domingo, 11 de novembro de 2018

“13 CICLOVIAS PARA DESCOBRIR PORTUGAL DE BICICLETA”

É possível descobrir Portugal a pedalar. Se andar de bicicleta é algo que lhe agrada e pretende aliar a prática desportiva ao turismo, estas 13 ciclovias são a melhor opção para descobrir o país, fazer exercício e desfrutar de paisagens incríveis.

Com o aproveitamento de várias linhas ferroviárias desativadas e a transformação das mesmas em ciclovias, ecovias e ecopistas, Portugal tem atualmente muitos quilómetros cicláveis, seja por paisagens rurais ou urbanas.

Andar de bicicleta é uma excelente forma de descobrir o país. Além do benefício para a saúde, é um transporte económico, amigo do ambiente e confere um sentimento de liberdade inigualável.

 

Percorra a galeria e descubra os principais locais para andar de bicicleta, em Portugal

O ramal ferroviário que ligava Valença a Monção foi desativado há vários anos, tendo dado lugar a uma Ecopista destinada ao Cicloturismo e a passeios pedonais, o que fez desta via ecológica a segunda em Portugal a aproveitar antigas linhas ferroviárias - então desativadas. A ecopista tem uma extensão de 17km.

A Linha do Sabor foi inaugurada no ano de 1938 e ligava a Linha do Douro, na Estação do Pocinho, a Miranda do Douro - Estação de Duas Igrejas. Em 1988 a linha foi desativada pela Refer e passados 18 anos, transformada em Ecopista pela Câmara Municipal de Torre de Moncorvo. A ecopista prolonga-se por 25km.

A Ecovia do Rio Lima é constituída por 5 percursos, que se estendem pelas margens que banham os municípios de Viana do Castelo, Ponte de Lima, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez. A ecopista estende-se por 25km.

A ciclovia de Vila Nova de Famalicão é resultado do trabalho de recuperação que a Câmara Municipal fez na antiga linha férrea entre Famalicão e a cidade balnear da Póvoa de Varzim, ao longo de 28Km.

A Linha do Corgo é uma linha de caminho-de-ferro desativada, que unia as localidades de Peso da Régua e Chaves. Os municípios têm vindo a requalificar este percurso, possibilitando assim percorrer e desfrutar da paisagem de bicicleta, durante 6km que ligam Vila Pouca de Aguiar a Pedras Salgadas, mas o objetivo é que futuramente ligue Chaves a Vila Real.

A Linha do Tâmega ligava a estação de Livração (Marco de Canaveses), da Linha do Douro, à estação de Arco de Baúlhe (Cabeceiras de Basto), numa extensão total de 52km. A totalidade da Ecopista situa-se na margem direita do rio Tâmega, às vezes seguindo o rio Tâmega, mas também passando por paisagens urbanas e vinícolas, ao longo de 40km.

A antiga Linha do Dão, desativada, foi transformada na maior Ecopista de Portugal. São mais de 48 quilómetros de Ecopista, assentes no antigo Ramal do Dão e, que unem estes três Concelhos: Viseu, Tondela e Santa Comba Dão.

Marinha Grande tem 14 vias cicláveis ao longo de 35 km. Esta Rede Municipal de Ciclovias da Marinha Grande tem como objetivo primordial potenciar a utilização da bicicleta como modo de deslocação alternativo numa estratégia de mobilidade sustentável, seja para as deslocações casa/trabalho ou casa/escola, seja meramente para fins desportivos ou de puro lazer.

O Ramal Ferroviário de Mora, inaugurado em 1908, foi encerrado em 1990. A Ecopista do Ramal de Mora resulta da conversão deste antigo ramal ferroviário num Percurso pedonal e ciclável. A ecopista tem atualmente 20km, mas pretende-se que futuramente ligue Évora a Mora, num total de 60km.

Ao longo de cerca de 214 quilómetros e com acesso direto a várias praias, a Ecovia do Litoral atravessa o Algarve de um extremo ao outro, através de um corredor verde que liga o Cabo de São Vicente a Vila Real de Santo António, por caminhos próximos do mar que atravessam os 12 concelhos do litoral meridional algarvio.

