sexta-feira, 5 de julho de 2024

“Filipe Marques garante estreia do triatlo português em Jogos Paralímpicos”


Missão portuguesa em Paris aumentou para 24 atletas

 

Por: Lusa

Portugal vai estrear-se nas competições de triatlo nos Jogos Paralímpicos em Paris'2024, com a confirmação do apuramento de Filipe Marques, que aumentou para 24 a missão portuguesa na capital francesa.

"Estou muito contente com a qualificação. É sempre o grande objetivo de cada aleta e algo que eu procurava para Tóquio2020 e que não consegui por muito pouco", disse o desportista, em declarações à Lusa.

Filipe Marques assegurou a estreia do triatlo adaptado português no evento com o nono lugar no ranking, o derradeiro do apuramento paralímpico direto, uma vez que ainda poderá haver convites, com 1.335 pontos, em classificação liderada pelo canadiano Stefan Daniel, com 1.706.

"O objetivo agora é tentar um 'top 5' ou espreitar uma medalha, o que seria algo fantástico nos meus primeiros Jogos. Estou na luta para isso", completou o luso que teve como principais resultados o triunfo nas Taças do Mundo de Alhandra e de Málaga, em Espanha.

Com esta inclusão, a Missão de Portugal é composta agora por 24 desportistas, em oito modalidades para a competição que decorre entre 28 de agosto e 08 de setembro.

À exceção das vagas atribuídas via ranking individual, todas as quotas asseguradas em competições de apuramento são não nominais e são atribuídas aos atletas mediante critérios de seleção definidos por cada uma das federações de modalidade, em articulação com o CPP.

Neste momento, o boccia é a modalidade mais representada, com sete elementos, seguido do atletismo com seis e natação com quatro.

Seguem-se a canoagem e o ciclismo, ambas com duas, enquanto badminton, tiro e triatlo apresentam um elemento cada.

Portugal, que esteve representado nos Jogos Tóquio2020 por 33 atletas, somará em Paris2024 a sua 12.ª participação no evento, no qual conseguiu um total de 94 medalhas (25 medalhas de ouro, 30 de prata e 39 de bronze).

 

Lista de quotas conquistadas por Portugal e atletas definidos:

- Atletismo (6): A definir.

- Badminton (1): Beatriz Monteiro.

- Boccia (7): Ana Sofia Costa, José Gonçalves, Carla Oliveira, Ana Catarina Correia e três atletas ainda a designar da equipa BC1-BC2

- Canoagem (2): Alex Santos e Norberto Monteiro.

- Ciclismo (2): Luís Costa e Telmo Pinão.

- Natação (4): Daniel Videira, Diogo Cancela, Marco Meneses e Tomás Cordeiro.

- Tiro (1): Margarida Lapa.

- Triatlo (1): Filipe Marques.

Fonte: Record on-line

“Testemunha fala em "ditadura" na W52-FC Porto: «Fugíamos do senhor Adriano Quintanilha»”


Maximino Pereira contou ao tribunal que pernoitava "no quarto da equipa" e disse que não se revia na gestão que era feita

 

Por: Lusa

Um antigo elemento dos órgãos sociais da W52-FC Porto classificou esta sexta-feira de "ditadura" a gestão de Adriano Quintanilha da equipa de ciclismo, exercendo "muita pressão para ganhar" as provas, durante as quais havia ampolas, seringas e comprimidos.

Ouvido enquanto testemunha abonatória arrolada pelo ex-diretor desportivo da equipa Nuno Ribeiro, no julgamento da operação 'Prova Limpa', com 26 arguidos, incluindo ex-ciclistas, e que decorre num pavilhão anexo ao Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira, Maximino Pereira nunca assumiu ter conhecimento ou ter visto práticas dopantes no seio da W52-FC Porto, mas admitiu sentir que isso acontecia quando acompanhou a equipa em várias provas nacionais.

A testemunha, conhecida no pelotão como 'Max', disse que em setembro de 2021 se demitiu por "ser uma pessoa de bem" e por razões familiares, mas também devido ao "mau ambiente" que se vivia dentro da W52-FC Porto e pela "vergonha" que afirmou sentir quando era confrontado, no decorrer das provas, como a Volta a Portugal, pelo público com acusações de que "a equipa estava toda dopada".

