sábado, 15 de outubro de 2016

“Seleção Nacional/Liberty Seguros”

Portugueses preparados para resistir ao deserto

A Seleção Nacional/Liberty Seguros afinou hoje os últimos pormenores para, amanhã, enfrentar os 257,5 quilómetros da prova de fundo para elite do Campeonato Mundial de Estrada, que irá realizar-se em Doha, Catar, com passagem pelo deserto.

José Gonçalves, Nelson Oliveira e Sérgio Paulinho fizeram hoje um treino curto, de ativação pré-competição, no circuito urbano da Pearl, depois de ontem terem já pedalado em conjunto nas estradas do deserto, que serão atravessadas pela corrida.

Enquanto os corredores faziam o apronto na ilha artificial de Doha, o selecionador nacional, José Poeira, e parte da equipa técnica foram reconhecer as estradas desérticas, de modo a preparem logisticamente os abastecimentos apeados que, amanhã, serão fundamentais para a hidratação e alimentação dos ciclistas.

A corrida deste domingo, que a maior parte dos corredores gostaria de ver reduzida, terá mesmo 257,5 quilómetros. Os primeiros 150, no deserto, com calor e previsão de ventos cruzados, deverão ser determinantes para o desfecho da corrida.

“Todos sabemos o que vamos encontrar. Os primeiros 150 quilómetros são a parte fundamental da corrida. O calor e o vento darão para fazer grandes estragos. A nossa estratégia passa por estar sempre perto da frente para passarmos no caso de haver ataques, as famosas ‘bordures’”, explica o mais experiente da equipa, Sérgio Paulinho, que cumprirá no Catar o seu sétimo mundial na categoria de elite.

Nelson Oliveira também não espera surpresas, tendo consciência da importância do deserto. “Já fiz várias vezes a Volta ao Catar e já aqui estou desde o dia 5. Sabemos que haverá ataques no deserto. Espero que a Seleção dê o seu melhor, colocando alguém na frente que possa entrar na discussão”, diz o anadiense.

José Gonçalves é o luso com melhor ponta final e a opção mais óbvia para bater-se por um resultado prestigiante. O minhoto promete empenhamento. “Estou preparado para dar o meu melhor, tendo como objetivo fazer um bom lugar. Acredito que saia um grupo restrito do deserto, pois deverá ser aí que será feita a primeira seleção”, antecipa o barcelense.

“As seleções com mais elementos vão mexer com a corrida antes da chegada ao circuito. A colocação será fundamental, mas será muito difícil, porque os conjuntos mais numerosos vão organizar-se para dificultar a vida aos adversários. Até por isso, prevê-se uma prova muito exigente. Os corredores com mais técnica e capacidade física conseguirão colocar-se”, prevê José Poeira.

A corrida de fundo para elite terá 150 quilómetros entre a cidade e o deserto, completando-se com sete voltas ao circuito muito técnico da Pearl, que tem um perímetro de 15,2 quilómetros.

Fonte: FPC

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