sábado, 21 de setembro de 2024

“Ciclista equatoriano morre atropelado por carrinha”


Kevin Pozo não resistiu aos ferimentos

 

Por: Record

Foto: Fotografia reproduzida no Olé

O mundo do ciclismo está de luto. Kevin Pozo, ciclista equatoriano que representava a 'Sin Fronteras JN', morreu aos 24 anos.

"A Federação Equatoriana de Ciclismo lamenta a morte de Kevin Pozo. Expressamos à sua família e amigos as nossas mais profundas condolências e solidariedade", pode ler-se no comunicado da Federação Equatoriana de Ciclismo.

Kevin Pozo foi atropelado por uma carrinha que circulava no sentido contrário ao do cilista. Ainda foi transportado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos, acabando por morrer esta sexta-feira. A imprensa equatoriana dá ainda conta de que o responsável pelo acidente foi detido pelas autoridades, mas já está em liberdade.

Fonte: Record on-line

“Presidente da ADoP elogia ciclistas da W52 que assumiram doping: «Foi um ato de grande coragem»”


Manuel Brito considera que o escândalo e as penas pesadas levaram a uma mudança de atitude no pelotão

 

Por: Lusa

Foto: Ricardo Jr

O presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal louvou este sábado a coragem dos ciclistas da W52-FC Porto que confessaram o recurso a práticas dopantes, considerando que o escândalo e as penas pesadas levaram a uma mudança de atitude no pelotão.

"Foi um ato de grande coragem, grande coragem", enalteceu em entrevista à agência Lusa, referindo-se à decisão de sete dos ciclistas da W52-FC Porto de assumirem o recurso a práticas dopantes.

João Rodrigues, Rui Vinhas, Ricardo Mestre, Ricardo Vilela, Daniel Mestre, José Neves e Samuel Caldeira tiveram as sanções reduzidas de quatro para três anos ao abrigo do "n.º 16 do artigo 83 da Lei n.º 81/2021", que prevê que "se o praticante admitir a violação da norma antidopagem e aceitar o período de suspensão, pode beneficiar de uma redução de um ano no período de suspensão".

Rodrigues e Vilela estão, no entanto, a cumprir, respetivamente, mais quatro e sete anos por anomalias no passaporte biológico.

"Nesse caso, a aplicação da pena foi minha, porque tive longas discussões com a Agência Mundial de Antidopagem para saber, no caso de haver - nunca tínhamos tido isto em Portugal - uma confissão, qual era a redução de pena, a redução da sanção. E, então, chegámos a um entendimento. Depois, havia a possibilidade de aumentarem as confissões, mas a AMA preveniu-me que se de uma confissão resultassem outras confissões, teríamos de abrir mais processos disciplinares. E se houvesse mentira, teria de abrir outros processos disciplinares. De modo que ficou por uma primeira confissão", detalhou.

Ao contrário dos seus antigos colegas, Joni Brandão e José Gonçalves não colaboraram com a ADoP e foram castigados, respetivamente, com seis e quatro anos de suspensão, com a entidade antidopagem a aplicar as penas mais pesadas ao diretor desportivo, Nuno Ribeiro, e ao seu adjunto, José Rodrigues, suspensos por 25 anos.

"É o limite da lei. Noutros casos, de outros países, teriam sido irradiados, mas a nossa lei não permite", notou.

Aplicada a justiça desportiva, Manuel Brito aguarda agora pelo desfecho do caso em tribunal, no qual 26 arguidos, entre os quais os ciclistas, respondem pelo crime de tráfico de substâncias e métodos proibidos, com os dirigentes da equipa a estarem entre os 14 arguidos que respondem ainda por administração de substância e métodos proibidos.

"Neste processo, há que realçar um aspeto muito interessante, [...], que é um caso exemplar de colaboração entre as autoridades judiciárias, a Polícia Judiciária, o Ministério Público e a ADoP. Primeiro, a confidencialidade. Ninguém sabia o que estávamos a fazer e demorou um ano e meio. Em Portugal, é de louvar", salientou.

Em 24 de abril de 2022, no decorrer do Grande Prémio O Jogo, a PJ realizou "várias dezenas de buscas domiciliárias e não domiciliárias em diversas regiões do território nacional", envolvendo cerca de 120 elementos e visando maioritariamente as residências dos ciclistas e dirigentes da W52-FC Porto, e apreendeu várias centenas de seringas e agulhas de vários tipos, material para transfusão de sangue ou mesmo bolsas usadas com vestígios hemáticos, e substâncias dopantes como betametasona, somatropina, menotropina, TB 500, insulina ou Aicar, entre outras.

"Foram 120 inspetores que também mantiveram a confidencialidade das buscas e apreensões. Depois, o estudo em conjunto do processo em que a ADOP colaborou num relatório técnico [...]. Os controlos antidopagem que fizemos, que deram resultados, em alguns casos, para o passaporte biológico, de alguns, ao nível da UCI. Portanto, em termos nacionais, uma exemplar cooperação institucional, Ministério Público, Polícia Judiciária, ADOP. Em termos internacionais, uma exemplar cooperação com a AMA e a UCI", enumerou.

