domingo, 23 de agosto de 2026

“Explosão Final em Manosque: Matthew Brennan dispara para a glória enquanto Tadej Pogacar segura o trono da Vuelta”


Por: José Morais

A segunda etapa da Vuelta a Espanha terminou com um golpe de autoridade de Matthew Brennan, jovem britânico da Visma, que encontrou na rampa final de Manosque o cenário perfeito para lançar um sprint demolidor. Num dia marcado por ataques, cortes inesperados e contas ao segundo, Tadej Pogacar manteve a liderança geral, enquanto João Almeida perdeu terreno precioso.

 

Novo relato jornalístico totalmente reescrito

 

A jornada de 202,1 km entre o Mónaco e Manosque ofereceu um enredo digno de grande volta: ritmo alto, ambições cruzadas e uma luta constante pela camisola vermelha. O pelotão partiu com a classificação geral ainda a ferver, depois do contrarrelógio inaugural decidido por centésimos.

O britânico Matthew Brennan, estreante em grandes voltas, mostrou sangue-frio e potência nos metros decisivos, superando o espanhol Pau Miquel e o líder da prova, Tadej Pogacar, que fechou em terceiro, mas reforçou a sua autoridade na classificação geral.

A etapa ganhou intensidade quando Ethan Hayter, derrotado por apenas 0,09 segundos no contrarrelógio, integrou uma fuga de quatro corredores. O britânico da Soudal Quick-Step conquistou seis segundos de bonificação no sprint intermédio, assumindo virtualmente a liderança. Porém, a Visma e a Lidl-Trek não estavam dispostas a ceder terreno e neutralizaram a escapada antes da entrada em Manosque.

Com a estrada a inclinar até 5% na aproximação à meta, o pelotão fragmentou-se. Wout van Aert tentou surpreender com um ataque a dois quilómetros do fim, levando consigo Pogacar e o italiano Alessandro Romele. O trio, contudo, foi absorvido rapidamente, preparando o terreno para um sprint explosivo.

Jordi Meeus lançou o primeiro movimento, mas Brennan respondeu com autoridade, abrindo espaço suficiente para garantir a sua primeira vitória em etapas de uma grande volta um feito que o britânico descreveu como “uma sensação incrível”, destacando o trabalho de equipa e a estratégia delineada para Van Aert.

 

João Almeida perde tempo

 

O português João Almeida não conseguiu integrar o grupo dianteiro nos metros finais e perdeu 18 segundos para Pogacar. Caiu para a 26.ª posição da geral, agora a 40 segundos do líder. Ivo Oliveira terminou mais atrás, ocupando o 96.º lugar.

“Isaac Del Toro fecha a Alemanha com autoridade e reforça estatuto de fenómeno do pelotão”


Por: José Morais

A vitória de Isaac Del Toro na Volta à Alemanha confirmou aquilo que 2026 tem repetido etapa após etapa: o mexicano de 22 anos está a transformar-se numa das figuras mais dominantes do ciclismo internacional. O líder da UAE Emirates segurou a camisola amarela no derradeiro dia, mantendo os 53 segundos de vantagem sobre o francês Louis Barré e fechando a prova com uma exibição de controlo absoluto. O suíço Marc Hirschi completou o pódio.

 

Etapa final sem sobressaltos para o líder

 

O último dia trouxe ritmo alto, ataques dispersos e uma chegada ao sprint, vencida por Paul Magnier. Entre os portugueses, António Morgado voltou a mostrar consistência: foi 11.º, com o mesmo tempo do vencedor, e encerrou a corrida no 19.º posto da geral, a 2.17 minutos do colega de equipa Del Toro.

Logo atrás surgiu Nelson Oliveira, 22.º, a 2.30 minutos.

 

Um ano que já é histórico

 

Del Toro soma agora quatro vitórias em corridas por etapas em 2026 UAE Tour, Tirreno-Adriatico, Tour_Auvergne_Rhone_Alpes e, agora, a Volta à Alemanha.

Mas o resultado que mais ecoou no pelotão foi o 3.º lugar na Volta a França, que o catapultou para o estatuto de revelação da temporada.

 

O que este triunfo significa

 

Ascensão meteórica Del Toro confirma que não é apenas promessa, mas realidade.

Força coletiva da UAE, a equipa volta a dominar provas por etapas com profundidade e estratégia.

Morgado em evolução, campeão nacional mostra regularidade e adaptação ao calendário World Tour.

“Diogo Narciso dá espetáculo e vence 84.º Circuito da Malveira”


Foto: João Calado / Associação de Ciclismo de Lisboa

Diogo Narciso (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) foi o grande vencedor da 84.ª edição do Circuito Ciclista da Malveira, após um ataque nas últimas voltas, que lhe permitiu isolar-se e celebrar a vitória numa das provas mais tradicionais do calendário nacional. As péssimas condições meteorológicas acabaram, no entanto, por impedir a realização das provas de Pista previstas para a tarde.

O 84.º Circuito Ciclista da Malveira voltou a proporcionar uma jornada de ciclismo marcada pela animação e pela competitividade, com Diogo Narciso a assumir o protagonismo na prova de estrada.

Numa corrida disputada ao longo de 35 voltas, Narciso guardou argumentos para a fase decisiva e, nos últimos quilómetros, lançou o ataque que viria a decidir a corrida. O corredor da Credibom-LA Alumínios-Marcos Car - ontem segundo classificado no Circuito de Nafarros -, conseguiu ganhar espaço para o grupo perseguidor e ofereceu espetáculo ao público presente, seguindo isolado para uma vitória alcançada ao fim de 1h33m37s.

Rafael Sousa (Feira dos Sofás-Boavista) foi o segundo classificado, a 33 segundos do vencedor, enquanto Guilherme Mesquita (Feirense-Beeceler) completou o pódio, a 41 segundos. João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), quarto, e Victor Paula (Feirense-Beeceler), quinto, fecharam o top-5.

