segunda-feira, 13 de agosto de 2018

“Joni Brandão: «Seria mau o Sporting romper o contrato»”

Acredita que a nova direção dos leões vai ter interesse em manter o ciclismo

Por: Alexandre Reis

Foto: LUSA

A W52-FC Porto está de pedra e cal na estrada, pelo menos por mais dois anos, mas quanto ao Sporting-Tavira a crise diretiva dos leões não deixa de preocupar atletas e dirigentes quanto ao futuro. Joni Brandão, maior rival de Raúl Alarcón e melhor português na geral, acredita que a nova direção dos leões a ser eleita vai manter o interesse no ciclismo.

"Existe mais um ano de acordo entre as partes e seria muito mau se o Sporting rompesse o contrato com o Tavira. Espero que nada possa afetar a modalidade, pois o ciclismo é excelente para um clube com a dimensão do Sporting. Eu ainda não tenho contrato, mas espero que queiram ficar comigo. Sempre me deram boas condições para trabalhar."

Quanto à Volta a Portugal, fazer pela segunda vez o 2º lugar na geral soube a pouco a Joni Brandão: "Vim para ganhar, não para ser 2º ou o melhor português, pelo que vou continuar a trabalhar para ser o melhor.

Resta-me agradecer à equipa, incansáveis desde a 1ª etapa quando esperaram por mim depois da minha queda. "Já Ernesto Pereira, responsável do Sporting para o ciclismo, fez um balanço positivo: "O projeto evoluiu, lutámos pela classificação geral e coletiva até à última etapa, mas temos pena de não o ter conseguido. Cumprimos o objetivo de estar na Volta e em setembro voltaremos a conversar..."

Fonte: Record on-line

“Volta a Portugal/Pinto da Costa: "Benfica na Volta a Portugal? Houve tanto desportivismo que assim está bem"

Líder portista falou em demonstração de força da W52-FC Porto na Volta a Portugal e não perdeu uma oportunidade para lançar 'farpas' ao rival Benfica.

O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, elogiou a prestação da W52-FC Porto na 80.ª Volta a Portugal em bicicleta, coroada com o triunfo individual do espanhol Raúl Alarcón e com a vitória por equipas.

Questionado sobre a possibilidade do Benfica regressar ao ciclismo para uma luta a 'três' nas estradas de Portugal, o histórico líder portista não perdeu a oportunidade para atacar o rival.

"É-me indiferente. Mas gostava de ganhar também na estrada ao Benfica. Mas isto correu tão bem, com tanto desportivismo, que assim está bem", atirou Pinto da Costa em declarações à RTP e reproduzidas pela edição on-line do jornal Diário de Notícias.

"O Sporting foi um grande adversário, criou-nos grandes dificuldades, tem grandes corredores, foi muito bem orientado, mas isso só vem dar ainda mais mérito à vitória do FC Porto", referiu Pinto da Costa.

O líder ‘azul e branco’ disse que viu esta vitória na Volta a Portugal com “satisfação e uma grande alegria”, destacando os adeptos que acorreram às estradas.

"Deu-me muito gosto ver por essas estradas fora de todo o país muitos equipamentos, muitas bandeiras e muitos cachecóis do FC Porto", concluiu.

Fonte: Sapo on-line

"Volta a Portugal/A Volta continua a ocupar um lugar muito especial no imaginário do povo português”, diz diretor da prova”

Joaquim Gomes apenas lamentou a falta de réplica dos adversários a Raúl Alarcón.

Joaquim Gomes congratulou-se hoje pela capacidade demonstrada pela organização para solucionar problemas na 80.ª Volta a Portugal em bicicleta, lamentando apenas a falta de réplica dos adversários a Raúl Alarcón.

“Entre 01 de agosto e hoje, muitas coisas aconteceram, desde as altas temperaturas, até às dúvidas que pairaram relativamente a questões de dopagem. Julgo que soubemos lidar com todas, independentemente dos estilhaços que possam acontecer para o futuro”, vincou o diretor da Volta a Portugal.

Na hora da despedida de mais uma edição, a 80.ª, Joaquim Gomes assumiu que o importante é “respirar de alívio, sabendo que o povo não regateou a sua presença na Volta”, e que até encontrou um herói em Rui Vinhas (W52-FC Porto), o vencedor da prova rainha do calendário nacional em 2016, que caiu na quinta etapa e, apesar de visivelmente afetado, não desistiu.

“Rui Vinhas mostrou ao povo que pode continuar a olhar para a Volta e para os seus heróis e rever-se neles pela forma como se sacrificam, como caem e se levantam. A Volta continua a ocupar um lugar muito especial no imaginário do povo português”, notou.

O diretor da prova lamentou apenas que, do ponto de vista desportivo, tenha faltado “um pouco mais de réplica dos adversários” de Raúl Alarcón, o espanhol da W52-FC Porto que hoje envergou pela segunda vez consecutiva a camisola amarela final.

“Mas isso é a história que eu não controlo. Já fiquei bastante satisfeito por terem conseguido ultrapassar as temperaturas extremas, as quedas sem desistir. Os portistas estão aqui todos, os sportinguistas também foram acarinhados. Há uma mancha amarela da Efapel que impressiona, o Louletano venceu três etapas. Todos estão de parabéns”, enumerou.

Concluída a 80.ª edição, Gomes levantou o véu sobre a próxima, admitindo que os contratos plurianuais com municípios, que eram transversais aos mandatos autárquicos e que foram a realidade da prova nos últimos anos, vão ser reduzidos.

“Vamos fazer com que os municípios, que se repetem com muita regularidade todos os anos, possam ter presenças mais separadas. Lisboa, a capital do país, esteve de fora e deu lugar a Fafe. A Volta a Portugal promove a descentralização desde 1927 e pretendemos continuar a fazê-lo. Castelo Branco teve 20 e tal presenças consecutivas e saiu. Abandonámos o nordeste transmontano, com Bragança e Macedo de Cavaleiros, para dar lugar ao Alentejo e ao Algarve”, recordou.

O ‘rosto’ da Volta avançou que a organização vai procurar que todas as regiões do país, “com uma periodicidade inferior a dois, três anos”, possam repetir a presença no percurso. “Mas isso vai dar muito trabalho”, concluiu.

Fonte: Sapo on-line

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