O Município de Ponta Delgada não se alheou das deslocações em bicicleta e pôs em prática o Plano de Mobilidade Sustentável. Deste Plano Municipal consta o projeto de construção de corredores cicláveis por todo o concelho, particularmente em Ponta Delgada, onde estão já em pleno funcionamento duas ciclovias ao longo da nova Avenida do Mar e na frente marítima da cidade.

A cidade do Funchal começou com uma ciclovia em 2009, que já foi, entretanto, prolongada. Numa terceira fase, a ciclovia irá estender-se até ao centro da cidade do Funchal.

O Dia Mundial da Bicicleta comemora-se a 19 de abril e pretende promover o uso da bicicleta como meio de transporte, por destacar os seus benefícios e por chamar a atenção para os direitos dos ciclistas.

Calce as sapatilhas e descubra o país enquanto pedala por locais que nunca veria se viajasse de carro.

Fonte: Sapo on-line









 

“Taça de Portugal de Ciclocrosse”

Vítor Santos e Isabel Caetano triunfam em Vila Real

Por: José Carlos Gomes

Vítor Santos (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão) e Isabel Caetano ganharam hoje, na categoria de elite, a primeira prova da Taça de Portugal de Ciclocrosse, disputada em Vila Real.

A corrida de elite masculina assistiu a um duelo intenso entre Vítor Santos e Miguel Salgueiro (Sicasal/Constantinos/Delta Cafés). O corredor nortenho acabou por ser mais forte, começando da melhor forma a defesa da Taça de Portugal, que já conquistou o troféu na época transata. Vítor Santos concluiu a prova transmontana com 13 segundos de vantagem sobre Miguel Salgueiro. Seguiu-se, a 3m06s, Roberto Ferreira (BTT Seia).

A regressada Isabel Caetano demonstrou superioridade sobre toda a concorrência na categoria de elite feminina, vencendo a corrida deste domingo com 1m11s de vantagem sobre Marta Branco (Maiatos/Reabnorte). A terceira classificada, a 2m17s, foi a vencedora da passada edição da Taça de Portugal, Daniela Pereira (Saertex Portugal/Edaetech).

Ana Santos (ASC/Focus Team/Vila do Conde) foi a melhor das duas sub-23 femininas em pista. Em juniores impôs-se Diogo Neves (BTT Loulé/Elevis). Os vencedores na categoria de cadetes foram Tomás Sacramento e Mariana Líbano, ambos da equipa Maiatos/Reabnorte.

Nas categorias de veteranos assumiram a dianteira os master 30 Rogério Matos (Rompe Trilhos/Apcar) e Andreia Freitas (BTT Loulé/Elevis), os masters 40 José Pazos (CC Chantadino) e Flávia Vieira (Quinta das Arcas/Jetclass/Xarão), o master 50 António Sousa e o master 60 João Pinto (Boavista/Servigás/Duobike/Nast).

O programa de hoje abriu com a corrida de juvenis, na qual se impôs Tomás Gaspar (Escola BTT de Penafiel Bike Clube).

A segunda corrida da Taça da Portugal de Ciclocrosse também irá realizar-se em Trás-os-Montes, acontecendo em Bragança, no dia 25 de novembro.

Fonte: FPC

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

“Azores Islands Triathlon 2018”

Realizou-se dia 3 novembro o Campeonato Nacional Individual de Triatlo e o CN de Clubes Triatlo de Longa Distância.

Com um número de pessoas acima das expetativas para este tipo de prova, foi Vanessa Pereira, individual, que se sagrou Campeã Nacional Individual de Longa Distância (4km de natação, 120km de ciclismo e 30km de corrida) ao vencer o IX Azores Islands Triathlon que se realizou em São Miguel no passado dia 3 de novembro, com o tempo de 07:42:39.  Céu Coelho, do Sporting Clube de Espinho, foi vice-campeã da distância ao terminar a competição em 07:54:34 e Liliana Veríssimo, do Núcleo do Sporting da Golegã, subiu ao 3º lugar do pódio com 07:55:06.

Na competição masculina José Estrangeiro, do CNATRIL Triatlo conquistou o título de Campeão Nacional Individual de Longa Distância, seguido de João Ferreira, do Estoril Praia Triatlo, que foi vice-campeão com a marca de 06:32:44. Na terceira posição ficou Sérgio Marques, do CNATRIL Triatlo, com 06:35:53.

