‘Ah, agora vai ganhar três ou quatro ou cinco’. Nunca mais o voltaram a ganhar. Não digo que seja o caso do Seixas, mas é muito, muito cedo para falar de um contrato desse calibre”.

Em breve haverá novidades e, embora lhe reste um ano e meio de contrato, é praticamente certo que um acordo surgirá antes. “Se fores a Decathlon, não te podes dar ao luxo de falhar isto”, sustenta Martin, chamando-lhe a oportunidade de uma vida para uma equipa que, até há pouco, estava longe das grandes.

“Imagina que poupas, dizes que 8 milhões é demais. Ele vai para a UAE e ganha cinco Tours. Ficas a parecer um idiota, certo?” Só o futuro dirá o que Paul Seixas representará para o ciclismo e com que equipa.

“Todas as nossas bicicletas são cuidadosamente preparadas” - Mecânico da Shimano que forneceu a bicicleta a Tadej Pogacar em Roubaix responde às críticas”


Por: Miguel Marques

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Entre todas as histórias que o Paris-Roubaix pode oferecer, uma das mais invulgares foi a sequência de acontecimentos e declarações sobre o problema mecânico de Tadej Pogacar e o breve uso de uma bicicleta do carro de assistência neutra da Shimano. Durante alguns minutos, foi a bicicleta que salvou a sua corrida, porém, questionado após a meta, os seus comentários foram bastante negativos quanto ao ajuste. O próprio mecânico que entregou a bicicleta a Pogacar nesse dia partilhou a versão da Shimano.

Numa entrevista ao Het Laatste Nieuws, usou o termo “carro de mão” e chamou ainda a bicicleta de “muito desconfortável”, alimentando o debate no pós-corrida. A solução foi necessária quando, a 120 quilómetros do fim, Pogacar teve de parar e não recebeu uma bicicleta de um colega de equipa. “A altura do selim não estava correta e as rodas também não eram adequadas para os paralelos”, disse o Campeão do Mundo sobre a ‘bicicleta azul’ que os corredores recebem frequentemente em situações de emergência, quando os carros das equipas estão demasiado atrás.

Os casos de uso de bicicletas neutras não são muitos, sobretudo entre os principais corredores. Um dos mais recordados ocorreu quase há 10 anos, quando Chris Froome recebeu uma após uma queda perto do topo da subida ao Mont Ventoux em 2016 na Volta a França, mas não conseguiu encaixar os pedais. Hoje, tais incidentes são raros, já que os carros de assistência neutra estão equipados com bicicletas com pedais e outros sistemas de uma grande variedade de fornecedores, garantindo que isso não aconteça.

 

As bicicletas da Shimano estavam preparadas para o incidente de Pogacar

 

“Todas as nossas bicicletas são cuidadosamente preparadas”, assegurou Kevin Poret, o próprio mecânico que forneceu a bicicleta a Pogacar, em entrevista ao Ouest France. Provavelmente tinha um problema mecânico além de um furo. Ter o Campeão do Mundo a precisar de uma bicicleta e em posição de a receber do carro da Shimano é o exemplo máximo do porquê de este veículo estar presente nas corridas.

E assim foi: o Campeão do Mundo voltou à corrida, o que lhe permitiu limitar perdas, ao contrário de Mathieu van der Poel pouco depois, que recebeu uma bicicleta do colega Jasper Philipsen com pedais protótipo diferentes. “Demos-lhe uma bicicleta do seu tamanho, a melhor para ele. E conseguiu retomar rapidamente. Para nós, é essencial que a intervenção seja rápida. E fizemos o nosso trabalho”.

“Resultados Tour du Jura 2026: Decathlon domina no Mont Poupet e Matthew Riccitello mete a terceira em 2026”


Por: Miguel Marques

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Matthew Riccitello desferiu um ataque tardio no momento perfeito para vencer o Tour du Jura 2026, arrancando nas rampas decisivas do Mont Poupet para garantir o triunfo à frente do colega de equipa Léo Bisiaux, com Jordan Jegat a completar o pódio.

