sábado, 31 de outubro de 2026

“Tadej Pogacar perante decisão crucial: UAE apresenta três caminhos para atacar 2027”


Por: José Morais

Ainda a recuperar da queda que pôs fim antecipado à sua temporada de 2026 na Volta a Espanha, Tadej Pogacar já começou a desenhar o próximo capítulo da carreira. O campeão esloveno revelou que a UAE Emirates-XRG lhe apresentou três possíveis programas competitivos para 2027, cabendo-lhe agora escolher qual o rumo a seguir.

A revelação foi feita durante uma sessão virtual promovida pela plataforma MyWhoosh, a partir da sua residência no Mónaco, que reuniu milhares de participantes. Pogacar explicou que a estrutura da equipa já delineou diferentes cenários para a próxima época, mas garantiu que a decisão está longe de estar fechada.

“Recebi três propostas de calendário e quero estudá-las com atenção. É uma escolha importante e não quero tomar uma decisão precipitada. Tudo deverá ficar definido em dezembro, durante o próximo estágio da equipa”, afirmou o vencedor de cinco edições do Tour de França.

Embora mantenha reserva quanto ao plano final, o líder da UAE deixou claro que algumas provas fazem praticamente parte do seu ADN competitivo. O Tour de França surge novamente como prioridade absoluta, tal como várias clássicas de primavera e o UAE Tour, corrida onde já construiu uma forte ligação ao longo dos últimos anos.

A competição realizada nos Emirados Árabes Unidos poderá, aliás, voltar a marcar o arranque da sua campanha em grandes objetivos. No entanto, existe também a hipótese de antecipar a estreia de 2027 para janeiro, no Tour Down Under, prova australiana onde deu os primeiros passos no WorldTour. Os responsáveis da corrida continuam a trabalhar para garantir a presença de algumas das maiores figuras do ciclismo internacional, entre elas o nome de Pogacar.

 

Tour, Mundial e Vuelta no centro da estratégia

 

Se a primeira metade da temporada continua em avaliação, a segunda parte do ano parece estar muito mais definida. O esloveno pretende concentrar as suas ambições em três grandes metas: Tour de França, Campeonatos do Mundo e Volta a Espanha.

Numa visão cada vez mais clara do que pretende alcançar, Pogacar admite que a Vuelta poderá ganhar prioridade em detrimento do Giro d'Italia, apesar da preferência pessoal pela corrida italiana. A explicação é simples: a prova espanhola continua a ser a única Grande Volta que lhe falta conquistar.

O desafio promete ser particularmente exigente. Depois de tentar alcançar um histórico sexto triunfo na Grande Boucle, seguirá para os Campeonatos do Mundo de Haute-Savoie, num percurso extremamente duro e montanhoso, antes de enfrentar a Vuelta apenas alguns dias mais tarde.

Apesar da exigência física de um calendário desta dimensão, Pogacar não demonstra preocupação com o traçado do Tour de França de 2027. Para o esloveno, a essência da corrida mantém-se inalterável independentemente das cidades escolhidas para as partidas e chegadas.

“O Tour será sempre o Tour. Há montanha, contrarrelógio, vento, jornadas armadilhadas e três semanas de desgaste extremo. É a corrida mais difícil do mundo e obriga-nos a estar preparados para qualquer cenário”, resumiu.

 

Recuperação avança e segurança continua em debate

 

Longe da competição desde o acidente sofrido em Espanha, Pogacar já regressou ao trabalho no rolo e assegura que a recuperação decorre dentro das expectativas. O encontro virtual na MyWhoosh serviu precisamente para quebrar a rotina dos treinos e voltar a interagir com os adeptos.

Ao olhar para o incidente que interrompeu a sua época, o esloveno recusou apontar responsabilidades à organização da corrida, classificando a situação como um episódio típico das exigências do ciclismo de alta competição.

Ainda assim, considera que a modalidade deve continuar a refletir sobre os desafios relacionados com a segurança do pelotão. Com velocidades cada vez mais elevadas e percursos cada vez mais exigentes, Pogacar acredita que existe margem para melhorar procedimentos e condições de corrida, garantindo maior proteção aos atletas das gerações futuras.

Entre a recuperação física, a escolha do calendário e a ambição de completar a coleção das Grandes Voltas, o inverno de 2026 promete ser decisivo para definir o rumo de uma das maiores estrelas do ciclismo mundial.

