Por: Miguel Marques
Em parceria com: https://ciclismoatual.com
A Volta a Itália deverá partir
no estrangeiro pelo segundo ano consecutivo em 2026, especificamente na
Bulgária, o que assinalará a terceira partida fora de portas em cinco edições,
após as saídas da Hungria em 2022 e da Albânia em 2025.
A corrida arrancará na cidade
búlgara de Nessebar a 08/05/2026. Tal como em 2025, a organização obteve da UCI
autorização para começar um dia mais cedo do que o habitual, de forma a
acomodar a longa transferência de regresso a Itália antes da 4ª etapa.
Quem paga
Essa longa transferência
implicará naturalmente custos elevados de viagem e logística, e a grande
questão é: quem paga todas essas despesas? À data de hoje, a resposta está
longe de ser clara.
Segundo notícias do início de
dezembro do Il Giornale, a RCS Sport (organizadora da Volta a Itália) entrou
numa fase de “diplomacia” com as equipas para tentar resolver o impasse sobre
quem deve suportar esses custos.
A Escape Collective adiantou
depois que a RCS Sport propôs um contributo de 115 000 € por equipa, além de
5000 € em vales de companhia aérea. A oferta foi rejeitada pelo organismo que
representa as equipas, a AIGCP. Uma contraoferta subsequente de 125 000 € por
equipa também foi recusada, por ser considerada insuficiente.
As equipas estarão a pedir 160
000 € cada para compensar os custos adicionais, valor que totalizaria 3,68
milhões de euros no pelotão do Giro. A imprensa búlgara estima que a RCS Sport
irá receber cerca de 12,5 milhões de euros pela organização da Grande Partenza
na Bulgária, pelo que atribuir 160 000 € a cada equipa continuaria a garantir
um lucro significativo.
Não é claro se as negociações
estão a avançar. Caso não haja solução, o diferendo poderá acabar nas mãos do
Professional Cycling Council para arbitragem.
Os
ciclistas confirmados para a partida da Volta a Itália
O traçado de 2026 terá sido
desenhado para incentivar os principais nomes a tentarem a dobradinha
Giro–Tour. Para já, o plano ainda não convenceu: Tadej Pogacar e Remco
Evenepoel descartaram a participação, enquanto Jonas Vingegaard não confirmou
oficialmente os seus planos para 2026.
João Almeida será o líder da
UAE Team Emirates-XRG na corrida, rodeado por elementos como Adam Yates e Jan
Christen (com quem teve um confronto aceso na Volta à Suiça), entre outros.
Outros potenciais candidatos à
geral já confirmados para a Volta a Itália são Mikel Landa, Jai Hindley, Giulio
Ciccone, Enric Mas, Felix Gall, Ben O'Connor e Santiago Buitrago.
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