O Estoril Praia Triatlo venceu competição feminina por clubes, seguido da Associação Académica de São Mamede. Na prova masculina a primeira posição foi para o CNATRIL Triatlo, seguido do Estoril Praia Triatlo e do CPArmada.

«Esta distância, diferente dos anos anteriores, foi escolhida com o duplo objetivo de efetuar o Campeonato Ibérico na distância longa da ETU e fazer uma prova Portugal com o Campeonato Nacional», explica Fernando Correia, vice-presidente para o quadro de competições da FTP. O percurso de natação foi realizado na marinha, com águas calmas, o que permitiu um trajeto rápido. O segmento de ciclismo era duro, com um declive significativo, com dificuldades acrescidas pelas condições climatéricas que se apresentaram nesse dia, principalmente na parte final do percurso em que o denso nevoeiro e a chuva dificultaram a prestação dos atletas, num trajeto que era por si só já difícil por incluir algumas estradas rurais estreitas e com trânsito aberto. Quanto à corrida era maioritariamente plana.

Campeã Nacional Individual de Triatlo na Distância Longa

A vencedora da prova, Vanessa Pereira, conta-nos que desde que a prova foi anunciada há um ano que demonstrou o desejo de a fazer, dado que seria nos Açores, numa altura em que o corpo pede descanso e numa distância que lhe ‘agrada muito’.

«A natação foi feita em 3 voltas, num total de 4km, que na minha opinião tornou esta longa hora menos monótona.» O percurso do ciclismo foi, tal como para outros triatletas, a parte mais difícil de superar. «Durante o ciclismo o mau tempo apareceu e foi marcado por chuva e nevoeiro que não me deixaram pedalar, e sim travar com medo de cair.» E Vanessa acrescenta que ‘foi uma pena pois com sol teria outro encanto’. «No percurso de duas voltas do ciclismo, cada uma de 60km, assentou que nem uma luva na gestão do esforço.»

Vanessa entrou com uma vantagem tranquila na corrida, o que lhe permitiu desfrutar das quatro voltas daquele segmento, fazendo os 30km a motivar outros atletas. «O melhor deste percurso é que não é monótono, uma vez que estamos sempre a ver atletas».

Segundo a opinião da triatleta, esta é uma prova «com muito potencial que precisa de investimento e melhorias, como por exemplo um percurso de ciclismo em estradas principais que tenham melhor pavimento e talvez parcerias com entidades que tornassem a prova mais acessível para os atletas.»

O Campeão Nacional Individual de Triatlo de Distância Longa

Quanto ao vencedor da prova, José Estrangeiro, terminou com a sensação de objetivo cumprido que era vencer individual e principalmente coletivamente para o clube se mantivesse na luta pelo título. «Senti-me bastante bem na natação, consegui impor logo um bom ritmo desde o início, selecionar um grupo. Saí da água com vantagem de 1’30’’ para o João Ferreira.» Estrangeiro conta-nos que apesar de ter ganho algum tempo na primeira volta do ciclismo, na segunda foi obrigado a gerir o esforço, já que as sensações não foram as melhores. «Acabei por sair do ciclismo apenas com 1’20’’ para João Ferreira (o segundo em prova). Na corrida optei por começar num ritmo controlado, já que eram 30km e sabia que ia ser bastante duro, à espera que o João me alcançasse; ele acabou por ganhar algum tempo nos primeiros três quilómetros, mas depois a partir daí comecei a ganhar tempo, cheguei a ter uma vantagem de três ou quatro minutos e a partir daí foi a gerir até ao fim, apesar de neste segmento também não me ter sentido nas melhores condições.»

O triatleta do CNATRIL Triatlo conta que a chuva e o nevoeiro dificultaram um pouco o trajeto do ciclismo que percorria algumas estradas mais secundárias, o que não facilitou a vida aos atletas. No entanto, José Estrangeiro faz um saldo positivo:

«Foi uma boa prova, é uma distância boa de se fazer, que já requer alguma maturidade e experiência, o que constitui um desafio para todos os atletas. Foi uma aposta ganha na minha opinião», conclui.

Segue-se a última prova da época e última etapa do Campeonato Nacional de Clubes de Triatlo de Longa Distância que irá realizar-se no dia 18 de novembro no IV Triatlo Longo de Vilamoura.

Fonte: FTP

Ficha Técnica

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