“Da quase exclusão ao sonho da Vuelta: A impressionante reviravolta da Euskaltel Euskadi”


Por: José Morais

A época parecia encaminhar-se para um desfecho amargo, mas a Euskaltel Euskadi protagonizou uma das maiores recuperações do ciclismo internacional. Quando muitos já davam como impossível a entrada no top 30 do ranking da UCI, a formação basca respondeu na estrada, eliminando uma desvantagem superior a 500 pontos e garantindo uma posição que poderá abrir as portas da próxima Volta a Espanha.

Num espaço de poucos meses, a equipa ultrapassou adversários diretos como a Bardiani CSF Faizanè e a MBH Bank Ballan CSB, terminando no 28.º lugar da classificação. O objetivo era claro: alcançar uma posição que permitisse continuar a sonhar com os convites para as Grandes Voltas e preparar o regresso de um dos maiores símbolos do ciclismo basco, Mikel Landa.

A chegada de Landa, anunciada durante o verão, serviu como um impulso determinante para a estrutura liderada por Pablo Urtasun. A contratação devolveu ambição ao projeto e levou a equipa a traçar um plano agressivo para somar pontos em todas as oportunidades disponíveis no calendário internacional.

Perante um atraso que parecia impossível de recuperar, a Euskaltel abandonou abordagens conservadoras e lançou-se numa autêntica corrida contra o tempo. Os dirigentes analisaram provas em diferentes continentes e decidiram marcar presença em competições menos habituais para as equipas europeias, procurando maximizar cada oportunidade de pontuação.

A aposta levou os ciclistas a destinos tão distantes como Hong Kong, Argélia e Panamá. O risco era elevado, mas os resultados começaram a surgir. Na Argélia, a equipa conquistou uma importante fatia dos pontos necessários para reduzir a diferença para os seus rivais, enquanto as clássicas francesas também se revelaram fundamentais para alimentar a escalada na classificação.

O plano foi executado muitas vezes sob pressão e com decisões tomadas nos dias imediatamente anteriores às viagens. Em alguns casos, questões logísticas e burocráticas só ficaram resolvidas à última hora, refletindo a urgência da missão. Ainda assim, o grupo manteve-se focado e transformou cada corrida numa oportunidade para aproximar o objetivo.

Enquanto os concorrentes diretos seguiam programas mais convencionais, a Euskaltel apostava numa estratégia pouco previsível e altamente ambiciosa. Essa determinação acabou por fazer a diferença nas contas finais, permitindo uma recuperação que poucos julgavam possível quando a equipa ocupava posições distantes do top 30.

Agora, o prémio poderá ser a presença na próxima Volta a Espanha, uma prova que ganha ainda mais significado com o regresso de Mikel Landa às cores da equipa onde se revelou para o ciclismo mundial. Depois de superar um cenário que parecia perdido, a Euskaltel entra numa nova fase com renovadas expectativas e a convicção de que a ousadia foi a chave para transformar um sonho improvável numa realidade.

“Tribunal trava amnistia e recoloca Frederico Figueiredo sob suspensão por doping”


Por: José Morais

A batalha judicial em torno de Frederico Figueiredo voltou a sofrer uma mudança significativa. O Tribunal Central Administrativo Sul decidiu dar razão à Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) e anulou a decisão que tinha permitido ao antigo ciclista beneficiar da amnistia criada no âmbito da Jornada Mundial da Juventude.

O acórdão afasta, para já, a possibilidade de o ex-corredor ver extinta a sanção disciplinar que lhe foi aplicada por irregularidades detetadas no passaporte biológico, instrumento utilizado para monitorizar indicadores fisiológicos dos atletas e identificar eventuais práticas de dopagem.

 

Recurso da ADoP altera rumo do processo

 

A decisão surge após a contestação apresentada pela Autoridade Antidopagem de Portugal à interpretação adotada pelo Tribunal Arbitral do Desporto. Recorde-se que aquele organismo tinha considerado que Frederico Figueiredo reunia as condições legais para beneficiar da amnistia aprovada em 2023, levando ao encerramento do processo disciplinar.

Contudo, o TCAS entendeu que a análise não foi correta e determinou que o caso regresse ao Tribunal Arbitral do Desporto para reapreciação. Assim, a discussão sobre a validade da sanção aplicada ao antigo ciclista continua em aberto, mas sem os efeitos da amnistia que tinha sido anteriormente reconhecida.

