terça-feira, 26 de março de 2019

“COMUNICADO”

A FTP vem por este meio clarificar a situação ocorrida no I Triatlo de Portimão que recebeu no dia 24 de março o Campeonato Nacional de Clubes por Estafetas Mistas.

A posição da Federação de Triatlo de Portugal relativamente a todas as situações em prova é que prevaleça a verdade desportiva, posição partilhada também pelo Conselho de Arbitragem e Competições, como consta no Regulamento Técnico, na página 9, ponto 3.3:

3.3 a.) O dever da equipa de Arbitragem é garantir que a prova decorre de acordo com os princípios de verdade desportiva, à luz do presente Regulamento Técnico;

Considerando que a ausência de dorsal em nada beneficia a prestação do atleta, e que todos os anos há inúmeras situações de atletas que perdem o seu dorsal sem por isso serem desclassificados, é nosso entender que esta situação não deveria ser exceção.

Contudo, face à reclamação de alguns agentes desportivos, a norma não prevê margem de apelo, pelo que destacamos o comportamento do Árbitro Chefe de Equipa que tudo fez para resolver e ultrapassar a situação.

É essencial perceber que a obrigatoriedade do uso de material de identificação (touca, dorsal e nº de bicicleta) tem por princípio otimizar os processos de classificação, arbitragem e segurança e, se numa prova individual, algumas com mais de 500 atletas, com atletas estreantes e “desconhecidos”, a FTP consegue identificar e classificar atletas sem dorsal, mais fácil se torna numa prova por equipas, com 80 participantes, e tratando-se de um atleta olímpico.

Ou seja, no Triatlo de Portimão não foi violado ou posto em causa o princípio que está na base da criação da regra e, portanto, a desclassificação da equipa do Sport Lisboa e Benfica prende-se com questões que fogem ao espírito da regra.

 

Assim, perante a convicção de que a desclassificação da equipa do Sport Lisboa e Benfica altera a verdade competitiva, a FTP propõe-se fazer as devidas adaptações ao Regulamento Técnico, de forma a garantir que o cumprimento desta regra tenha por fim exclusivo salvaguardar o princípio que está na sua génese, e estender esta reflexão aos agentes desportivos da modalidade para que o Triatlo mantenha as suas características vitais de fairplay e camaradagem.

Aproveitamos ainda a oportunidade para lamentar o sucedido no percurso de natação na prova de sábado, que condicionou a participação dos atletas. Efetivamente a equipa técnica da prova deveria ter encontrado uma melhor solução para o percurso de natação, sobretudo para a prova masculina e face aos problemas registados na prova feminina.

Contudo, não podemos deixar de relevar a dificuldade na preparação de percursos de natação, num meio tão afetado por inúmeras variáveis, como o estado do tempo, a amplitude da maré, a ondulação, entre muitos outros.

Neste caso específico, e tratando-se de uma nova prova, o Delegado Técnico fez o levantamento da situação e avaliou o percurso junto com o Clube local, considerando que o mesmo teria pouca influência de corrente, o que infelizmente não se fez sentir no dia, fruto do muito vento que se fazia sentir, mas também da amplitude de maré que era bastante elevada, ditando assim que havia muita água a entrar e a sair do rio na enchente e na vazante. Salientamos também a salvaguarda da segurança e o devido acompanhamento dos atletas no seu esforço por superar a corrente que se fazia sentir.

Fonte: FTP

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