quarta-feira, 25 de junho de 2025

“Julian Alaphilippe fora dos Campeonatos Nacionais franceses pela primeira vez desde 2019”


Por: Ivan Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Bicampeão do mundo e um dos nomes mais carismáticos do pelotão francês, Julian Alaphilippe continua a ver escapar-lhe um título que, apesar de tudo, permanece em falta no seu palmarés: o de campeão nacional de França. Em 2025, esse vazio manter-se-á, uma vez que o líder da Tudor Pro Cycling Team foi forçado a abdicar da presença nos Campeonatos Nacionais, algo que não acontecia desde 2019.

Segundo revela o jornal Ouest-France, a decisão foi tomada após uma análise cuidada por parte de Alaphilippe e da sua equipa técnica, tendo como principal motivo a fadiga acumulada. O francês, de 33 anos, realizou uma semana extremamente exigente na Volta à Suíça, onde protagonizou uma das suas melhores exibições dos últimos tempos. Terminou num meritório 5.º lugar da geral, depois de entrar na última etapa de contrarrelógio ainda com o pódio ao alcance. No entanto, um desempenho aquém do esperado nesse decisivo exercício cronometrado revelou os primeiros sinais de desgaste.

Com a Volta a França já no horizonte, a prioridade passou a ser a recuperação física e mental. "É uma decisão de partir o coração", confessou Alaphilippe ao Ouest-France, demonstrando o peso emocional de abdicar de uma corrida com tanto simbolismo para qualquer ciclista francês. Contudo, tanto ele como a Tudor acreditam que esta é a melhor escolha para maximizar as hipóteses de brilhar em julho.

A ausência de Alaphilippe junta-se a uma lista cada vez mais longa de nomes sonantes que falharão o Campeonato Nacional de Estrada de França. Entre os notáveis indisponíveis estão Lenny Martinez, Pavel Sivakov, Clément Champoussin, Axel Zingle, Christophe Laporte e Valentin Paret-Peintre, todos ausentes por motivos diversos, desde gestão de forma física a lesões e programas específicos de preparação.

Sem vários dos seus principais protagonistas, o Campeonato Nacional francês de 2025 perde brilho, mas também abre portas a surpresas. Quanto a Alaphilippe, o foco está agora inteiramente na Volta a França, onde procurará deixar mais uma marca numa carreira repleta de momentos icónicos mesmo sem a tão desejada camisola tricolor.

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“Lotte Kopecky, Lorena Wiebes e Anna van der Breggen lideram a equipa SD Worx para a Volta a Itália Feminina 2025!”


Por: Ivan Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Entre os dias 6 e 13 de julho, a Volta à França não será a única Grande Volta em destaque. A versão feminina do World Tour ruma a Itália, onde se disputa a Volta a Itália feminina 2025. A SD Worx - Protime, como habitual, apresenta uma formação de luxo, embora com objetivos estratégicos centrados no Tour.

No centro da equipa está um tridente de estrelas: Lotte Kopecky, campeã mundial em título, Lorena Wiebes, detentora da camisola de campeã europeia, e Anna van der Breggen, tetracampeã da prova italiana. Apesar do prestígio das suas líderes, a abordagem da equipa será contida no que toca à classificação geral. “A geral em França é o nosso principal objetivo”, explicou o diretor desportivo Danny Stam em comunicado no site da SD Worx - Protime. “Não vamos pressionar a Lotte para lutar pela geral no Giro, que tem um percurso muito montanhoso. Ela escolherá certamente uma etapa onde queira brilhar, mas acima de tudo o Giro serve para ganhar confiança antes da Volta a França Feminina.”

Lorena Wiebes, por sua vez, procurará consolidar a sua posição como sprinter dominante do pelotão internacional. “A Lorena está a fazer uma grande temporada”, sublinhou Stam. “Se houver oportunidades de sprint, ela é claramente uma das nossas maiores armas. Sabemos que será duro para ela com tanta montanha, mas conhecendo a Lorena, vai tentar chegar ao topo várias vezes.”

O regresso de Anna van der Breggen ao Giro, após um pódio e vitória de etapa na Volta a Espanha Feminina, é outro dos destaques da equipa neerlandesa. Contudo, a tetracampeã também não terá responsabilidades de liderança absoluta. “A Anna ganhou muita confiança na Vuelta”, destacou Stam. “Pode ter ambições discretas para a geral, mas o foco é apoiar a Lotte na preparação para França. Vai querer testar as pernas e perceber onde isso a pode levar na classificação final.”

A completar o alinhamento estão Steffi Haberlin, Mikayla Harvey, Barbara Guarischi e Elena Cecchini, ciclistas com liberdade para procurar oportunidades em etapas específicas, como adiantou o diretor desportivo: “Não temos uma ambição definida para vencer a geral, mas se conseguirmos uma boa posição de partida, não desperdiçaremos a oportunidade. Esta abordagem dá mais liberdade a algumas ciclistas para tentarem triunfar em etapas.”