Num percurso novamente definido pela chegada em subida íngreme, a corrida seguiu um guião conhecido antes de ser decidida na escalada final seletiva, onde Riccitello foi o mais forte quando mais importava.

 

Fuga ganha vantagem antes de os favoritos assumirem o controlo

 

Após uma fase inicial animada e fragmentada, seis corredores acabaram por destacar-se para formar a principal fuga do dia. Antoine Raugel, Theo Delacroix, Victor Jean, Hugo Lennartsson, Quentin Bezza e Remi Lelandais construíram uma vantagem que chegou aos três minutos quando a corrida entrou na segunda metade.

A movimentação pareceu sempre mais oportunista do que decisiva num percurso desenhado para premiar os melhores trepadores na parte final do dia, e o pelotão manteve-a sob controlo. A TotalEnergies e a Decathlon CMA CGM assumiram a dianteira do grupo, impondo um ritmo estável e garantindo que a diferença nunca se tornasse incontrolável. Com as subidas decisivas ainda por vir, a expectativa era de que a corrida se resolvesse muito mais perto da meta.

 

Côte de Thesy provoca seleção e a corrida começa a partir

 

A prova começou a ganhar forma na aproximação à Côte de Thesy, onde o ritmo aumentou e se fez a primeira seleção real. A fuga começou a ceder sob pressão, com Victor Jean a destacar-se como o mais forte entre os atacantes iniciais, arrecadando a classificação da montanha e prosseguindo a solo.

Atrás, o pelotão afinou rapidamente com a aceleração. Decathlon CMA CGM, Groupama - FDJ United e TotalEnergies estiveram em evidência à medida que a diferença diminuía e se formava um grupo reduzido de favoritos.

Entre os melhor colocados seguiam Riccitello, Jegat e o campeão em título Guillaume Martin, um sinal claro de que a corrida caminhava para um duelo final entre os trepadores mais fortes em prova.

Quando Jean ficou isolado na frente, a cerca de 25 quilómetros da meta, a sua vantagem já estava ameaçada, com os perseguidores e o pelotão a aproximarem-se rapidamente à entrada da fase decisiva.

 

Mont Poupet decide e Riccitello desferra o ataque vencedor

 

A corrida decidiu-se, em última análise, nas rampas do Mont Poupet, onde os últimos elementos da fuga foram absorvidos e os favoritos assumiram o protagonismo. Um grupo dianteiro reconfigurado formou-se na aproximação à subida, com Mattéo Vercher e Louis Rouland a deterem brevemente a dianteira, mas o seu movimento cedeu à medida que a inclinação aumentava e a perseguição atrás se intensificava.

Riccitello atacou nos quilómetros finais da ascensão, no momento em que a corrida se reagrupava, abrindo de imediato um fosso que se revelou decisivo. Sem organização eficaz na perseguição, consolidou a vantagem para selar um triunfo controlado no topo.

Atrás, a Decathlon CMA CGM sublinhou a sua força no final, com Léo Bisiaux a garantir o segundo lugar, enquanto Jegat venceu o sprint pelo terceiro depois de integrar o grupo perseguidor na subida.

A vitória de Riccitello prolonga a sua sólida forma de início de época e confirma-o como um dos trepadores mais eficazes neste nível, com o Tour du Jura a premiar, uma vez mais, uma gestão perfeita do esforço na ascensão decisiva.

“Alejandro Marque não esquece Portugal e acredita em Ezequiel Mosquera - "Ele é muito bom"


Por: Ivan Silva

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Vencedor da Volta a Portugal em 2013, Alejandro Marque destaca chegada de Ezequiel Mosquera à organização e recorda ligação natural entre Galiza e Portugal.

Alejandro Marque acredita que a Volta a Portugal entra numa nova fase organizativa com a chegada de Ezequiel Mosquera. O antigo vencedor da principal prova do calendário nacional mostrou confiança no trabalho do galego e considera que a corrida passa a contar com alguém experiente e profundamente ligado ao ciclismo ibérico.

