Por: José Morais
A camisola amarela mudou de
dono e, poucas horas depois, o seu antigo portador viu também o Tour de França
escapar‑lhe das mãos. O norueguês
Torstein Traeen, da Uno‑X,
decidiu abandonar a corrida após exames confirmarem a fratura de uma costela,
consequência direta da queda sofrida na descida do Tourmalet episódio que
marcou o fim abrupto de uma liderança tão inesperada quanto histórica para a
equipa.
Dois dias
de glória, seguidos de um golpe duro
Traeen tinha surpreendido o
pelotão ao vestir a amarela durante duas etapas, resistindo ao assédio dos
favoritos. Mas na 6.ª tirada, o ritmo demolidor imposto pela UAE Emirates na
subida ao Tourmalet fez ruir a vantagem do norueguês sobre Tadej Pogacar, que
recuperou naturalmente o comando da geral.
A queda
que mudou tudo
Com a liderança já perdida,
Torstein Traeen tentava minimizar danos na descida, acompanhado pelo colega
Ander Halland Johannessen. Uma ligeira distração numa curva resultou no toque
entre bicicletas e numa queda violenta do ex‑líder.
Apesar de ter sido autorizado a continuar após avaliação médica inicial, as
dores agravaram‑se ao
longo do dia.
O raio‑X realizado no final da etapa
que terminou para Traeen com um atraso superior a meia hora e uma queda para o
28.º lugar da geral confirmou o pior: fratura de costela, lesão incompatível
com os esforços extremos das etapas seguintes.
Decisão
inevitável
A Uno‑X anunciou que o corredor não
partirá para a 7.ª etapa, um percurso plano de 175,1 km entre Hagetmau e
Bordéus. O diretor da equipa, Thor Hushovd, lamentou o desfecho, sublinhando
que Torstein Traeen “proporcionou um momento histórico” ao conjunto norueguês,
mas que “se tornou evidente que não poderia continuar”.

Sem comentários:
Enviar um comentário