quarta-feira, 21 de abril de 2021

“Volta à Colômbia, Aldemar Reyes vence etapa em Belalcázar”


Por: José Morais

Fotos: Federação Colombiana Ciclismo

Na quinta etapa em linha na Volta à Colômbia Aldemar Reyes vence a mesma, esteve entre os trepadores, e foi o primeiro a cortar a meta em Belalcáza, com Yesid Pira, a defender a liderança, e a manter o primeiro lugar na classificação geral.

Numa chegada em alta e muito inclinada, Aldemar Reyes da EPM-Scott foi o primeiro, num trajeto de 146 quilómetros, entre Armênia e Belalcázar, com José Tito Hernandez da Team Medellin a ficar em segundo, e Alexander Gil da Paisa Pride a cortar em terceiro, Yesid Pira conseguiu entrar com os favoritos à vitória, e manteve a camisola laranja de líder.

Aldemar Reyes dizia no final da etapa que a etapa se adaptou muito bem às suas condições que tinham estudado muito bem, e agradece a Deus as forças que o ajudaram a chegar até ao final, conseguido esta vitória.  

Com um terreno de início plano os primeiros quilómetros forma cumpridos, onde não faltaram diversos ataques para a fuga inicial onde participavam Nelson Soto da Colômbia Tierra de Atletas, Bernardo Suaza da Equipa Medellin e Camilo Castro dos Emirados Árabes Unidos, com a primeira informação do dia a ser dada em Obando, onde ao sprint, Nelson Soto recuperou sua camisola de regularidade, mas a liderança não durou muito, e a chegada a Prefeito de Manizales Supergiros, Bryan Gómez manteve novamente a liderança. 

Muito próximo do município de Zaragoza juntaram ao trio Bryan Gómez da Supergiros, Heberth Gutiérrez da Equipa dos Emirados Árabes Unidos da Colômbia, Cristopher Jurado da Panamá é Cultura e Valores, Fredd Matute da Herrera Sport e Jhon Ricardo Iguavita da Sonhando Colômbia, formando um grupo com oito corredores.

Na última corrida especial em Cartago houve um duelo espetacular pela liderança entre Nelson Soto, com 37 pontos da Colômbia Land of Athletes e Bryan Gómez da Supergiros, o pelotão era comandado por Liro Alcaldía la Vega com uma diferença de um minuto e 30 segundos.

No final do trajeto plano, os oito fugitivos entravam em terreno de montanha, o Alto del Cerrito, onde Bernardo Suaza ganhava o prémio de montanha de terceira categoria, com a fuga a ser anulada alguns quilómetros depois pelo pelotão.

Nos quilómetros finais subia mais Aldemar Reyes da EPM-Scott, e era o mais forte, cortando a meta com um tempo de 3h.10m.38s, a frente de José Tito Hernández da Medellín que terminava em segundo, e a 5 segundos   

Já nos quilômetros finais da ascensão Aldemar Reyes (EPM-Scott) seria o mais forte, saindo vitorioso com um tempo de 3 horas, 10 minutos e 38 segundos, à frente de José Tito Hernández (Medellín). Em terceiro lugar, a 5 segundos de distância, terminou Angel Alexander Gil da Paisa Pride.

Esta quinta-feira a Volta à Colômbia vai para a estrada com um contrarrelógio individual de 19.8 quilómetros, entre Cenicafé, em Chinchiná e Mirante de Chipre, em Manizales.

“Flèche Wallonne Maculina, Julian Alaphilippe vence a clássica de 2021


Ciclista da Deceuninck-QuickStep venceu a clássica belga em 2018 e 2019

 

Por: Lusa

Foto: EPA

O arco-íris brilhou esta quarta-feira no Muro de Huy, com Julian Alaphilippe (Deceuninck-QuickStep) a conquistar a sua terceira Flèche Wallonne, com uma exibição tática que anulou um ataque mal calculado de Primoz Roglic (Jumbo-Visma).

Numa luta de titãs, entre três 'grandes' do pelotão, foi o francês a levar a melhor, para acrescentar uma nova página de glória ao seu palmarés e ao seu reinado como campeão mundial: vencedor da clássica belga em 2018 e 2019, Alaphilippe soube esperar pelo momento certo para responder ao estreante Roglic, que se precipitou ao atacar a 300 metros do alto, e festejar diante do esloveno, com o recordista e veterano Alejandro Valverde (Movistar) a ser terceiro.

"Desde o início da época não ganhei muitas vezes, mas isso não me impediu de desfrutar. Tinha vontade de voltar a erguer os braços numa prova tão dura como a Flèche. Sentia alguma pressão, mas estou contente por ter regressado aos triunfos", resumiu 'Loulou', após ter-se tornado no segundo portador da camisola arco-íris a vencer a Flèche Wallonne nos últimos 35 anos - o outro foi o australiano Cadel Evans, em 2010.