Em declarações à agência Lusa, Marque sublinhou o conhecimento que tem de longa data sobre Mosquera e não escondeu a admiração pelas suas capacidades fora da bicicleta.

"Eu conheço o Ezequiel desde há muitos anos e sei o profissional que é. A nível organizativo, sei que é muito bom. Na Volta, ganharam um grande organizador. Não é português, mas passou parte da sua carreira ali", vincou o vencedor da edição de 2013.

Retirado da competição desde 2022, o antigo ciclista marcou presença nos últimos dias n’O Gran Camiño, onde conduziu convidados integrados na caravana da prova galega. Curiosamente, essa corrida também é organizada por Ezequiel Mosquera, agora responsável pela realização da próxima Volta a Portugal.

Ao recordar a forte ligação entre corredores galegos e o ciclismo português, Marque reconheceu que competir em Portugal sempre representou uma oportunidade importante para muitos atletas da região vizinha.

"Portugal sempre foi uma boa oportunidade para nós", admitiu.

A conversa contou ainda com a intervenção espontânea de Gustavo César Veloso, bicampeão da Volta a Portugal e atual diretor desportivo da Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua. Ao ouvir o tema, o também galego resumiu a proximidade entre os dois territórios com humor.

"Passas o Minho de um lado para o outro e não sentes a diferença", atirou Gustavo Veloso.

Alejandro Marque sorriu e concordou de imediato, considerando que aquela definição traduzia bem a realidade vivida durante anos entre as duas margens da fronteira.

Apesar do entusiasmo em regressar ao ambiente da Volta a Portugal, o antigo corredor admite que a presença na edição de 2026, marcada entre 5 e 16 de agosto, não será fácil. Atualmente dedicado ao seu negócio, explica que o verão coincide com uma fase particularmente exigente em termos profissionais.

"Gostaria imenso de estar aí, sinceramente. Seria um prazer para mim. Mas é uma altura do ano em que, no meu trabalho atual, é época de muitíssimo trabalho e vai ser difícil. Mas é verdade que estou a dever uma visita e tenho de ir aí para ver ex-colegas e todos", disse.

Hoje Marque é proprietário de uma loja de bicicletas, e reconhece que a rotina empresarial pouco tem a ver com os tempos em que competia ao mais alto nível.

"A vida de empresário é difícil. Antes, podia gerir o tempo de outra maneira. Treinava e ficava com a parte da tarde meio livre. Agora, na loja, sabes quando abres e não quando fechas. É diferente", comparou.

Mesmo com uma vida distinta da que teve no pelotão, garante que a retirada foi encarada com naturalidade e sem o vazio que muitos antigos profissionais sentem quando deixam de competir.

"Pensei que ia encarar a reforma pior. Gosto de ver as provas, mas o que sinto mais falta é não ter mais tempo para andar de bicicleta, que é o que a mim me faz feliz. Dei-me conta que isto era um trabalho, mas também é um hobby", continua.

Aos 44 anos, Marque olha para trás com satisfação por uma carreira longa, inteiramente construída em equipas portuguesas. Foram 18 temporadas num pelotão onde deixou marca e onde encontrou realização pessoal e profissional.

"O ciclismo, para mim, é muito gratificante. Pode chegar a ser duro, com os treinos e estágios, mas quando estás em competição tudo é harmonia de gente, apoio, resultados e essa recompensa, às vezes, de todo o trabalho que há por detrás", destaca.

Nem os momentos mais difíceis apagaram essa ligação ao desporto. Pelo contrário, Marque considera que ultrapassar lesões, quedas e contratempos ajudou a reforçar ainda mais o valor da profissão que decidiu abraçar.

"Também é bonito esse caminho de recuperar, desses reveses ou de uma lesão e "voltar a triunfar"."

"Isso também faz parte do desporto e acredito que nos torna ainda mais fortes. Essa é uma faceta que é própria da vida. No final, é levantar-se e seguir em frente", explicou.

Entre memórias, reconhecimento e os novos desafios, Alejandro Marque continua ligado ao ciclismo e a forma como fala da Volta a Portugal mostra que essa ligação ao nosso país está longe de desaparecer.

