Por: José Morais
Em estágio no Algarve para
preparar a época de 2026, João Almeida assume sem rodeios a ambição de
conquistar uma grande volta. O português da UAE Team Emirates inicia a
temporada em fevereiro, na Volta à Comunidade Valenciana, antes de competir no
Algarve, e define o Giro d’Itália e a Vuelta como os grandes focos do ano.
Depois de considerar 2025 a
melhor época da carreira apenas manchada pela queda no Tour Almeida garante
sentir-se “ainda melhor fisicamente” e confiante para o novo ciclo. A ausência
da Volta à França resulta de uma decisão conjunta com a equipa, que optou por
direcionar o líder português para o Giro, onde pretende lutar pela vitória.
A presença de Jonas Vingegaard
não o intimida: “Ninguém é imbatível. O Giro é imprevisível e temos de pensar
em nós.” Sobre Pogacar, que poderá não ir à Vuelta, desvaloriza qualquer
impacto da sua própria ausência no Tour.
O ciclista destaca ainda a
competitividade crescente do pelotão, com nomes como Pogacar, Vingegaard e
jovens talentos como Lipowitz. No Giro, contará com o apoio de António Morgado,
cuja evolução elogia. A saída de Juan Ayuso, admite, simplificou decisões
internas na UAE.
Mais experiente, Almeida diz
correr hoje com maior consciência estratégica, defendendo a gestão de esforço
que o levou a triunfos como o do Angliru. Sobre a Volta ao Algarve, mantém o
desejo de vencer “a corrida mais importante em Portugal”.
O português deixou ainda
elogios a Rui Costa, recentemente retirado, e votos de recuperação para Rúben
Guerreiro. Ciente das exigências de disputar duas grandes voltas no mesmo ano,
reforça que a preparação mental é decisiva. E, apesar de apontado como favorito
ao Giro, mantém a prudência: “Ser favorito não ganha corridas. Eu quero é
vencer.”
Com humor, reage ao estatuto
de figura maior do desporto nacional: “Motiva-me. Quem sabe, fico um bocadinho
mais perto do Cristiano Ronaldo…”
Subir no ranking, um dos
objetivos.

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