quinta-feira, 19 de março de 2026

“UCI coloca ponto final definitivo na polémica licença de Andorra”


Por: Ivan Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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A UCI colocou um ponto final na controvérsia das licenças com uma decisão que afeta diretamente casos como, entre outros, o de Carlos Verona. O organismo internacional deixou claro que os corredores devem tratar a sua licença no país onde residem, fechando a porta a alternativas como a inscrição no país de origem.

Uma deliberação que reforça a posição da Federação de Ciclismo de Andorra e elimina margem para o expediente que alguns profissionais tinham explorado no auge do problema.

Em confronto aberto com a Federação de Andorra, Verona optou por tratar a sua licença em Espanha, decisão que enquadrou como uma questão de coerência pessoal após desacordos com os novos termos financeiros impostos em Andorra.

No entanto, o comunicado da UCI invalida tais manobras. A norma é inequívoca: o critério decisivo é a residência, independentemente da nacionalidade do corredor. Esta leitura sustenta a posição do organismo andorrano e retira suporte a quem tinha escolhido esse caminho alternativo.

 

Como começou o litígio

 

Tudo foi desencadeado por mudanças impulsionadas pela federação, que inicialmente propôs um depósito reembolsável superior a 8 000 € como garantia contra eventuais casos de dopagem. A medida, amplamente contestada no pelotão, acabou transformada numa taxa de licença mais elevada que duplicou o custo.

Verona foi um dos ciclistas mais críticos do processo, questionando tanto o conteúdo como o método. O seu descontentamento, parte de um mal-estar mais amplo entre corredores residentes em Andorra, levou-o a afastar-se da gestão da federação.

 

UCI reforça a posição da federação

 

Longe de permitir interpretações, a UCI reafirmou que a obrigatoriedade de tratar a licença no país de residência se mantém plenamente em vigor. Além disso, o organismo validou todas as licenças já emitidas para a época de 2026, incluindo as geridas sob o sistema anterior.

A revisão revelou ainda que mais de uma dezena de profissionais residentes em Andorra nem sequer estavam inscritos na federação local, situação agora sob escrutínio após a decisão internacional.

 

Caso encerrado, mensagem transmitida

 

Com esta deliberação, a UCI não só encerra a polémica como também envia uma mensagem direta ao pelotão: não há margem para escolher onde obter a licença por conveniência.

Para corredores como Verona, o cenário muda por completo. A regra já não admite interpretações: quem reside num país deve competir com a licença desse país.

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