“Resultados 5a etapa do Gran Camiño 2026: Alessandro Pinarello estreia-se a vencer como profissional na consagração de Adam Yates; Peña e Nych no top 10”


Por: Miguel Marques

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Adam Yates confirmou a vitória final no Gran Camiño 2026 após uma tirada controlada na etapa derradeira, na qual Alessandro Pinarello sprintou para o triunfo a partir de um grupo selecionado na subida a Monte Santa Trega.

O último dia decorreu como previsto, com a corrida a decidir-se num confronto direto entre os candidatos à geral após uma longa perseguição para anular a fuga inicial.

 

Fuga anima a fase inicial antes de as equipas da geral assumirem

 

Uma movimentação forte com Gorka Sorarrain, Sinuhe Fernandez, Diego Uriarte e Rafael Reis marcou a primeira metade da etapa, chegando a construir uma vantagem próxima dos dois minutos.

Contudo, sem perigo para a classificação geral, o pelotão manteve a calma e foi subindo o ritmo à medida que se aproximavam as subidas decisivas. O ponto de viragem surgiu na segunda passagem pelo Alto da Valga, onde o trabalho continuado da Movistar Team começou a desmontar a fuga.

 

Corrida explode no Alto da Valga

 

Com a intensificação da velocidade, a corrida fracionou-se sob pressão. Ataques de George Bennett e Jon Castellon esticaram ainda mais o grupo, mas nenhuma das investidas foi autorizada a consolidar-se, com as equipas da geral a impor controlo.

No topo, a fuga já estava reduzida e depois neutralizada, formando-se um grupo selecionado de favoritos antes da descida. A aproximação à subida final teve uma breve fase tática, com Castellón a tentar isolar-se uma última vez antes de ser alcançado por Carlos Canal.

Atrás, os principais candidatos reagrupavam-se, com a Team Visma | Lease a Bike e a UAE Team Emirates XRG a posicionarem os seus líderes. Nota para Ivan Romeo que, após ter trabalhado mais cedo, ficou sem companheiros na fase decisiva, enquanto os rivais mantiveram apoio ao entrar na última ascensão.

A subida decisiva a Monte Santa Trega começou com Kevin Vermaerke a impor um ritmo forte para a UAE, reduzindo rapidamente o grupo aos mais fortes. Yates manteve-se sereno, marcando os movimentos-chave à medida que o grupo se reduzia a um punhado de candidatos.

 

Pinarello vence a etapa e Yates garante a geral

 

Já dentro dos últimos dois quilómetros, Yates acelerou para tentar distanciar os rivais, mas Jorgen Nordhagen, Alessandro Pinarello e Ivan Romeo resistiram.

Seguiu-se um grupo de quatro homens a discutir a etapa no último quilómetro, com Pinarello a ser o mais rápido, batendo Nordhagen e Yates, enquanto Romeo foi quarto. Jesus David Penã (Efapel) e Artem Nych (Anicolor) colocaram as equipas portuguesas no top 10 da jornada.

Embora tenha falhado o triunfo de etapa, a exibição de Yates bastou para garantir o título final, confirmando a superioridade mostrada na etapa rainha e fechando o Gran Camiño de forma controlada.

“Guilherme Duarte é o primeiro líder da Taça de Portugal de Esperanças 2026”


Guilherme Duarte (Inovocorte Cycling) impôs-se na primeira prova da Taça de Portugal de Esperanças 2026, que arrancou este sábado, em Vila Velha de Ródão, dando início a um fim de semana de jornada dupla.

Destinada aos escalões de sub-23 e juniores, esta competição voltou a afirmar-se como um palco privilegiado para a afirmação de jovens talentos do ciclismo nacional, reunindo um pelotão de 69 corredores em representação de várias equipas nacionais e internacionais.

A primeira jornada levou o pelotão até ao interior do país, num percurso o exigente de 88,8 quilómetros, com partida e chegada prevista para o centro da vila, num traçado seletivo e marcado por diversas dificuldades ao longo do percurso.

