quarta-feira, 25 de junho de 2025

“João Almeida fez história no ciclismo: «É quase surreal»”


Português tornou-se no primeiro ciclista a vencer as Voltas à Suíça, Romandia e País Basco na mesma temporada

 

Por: Lusa

Foto: EPA

João Almeida assume ser "quase surreal" ter-se tornado no primeiro ciclista a vencer as Voltas à Suíça, Romandia e País Basco na mesma temporada, um feito assente em muito trabalho, mas também no facto de nunca desistir.

"É quase surreal. No ciclismo, hoje em dia, é muito difícil ganhar corridas, o nível é muito alto. Todas as vitórias têm um sabor muito grande. Já há muitos anos que o meu foco são as corridas por etapas, nem sempre tudo corre bem. Se me dissessem que esta temporada ia ganhar três, ia dizer 'para lá de mentir' ou 'mentir é feio', como se costuma dizer", confessou, em declarações à agência Lusa.

No domingo, o luso da UAE Emirates venceu a Volta à Suíça, após protagonizar uma recuperação memorável, conquistando a sua terceira prova consecutiva por etapas do WorldTour -- ganhou a Itzulia em meados de abril e a Romandia no início de maio, depois de já ter sido segundo na Volta à Comunidade Valenciana e no Algarve e sexto no Paris-Nice.

"Tenho cinco vitórias de classificação geral na minha carreira e três delas, do WorldTour, ganhei esta temporada seguidas. Fruto de muito trabalho, obviamente, mas as coisas têm corrido bastante bem", resumiu o também vencedor das Voltas à Polónia e Luxemburgo, ambas em 2021.

Aos 26 anos, Almeida continua a deixar a sua marca na história do ciclismo português, mas também no mundial, já que se tornou no primeiro corredor desde o britânico Brade Wiggins, em 2012, a ganhar três das sete principais corridas de uma semana na mesma temporada -- as outras são o Paris-Nice, o Tirreno-Adriático, a Volta à Catalunha e o Critério do Dauphiné.

"Obviamente, temos de ser realistas: acho que pelo facto de haver uma ausência de um Tadej Pogacar, de um Jonas Vingegaard, as coisas ficam menos difíceis, mas claramente continua a ser bastante difícil", concedeu.

E, nesta Volta a Suíça, o ciclista de A-dos-Francos (Caldas da Rainha) teve uma missão particularmente complicada: no final da primeira etapa, tinha uma desvantagem superior a três minutos para o líder, o francês Romain Grégoire (Groupama-FDJ), depois de o pelotão ter tardado em organizar-se na perseguição a uma fuga de homens importantes.

"Sabia que ia ser bastante difícil, porque era uma vantagem muito grande - três minutos. Por outro lado, sabia que não estava tudo perdido, porque havia bastantes corredores que tinham ficado no meu grupo, no pelotão, como o Félix Gall, etc., então não estava sozinho. É diferente", analisou.

Favorito número um à partida para a prova suíça, o português tinha consciência de que os ciclistas à sua frente na geral, "apesar de serem bastante fortes", estavam ao seu alcance.

"Sabia que eu era superior, que lhes conseguia ganhar tempo, só não sabia quando. A partir daí, começámos a fazer uma corrida a fundo e a agarrar todas as oportunidades que tínhamos para ganhar tempo, e deu bom resultado", congratulou-se.

Almeida e a UAE Emirates traçaram "bem um plano", que passava por "dar tudo" em "todas as etapas em que dava para ganhar tempo, mesmo que fosse pouco".

E o plano não podia ter saído melhor: venceu a quarta e a sétima etapas, antes de destronar, finalmente, no contrarrelógio do último dia, também com uma vitória, o francês Kévin Vauquelin (Arkéa B&B Hotels), outro dos fugitivos da jornada inaugural, que se tornou líder ao quinto dia.

"Aquela adversidade na primeira etapa obrigou-me a ser mais agressivo, porque ou era mais agressivo e tentava ir a tudo o que mexia, ou então era desistir. [...] Demos tudo o que tínhamos a dar e conseguimos alcançar o objetivo", resumiu à Lusa.

(Re)conhecido pelas suas recuperações 'impossíveis', batizadas pelos adeptos da modalidade como 'almeidadas', aquele que é um dos melhores voltistas do pelotão internacional na atualidade riu-se quando o termo surgiu na conversa.

"Esta foi uma almeidada de outro nível, eu diria", brincou o quarto classificado do Tour2024, que só esta temporada soma nove vitórias, todas elas do WorldTour, num palmarés que conta com um total de 22 triunfos.

Fonte: Record on-line

“Troféu Joaquim Agostinho com recorde de 25 nacionalidades e final em Torres Vedras”


48.ª edição vai para a estrada de 10 a 13 de julho

 

Por: Lusa

O Troféu Joaquim Agostinho, que vai para a estrada de 10 a 13 de julho, conta nesta 48ª edição com 25 nacionalidades, um recorde nesta prova, foi esta terça-feira anunciado pela organização.

