sábado, 24 de agosto de 2024

“Volta a Portugal de Cadetes 2ª etapa”


Asier Fortea vence ao sprint, mas Gonçalo Costa segura amarela

 

Por: Vasco Moreira

Asier Fortea (Infinobras/Grupo Sime) foi o ciclista mais forte na chegada ao sprint a Benavente da segunda etapa da Volta a Portugal de Cadetes. Gonçalo Costa (Academia Efapel de Ciclismo) chegou no pelotão e manteve a camisola amarela.

A ligação de 84,9 quilómetros entre Santarém e Benavente não apresentadas grandes dificuldades para além das duas passagens pela contagem de montanha de terceira categoria, já perto do final. Como tal, foi sem surpresa que, ao fim de 44 quilómetros, percorridos em uma hora, não se tivesse formado qualquer fuga, apesar dos vários ataques.


Já depois da primeira passagem pela contagem de montanha de Benavente, liderada por Tomás Nunes (Silva & Vinha/ADRAP-Rendufe FC/Intermarché), o pelotão passou compacto na primeira vez que cruzou a meta. Foi pouco depois, na entrada para o circuito final, que surgiu a única fuga digna de registo.

Leonardo Garcia (Alenquer-G.D.M.-Anipura) e Ángel Casado (Camargo/Blendio), que venceu a segunda contagem de montanha, percorreram cerca de cinco quilómetros isolados, mas foram alcançados a outros tantos da meta. O pelotão chegou compacto aos últimos metros e, aí, Asier Fortea foi o mais forte, tendo batido a concorrência feroz de Fran Alemany (Escuela Ciclismo Isaac Gálvez), segundo classificado, e Guilherme Ribeiro (Paredes/Fortunna), terceiro.


Nas contas da classificação geral, Gonçalo Costa, 13.º na etapa, lidera agora com oito segundos de vantagem sobre Dimas Mota (Landeiro/KTM/Matias&Araújo), segundo classificado, e de 12 sobre o espanhol Oscar Morante (TBG Lithosport). Nas restantes classificações, Fran Alemany comando nos pontos, Guilherme Serra (LA Alumínios/Vila Galé/Matos Cheirinhos) na montanha e Afonso Falcão (Landeiro/KTM/Matias&Araújo) é o melhor cadete de primeiro ano. A Paredes/Fortunna segue na frente entre as várias equipas.

A 16.ª edição da Volta a Portugal de Cadetes termina este domingo, com uma tirada de 85,4 quilómetros, entre Alpiarça (10h) e Montejunto (12h19). A meta final, no alto de Montejunto, coincide com uma contagem de montanha de primeira categoria, num final que promete animar a luta final pela geral.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Seleção Nacional/Lucas Lopes 12.º na Volta a França do Futuro”


Por: José Carlos Gomes

O português Lucas Lopes terminou hoje a Volta a França do Futuro, prova de referência do calendário internacional de sub-23, na 12.ª posição. O britânico Joseph Blackmore segurou a camisola amarela, apesar do forte ataque do espanhol Pablo Torres, vencedor da última etapa.

Os últimos 127,2 quilómetros da competição, disputados em território italiano, ligaram Bobbio Pellice ao Col delle Finestre. A viagem, maioritariamente plana, deu protagonismo a três fugitivos, que se destacaram praticamente no momento da partida real.

No entanto, a fase final da etapa permitiria que fosse ditada a lei do mais forte. Um dos escapados, o italiano Pietro Mattio, ainda entrou na subida final (18,2 quilómetros com inclinação média de 9,3 por cento) destacado.

No entanto, as movimentações dos corredores em luta pela geral, ditaram um rápido emagrecimento, tanto do pelotão como da vantagem do ciclista italiano. Entre os portugueses, Lucas Lopes resistiu bem às primeiras acelerações.

A movimentação principal coube a Pablo Torres, que tudo fez para recuperar a camisola amarela perdida na véspera. Trepou a subida final quase toda em solitário e foi dessa forma que cruzou a meta. Joseph Blackmore resistiu como pôde, foi o segundo classificado, a 3m43s do rival, o que lhe permitiu conquistar a Volta a França do Futuro por apenas 12 segundos. O terceiro do dia foi o neerlandês Tijmen Graat, a 4m09s, o que lhe valeu igual posição na geral, a 50 segundos do vencedor.

A subida para a meta revelou-se duríssima. Lucas Lopes voltou a ser o melhor elemento da Seleção Nacional e ainda melhorou um lugar na classificação geral. Mas esse resultado obrigou a um grande sofrimento nos derradeiros quilómetros da corrida. O poveiro descolou do grupo dos favoritos a cerca de dez quilómetros do final, apenas com metade da montanha percorrida, e teve de controlar o esforço para segurar-se no top 15 da geral, sobretudo nos derradeiros oito quilómetros de subida, em terra e cascalho.

Lucas Lopes foi o 18.º na etapa, a 7m59s do vencedor da jornada. Seguiram-se Gonçalo Tavares, 49.º, a 15m34s, Alexandre Montez, 54.º, a 16m50s, Daniel Lima, 69.º, a 20m30s, e António Morgado, 83.º, a 26m32s

Na geral Lucas Lopes terminou no 12.º lugar, a 14m56s, Daniel Lima foi o 26º, a 28m49s, Alexandre Montez fechou a prova no 38.º lugar, a 36m08s, Gonçalo Tavares conseguiu a 46.ª posição, a 49m10s, e António Morgado chegou ao fim em 81.º, a 1h23m47s.

Portugal desceu um lugar na geral coletiva, terminando na oitava posição. É um resultado condicionado pelo desempenho de Daniel Lima, que vinha sendo o segundo homem da Seleção Nacional, e que, na última etapa, sofreu uma aparatosa queda que o deixou com escoriações por todo o corpo.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Seleção Nacional/Paulo Fernandes 17.º no omnium do Mundial de Juniores”


Por: Vasco Moreira

Paulo Fernandes terminou a estreia no Campeonato do Mundo de Pista de Juniores, na madrugada e manhã deste domingo, em Luoyang, na China, com um 17.º lugar no omnium.

O ciclista português de 18 anos garantiu um lugar na final graças ao sétimo lugar conseguido na segunda manga de qualificação, na qual somou 20 pontos. Seguiu-se o scracth, em que foi 14.º, e a corrida de tempo, na qual foi 17.º, tendo depois sido 15.º na eliminação. Paulo Fernandes entrou na derradeira corrida por pontos em 17.º, com 34 pontos, posição e pontuação que manteve no final.

“O Paulo conseguir melhorar alguns aspetos do dia anterior e foi mais eficaz na qualificação para o omnium. No programa de omnium, esteve melhor nas provas de scratch e eliminação. Nas outras provas, conseguiu manter o ritmo do pelotão, mas revelou dificuldades em pontuar. Ainda está num processo de desenvolvimento e aprendizagem e, tendo em conta o grau de experiência e as competências que trazia, são normais as dificuldades sentidas neste Mundial de Juniores”, explica Gabriel Mendes, Selecionador Nacional de Pista.

Nas contas finais do programa de omnium, a medalha de ouro foi para o belga Matijs Van Strijthem, com 112 pontos, a prata para o estado-unidense Ashlin Barry, com 111, e o bronze para o australiano Alex Hewes, com 102.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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