Aos 28 anos, o ciclista da Deceuninck-QuickStep promete ser um sério candidato a destronar Valverde como o mais vitorioso na prova belga, na qual também foi segundo atrás do espanhol em 2015 e 2016.

O calculismo dos favoritos adiou a decisão para os 300 metros finais dos 193,6 quilómetros entre Charleroi e o Muro de Huy, com Roglic a arrancar em força, mas demasiado cedo - talvez por desconhecimento da subida - e a ser superado sobre a meta, terminando com as mesmas 04:36.25 horas do vencedor, que, desta vez, foi cauteloso a erguer os braços.

"Hesitei, porque não queria levantar os braços demasiado cedo", confessou no final, numa referência à Liège-Bastogne-Liège do ano passado, em que perdeu a vitória para Roglic por ter festejado antes do tempo.

Atrás deles, a seis segundos, chegou o veterano da Movistar, que soma cinco triunfos na Flèche Wallonne, e que esta quarta-feira, a quatro dias de cumprir 41 anos, admitiu a possibilidade de adiar a reforma por mais uma época.

Os três primeiros eclipsaram outros nomes sonantes do pelotão, como Michael Woods (Israel Start-Up Nation), Warren Barguil (Arkéa-Samsic), Thomas Pidcock (INEOS), David Gaudu (Groupama-FDJ), Esteban Chaves (BikeExchange), Richard Carapaz (INEOS) e Maximilian Schachmann (Bora-Hansgrohe), que completaram o top 10.

Antes deste desfecho, oito homens chegaram a sonhar com a vitória, após uma união bem-sucedida que conheceu o seu derradeiro suspiro a dois quilómetros do final: Alex Howes (Education First-Nippo), Sander Armée (Qhubeka Assos), Julian Mertens (Sport Vlaanderen-Baloise), Diego Rosa (Arkéa-Samsic), Louis Vervaeke (Alpecin-Fenix), Simone Velasco (Gazprom-Rusvelo), Sylvain Moniquet (Lotto-Soudal) e Maurits Lammertink (Intermarché-Wanty-Gobert), o último a ser alcançado, saltaram para a frente a 155 quilómetros da meta, mas não sobreviveram à perseguição do pelotão.

No grupo de favoritos, o primeiro a denunciar a sua ambição vitoriosa foi o sempre combativo Tim Wellens (Lotto-Soudal), que tentou, primeiro, a 30 quilómetros da meta e, depois, a 11, para resposta pronta de Carapaz. Cauteloso, o pelotão anulou as tentativas de ambos, apanhou Lammertink e guardou todas as decisões para a última ascensão ao mítico muro de Huy, que coroou Alaphilippe.

A vitória do francês, que esta temporada ainda só tinha vencido uma etapa no Tirreno-Adriático, ganha especial relevância uma vez que, horas antes, na corrida feminina, também Anna van der Breggen tinha vencido com a camisola arco-íris - é a primeira vez que ambos os campeões mundiais em título vencem uma das grandes clássicas desde a Volta a Flandres de 2016.

Fonte: Record on-line

“Moscon bisa na terceira etapa da Volta aos Alpes”


Rúben Guerreiro mantém o 9.º lugar da geral

 

Por: Lusa

O ciclista italiano Gianni Moscon (INEOS) conquistou o segundo triunfo nesta edição da Volta aos Alpes, ao vencer a terceira etapa da prova, que continua a ter o português Ruben Guerreiro (Education First-Nippo) no 'top 10' da geral.

Primeiro líder da Volta aos Alpes, Moscon voltou esta quarta-feira a impor-se no final da terceira tirada, que ligou Imst a Naturns, no total de 162 quilómetros, batendo ao sprint o seu companheiro de fuga Felix Großschartner (Bora-Hansgrohe), segundo na meta com as mesmas 04:04.25 horas do vencedor.

O duo destacou-se de um grupo de quatro aventureiros, que fugiu do pelotão na última dificuldade do dia, a 22 quilómetros da meta, e que incluía também Michael Storer (DSM), que foi terceiro na etapa, a um segundo.

O líder da geral, Simon Yates (BikeExchange), chegou integrado no pelotão, tal como Ruben Guerreiro, que foi 13.º, a 49 segundos de Moscon.

O britânico tem 45 segundos de vantagem para Pavel Sivakov (INEOS), que é segundo, com o pódio a ficar completo com Pello Bilbao (Bahrain-Victorious). O espanhol conseguiu 'roubar' tempo aos restantes favoritos, ao saltar do pelotão para perseguir os fugitivos, e está agora a 01.04 minutos do líder, destronando Dan Martin (Israel Start-Up Nation) do terceiro lugar.

Ruben Guerreiro mantém-se no nono posto da geral, a 01.52 minutos do Yates.

Nesta quinta-feira, a quarta etapa da Volta aos Alpes vai ligar Naturns e Pieve di Bono, no total de 168,6 quilómetros.

Fonte: Record on-line

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