"Batemos este ano o recorde de 25 nacionalidades, das quais 10 são europeias, nove americanas, quatro de África, uma da Ásia e outra da Oceânia", afirmou o presidente da comissão organizadora da prova, Francisco Manuel Fernandes, na apresentação do troféu.

Na edição deste ano, o pelotão sai para a estrada com 123 ciclistas, de 18 equipas, seis das quais estrangeiras: as espanholas Caja Rural -- única ProTeam presente -, Illes Balears Arabay e Technosylva, a canadiana Speed United (Canadá), a suíça Elite Fondations Cycling Team e a May Stars Team, do Ruanda.

Entre as portuguesas, contam-se Rádio Popular- Paredes-Boavista, Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, Feirense- Beeceler, APHotel&Resort/Tavira/Farense, Credibom-LA Alumínios-Marcos Car, Anicolor-Tien 21, Aviludo-Louletano-Loulé Concelho, Efapel e GI Group Holding-Simoldes-UDO.

Outra das novidades deste ano é a alteração do local da última meta da prova, que deixa de ser no Alto da Serra do Montejunto, decisiva para a escolha do camisola amarela, e volta a ser em Torres Vedras.

A 48.ª edição do Troféu Joaquim Agostinho arranca no dia 10 julho com um prólogo de oito quilómetros na localidade do Turcifal, no concelho de Torres Vedras.

A primeira etapa realiza-se no dia seguinte, ligando Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço, ao longo de 181,4 quilómetros, sendo a etapa mais longa da prova.

No dia 12, os ciclistas partem do Bombarral e chegam ao Alto da Serra do Montejunto, no Cadaval, depois de percorridos 161,3 quilómetros.

A última etapa, no dia 13, conta com 172,5 quilómetros, ligando Lourinhã a Torres Vedras.

O Troféu Joaquim Agostinho, que passou a homenagear o ciclista luso depois da sua morte, é a corrida portuguesa inscrita há mais anos no calendário internacional de ciclismo.

Fonte: Record on-line

“EUROSPORT E MAX TRANSMITEM OS CAMPEONATOS DE FRANÇA DE CICLISMO DE ESTRADA 2025”


LES HERBIERS RECEBE A ELITE DO CICLISMO FRANCÊS ENTRE 26 E 29 DE JUNHO

 

Por: Vasco Simões

O melhor do ciclismo francês chega ao Eurosport e à Max com a transmissão dos Campeonatos de França de Ciclismo de Estrada 2025, que decorrem entre 26 e 29 de junho, em Les Herbiers, na região da Vendée. Durante quatro dias, os fãs da modalidade poderão acompanhar as provas de contra-relógio e de fundo nas diferentes categorias, com destaque para as elites masculinas e femininas.

O percurso da prova em linha será particularmente desafiante, com um traçado exigente em torno de Les Herbiers e final no mítico Mont des Alouettes, palco de momentos históricos do ciclismo francês, incluindo a chegada de etapa do Tour de France 2011. As subidas curtas e explosivas prometem um final de grande emoção.

A edição deste ano contará com várias ausências de peso, entre elas Julian Alaphilippe, que não alinhará em Les Herbiers por opção da sua equipa, focada na preparação para o Tour de France 2025. Também outros ciclistas de renome, como Tony Gallopin e Valentin Madouas, estão fora da lista de inscritos. Ainda assim, o pelotão estará recheado de talento, com ciclistas como Axel Laurance, Romain Grégoire, Kévin Vauquelin ou Paul Lapeira (campeão de fundo em 2024) a surgirem entre os favoritos ao título nacional. Na vertente feminina, os olhos estarão postos em Cédrine Kerbaol, segunda classificada no contrarrelógio em 2024, e Juliette Labous, atual campeã nacional de fundo.

Na edição do ano passado, Paul Lapeira conquistou o título de campeão nacional em linha, seguido por Julien Bernard e Thomas Gachignard. Na prova feminina, Juliette Labous venceu, com Gladys Verhulst e Jade Wiel a completarem o pódio. No contrarrelógio, os títulos foram para Bruno Armirail, em masculinos, e Audrey Cordon-Ragot, em femininos. Estes nomes voltam a estar em destaque numa das provas mais prestigiadas do calendário francês.

Com transmissão no Eurosport e na Max, os Campeonatos de França são mais do que uma corrida: são o reflexo do orgulho nacional numa modalidade profundamente enraizada no país. A poucos dias do arranque de mais uma edição do Tour de France, a prova rainha do ciclismo mundia, desfrute de toda a ação destes Campeonatos, em direto, no Eurosport e na Max.

 

HORÁRIOS DE TRANSMISSÕES NO EUROSPORT 1 E MAX

 

26 DE ABRIL ÀS 13:00H – CONTRRELÓGIO FEMININO 

26 DE ABRIL ÀS 15:00H – CONTRRELÓGIO MASCULINO 

28 DE ABRIL ÀS 11:55H – PROVA DE FUNDO FEMININA 

29 DE ABRIL ÀS 13:15H – PROVA DE FUNDO MASCULINA 

Fonte: Eurosport

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