terça-feira, 14 de julho de 2026

“Jonas Vingegaard à procura de redenção: dinamarquês perde mais tempo, mas aponta a mira às grandes montanhas”


Por: José Morais

Jonas Vingegaard viveu uma jornada amarga na 10.ª etapa do Tour de França, ao ver Tadej Pogacar reforçar a liderança e ampliar a diferença para 44 segundos num final que, há dois anos, tinha sido palco de uma das grandes reviravoltas do dinamarquês. Desta vez, o cenário foi outro: o líder da Visma-Lease a Bike não conseguiu acompanhar o esloveno e ainda cedeu terreno a outros candidatos ao pódio.

O regresso às rampas de Lioran não trouxe boas memórias. Em 2024, Vingegaard anulou a vantagem de Pogacar e bateu-o ao sprint. Agora, apesar da perda de tempo, o nórdico mostrou-se surpreendentemente tranquilo e até otimista quanto ao que aí vem.

«Quando o Pogacar atacou, tive de gerir o meu ritmo. Senti que estava num contrarrelógio», admitiu o dinamarquês, sublinhando que o desfecho poderia ter sido mais duro. «Felizmente tive ajuda na última subida. Acho que podia ter sido pior.»

Mesmo sem o brilho habitual, Vingegaard garante que as sensações estão a melhorar e que o Tour ainda tem muito para oferecer. As etapas de altitude, tradicionalmente o seu território favorito, aproximam-se e é nelas que deposita a esperança de recuperar terreno.

«As minhas pernas estão melhores. Estou ansioso por chegar às subidas longas e às grandes altitudes. Espero que tenhamos dias melhores», afirmou, deixando claro que a luta pelo Tour está longe de estar fechada.

“Tour França: Fogo no Cantal Tadej Pogacar incendeia o Tour no Dia Nacional francês e deixa Jonas Vingegaard a arder”


Por: José Morais

Tadej Pogacar transformou o 14 de Julho num espetáculo de força e domínio absoluto, arrasando a concorrência numa etapa explosiva pelas montanhas vulcânicas do Cantal. O esloveno atacou no Col de Pertus com a previsibilidade de um relógio suíço todos sabiam que ele iria, ninguém conseguiu responder. Jonas Vingegaard ficou sem pedal, Remco Evenepoel salvou o dia com uma recuperação notável e Juan Ayuso manteve-se firme na luta pelo pódio.

 

Pogacar domina, França assiste

 

A festa francesa estava montada, bandeiras ao vento e estradas cheias, mas Pogacar voltou a assumir o protagonismo. Vestido de amarelo, lançou mais uma demonstração de poder que já parece rotina: acelera, isola-se, vence. A sua 24.ª vitória no Tour surge com a naturalidade desconcertante de quem transforma o extraordinário em hábito.

 

Fuga numerosa, espanhóis em destaque

 

O dia começou elétrico, com ataques desde o quilómetro zero e uma fuga de 31 ciclistas. Entre eles, vários espanhóis: Ion Izagirre, Raúl García Pierna, Xabier Mikel Azparren e um inspirado Javi Romo, que liderou a resistência durante quilómetros. Romo chegou a sonhar com a glória, mas a máquina dos UAE Politt, Vermeersch, Wellens e Grossschartner triturou a escapada sem piedade.

 

Carapaz tenta, Pogacar decide

 

Quando a estrada empinou em Puy Mary, Richard Carapaz lançou um ataque corajoso a 37 km da meta, chegando a abrir quase um minuto. Atrás, Adam Yates endurecia o ritmo e desfazia o grupo dos favoritos. Pogacar esperou. E quando espera, é para matar.

No Col de Pertus, a sentença caiu: a dois quilómetros do topo, Pogacar atacou. Nem Vingegaard, nem Evenepoel, nem Ayuso. Ninguém. Apanhou Carapaz, passou por ele como se fosse uma sombra e lançou-se na descida rumo a mais uma vitória.

 

Evenepoel renasce, Seixas entusiasma França, Ayuso sólido

 

A luta atrás do esloveno foi intensa.

Remco Evenepoel recuperou após quebrar na última subida e garantiu o segundo lugar, a 32 segundos.

Paul Seixas inflamou o público francês e terminou em terceiro, empatado com Lipowitz.

Juan Ayuso fechou em quinto, a 38 segundos, reforçando a candidatura ao pódio.

 

Vingegaard perde terreno

 

O grande derrotado do dia foi Jonas Vingegaard. No mesmo Col de Pertus onde outrora havia igualado Pogacar, o dinamarquês não encontrou resposta. Terminou em sétimo, a 44 segundos, enquanto Isaac del Toro perdeu mais de um minuto após queda.

 

Fogos antes do anoitecer

 

A França queria celebrar o seu dia nacional. Pogacar tratou de acender os fogos mais cedo, mais alto e com mais brilho do que qualquer outro ciclista. O Tour segue, mas o esloveno continua a escrever a história.

“Seleção Nacional de Estrada Sub-17 fecha Vuelta a Guijuelo com o sexto lugar da Geral”


A Seleção Nacional de Estrada de Cadetes participou, entre sexta-feira e domingo, na V Vuelta a Guijuelo, em Espanha, uma importante competição internacional para o escalão Sub-17. A prova reuniu 188 corredores, distribuídos por 38 equipas, entre as quais quatro formações portuguesas: a Seleção Nacional, o CC Loulé / Matdiver / Golfejardim, a Caldas Ecosprint - E.Leclerc e a Landeiro | Matinados | Matias & Araújo.

O grande vencedor da corrida foi o português José Gomes (Landeiro | Matinados | Matias & Araújo), que confirmou o triunfo na Classificação Geral, após uma excelente prestação ao longo da competição, terminando a prova em 03h09m41s.

A Vuelta a Guijuelo arrancou na sexta-feira com um contrarrelógio coletivo, prosseguiu no sábado com uma etapa em linha e terminou este domingo, com uma tirada de 58,8 quilómetros, entre Maguisa e Guijuelo.

A Equipa Portugal esteve representada por Bruno Nogueira (Cantanhede Cycling / Vesam), Tomás Pereira (Alenquer - G.D.M. - Anipura), Filipe Granjinho e Rodrigo Oliveira (Paredes / Reconco) e Rodrigo Ferreira (Academia Efapel de Ciclismo).

Entre os corredores que representaram a Seleção Nacional, o principal destaque foi para Filipe Granjinho, que concluiu a prova no sexto lugar da Classificação Geral Individual, a 02m46s do vencedor, depois de uma participação muito consistente ao longo dos três dias de competição. Na terceira e última etapa, Granjinho foi ainda quarto classificado, evidenciando a sua capacidade competitiva.

Na Classificação Geral, os restantes corredores da Seleção terminaram nas seguintes posições: Rodrigo Oliveira foi 27.º, Rodrigo Ferreira 67.º, Tomás Pereira 76.º e Bruno Nogueira 81.º lugar.

O Selecionador Nacional de Estrada, Ricardo Sênos, considerou positiva a participação portuguesa em território espanhol: “A participação da Seleção Nacional Sub-17 foi positiva e permitiu conhecer e identificar aspetos a trabalhar em contexto competitivo e enquanto seleção”.

A presença na V Vuellta a Guijuelo proporcionou à Equipa Portugal mais uma importante experiência internacional, contribuindo para o desenvolvimento competitivo dos jovens corredores e para a preparação das próximas competições da temporada.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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