domingo, 14 de agosto de 2022

“Seleção Nacional/Daniela Campos sexta classificada na corrida por pontos”


Por: José Carlos Gomes

Daniela Campos conseguiu hoje o melhor resultado português no Campeonato da Europa de Pista, em Munique, Alemanha, sendo a sexta classificada na corrida por pontos.

A prova de 125 voltas 25 quilómetros – desenrolou-se de modo frenético, com ataques e ritmo muito forte desde as voltas iniciais. A corredora portuguesa optou por não ir ao choque, controlando as forças para bater-se pelo melhor resultado possível.

Perto do final da primeira metade da prova, Daniela Campos atacou, tentando explorar o desgaste das ciclistas que estiveram envolvidas nas movimentações iniciais, mas a fuga da portuguesa não resultou.

Diferente resultado teve a segunda movimentação da representante de Portugal. A 37 voltas do termo da corrida, Daniela Campos saiu do pelotão, integrando um sexteto que conseguiria dobrar o grupo principal. Somou, assim, os 20 pontos com que terminaria a prova, no sexto lugar, ou seja, no primeiro terço da classificação.

“Estou muito contente com o meu resultado, numa corrida dura, porque foi muito atacada desde o início. Fiz a corrida a controlar o melhor possível, perante adversárias muito fortes. Houve algumas falhas da minha parte, mas fazem parte do processo de aprendizagem”, reconhece Daniela Campos.


O selecionador nacional, Gabriel Mendes, também destaca o percurso de formação que ainda está a ser percorrido pela ciclista, que “ainda está em fase de aprendizagem para este nível de exigência para que no futuro possa competir com mais recursos técnicos e táticos no mais alto patamar”.

A belga Lotte Kopecky, campeã Mundial em título, sagrou-se campeã europeia, com enorme superioridade. Conquistou a medalha de ouro com 85 pontos, mais 32 do que a segunda classificada, a italiana Silvia Zanardi. A terceira, com 47 pontos, foi a francesa Victoire Berteau.

Daniel Dias fechou a participação portuguesa na jornada de hoje, sendo o 13.º classificado na corrida de eliminação. A corrida foi ganha pelo campeão mundial da especialidade, nada mais nada menos do que o italiano Elia Viviani, que, horas antes, terminou a prova de fundo de estrada na sétima posição. Seguiu-se o alemão Theo Reinhardt e o belga Jules Hesters.

“Acabei por ser eliminado na altura em que me começava a sentir melhor em pista. No futuro tenho de corrigir alguns erros que aqui cometi”, admite.

Gabriel Mendes coloca a tónica na vertente técnica, uma vez que o “Daniel está num bom momento de forma e tem capacidade física para fazer um melhor resultado absoluto. No entanto, a prova de hoje tinha como um dos objetivos dar mais experiência ao corredor neste contexto e nesta pista, porque amanhã terá o seu principal objetivo neste europeu”.

Segunda-feira é um dia importante para Portugal no Campeonato da Europa de Pista. Tudo porque a jornada ficará marcada pela disputa das provas masculina e feminina da disciplina olímpica de omnium.

No setor feminino não há necessidade de qualificação, pelo que Maria Martins entra diretamente na luta pelo concurso de omnium, com as quatro corridas pontuáveis a sucederem-se: scratch (12h30), corrida tempo (14h50), eliminação (15h55) e corrida por pontos (17h15). Já Daniel Dias terá um obstáculo acrescido, terá de passar a fase de apuramento (11h00) para entrar no concurso de omnium: scratch (12h45), corrida tempo (15h15), eliminação (16h30) e corrida por pontos (17h55).

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Está a chegar ao fim a 83ª Volta a Portugal Continente “Amarelos” reinaram na Senhora da Graça”


António Carvalho venceu e levou na roda Frederico Figueiredo e Maurício Moreira até ao topo do Monte Farinha, em Mondim de Basto. O trio da Glassdrive-Q8-Anicolor tomou conta da Senhora da Graça, este domingo, dando mais uma vitória à equipa (a quarta) na 83ª Volta a Portugal Continente.

"Vencer aqui é muito especial, bisar é ainda melhor”, disse António Carvalho referindo-se ao triunfo obtido em Mondim, em 2019. “Tínhamos uma tática planeada. Agradeço à equipa porque o objetivo era eu vencer a etapa. Queríamos defender o primeiro e segundo lugar. A Geral está em primeiro lugar, mas na reunião ouvi os meus colegas dizer que eu merecia esta recompensa. Muito obrigado a eles", salientou sorridente.


