terça-feira, 7 de julho de 2026

“Tadej Pogacar cede a liderança após etapa abrasadora: o calor extremo virou protagonista no Tour”


Por: José Morais

Tadej Pogacar enfrentou uma das jornadas mais duras deste Tour de France não por causa das montanhas, mas devido ao calor sufocante que voltou a castigar a França, com temperaturas a rondar os 40 graus. O esloveno, que partiu para a etapa como líder, acabou por perder a camisola amarela depois de uma tirada marcada pela resistência ao clima e pela estratégia das equipas rivais.

 

Um Tour disputado dentro de um forno

 

A onda de calor que atravessa o país tem transformado cada etapa numa batalha adicional. O pelotão rola durante as horas de maior exposição solar, e a tirada desta terça-feira, ainda nos Pirenéus, tornou-se um teste físico extremo.

Logo ao quilómetro zero, Pogacar percebeu que o dia seria diferente:

“Comecei com uma dor de cabeça forte. Pensei que ia ser um dia muito complicado”, admitiu após a chegada.

A equipa UAE tentou minimizar os efeitos do calor com banhos constantes de água fria, passando bidões entre corredores e despejando-os uns sobre os outros para manter a temperatura corporal controlada.

 

Estratégia, desgaste e uma fuga decisiva

 

Com o calor a ditar ritmos mais contidos, a etapa ficou marcada pela estratégia das equipas que apostaram na fuga. A Lidl-Trek, especialmente agressiva, colocou três ciclistas na frente, obrigando o pelotão a gerir esforços.

Pogacar reconheceu que a UAE optou por controlar, sem entrar em esforços desnecessários:

“Sabíamos que, se a Trek colocasse homens na frente, a fuga podia decidir a etapa. Mantivemos a calma e tentámos não gastar energia.”

A estratégia permitiu ao esloveno terminar sem grandes quebras, mas não foi suficiente para segurar a liderança geral, que mudou de dono ao final da quarta etapa.

 

O Tour mais quente dos últimos anos?

 

Com previsões de temperaturas ainda mais elevadas nos próximos dias, cresce a preocupação sobre o impacto do calor extremo no rendimento dos ciclistas e na segurança das etapas. O Tour está a transformar-se numa prova de resistência não apenas física, mas também climática.

“Volta a Portugal 2026 revela primeira grande novidade antes da apresentação oficial”


Senhora da Graça terá dupla ascensão pela primeira vez na história da Volta a Portugal

 

A Organização da Volta a Portugal em Bicicleta vai apresentar oficialmente, esta quarta-feira, 8 de julho, o percurso da 87.ª edição da prova, num evento que terá lugar, a partir das 20h30, no emblemático Alto da Senhora da Graça, em Mondim de Basto.

Antes da apresentação oficial, a Organização revela já uma das grandes novidades da edição de 2026: pela primeira vez na história da Volta a Portugal, o Alto da Senhora da Graça será escalado por duas vezes na mesma etapa, precisamente no penúltimo dia da competição.

Aquela que é uma das montanhas mais míticas do ciclismo português será, assim, palco de um momento inédito na história da prova, numa solução desportiva que promete aumentar a espetacularidade da corrida e que será apresentada em detalhe durante a cerimónia desta quarta-feira.

Como será esta dupla ascensão, quais os percursos escolhidos e que impacto terá esta novidade no desenho da etapa são algumas das questões que serão respondidas durante a apresentação oficial da Volta a Portugal 2026.

A sessão reunirá representantes institucionais, patrocinadores, municípios, equipas, parceiros e diversas personalidades ligadas ao ciclismo nacional, marcando o lançamento oficial da 87.ª edição da prova.

 

Programa

 

20h20 – Fotografia oficial

20h30 – Início da apresentação oficial

21h30 – Encerramento

Local

Alto da Senhora da Graça

Mondim de Basto

A cerimónia será igualmente transmitida em direto na RTP Play, a partir das 20h30.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Mads Pedersen Incendeia o Tour em Dia Escaldante: Foix Assiste à Virada que Tira o Amarelo de Pogacar”


Por: José Morais

O Tour de França viveu uma quartafeira abrasadora no clima e na estrada marcada por uma fuga colossal, uma vitória esmagadora de Mads Pedersen e uma mudança dramática na liderança geral, agora nas mãos de Torstein Træen.

 

Calor sufocante, ritmo explosivo

 

Carcassonne despertou com 38 graus, e o pelotão mal teve tempo de respirar antes de mergulhar numa etapa que prometia fogo desde o quilómetro zero. Movistar e Caja Rural, unidas pelo vermelho de San Fermín, deram o toque folclórico antes da guerra real começar.

