quinta-feira, 17 de outubro de 2024

“Tour de França na América será uma realidade é oficial”


Que o Tour de França ou qualquer grande tour que se inicie fora do seu país de origem já é usual, mas fora do continente? isso é uma novidade e a prova rainha será pioneira na iniciativa, até 2030, os organizadores têm a ideia de fazer o Tour de França a iniciar-se no Canadá, com um projeto de quatro dias no país norte-americano, que seria o primeiro território não europeu a sediar o evento de ciclismo mais importante.

Conforme confirmado por Stephane Boury, comissário responsável pelas chegadas do Tour, a prova francesa será internacionalizada em território canadense, com quatro etapas planejadas para serem realizadas lá, a competição acontecerá em Montreal e nos arredores do estado de Quebec, que é a área anglófona do país.

De facto, este mesmo setor já tem presença no World Tour com os GPs do Québec e de Montreal, que normalmente decorrem no início de setembro, habituados aos seus layouts explosivos e alturas de curta duração e alta intensidade. Montreal ainda sediará o Campeonato Mundial de Estrada até 2026, o que mostra o papel que a nação assumiu no ciclismo na era moderna.

Após a travessia pela América do Norte, o pelotão retornará à França, especificamente a Roissy, onde iniciará a expedição em território francês, uma inovação sem dúvida, onde será interessante ver a sua execução, como impacta os corredores e se pode ser o ponto de partida para outras países fora da Europa, para acolher o cobiçado evento.

“CAMPEÃO OLÍMPICO IÚRI LEITÃO COMENTA MUNDIAIS DE CICLISMO DE PISTA NO EUROSPORT”


Iúri Leitão e Paulo Martins na cabine de comentários do Eurosport

 

Por: Vasco Simões

Foto: Eurosport

O DUPLO MEDALHADO EM PARIS 2024 VAI ESTAR NOS ESTÚDIOS DO EUROSPORT A COMENTAR TODA A AÇÃO DESTE EVENTO ATÉ AO PRÓXIMO DOMINGO.

LEITÃO DEU ENTREVISTA AO CANAL ONDE FALOU, ENTRE OUTRAS COISAS, DESTA NOVA EXPERIÊNCIA À FRENTE DO MICROFONE.

Apesar de não estar a competir nestes Mundiais de Ciclismo de Pista, Iúri Leitão segue de perto o que os companheiros de seleção fazem em Ballerup, na Dinamarca. O campeão olímpico de Madison em Paris 2024 vai estar nos estúdios do Eurosport, diariamente, a comentar, junto com Gonçalo Moreira e Paulo Martins, toda ação da competição. Em entrevista ao Eurosport, o ciclista de Viana do Castelo falou, entre outras coisas, desta nova experiência em estúdio.

 

Eurosport - Já passaram uns meses desde Paris 2024, já “assentou a poeira”. Como é que te sentes desde que conquistaste aquelas duas medalhas nos Jogos Olímpicos?

 

Iúri Leitão – “Basicamente, depois de a poeira assentar, volta tudo ao normal. Agora que olho para trás fico orgulhoso daquilo que aconteceu, como é lógico, e muito feliz por ter conseguido as medalhas, mas é exatamente aquilo que era antes. Está tudo na mesma.”

 

As pessoas reconhecem-te na rua?

 

“Talvez essa é a maior diferença. As pessoas vão reconhecendo-me mais e pedem-me mais fotografias. Tenho todo o gosto em falar com todas elas e dar-lhes a máxima atenção possível. Mas, à exceção disso, continua tudo da mesma forma.”

 

Tens noção que o ciclismo de pista não era muito conhecido em Portugal? Não muita gente sabia que existia um velódromo, em Sangalhos. Como é que olhas para esta mudança. Achas que há mais interesse na modalidade?

 

“Nos dias a seguir aos Jogos Olímpicos, pelo que me foi relatado por quem trabalha no velódromo, houve muita procura. As pessoas tiveram tanto interesse em visitar o velódromo e saber onde é que nós treinávamos e como é que era o sítio onde nós nos preparávamos para o ciclismo de pista. Despertou muito o interesse das pessoas e espero que se mantenha e possa alavancar o ciclismo de pista nos próximos anos.”

 

O que pode a seleção nacional fazer nestes Mundiais de Ciclismo de Pista?

 

“Não tenho a certeza do patamar em que os meus colegas estão. Sei que eles se preparam bem. Só que preparar bem, nem sempre é suficiente, porque competimos contra outros e não sabemos como é que eles estão. Seja qual for a prova, nós nunca sabemos o que vamos encontrar pela frente. Ainda por cima, o ciclismo de pista é um desporto muito sujeito a mudanças e pequenas coisas que podem alterar a prova. Sei que os cinco estão a preparar-se bem e estão em boa forma para os Campeonatos do Mundo. Mas, aquilo que se pode esperar é relativo. Acho que eles vão fazer uma boa exibição, mas agora não consigo adivinhar qual será a prestação.”

 

Normalmente trazem medalhas, verdade?

