quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

“Quem paga? Equipas e organizador da Volta a Itália em disputa sobre os custos da partida búlgara de 2026”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

A Volta a Itália deverá partir no estrangeiro pelo segundo ano consecutivo em 2026, especificamente na Bulgária, o que assinalará a terceira partida fora de portas em cinco edições, após as saídas da Hungria em 2022 e da Albânia em 2025.

A corrida arrancará na cidade búlgara de Nessebar a 08/05/2026. Tal como em 2025, a organização obteve da UCI autorização para começar um dia mais cedo do que o habitual, de forma a acomodar a longa transferência de regresso a Itália antes da 4ª etapa.

 

Quem paga

 

Essa longa transferência implicará naturalmente custos elevados de viagem e logística, e a grande questão é: quem paga todas essas despesas? À data de hoje, a resposta está longe de ser clara.

Segundo notícias do início de dezembro do Il Giornale, a RCS Sport (organizadora da Volta a Itália) entrou numa fase de “diplomacia” com as equipas para tentar resolver o impasse sobre quem deve suportar esses custos.

A Escape Collective adiantou depois que a RCS Sport propôs um contributo de 115 000 € por equipa, além de 5000 € em vales de companhia aérea. A oferta foi rejeitada pelo organismo que representa as equipas, a AIGCP. Uma contraoferta subsequente de 125 000 € por equipa também foi recusada, por ser considerada insuficiente.

As equipas estarão a pedir 160 000 € cada para compensar os custos adicionais, valor que totalizaria 3,68 milhões de euros no pelotão do Giro. A imprensa búlgara estima que a RCS Sport irá receber cerca de 12,5 milhões de euros pela organização da Grande Partenza na Bulgária, pelo que atribuir 160 000 € a cada equipa continuaria a garantir um lucro significativo.

Não é claro se as negociações estão a avançar. Caso não haja solução, o diferendo poderá acabar nas mãos do Professional Cycling Council para arbitragem.

 

Os ciclistas confirmados para a partida da Volta a Itália

 

O traçado de 2026 terá sido desenhado para incentivar os principais nomes a tentarem a dobradinha Giro–Tour. Para já, o plano ainda não convenceu: Tadej Pogacar e Remco Evenepoel descartaram a participação, enquanto Jonas Vingegaard não confirmou oficialmente os seus planos para 2026.

João Almeida será o líder da UAE Team Emirates-XRG na corrida, rodeado por elementos como Adam Yates e Jan Christen (com quem teve um confronto aceso na Volta à Suiça), entre outros.

Outros potenciais candidatos à geral já confirmados para a Volta a Itália são Mikel Landa, Jai Hindley, Giulio Ciccone, Enric Mas, Felix Gall, Ben O'Connor e Santiago Buitrago.

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/quem-paga-equipas-e-organizador-da-volta-a-italia-em-disputa-sobre-os-custos-da-partida-bulgara-de-2026

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