Por ser tudo "novo", a ADoP precisou "muito de aconselhamento, por um lado, e garantia de que tudo o que fazia não ia parar ao Tribunal Arbitral [do Desporto] de Lausana".

"A AMA, se achasse que estávamos a fazer alguma coisa errada, punha-nos um processo. Já tive a oportunidade de agradecer formalmente à AMA, em diferentes ocasiões, e à UCI. De modo que, desse ponto de vista, correu bem. Sei que vai correr bem também em tribunal, do ponto de vista técnico e jurídico", manifestou.

Manuel Brito acredita que "os efeitos disciplinares da ADoP e do Colégio Disciplinar", com sanções muito pesadas", assim como o processo em tribunal e "o escândalo com impactos nacionais e internacionais" provocaram "uma mudança de atitude em muitas equipas e praticantes" do ciclismo nacional.

"E isso, obviamente, que é positivo. Sendo um facto negativo o que ocorreu, que não me agradou nada, é positivo haver uma alteração de comportamento", defendeu.

Fonte: Record on-line

“Estados Unidos receberá pela primeira vez o Mundial de XCM no dia 22 de setembro; percurso terá 181km para os homens e 134km para as mulheres”


Foto: Ard Jongsma/Trekantomraadet

Uma impressionante coleção de ciclistas de primeira classe estarão na partida da 22ª edição do Campeonato Mundial de Maratona de Mountain Bike da UCI, a ser realizado em Snowshoe, nos Estados Unidos, amanhã dia 22 de setembro.

Esta será a primeira vez que o Mundial de XCM será nos Estados Unidos, depois de duas edições na Europa, Dinamarca em 2022 e Escócia em 2023, a etapa única que define os campeões mundial de XCM atravessa o Atlântico em direção à Virgínia Ocidental, nas montanhas de Snowshoe, com desafios consideráveis para os competidores.

 

Percurso e terreno

 

A Montanha Snowshoe fica na cimo dos 1.520 metros sobre o nível do mar e, embora a altitude em si não seja nenhuma novidade, é sempre um fator a ser considerado. Com 104km de extensão e 1.988 metros de altimetria acumulada, o percurso é semelhante ao da Copa do Mundo UCI XCM de 2023, vencida pelo alemão Simon Stiebjahn e pela americana Hannah Otto.

Com uma mistura de singletrack e doubletrack, o percurso oferece oportunidades para ultrapassagens, mas também para uma pedalada estratégica e defensiva. Os organizadores descrevem a superfície como 8,5km pavimentada, 72 quilómetros não pavimentados e os sempre intrigantes 25 quilómetros desconhecidos.

“É um percurso super técnico e muito duro”, descreveu a campeã geral da taça do mundo UCI de 2023, Lejla Njemčević da Bósnia e Herzegovina, sobre o percurso do ano passado. “Pedalar três horas e meia nisso parece uma corrida de enduro”.

 

Snowshoe e a Copa do Mundo de Mountain Bike da UCI

 

Snowshoe já recebeu outros eventos desportivos que incluem cross-country (XC) e downhill (DHI), em etapas da Taça do Mundo de XCO da UCI. As provas geralmente acontecem no final da época e são importantes para decidir os títulos gerais, o que pode dar uma sensação de “Campeões Mundiais da UCI”, já que alguns ciclistas precisam adotar uma abordagem de “matar ou morrer” na sua última tentativa de subir no ranking geral da Taça do Mundo da UCI.

O local já trouxe muitas emoções para as Topas do Mundo UCI e agora sedia um Campeonato Mundial UCI, onde o premio final são as faixas de arco-íris para a mulher mais rápida e o homem mais rápido.

 

Sem Avancini

A lista provisória de largada traz 88 homens, mas o atual campeão mundial da UCI Henrique Avancini também campeão mundial de XCM em 2018, não está entre eles. Já seus companheiros finalistas do pódio de 2023 Martin Stošek e Lukas Baum estão prontos para correr atrás do título.

Os medalhistas de prata e bronze, o alemão Andreas Seewald campeão mundial da UCI de 2021 e o dinamarquês Simon Andreassen, estarão, junto com o campeão mundial da UCI de 2019 e 2020, o colombiano Héctor Páez León. Completam a lista de galáticos nomes como o norte-americano Christopher Blevins, o espanhol David Valero e o francês Victor Koretsky, entre outros.

Das 51 mulheres na lista de largada, todas as três atletas do pódio de 2023 aparecem, com Mona Mitterwallner também campeã mundial da UCI de 2021, que procura manter o seu título e as em forma Candice Lill da África do Sul, e a alemã Adelheid Morath, cada uma esperando ir ainda melhor do que antes.

Do pódio do Campeonato Mundial da UCI de 2022, apenas a medalhista de bronze e campeã mundial da UCI de 2016, a suíça Jolanda Neff, trabalhando em seu retorno, está na lista de largada. Outros nomes de destaque são a sueca Jenny Rissveds e a suíça Sina Frei.

A francesa campeã mundial de XCM da UCI de 2019 e 2022, Pauline Ferrand-Prévot de França, mudou para provas de estrada e não vai mais competir no mountain bike.

Mais informações no site oficial https://www.uci.org/competition-details/2

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