 

Justiça considera regime antidopagem incompatível com o perdão

 

Na fundamentação da decisão, os juízes defenderam que o enquadramento jurídico das infrações antidopagem possui uma natureza específica, distinta de outras infrações abrangidas pelo diploma de perdão e amnistia associado à Jornada Mundial da Juventude.

Segundo o entendimento do tribunal, as sanções previstas na legislação antidopagem portuguesa obedecem a regras próprias e inserem-se num quadro internacional de combate à dopagem, razão pela qual não devem ser abrangidas pelo regime excecional aprovado em 2023.

Com esta interpretação, o coletivo de juízes revogou o acórdão arbitral e afastou a aplicação da amnistia invocada pelo antigo corredor.

 

Suspensão de seis anos volta ao centro da discussão

 

A sanção aplicada a Frederico Figueiredo previa um afastamento de seis anos da atividade competitiva, após terem sido identificadas anomalias no seu passaporte biológico.

Além da suspensão, o ex-ciclista perdeu todos os resultados alcançados desde 11 de agosto de 2018, uma decisão que teve impacto direto no seu currículo desportivo.

Entre os principais feitos da sua carreira destacam-se os lugares de destaque conquistados na Volta a Portugal. Em 2022 terminou a prova no segundo posto da classificação geral, venceu uma etapa e arrecadou a camisola da montanha. Dois anos antes, tinha concluído a corrida na terceira posição.

 

Caso continua sem desfecho definitivo

 

A mais recente decisão judicial não encerra o processo, mas representa uma importante vitória para a Autoridade Antidopagem de Portugal. Com o regresso do processo ao Tribunal Arbitral do Desporto, a contestação apresentada por Frederico Figueiredo voltará a ser analisada, mantendo-se viva uma das mais mediáticas disputas disciplinares do ciclismo português dos últimos anos.

“Programa Pista Aberta regressa a 4 de novembro ao Velódromo Nacional de Anadia”


O programa Pista Aberta 2026/2027, promovido pela Federação Portuguesa de Ciclismo, arranca no próximo dia 4 de novembro, no Velódromo Nacional de Anadia, proporcionando aos praticantes da modalidade a oportunidade de pedalar numa infraestrutura de referência do ciclismo nacional.

A nova edição decorrerá até 29 de janeiro de 2027, num total de 21 sessões, realizadas preferencialmente às quartas e sextas-feiras, entre as 18h30 e as 20h30, com algumas exceções previstas no calendário devido a feriados e à realização de competições.

Integrado na estratégia de promoção do ciclismo e de valorização das infraestruturas desportivas, o programa permite aos participantes usufruir da pista em sessões abertas, com acompanhamento técnico assegurado pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

A iniciativa destina-se exclusivamente a ciclistas filiados na FPC, sendo obrigatória a utilização de capacete e de bicicleta de pista, sem travões e de andamento fixo. Os participantes que não disponham de bicicleta própria poderão recorrer ao serviço de cedência de bicicletas, sujeito à disponibilidade existente.

Modalidades de participação e preços

Para facilitar a participação, o programa disponibiliza duas modalidades de acesso: packs gerais, válidos para todas as sessões, e inscrições individuais.

Packs gerais:

40 € - acesso às 21 sessões, sem bicicleta;

50 € - acesso às 21 sessões, com bicicleta.

Sessões individuais:

5 € - participação numa sessão, sem bicicleta;

7 € - participação numa sessão, com bicicleta.

A aquisição de um pack geral permite o acesso a todas as sessões do programa, mas não dispensa a inscrição individual em cada uma das datas em que o ciclista pretenda participar.

As inscrições devem ser realizadas através da plataforma oficial, até às 23h59 do dia útil anterior à sessão, estando a participação limitada a 25 ciclistas por sessão.

O pagamento é efetuado por referência Multibanco, gerada no momento da inscrição.

Calendário Pista Aberta 2026/2027

As 21 sessões estão distribuídas pelos meses de novembro, dezembro e janeiro, de acordo com o seguinte calendário:

Novembro de 2026: 4, 6, 11, 13, 18, 20, 25 e 27.

Dezembro de 2026: 2, 4, 9, 16, 18, 23 e 30.

Janeiro de 2027: 6, 13, 15, 20, 27 e 29.

Todas as sessões decorrem entre as 18h30 e as 20h30.

Inscrições e informações

As inscrições estão disponíveis em:

https://fpciclismo.pt/car/

Para esclarecimentos adicionais, os interessados poderão contactar a organização através do endereço pistaberta@fpciclismo.pt.

