domingo, 11 de junho de 2017

“Campeonato Nacional de XCM”

Ferreira e Celina Carpinteiro

festejam títulos em Loulé

Campeão do Mundo de Maratona competiu no Algarve e revalidou título nacional da especialidade. Celina Carpinteiro sagrou-se campeã nacional na Elite Feminina

Tiago Ferreira sagrou-se hoje campeão nacional de maratona (XCM) ao ser o primeiro a percorrer os 90 quilómetros da corrida de Elite disputada em Loulé. Na conquista do quarto título nacional da especialidade, o viseense que alinha pela equipa DMT Racing Team não evitou um engano no percurso, antes de retomar a corrida no trilho certeiro e suplantar o seu principal rival na corrida, o minhoto David Vaz, isolando-se a cerca de seis quilómetros do final. No pódio, Tiago Ferreira festejou na companhia de David Vaz (Gnauk / King Gates / Blisq Creative) e Davide Machado (BTT Seia), respetivamente segundo e terceiro classificados.

"Tratou-se de uma prova endurecida pelo calor e seletiva desde o início. No Algarve, as maratonas, por norma, contam com subidas curtas mas muito inclinadas e com muita pedra. Consegui isolar-me desde cedo mas sofri um engano e perdi algum tempo, o que me obrigou a correr atrás do prejuízo. A partir do terceiro abastecimento fiz a corrida com o David Vaz e, na última subida, consegui fazer a diferença e chegar isolado", descreveu Tiago Ferreira que no próximo dia 25 de junho defende em Singen (Alemanha) o título mundial de XCM conquistado no ano passado.

 "Este título de campeão nacional é sinal que estou em boa forma, sobretudo pela recuperação que tive que fazer durante a corrida. Fico satisfeito por esta condição física, mas ainda tenho 15 dias de trabalho pela frente. O Mundial é uma corrida aberta e espero lá chegar na melhor condição e, nesse dia, dar o meu melhor e conseguir um bom resultado", anteviu o atual detentor do título máximo da disciplina, conquistado no ano passado em Laissac (França). Na altura, o viseense concluiu os 90 quilómetros com menos 19 segundos do que segundo classificado, o austríaco Alban Lakata.

Na corrida de Elites Femininos, Celina Carpinteiro (BTT Loulé/BPI/Elevis) cumpriu a distância em 4h15m10s superando a adversária Liliana Jesus (BTT Seia) com uma folgada margem de 18 minutos. Irina Coelho (Freebike Shop / Bike Clube S. Brás) foi a terceira classificada.



 

Fonte: FPC

“João Silva termina em sétimo e é o melhor português em Leeds”

Na quarta etapa do mundial

Por: Lusa

Foto: Carlos Barroso

O português João Silva foi este domingo sétimo classificado na quarta etapa do mundial de triatlo, em Leeds, Inglaterra, numa prova ganha pelo bicampeão olímpico em título, o britânico Alistair Brownlee.

Com quatro portugueses em prova nos masculinos e uma, Melanie Santos, nos femininos, João Silva terminou a etapa britânica em 01:48.58 horas, a dois minutos e sete segundos do mais velho dos conceituados irmãos Brownlee.

A competirem em casa, Alistair assegurou a primeira posição e Jonathan, prata nos Jogos do Rio2016 e bronze em Londres2012, foi segundo, a 12 segundos do seu irmão, enquanto em terceiro ficou o espanhol Fernando Alarza, líder do Mundial.

Alarza esteve em três etapas, com um quarto lugar em Abu Dhabi, um terceiro em Gold Coast e um segundo em Yokohama, ao contrário dos irmãos Brownlee, que fizeram hoje em Leeds a estreia no circuito mundial deste ano.

João Silva, que segue na 17.ª posição do Mundial, conseguiu no segmento final de corrida recuperar posições, com a sua prestação menos conseguida a ser logo no arranque, na natação, da qual saiu em 21.º.

Ainda em Leeds, Miguel Arraiolos foi 25.º e David Luís 36.º classificado, enquanto João Pereira não terminou. O triatleta 'abandonou' no segundo segmento, quando realizava a segunda volta no ciclismo.

Em femininos, Melanie Santos foi 21.ª classificada (02:08.23 horas), numa prova ganha por Flora Duffy (01:57.02 horas), das Ilhas Bermundas.

Fonte: Record on-line

“Policiamento de atividades de ciclismo”

Ciclismo manifestou-se contra a duplicação dos custos de policiamento

O pelotão do Prémio de Ciclismo “Força Minho” manifestou-se, em Guimarães, contra a duplicação dos custos de policiamento que resulta dos desentendimentos entre a PSP e a GNR sobre as suas áreas territoriais. Munidos de ruidosos apitos, os elementos da caravana da prova promovida pela Associação de Ciclismo do Minho protestaram antes da partida real da corrida de cadetes que teve mais agentes da autoridade do que ciclistas: 56 jovens atletas, 59 agentes e 18 viaturas da PSP e da GNR.

A iniciativa de protesto obteve a concordância unânime de todas as equipas, assim como da Federação Portuguesa de Ciclismo e de associações regionais e, cumprindo todos os requisitos legais, foi atempadamente comunicada às entidades com competência na matéria. Além do protesto ruidoso, foram colocadas no local de partida e de chegada e nas viaturas da caravana diversas inscrições com o custo cobrado pelo policiamento do Prémio de Ciclismo “Força Minho (3803,10 euros). Depois deste primeiro protesto e até que o assunto seja efetivamente resolvido serão promovidas mais manifestações noutros pontos do País.

