Por: Miguel Marques
Em parceria com: https://ciclismoatual.com
A hipótese de o ciclocrosse
entrar no programa olímpico dos Jogos de Inverno de 2030 está a ganhar tração.
A semente lançada há meses parece agora florescer, pelo menos após relatos
recentes de conversas construtivas entre o COI e a UCI.
Segundo o Het Laatste Nieuws,
essas conversas positivas aconteceram muito recentemente. Na sequência delas, o
Comité Olímpico Internacional decidiu adiar para o verão a decisão final sobre
a inclusão do ciclocrosse nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2030.
Duas superestrelas do ciclismo
têm aqui um papel relevante: Tadej Pogacar, triplo vencedor da Volta a França e
antigo campeão esloveno de ciclocrosse, e Mathieu van der Poel, sete vezes
campeão do mundo de ciclocrosse.
“Pedimos-lhes que gravassem um
vídeo para enviar ao comité organizador dos Jogos de Inverno de 2030 e também
ao COI”, revelou o diretor desportivo da UCI, Peter Van Den Abeele, em novembro
passado.
Oposição
dos desportos de inverno “tradicionais”
Ainda assim, a UCI sofreu um
revés na sua tentativa de fazer do ciclocrosse uma disciplina olímpica em 2030
quando a Associação das Federações Internacionais de Desportos Olímpicos de
Inverno manifestou oposição à inclusão de modalidades que não se disputam
especificamente na neve ou no gelo: “uma abordagem dessas diluiria o legado e a
identidade de marca que tornam os Jogos Olímpicos de Inverno únicos”, afirmou.
Fontes citadas pelo HLN
indicam também que adiar a decisão é mais positivo do que negativo por uma
razão: mostra que o COI está a levar a proposta a sério, um passo importante
para o sucesso da iniciativa.
O
potencial palco em 2030
Se o ciclocrosse entrar no
programa dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2030, o local proposto poderá ser
familiar aos fãs de estrada: La Planche des Belles Filles, onde Tadej Pogacar
conquistou a Volta a França de 2020 com uma recuperação épica sobre Primoz
Roglic, já que os Jogos decorrerão nos Alpes franceses nesse ano.
Mathieu van der Poel e Wout
van Aert têm atualmente 30 e 31 anos, respetivamente. Se confirmado, ambos
poderão apontar a estreia olímpica da sua disciplina de eleição como uma
despedida simbólica do ciclismo que dominaram durante mais de uma década. Mas (quase)
5 anos é muito tempo e nomes como Thibau Nys e Tibor del Grosso poderão já ter
assumido o trono até lá.
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