Os ataques surgiram de imediato, secos e violentos, até que uma fuga monumental de 34 ciclistas finalmente se consolidou. Entre eles, nomes de peso como Mads Pedersen, Biniam Girmay, Michael Matthews e Kévin Vauquelin. Espanha também marcou presença com força: Castrillo, García Pierna, Oliveira, Molenaar e Nicolau.

Com Pogacar de amarelo e Vingegaard vigilante, mas passivos, a vantagem disparou até aos sete minutos. No sprint intermédio, Girmay e Philipsen somaram pontos enquanto Pedersen reforçava a sua ambição pela camisola verde.

 

A fuga deixa de ser amizade

 

No Col de Coudons, a harmonia evaporou. Tratnik e Vacek apertaram o ritmo, e cada ciclista passou a medir forças individualmente. Movistar tentou incendiar a corrida com sucessivos ataques de Oliveira, Castrillo e García Pierna.

Em Montségur, Castrillo voltou a atacar, acompanhado por Frigo e García Pierna. Foi aí que Torstein Træen entrou no jogo, farejando a possibilidade real de vestir o amarelo virtual. Mads Pedersen, sempre protegido por Simmons e Vacek, mantinha-se como uma sombra ameaçadora: se chegasse à frente, o triunfo seria inevitável.

 

O trem da LidlTrek não descarrila

 

A 24 km da meta, restavam dez sobreviventes na fuga. Simmons e Vacek continuavam a trabalhar como locomotivas para Mads Pedersen, enquanto Træen mantinha o olhar fixo na liderança geral.

A 15 km do fim, Foix ainda se escondia, mas a história já estava escrita nas pernas: Mads Pedersen era o mais forte. No caos final, o dinamarquês esperou o instante perfeito e lançou um ataque seco, incontestável, que lhe garantiu uma vitória brilhante três anos depois do seu último triunfo no Tour.

Atrás dele, Castrillo e Frigo tentaram quebrar o domínio da LidlTrek, mas a equipa americana manteve um controlo frio e impecável. Raúl García Pierna, gigante na reta final, conquistou um valioso terceiro lugar.

 

Um Tour a ferver e não só pelo calor

 

A etapa prometia surpresas e cumpriu: vitória esmagadora, fuga histórica e mudança na liderança geral. O Tour está quente, muito quente e não apenas por causa dos termómetros.

“Hamburgo: Oito portugueses em acção num fim-de-semana de mundiais”


A quinta etapa do Mundial de Triatlo de 2026 disputa-se em Hamburgo, nos dias 11 e 12 de julho, onde Portugal chega com Vasco Vilaça no topo do ranking mundial, Ricardo Batista no terceiro lugar e ambição reforçada para a estafeta mista que atribui o título mundial e garante apuramento olímpico para Los Angeles 2028.

A prova individual disputa-se no sábado, dia 11 de julho, na distância sprint  (750m/20km e 5km) num dos cenários mais emblemáticos do calendário mundial. Hamburgo é uma das cidades históricas da World Triathlon Championship Series (Mundial de Triatlo).

Portugal chega à Alemanha num momento particularmente forte. Vasco Vilaça parte para Hamburgo no topo do ranking do Campeonato do Mundo, depois de uma primeira metade de época marcada pelas vitórias em Samarcanda e Alghero e pelo segundo lugar em Quiberon. O atleta português tem sido uma das grandes figuras da temporada e procura, em solo alemão, continuar a consolidar a liderança na luta pelo título mundial.

Também Ricardo Batista chega a Hamburgo entre os melhores do mundo. O triatleta português é terceiro no ranking do Campeonato do Mundo, depois de ter conquistado duas medalhas de bronze consecutivas em Alghero e Quiberon, resultados que confirmam a sua afirmação definitiva na elite mundial.

Na prova masculina, Portugal contará ainda com João Nuno Batista e Miguel Tiago Silva, os dois à procura de um lugar em Los Angeles.  A prova masculina arranca às 12h15 de sábado, hora de Portugal continental.

No setor feminino, Portugal será representado por Maria Tomé, Mariana Vargem e Madalena Almeida. Maria Tomé regressa ao circuito mundial depois de uma época em que voltou a demonstrar regularidade internacional, com presença nas etapas de Samarcanda e Alghero. Mariana Vargem chega a Hamburgo depois de um dos resultados mais relevantes da sua carreira, o 8.º lugar em Quiberon, apenas na sua segunda participação numa etapa da World Triathlon Championship Series, reforçando também as opções portuguesas para a estafeta mista. Já Madalena Almeida volta aos maiores palcos do triatlo mundial depois da experiência de Quiberon,

No domingo, Filipe Marques volta a representar Portugal numa etapa do circuito mundial de Paratriatlo. O paratleta português, que compete na categoria PTS5, chega a Hamburgo depois da medalha de prata no Campeonato da Europa de Paratriatlo, em Tarragona, e do 4.º lugar na World Triathlon Para Series de Yokohama. Atualmente entre os melhores do mundo da sua categoria, Filipe Marques terá em Hamburgo mais uma oportunidade para somar pontos e consolidar o seu percurso internacional.