 

Alinhamento da SD Worx - Protime para a Volta a Itália Feminina 2025:

 

Lotte Kopecky

Lorena Wiebes

Anna van der Breggen

Steffi Haberlin

Mikayla Harvey

Barbara Guarischi

Elena Cecchini

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“Ministério Público acusa inspetor da PJ de ajudar Adriano Quintanilha no caso W52-FC Porto”


Com a intenção de que o empresário não fosse incriminado no esquema de doping da equipa de ciclismo

 

Por: Lusa

Foto: Ricardo Jr.

O Ministério Público (MP) acusou um inspetor da Polícia Judiciária (PJ) e Adriano Quintanilha, patrão da antiga W52-FC Porto, de gizarem um plano para que o empresário não fosse incriminado no esquema de doping da equipa de ciclismo.

A acusação do MP, a que a agência Lusa teve acesso esta quarta-feira, sustenta que Adriano Sousa, conhecido como Adriano Quintanilha, e o inspetor da PJ "decidiram criar" um Código de Conduta falso, visando atestar que Quintanilha e a Associação Calvário Várzea, que esteve na origem da W52-FC Porto e da qual era presidente, desconheciam o esquema de doping em investigação no processo Prova Limpa.

O documento foi depois dado aos ciclistas e ao então diretor desportivo da equipa, Nuno Ribeiro, para assinarem, com o objetivo de distanciar Adriano Quintanilha e a Associação "da então indiciada conduta do diretor desportivo da equipa e dos seus ciclistas".

Fonte da Polícia Judiciária indicou hoje à Lusa que o inquérito teve origem numa denúncia apresentada pela própria PJ.

A investigação surge na sequência das buscas realizadas em abril de 2022, no âmbito da Operação Prova Limpa.

"O arguido Adriano Sousa, alarmado com as consequências penais e disciplinares que aquelas condutas acarretariam para si e para a Associação sua representada, decidiu delinear um plano que visasse eximi-lo, a si e à Associação, de qualquer eventual responsabilidade dos factos em investigação naquele processo", refere a acusação.

Segundo o MP, o empresário, de 72 anos, contactou então "o seu amigo, que sabia ser inspetor da Polícia Judiciária, a exercer funções na Diretoria do Norte, e que sabia partilhar consigo o mesmo sentimento de apego à equipa W52-FC Porto e ao ciclismo".

O inspetor da PJ, de 56 anos, "ciente do pretendido pelo arguido, decidiu criar e executar, em conjunto com este, um plano que permitisse alcançar os fins visados" pelo amigo.

Nesse sentido, os dois arguidos "decidiram criar um documento que visasse atestar que Adriano Quintanilha e a Associação "desconheciam as práticas que estavam em investigação" no processo Prova Limpa "e que por isso nenhuma responsabilidade penal, contraordenacional ou disciplinar lhes podia ser assacada".

Assim, "na concretização do plano delineado e com o propósito de diminuírem as repercussões negativas da existência do processo" para a associação e para Adriano Quintanilha, os dois arguidos "decidiram criar um Código de Conduta com data anterior a abril de 2022", mês da realização das buscas e das apreensões efetuadas na Operação Prova Limpa.

"Decidiram ainda os dois arguidos, que desse documento constariam, em particular, cláusulas cujo conteúdo atestasse que qualquer comportamento do diretor desportivo e dos ciclistas que fosse violador das regras antidopagem teria sido tomado à revelia, contraindicação e com o total desconhecimento da Associação e, consequentemente, do seu presidente, o aqui arguido Adriano Sousa", sustenta o MP.

Na posse do documento, datado de janeiro de 2022, os dois arguidos, "sempre em comunhão de intenções, decidiram entregá-lo ao diretor desportivo, Nuno Ribeiro, e aos ciclistas da equipa, em particular os que haviam sido visados nas buscas, para que estes o assinassem, bem sabendo que a data aposta no documento não correspondia à data da elaboração e da assinatura do referido documento".

Segundo o MP, para convencer Nuno Ribeiro e os ciclistas a assinarem o documento, Adriano Quintanilha alegou que "estariam a proteger a equipa de ciclismo, a sua participação enquanto ciclistas da W52-FC Porto e o seu trabalho".

A acusação diz que um dos ciclistas só assinou o documento porque foi ameaçado por Quintanilha de que não receberia o ordenado.

A Calvário Várzea, Adriano Quintanilha e o inspetor da PJ estão acusados de falsificação de documento. Quintanilha está também acusado de coação, enquanto o inspetor está igualmente acusado de favorecimento pessoal.

O processo está na instrução, fase facultativa requerida pelos arguidos.

Fonte: Record on-line

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