A corrida começou a um ritmo elevado, com as primeiras movimentações ofensivas a surgirem cedo. Logo ao quilómetro quatro, formou-se uma fuga composta por Vicente Azevedo (Inovocorte Cycling), Rodrigo Abreu (Landeiro|Matinados|Matias&Araújo) e Francisco Cordeiro (Clube Desportivo Pataiense).


A corrida entrou numa fase decisiva depois de completados os primeiros 50 quilómetros, aquando da primeira passagem por Vila Velha de Ródão, momento em que a fuga foi anulada. A exigência do percurso voltou a fazer-se sentir na subida seguinte, com o pelotão a partir-se em vários grupos, até que um reduzido lote de corredores assumiu a frente de corrida.

Foi desse grupo reduzido que Adrián Pacho (AGD Supermercados Froiz) lançou um ataque, isolando-se na frente. A Pacho juntaram-se Guilherme Duarte (Inovocorte Cycling), Bruno Lopes (Porminho Team Sub23), Rafael Soares (Stª. Maria Feira/Moreira/Bolflex/E.Leclerc) e Gonçalo Amaral (Technosylva Rower Bembibre Cycling Team), formando, a 10 quilómetros da meta, o grupo que viria a discutir a vitória.

A decisão foi ao sprint, com Guilherme Duarte a impor-se na linha de meta, vencendo esta primeira prova da Taça de Portugal de Esperanças ao fim de 2h20m23s. Gonçalo Amaral foi segundo classificado, com o mesmo tempo do vencedor, enquanto Rafael Soares completou o pódio, a seis segundos.

O ranking da Taça de Portugal de Esperanças reflete a classificação do dia, com Guilherme Duarte a assumir a liderança. Entre os juniores, o melhor em prova foi Simão Pedrosa (Tensai/Sambiental/Santa Marta), oitavo. Coletivamente, a formação da Earth Consulters/Maia/Frutas Monte Cristo foi a melhor entre os sub-23, enquanto a Blackjack-Bairrada se destacou como a equipa mais forte da jornada, vencendo a classificação coletiva e impondo-se entre os juniores.

A competição prossegue neste domingo, com a segunda prova, na Sertã. O percurso de 91,3 quilómetros, inserido no Grande Prémio da Sertã, tem início agendado para as 11h e chegada prevista para as 13h30.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Diogo Narciso oitavo na Taça do Mundo de Pista em Hong Kong”


Foto: Arquivo FCP

Diogo Narciso, único representante do dia da Seleção Nacional, terminou em oitavo na prova de omnium da segunda ronda da Taça do Mundo de Pista UCI, em Hong Kong, este sábado.

O dia começou com o jovem ciclista luso a garantir um lugar na final do programa de omnium com um sexto lugar na segunda manga de qualificação. Seguiram-se as exigentes quatro provas que compõe o omnium: scratch, tempo race, eliminação e corrida por pontos.

Diogo Narciso brilhou na corrida tempo, tendo sido segundo classificado, mas não conseguiu manter o nível no scratch (19.º) e na eliminação (21.º). Na corrida por pontos, somou 52, tendo terminado em oitavo lugar na classificação final, com 95 pontos.

“Fizemos um resultado muito bom num programa exigente. Saímos satisfeitos com o desempenho global, mas poderíamos ter feito ainda melhor. Realizámos excelentes provas no tempo race e na corrida por pontos, mas não fomos felizes no scratch e faltou competência inicial na eliminação, o que dificultou a subida na geral”, explicou Gabriel Mendes.

“À entrada para a última prova estávamos no 16.º lugar e terminámos em 8.º. Pela atitude, esforço e empenho na luta pelo melhor resultado para o país, o Diogo está de parabéns pelo que fez hoje em pista”, concluiu o Selecionador Nacional.

O lugar mais alto do pódio foi ocupado pelo neerlandês Philip Heijnen, que amealhou 156 pontos para garantir a medalha de ouro. A luta pelas restantes medalhas foi renhida, com o japonês Kazushige Kuboki (148 pontos) a assegurar a prata e o britânico Matthew Bostock (137 pontos) a fechar o pódio com o bronze.