“Explicamos previamente que o evento desportivo não era uma corrida de agentes da autoridade mas uma corrida de ciclismo amador, afigurando-se absolutamente desproporcionado e inexplicável o destacamento de um contingente total de 59 agentes da autoridade e de 18 viaturas”, explicou José Luís Ribeiro, Presidente da Associação de Ciclismo do Minho, realçando “a expressiva adesão por parte da comunidade do ciclismo ao protesto, assim como da própria população que reconheceu a justiça da contestação”.

Delmino Pereira, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, esteve no protesto de Guimarães e afirmou “estar solidário com toda a comunidade e com a causa aqui manifestada”. “A FPC já expôs a sua posição junto do Secretário de Estado da Administração Interna, sugerindo que o destacamento eventual de trânsito para as provas ciclismo fosse desempenhado por uma única força de segurança, da partida à chegada, independentemente da área territorial de cada força. Infelizmente, temos vindo a assistir, com frequência, a esta nova e inédita forma de criação de dois destacamentos eventuais de trânsito para uma mesma prova, provocando uma duplicação desnecessária de meios humanos e logísticos. Essa duplicação de custos é acrescida de uma perda de eficiência na qualidade da segurança prestada aos ciclistas e à população no decorrer das provas. Esperamos uma posição do Ministério da Administração Interna no sentido de se clarificar a melhor e, mais sensata, forma de organização do serviço de policiamento em provas de ciclismo. A nossa modalidade pratica-se na via pública e teremos sempre de organizar as nossas atividades numa total e boa colaboração com as forças de segurança", acrescentou o máximo responsável pelo ciclismo português.

De acordo com a Associação de Ciclismo do Minho, “a duplicação de custos e de meios não faz qualquer sentido numa perspetiva racional de gestão dos recursos, tantos dos organizadores, como das próprias forças de segurança e das verbas disponíveis para o policiamento de atividades desportivas (verbas limitadas e integralmente provenientes de verbas da Santa Casa da Misericórdia)”.

“A Polícia Segurança Pública e a Guarda Nacional Republicana estão em guerra pelas suas áreas territoriais e, por exemplo, quando uma prova de ciclismo entra numa área da PSP, nem que seja por poucos quilómetros, esta acha-se no direito de ter agentes e viaturas nesse troço do percurso para substituir momentaneamente as da GNR”, afirma o dirigente minhoto dizendo que “a rendição/substituição do destacamento da força de segurança que acompanha uma prova de ciclismo (GNR pela PSP ou vice-versa) em pleno decurso da prova, não só potencia o surgimento de problemas como os ocorridos recentemente em Viseu (com prejuízos e danos para as organizações, equipas e atletas, patrocinadores, público, etc.), como obriga ao pagamento duplicado do policiamento”.

Para o Prémio de Ciclismo “Força Minho” a PSP, apesar de reclamar para si a tutela de um reduzido troço de todo o percurso, indicou mais meios para a atividade de ciclismo do que a GNR que assegurou o policiamento na sua totalidade (PSP: 35 agentes e 7 viaturas, GNR: 24 agentes e 11 viaturas), ascendendo o orçamento total da prova a 3803,10 euros.

Simultaneamente, a Associação de Ciclismo do Minho insurgiu-se contra o que considera ser a “recusa da Ministra da Administração Interna e da Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna em clarificar a aplicação da Portaria que regula os serviços de remunerados dos agentes da autoridade” e que, ainda de acordo com a ACM, resulta numa nova discriminação da modalidade.

Recorde-se que depois de um longo processo conduzido pela Associação de Ciclismo do Minho e na sequência de uma decisão do anterior Governo, todas as modalidades desportivas praticadas na via pública deixaram de ser discriminadas no acesso aos apoios do Estado para com os custos do policiamento, até então um exclusivo das modalidades praticadas em recintos desportivos.

“Entre novas taxas e taxinhas que atingem as modalidades praticadas na via pública (18€ por cada um dos muitos pareceres necessários, até agora gratuitos, da GNR ou PSP e 2€ para custos administrativos por cada agente nomeado), resulta claro da aplicação da Portaria que houve intenção objetiva de penalizar o ciclismo amador. Efetivamente, a “alguns” eventos desportivos passou a ser aplicada uma tabela de preços superior em 21,75% (tabela A) em relação à usada “noutros” eventos desportivos (tabela B)”, explica José Luís Ribeiro apontado os seguintes exemplos: “Em provas de ciclismo amador do Campeonato do Minho em que, por exemplo, participe um atleta da Galiza (o que é frequente), por integrar um atleta estrangeiro é aplicada a tabela mais cara. Nas provas amadoras de âmbito regional que integrem atividades de iniciação para os mais pequenos experimentarem a modalidade é aplicada a tabela mais cara porque é permita a “participação do público em geral”. E, pasme-se !, é aplicada a tabela mais cara nos "espetáculos desportivos que se realizem na via pública com duração superior a um dia", ou seja, nas provas de ciclismo (mesmo amador) por etapas. Neste particular está por esclarecer o conceito de “duração superior a um dia”. Se serão provas desportivas por etapas disputadas em mais do que um dia ou se serão provas com duração total superior a 24 horas (um dia …)”.

O dirigente desportivo refere que “tristemente, mais evidenciadas ficam as injustiças se relembramos que o Estado assume integralmente (não comparticipa, paga mesmo na totalidade) o acompanhamento policial de claques de futebol e o policiamento em redor dos estádios”.

Fonte: ACM

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