 

CAMPEONATO DO MUNDO DE ESTAFETA

 

O fim de semana de Hamburgo terá ainda um momento de enorme importância competitiva no domingo, dia 12, com a disputa do Campeonato do Mundo de Estafetas Mistas. A prova assume particular relevância no caminho para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, uma vez que a nação campeã mundial garante, desde logo, uma vaga olímpica.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Seleção Nacional de Pista disputa o Europeu de Juniores e Sub-23 na Alemanha”


A Seleção Nacional de Pista vai competir, entre 7 e 12 de julho, (de amanhã a domingo), no Campeonato da Europa de Pista de Juniores e Sub-23, que decorrerá em Cottbus, na Alemanha.

Gabriel Mendes, Selecionador Nacional de Pista, convocou seis corredores para este importante compromisso internacional. São eles os Juniores masculinos Vicente Saraiva (Sardanetas BTT / A.R. Grada) e João Silva (Paredes / Reconco), os Sub-23 masculinos João Martins (Credibom / L.A. Alumínios / Marcos Car) e Gabriel Baptista (Technosylva Rower Bembibre) e as Sub-23 femininas Marta Carvalho (Rio Miera) e Patrícia Duarte (Atum General / Tavira / Madre Fruta).

“Estamos perante um Campeonato da Europa de categorias inferiores à absoluta / Elite, onde a formação desportiva em contexto de alto rendimento é um fator prioritário, com vista à preparação dos atletas para etapas seguintes do seu percurso desportivo”, começou por explicar Gabriel Mendes.

Os atletas presentes neste Campeonato da Europa encontram-se “em fases e ritmos de desenvolvimento diferentes e apresentam diferentes níveis de experiência competitiva. Por isso, cada grupo está a cumprir diferentes etapas do seu desenvolvimento de capacidades e competências, com um foco muito claro no processo de trabalho, sendo que todos têm nesta competição uma oportunidade de desenvolvimento muito importante e única”.

Quanto aos objetivos, “prendem-se, prioritariamente, com a melhoria nos processos de trabalho individuais e da equipa, os quais estão conectados com as variáveis associadas ao rendimento desportivo, no sentido de podermos maximizar o rendimento em competição e o respetivo resultado. Mais do que estabelecer uma meta específica de resultado absoluto, a responsabilidade dos atletas estará no compromisso com o processo onde estão envolvidos, no trabalho, empenho, esforço, sentido competitivo e melhoria contínua, para que representem de forma digna Portugal”, sublinhou o treinador da Seleção Nacional de Pista.

Será uma estreia para os corredores portugueses numa pista que apresenta características muito particulares. O velódromo alemão é uma infraestrutura semicoberta, com piso em betão e um perímetro de 333,33 metros, apresentando um contexto competitivo pouco habitual no panorama internacional da pista. Trata-se de um dos recintos mais emblemáticos e tradicionais da modalidade, cuja configuração exigirá uma adaptação específica por parte dos atletas portugueses, que entram em ação já esta terça-feira.

Programa da Seleção Nacional (Horas de Portugal Continental, os horários poderão sofrer alterações):

 

DIA 1 – Terça-feira (7 de julho)

 

16h40 - Patrícia Duarte | Eliminação S23 F (Final) 18h08 - João Silva | Scratch JM (Final 7,6 km) 18h23 - João Martins | Eliminação S23 M (Final)

 

DIA 2 – Quarta-feira (8 de julho)

 

08h30 - Vicente Saraiva | Eliminação JM (Qualificação - se necessário) 14h38 - Vicente Saraiva | Eliminação JM (Qualificação)

18h35 - Vicente Saraiva | Eliminação JM (Final) 18h53 - Gabriel Baptista | Scratch S23M (Final 10 km)

 

DIA 3 – Quinta-feira (9 de julho)

 

17h16 - Marta Carvalho | Scratch S23F (Final 10 km)

 

DIA 4 – Sexta-feira (10 de julho

 

09h00 - João Silva | Omnium JM (Qualificação - Corrida por Pontos 10 km) 10h52 - João Silva | Omnium JM - Prova I (Scratch 7,6 km)

12h15 - João Silva | Omnium JM - Prova II (Corrida Tempo 7,6 km) 15h32 - João Silva | Omnium JM - Prova III (Eliminação)

16h21 - Patrícia Duarte | Corrida por Pontos S23F (Final 25 km) 18h09 - João Martins | Corrida por Pontos S23M (Final 40 km)

19h09 - João Silva | Omnium JM - Prova IV (Corrida por Pontos 20 km)

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
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