Para este domingo, último dia de competição, está reservado o omnium feminino, com Daniela Campos, e a estreia da dupla João Martins e Gabriel Baptista na prova de madison.

 

CLASSIFICAÇÃO COMPLETA

Programa da Seleção Nacional (Horas de Portugal Continental)

Domingo, 19 de abril

 

03h02: Omnium Feminino - Qualificação Heat 1 (Daniela Campos)

03h19: Omnium Feminino - Qualificação Heat 2 (Daniela Campos)

05h06: Madison Masculino - Qualificação Heat 1 (J. Martins/G. Baptista)

05h52: Madison Masculino - Qualificação Heat 2 (J. Martins/G. Baptista)

09h00: Omnium Feminino - Scratch (1/4)

09h43: Omnium Feminino - Tempo Race (2/4)

10h04: Madison Masculino - FINAL

11h12: Omnium Feminino - Eliminação (3/4)

12h01: Omnium Feminino - Pontos (4/4 - FINAL)

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“ATIVIDADE VAI ABORDAR A EVOLUÇÃO DO EDIFÍCIO DO MUSEU DO CICLISMO JOAQUIM AGOSTINHO “


No âmbito da iniciativa “À Descoberta do Turismo Industrial”, realiza-se na manhã do próximo dia 26 de abril (das 10h30 às 12h00) a atividade “Memória, Movimento e Indústria: Do Refeitório da Casa Hipólito ao Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho”.

Trata-se de uma visita a este museu que convidará os participantes a descobrir um espaço onde duas histórias se cruzam: a do refeitório dos operários da Casa Hipólito, que foi um local de encontro, pausa e partilha no quotidiano fabril, e a da epopeia do ciclismo nacional, personificada na figura inspiradora de Joaquim Agostinho.

Na atividade revelar-se-á como a bicicleta passou de invenção utilitária a símbolo de liberdade, mobilidade e superação. Ao mesmo tempo, explorar-se-á a vida e a carreira de Joaquim Agostinho, figura maior do desporto português.

As inscrições para a participação na atividade “Memória, Movimento e Indústria: Do Refeitório da Casa Hipólito ao Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho”, as quais são gratuitas, mas estão limitadas a um número de 25, devem ser efetuadas pelo n.º de telefone: 261 310 740; ou pelo email: mc.joaquimagostinho@cm-tvedras.pt

Fonte: Câmara Municipal Torres Vedras

“Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Gonçalo Carvalho destaca-se na etapa rainha de O Gran Camiño”


A etapa rainha de O Gran Camiño, com chegada em alto no Alto de Cabeza de Meda, ficou marcada por um dia muito duro, com vários ataques na fase final e um andamento muito elevado até à linha de meta. A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua voltou a mostrar-se competitiva numa jornada exigente, com Gonçalo Carvalho a fechar no 30.º lugar, a 4m44s do vencedor, depois de ter lutado pela melhor posição com o apoio da equipa.

Numa subida final extremamente seletiva, com rampas de até 20%, Gonçalo Carvalho conseguiu manter-se entre os melhores até à penúltima ascensão, fruto de um trabalho coletivo muito consistente. A equipa voltou a demonstrar espírito de sacrifício, combatividade e união numa etapa decidida ao mais alto nível.

 

Declaração de Gonçalo Carvalho:

"Boas sensações na etapa rainha deste Gran Camiño! Consigo estar com os melhores até à penúltima subida, onde eu e o Ángel trabalhamos juntos para chegar o mais perto possível da frente da corrida à última subida. Uma subida muito dura, com rampas a 20%, onde me sentia bem. Dei o meu máximo em busca do melhor lugar possível para mim e para a equipa."

A última etapa de O Gran Camiño conclui-se em terras galegas, com partida nas Neves e chegada em Monte Trega, num percurso de 154,7 quilómetros que promete uma combinação de paisagens deslumbrantes e exigência técnica.  A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua segue agora para a derradeira etapa com motivação renovada, depois de mais uma demonstração de qualidade, entrega e espírito coletivo em território galego.