Maximino Pereira contou ao tribunal que pernoitava "no quarto da equipa", nos hotéis onde esta ficava instalada durante as competições, e no qual eram guardados produtos, como água, fruta e suplementos energéticos, mas também ampolas, seringas e comprimidos, que os ciclistas iam buscar após as etapas.

Questionado pelo coletivo de juízes sobre a finalidade das seringas e ampolas, a testemunha, atualmente com 61 anos e mais de 40 anos ligados à modalidade, respondeu: "devia ser para se doparem, mas eu nunca vi", admitindo haver, contudo, "rumores" sobre doping na equipa, prática que, referiu, ser transversal a todas as equipas e mesmo a nível mundial.

O tribunal perguntou à testemunha sobre se nunca se questionou ou procurou saber qual o objetivo de uma equipa de ciclismo ter à disposição dos atletas ampolas, seringas e compridos.

"Nunca perguntei, nunca quis saber. Não tinha nada que me meter, era um assunto tabu, sigiloso e passava-me tudo ao lado. Ficava no meu cantinho", respondeu Maximino Pereira.

Adriano Teixeira de Sousa, conhecido como Adriano Quintanilha, era o dono da equipa e é um dos arguidos neste processo.

O antigo elemento dos órgãos sociais da W52-FC Porto indicou ao tribunal que, à exceção da gestão desportiva, "passava tudo" por Adriano Quintanilha que, segundo a testemunha, exercia "muita pressão" ao staff e aos ciclistas para ganharem, dando conta da existência de "um mau ambiente, de um ambiente pesado" e até de intimidação dentro da equipa.

"Não me revia na gestão. Era tipo ditadura", declarou Maximino Pereira que, mais à frente no seu depoimento referiu: "nós fugíamos do senhor Adriano".

Na sessão de hoje estava prevista a inquirição de Pinto da Costa, arrolado também pelo arguido Nuno Ribeiro como sua testemunha abonatória, mas o tribunal não conseguiu notificar o antigo presidente do FC do Porto.

Os 26 arguidos respondem por tráfico de substâncias e métodos proibidos, mas apenas 14 por administração de substância e métodos proibidos.

Entre estes estão Adriano Teixeira de Sousa, conhecido como Adriano Quintanilha, a Associação Calvário Várzea Clube De Ciclismo - o clube na origem da equipa -, o então diretor desportivo Nuno Ribeiro e o seu 'adjunto' José Rodrigues.

João Rodrigues, Rui Vinhas, Ricardo Mestre, Samuel Caldeira, Daniel Mestre, José Neves, Ricardo Vilela, Joni Brandão, José Gonçalves e Jorge Magalhães são os ex-ciclistas da W52-FC Porto julgados por tráfico de substâncias e métodos proibidos, assim como Daniel Freitas, que representou a equipa de 2016 a 2018.

Fonte: Record on-line

“Evenepoel estreia-se a vencer no Tour, Pogacar mantém a amarela, João Almeida sobe a 6.º”


No sábado, a oitava etapa liga Semur-en-Auxois a Colombey-les-Deux-Eglises, no total de 183,4 quilómetros sem grandes dificuldades

 

Por: Lusa

Foto: EPA

O ciclista belga Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) conquistou hoje a sua primeira vitória na Volta a França, ao vencer o contrarrelógio da sétima etapa, na qual o esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates) manteve a camisola amarela. Já João Almeida subiu a 6.º.

A estrear-se no Tour, o campeão mundial de contrarrelógio, de 24 anos, cumpriu os 25,3 quilómetros entre Nuits-Saint-Georges e Gevrey-Chambertin em 28.52 minutos, deixando Pogacar na segunda posição, a 12 segundos. O também esloveno Primoz Roglic (Red Bull-BORA-hansgrohe) foi terceiro, a 34, e o português João Almeida (UAE Emirates) oitavo, a 57.

Na geral, o esloveno da UAE Emirates continua a liderar, agora com 33 segundos de vantagem sobre Evenepoel, com o dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) ainda em terceiro, mas a 01.15 minutos da camisola amarela. Almeida subiu a sexto, a 02.17 minutos do seu companheiro de equipa.

No sábado, a oitava etapa liga Semur-en-Auxois a Colombey-les-Deux-Eglises, no total de 183,4 quilómetros sem grandes dificuldades.

Fonte: Sapo on-line

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