A Federação Portuguesa de Ciclismo convida todos os ciclistas filiados a aproveitar esta oportunidade para pedalar no Velódromo Nacional de Anadia, num ambiente de partilha, aprendizagem e prática desportiva.

Consulta o regulamento, escolhe as tuas sessões e vem pedalar na pista!

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Quinta do Lago prepara-se para receber um dos grandes desafios do triatlo nacional”


Por: José Morais

Cerca de duas centenas de atletas vão testar os seus limites na 9.ª edição do The Campus Triathlon, marcada para 8 de novembro, em pleno coração da Ria Formosa.

A Quinta do Lago volta a afirmar-se como um dos principais palcos do desporto ao ar livre em Portugal ao acolher, no próximo dia 8 de novembro, mais uma edição do The Campus Triathlon. A competição, que já se tornou uma referência no calendário desportivo da região, deverá reunir aproximadamente 200 participantes para um desafio que combina resistência, técnica e superação.

Com partida agendada para as 08h30, os atletas terão pela frente percursos desenhados num dos cenários naturais mais emblemáticos do Algarve, entre as paisagens protegidas do Parque Natural da Ria Formosa e as infraestruturas de excelência da Quinta do Lago.

A prova disponibiliza dois níveis competitivos. A distância Sprint inclui 750 metros de natação, 20 quilómetros de ciclismo e 5 quilómetros de corrida, enquanto a variante Super-Sprint contempla 350 metros de natação, 10 quilómetros de bicicleta e 2,5 quilómetros de corrida. Ambas as competições estão abertas aos escalões masculino e feminino.

Destinado a participantes com idade igual ou superior a 14 anos, o evento pretende incentivar a prática desportiva entre atletas de diferentes níveis de experiência, desde amadores a praticantes mais competitivos.

A organização está a cargo do The Campus, centro desportivo de referência da Quinta do Lago, reconhecido pela aposta em instalações modernas e programas orientados para o rendimento, a saúde e o bem-estar. Ao longo do ano, o espaço recebe atletas nacionais e internacionais que procuram condições de treino de elevado padrão.

Além das competições e programas de preparação física, o complexo integra ginásio de alta performance, campos de ténis e padel, piscina, serviços dedicados ao ciclismo, treino personalizado, aulas de grupo e áreas especializadas para recuperação e reabilitação desportiva.

A poucos dias da prova, a expectativa cresce para mais uma jornada que promete aliar competição, natureza e espírito de superação num dos locais mais prestigiados do país para a prática do triatlo.

“Luís Xavier alcança top 10 no Mundial de Paraciclismo de Pista”


Foto: Beatriz Silva (Arquivo)

A Seleção Nacional de Paraciclismo esteve em bom plano esta sexta-feira, no Campeonato do Mundo de Paraciclismo de Pista, que decorre em Apeldoorn, nos Países Baixos, com Luís Xavier a terminar entre os 10 primeiros na final da prova de eliminação da classe C5.

Depois de Luís Xavier e Miguel Pacheco terem garantido o apuramento para a final na véspera, os dois portugueses voltaram à pista para disputar a corrida decisiva. Luís Xavier esteve em evidência ao concluir a prova na nona posição e Miguel Pacheco terminou no 20.º lugar.

“A estratégia passava por colocar o Miguel Pacheco num papel mais ativo na fase inicial da corrida, procurando permitir ao Luís Xavier manter-se mais resguardado para os momentos decisivos. O ritmo extremamente elevado desde o arranque acabou por dificultar a execução desse plano e o Miguel foi eliminado numa fase precoce da prova”, explicou o Selecionador Nacional, Telmo Pinão.

“Já o Luís voltou a demonstrar uma excelente capacidade de leitura da corrida, mantendo-se sempre bem posicionado e integrado no grupo principal. O nono lugar é um resultado bastante positivo, sobretudo tendo em conta que se trata da sua primeira participação internacional em pista, e demonstra que existe uma margem de evolução muito significativa para o futuro”, acrescentou.

A participação portuguesa continua este sábado com a prova de sprint da classe C5, onde Miguel Pacheco e Luís Xavier voltarão a representar as cores nacionais.

 

Programa da Seleção Nacional*

 

Sábado, 31 de outubro

 

9h00 | Sprint (200m Flying Start) - qualificação 16h00 | Sprint - meias-finais

18h00 | Sprint - final Domingo, 1 de novembro 12h00 | Scratch (10 km) - final

*Horários de Portugal Continental.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

Ficha Técnica

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