 

Classificação da 4º etapa

Xinzo de Limia - Alto de Cabeza de Meda (145.7 km)

1º. Adam Yates (UAE Team Emirates XRG), 3h37m18s

30º. Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 4m44s

36º. Angel Sanchez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 6m36s

60º. Simão Lucas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 16m14s

65º. Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 17m53s

94º. João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 27m53s

95º. Lois de Jesus (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 28m00s

DNFº. Diego Lopez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua)

 

Classificação Geral

1º. Adam Yates (UAE Team Emirates XRG), 11h01m54s

35º. Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 13m14s

40º. Angel Sanchez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 15m32s

58º. Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 25m41s

81º. Simão Lucas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 39m28s

90º. João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 42m57s

97º. Lois de Jesus (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 51m07s

DNFº. Diego Lopez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua)

 

Classificação da Juventude

1º. Jrgen Nordhagen (Team Visma | Lease a Bike), 11h02m28s

10º. Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 25m07s

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

“Gonçalo Costa sobe ao 8.º lugar da Geral na Volta Castelló”


Gonçalo Costa subiu ao 8.º lugar da Classificação Geral da Volta Castelló, após a segunda etapa, continuando a ser o português mais bem colocado em prova. O corredor da Seleção Nacional de Estrada Sub-19 ganhou algumas posições face ao primeiro dia. Já Rodrigo Jesus voltou a ter azar, com um furo a menos de 10 quilómetros da meta, mantendo-se na 15.ª posição da geral. Depois dos infortúnios de quinta feira, esta jornada trouxe bons indícios, visto que todos estiveram bem.

O francês Jules Catil foi quem venceu esta sexta-feira ao sprint, em Moncofa, após 94,3 quilómetros que começaram em Altura. Contudo, é a Seleção da Bélgica que continua a liderar a competição, com Seff Van Kerckhove, que tem 37 segundos de vantagem para Gonçalo Costa e 01m42s para Rodrigo Jesus.

Depois de um primeiro dia marcado por inúmeros contratempos, os quatro atletas da Seleção Nacional que alinharam hoje – Gonçalo Costa, Rodrigo Jesus, Guilherme Ribeiro e Rodrigo Afonso – apresentaram-se mais consistentes nesta segunda tirada. Todos fizeram uma boa etapa e todos passaram a contagem de montanha do dia, de segunda categoria, na frente, entrando na primeira secção de sterrato no grupo principal.

No final da segunda secção de sterrato, a cerca de 10 quilómetros do final, a seleção tinha ainda três homens na discussão da corrida, com Rodrigo

Jesus num grupo de 10 ciclistas, com ligeira vantagem sobre o pelotão. Infelizmente, pouco depois de sair do sterrato, Rodrigo Jesus sofreu um furo na roda de trás e teve de trocar de bicicleta. Com um pelotão muito partido, acabou por ter de esperar pela assistência portuguesa, perdendo mais de um minuto.

Gonçalo Costa, mais uma vez, fez uma etapa bem colocado. No final e mostrando a sua entrega e espírito de equipa, ainda tentou colocar Guilherme Ribeiro para o sprint, que entrou nos primeiros ciclistas do pelotão, na reta da meta, com a intenção de sprintar. Mas uma queda à sua frente não lhe permitiu realizar o sprint.

Quanto a Rodrigo Jesus, “fez tudo bem, mas voltou a ter um azar na parte final, que o impediu de discutir a etapa. Rodrigo Afonso manteve-se no primeiro grupo até ao sterrato, tendo ficado ‘preso’ na primeira secção em algumas quedas e descolado ainda durante essa primeira secção”, explicou Ricardo Senos, Selecionador Nacional de Estrada.

“Continuamos a acreditar que merecemos correr a este nível. Fazemos parte deste pelotão e com o espírito de equipa e a solidariedade que temos tido, mais cedo ou mais tarde, vamos ter mais sorte do nosso lado”, afirmou o técnico da Seleção Nacional.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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