Entre os Sub-23, Rafael Sousa foi o melhor classificado, à frente de Guilherme Mesquita. Mateus Cardona (Inovocorte Cycling) terminou na terceira posição da categoria.

A jornada estava também destinada a prolongar-se com as provas de Pista, previstas, conforme já é tradição, no programa do 84.º Circuito Ciclista da Malveira. Contudo, São Pedro não colaborou e as condições meteorológicas verificadas não garantiram as exigências necessárias para a realização das competições, levando ao seu cancelamento.

Apesar da alteração forçada ao programa, a prova de estrada voltou a confirmar a tradição e a importância do Circuito da Malveira, numa edição que ficará marcada pelo ataque decisivo e pela vitória em solitário de Diogo Narciso.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Seleção Nacional de BTT fecha Les Gets com foco no Campeonato do Mundo de Val di Sole”


A Seleção Nacional de BTT realizou este domingo as provas de Cross-Country Olímpico (XCO), nas categorias de sub-23 e elites, naquela que foi a sétima etapa da época, a Taça do Mundo de Les Gets, em França. Não foi um dia muito positivo para os portugueses, na competição que terminou hoje, embora tenha sido o “último teste” antes do Campeonato do Mundo de BTT, que vai ter lugar em Itália, já na próxima semana, sendo agora o foco de toda a comitiva.

O dia começou com a prova de XCO da sub-23 feminina Beatriz Guerra, que terminaria em 48.º lugar e a uma volta da vencedora, a italiana Valentina Corvi (Canyon XC Racing), que já na sexta-feira tinha sido a primeira na prova de Cross-Country Curto (XCC). Seguiu-se o sub-23 Tomás Pais, que fez hoje a sua estreia numa etapa da Taça do Mundo, terminando em 82.º lugar, a três voltas do vencedor, o dinamarquês Heby Gustav Pedersen (Wilier-Vittoria Factory Team).


Da parte da tarde foi a vez dos elites entrarem em ação. Na elite masculina, Roberto Ferreira e João Cruz foram os representantes da Seleção Nacional. O primeiro deles terminou em 82.º lugar, a três voltas do vencedor da corrida, o francês Adrien Boichis (Specialized Factory Racing). Já João Cruz terminou na 88.ª posição, a quatro voltas do primeiro classificado.

Uma nota para a elite feminina Ana Santos (Cannondale Factory Racing), que concluiu a prova em 42.º lugar. A portuguesa esteve a representar a sua equipa, mas não deixou de ser mais uma atleta lusa presente nesta importante competição. Gastou mais 11m13s para concluir o percurso do que a vencedora em elites, a suíça Sina Frei (Specialized Factory Racing).


“Não foi um dia positivo para nós, não são os resultados que ambicionamos, mas não fugiram do alinhamento das últimas competições. Os resultados não são os desejados, mas numa competição deste nível, segue um pouco os últimos resultados. Temos de trabalhar no futuro para melhorar, estamos abaixo do que queremos. Todos os atletas se empenharam, mas não conseguiram melhor”, reagiu Mário Costa, técnico responsável pela Seleção Nacional de BTT.

Esta foi a última etapa antes do Campeonato do Mundo de BTT, que vai realizar-se para a semana, entre 26 e 30 de agosto, em Val di Sole, Itália. A comitiva segue já de França para Itália e na terça-feira juntam-se mais seis representantes, cujos nomes serão divulgados em breve.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Adrián Bustamante triunfa no Circuito de Nafarros com emoção até ao final”


Fotos: João Calado / Associação de Ciclismo de Lisboa

O 63.º Circuito de Nafarros voltou a proporcionar uma intensa jornada de ciclismo este sábado, dia 22 de agosto, com Adrián Bustamante (GI Group Holding-Simoldes-UDO) a erguer os braços, batendo Diogo Narciso (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), num emocionante sprint discutido entre os dois. O vencedor da Volta a Portugal, Alexis Guérin (Anicolor / Campicarn), fechou o pódio.

A corrida deste sábado ficou marcada pelo elevado ritmo competitivo, sucessivos movimentos na frente do pelotão e muita emoção ao longo das oito voltas ao percurso. A Efapel Cycling assumiu particular protagonismo durante grande parte da prova, com o seu corredor Diogo Gonçalves a mostrar-se muito ativo e a marcar presença em cabeça de corrida durante largos quilómetros, contribuindo para endurecer e animar uma competição que se manteve aberta até aos momentos decisivos.


No final, foi Adrián Bustamante quem levou a melhor, concluindo as oito voltas em 1h43m41s. Diogo Narciso terminou com o mesmo tempo, enquanto Alexis Guérin completou o pódio, em terceiro lugar, a apenas quatro segundos do vencedor.

Depois de uma corrida de grande desgaste e muito disputada, Diogo Gonçalves, que andou fugido, terminaria na 21.ª posição da Classificação Geral, completando as oito voltas em 1h45m53s, a 2m11s do vencedor.


Entre os Sub-23, o triunfo pertenceu a João Martins (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), que terminou na sétima posição absoluta. Guilherme Lino, da Santa Maria da Feira / Moreira / Bolflex / E.LECLERC, foi o segundo melhor Sub-23, seguindo-se Simão Lucas, da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, na terceira posição.


O Circuito de Nafarros voltou a afirmar-se como uma prova exigente e seletiva, proporcionando um espetáculo competitivo desde os primeiros quilómetros e premiando os corredores que melhor resistiram a uma tarde de constante movimentação. Esta é uma corrida mítica, e que continua a oferecer ciclismo de grande intensidade e emoção, ao longo de 63 edições.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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