 

“Sim normalmente. Nós temos habituado mal as pessoas! Estou a brincar. Temos feito bons resultados todos os anos, em todas as provas que competimos. É muito fácil pedir medalhas, mas nunca sabemos o que é que vai acontecer. Vamos torcer para que corra pelo melhor.”

 

A partir de novembro, o Eurosport emite mais uma edição da Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista. Tens acompanhado a competição? Qual é a tua opinião sobre o evento?

 

“Eu não vou estar presente este ano. Eu estive presente na 1.ª edição. Foi espetacular! Foi uma prova muito emocionante. É todo um espetáculo. É diferente das provas normais do calendário internacional. Tem todo um quê de espetáculo associado, mas, infelizmente, calha numa altura que não é muito favorável para os que também fazemos ciclismo de estrada. É no início de férias e início de preparação física para a época seguinte, por isso acaba por não ser um bom momento para a competição. Pelo menos para mim e para os meus colegas que fazem estrada e receberam o convite e não têm estado presentes. Não é por falta de vontade de competir nesta prova, porque a experiência é muito boa, mas infelizmente isso hipoteca muito a preparação da próxima época. Então, infelizmente tem ficado de parte.”

 

Competes em ciclismo de estrada e de pista. Como diz a letra da canção do Marco Paulo “Eu tenho dois amores”. Qual é que gostas mais?

 

“A música diz que eles em nada são iguais, mas eu não tenho a certeza de qual eu gosto mais. Acho que a música resume bem o que sinto.”

 

Como foi a experiência de comentar no Eurosport?

 

“É uma emoção diferente. É como estar em casa a ver, mas aqui temos a responsabilidade de não extrapolar nas palavras que às vezes apetecem ser ditas. É muito bom estar aqui a torcer pelos meus colegas.”

Acompanhe mais uma edição dos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Pista de 16 a 20 de outubro, em direto, no Eurosport e na MAX.

 

HORÁRIOS:

 

QUINTA-FEIRA, 17 DE OUTUBRO

17:20H – 21:00H 

 

SEXTA-FEIRA, 18 DE OUTUBRO

17:20H – 21:15H 

 

SÁBADO, 19 DE OUTUBRO

17:20H – 21:00H 

 

DOMINGO, 20 DE OUTUBRO

12:20H – 16:10H 

Fonte: Eurosport

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

“Lorena Wiebes com estreia de ouro nos Mundiais de pista, Lavreysen ‘abre a conta’”


Wiebes, de 25 anos, é um ‘ás’ no sprint na estrada e, hoje, mostrou que os títulos nacionais como ‘pistard’ não enganavam

 

Por: Lusa

A ciclista neerlandesa Lorena Wiebes estreou-se hoje em Mundiais de ciclismo de pista com o ouro na corrida de scratch, o compatriota Harrie Lavreysen somou o 14.º título mundial e o Reino Unido impôs-se no sprint.

Wiebes, de 25 anos, é um ‘ás’ no sprint na estrada e, hoje, mostrou que os títulos nacionais como ‘pistard’ não enganavam – dominou o pelotão na corrida de scratch, em que a portuguesa Maria Martins foi 16.ª.

Para trás ficou a campeã do mundo de 2023, a experiente norte-americana Jennifer Valente, que foi segunda e somou a 18.ª medalha em Mundiais, a juntar aos três títulos olímpicos, e a neozelandesa Ally Wollaston, terceira.

Os Países Baixos mostraram a razão pela qual são uma das nações fortes na pista e dominaram no sprint por equipas, sem grande surpresa, com Jeffrey Hoogland, Roy van der Berg e Harrie Lavreysen a imporem-se.

Lavreysen, que tem sido a grande estrela desta vertente do ciclismo nos últimos anos, chegou ao 14.º título mundial da carreira depois de dominar nos Jogos Olímpicos, no sprint por equipas, no sprint e no keirin, um 'tri' que é favorito a repetir em Ballerup.

De resto, de 2019 para cá este trio neerlandês venceu todas as edições dos Mundiais menos uma, em 2022. No segundo lugar ficaram os australianos Ryan Elliott, Leigh Hoffman e Thomas Cornish, com os japoneses Yoshitaku Nagasako, Kaiya Ota e Yuta Obara no bronze.

No sprint por equipas feminino, os Países Baixos tiveram de se contentar com a prata, contudo, uma vez que o Reino Unido recuperou um ouro que não vencia desde 2008, aqui obra das campeãs olímpicas em Paris2024, Emma Finucane, Sophie Capewell e Katy Marchant.

“Não foi nada fácil. Conseguir este ouro era o nosso primeiro objetivo depois de vencermos em Paris2024. Passámos semanas muito duras a treinar, mas esta é a cereja no topo do bolo. Estamos muito orgulhosas de nós”, explicou Capewell à Lusa.

Depois de um primeiro dia mais ‘leve’, os Mundiais prosseguem quinta-feira na Ballerup Super Arena com o arranque do keirin e do sprint individual, assim como a perseguição por equipas feminina, enquanto, na endurance, se disputam os títulos de eliminação no feminino (com Maria Martins) e no scratch no masculino (com Diogo Narciso).

Fonte: Sapo On-line

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