A nona etapa foi totalmente controlada pela equipa dirigida por Ruben Pereira que obteve os três primeiros lugares e tornou-se agora ainda mais evidente, a faltar o contrarrelógio final, que o triunfo na Volta não lhe deverá escapar. O uruguaio Maurício Moreira é apontado como favorito por ser especialista no terreno que falta cumprir, apesar de ser segundo na Geral, a sete segundos do companheiro Frederico Figueiredo que ainda ficou com a Amarela Continente.


Ao perder tempo na subida, o terceiro da Geral, Luis Fernandes (Rádio Popular- Paredes-Boavista) não só ficou mais longe da frente como colocou em risco o pódio final porque o rival mais direto, António Carvalho, ganhou-lhe margem e ficaram separados apenas por 29 segundos.

 

Última Etapa em Linha começou em Paredes

 

A sempre destacada Etapa Rainha da Volta começou com um momento emotivo na saída, em Paredes. A caravana da Volta a Portugal despediu-se e homenageou Alejandro Marque (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), Tiago Machado (Rádio Popular-Paredes- Boavista) e Micael Isidoro (ABTF Betão Feirense), corredores em final de carreira que fazem agora a última Volta.


Dada a partida para os 174,5 quilómetros, não demorou a formar-se uma fuga de 13 homens que seguiram juntos até à Serra do Marão, a primeira das três contagens de primeira categoria. O grupo começou a perder elementos com o passar dos quilómetros e destacou-se Fábio Costa.

Mais um corredor da Glassdrive-Q8-Anicolor que serviu de isco para desgastar a concorrência. Até ao início da subida final, depois de passar Mondim, Fábio Costa marcou o ritmo que não permitiu a Alejandro Marque ter uma despedida em grande – a equipa de Tavira tinha preparado bem o ataque do espanhol, mas uma avaria deitou por terra essa esperança - e foi testando a resistência de Luís Fernandes.


O trabalho de Costa terminou nos primeiros metros da subida quando António Carvalho arrancou, sendo pouco depois acompanhado pelos dois companheiros de equipa. Apesar da previsível perda da Camisola Amarela no último dia, Frederico Figueiredo tem a satisfação de ser, desde já, o vencedor virtual da classificação da Montanha. Apenas tem de terminar a competição, em Gaia, para levar para casa a Camisola das Bolinhas Europcar.


Durante esta penúltima etapa, Joaquim Silva (Efapel Cycling) ainda tentou agarrá-la, ganhando na quarta categoria que praticamente abriu a etapa, mas Figueiredo foi primeiro no alto do Barreiro (primeira) e o segundo lugar na Senhora da Graça permitiu-lhe "tirar" essa liderança ao colega Maurício Moreira. O uruguaio mantém-se como líder do Prémio Combinado Carclasse.

Scott McGill (Wildlife Generation) resistiu na Senhora da Graça e também é virtualmente vencedor da Camisola Verde Rubis Gás, símbolo da classificação dos Pontos. O espanhol Jokin Murguialday (Caja Rural-Seguros RGA) aumentou a liderança na juventude, sendo dono da Camisola Branca Jogos Santa Casa.



Contrarrelógio Fecha Festa do Ciclismo

 

Faltam apenas 18,6 quilómetros para conhecer em definitivo o vencedor da 83ª Volta a Portugal Continente. É a distância que separa a partida da 10ª Etapa no Porto e a meta em Gaia. O contrarrelógio individual desta segunda-feira é relativamente técnico, mas sem grandes oscilações no terreno. Um a um, os corredores estarão em prova pela ordem inversa à classificação, partindo de minuto a minuto, com exceção dos últimos dez que saem de dois em dois minutos. O primeiro corredor na estrada parte às 15h06. O Top


Dez começa a aparecer às 16h42 quando partir Henrique Casimiro (Efapel Cycling) e, por fim, o Camisola Amarela Continente, Frederico Figueiredo, partirá às 17 horas chegando cerca de 25 minutos depois à marginal de Gaia, local onde serão consagrados os vencedores da Volta 2022.

Fonte: Podium




















“Europeus'2022: Estafetas mistas do triatlo terminam na sétima posição”


João Pereira, Vasco Vilaça, Maria Tomé e Melanie Santos compuseram o quarteto português que sofreu ainda uma penalização de 10 segundos

 

Por: Lusa

Foto: Facebook Triatlo Portugal

O quarteto de estafetas mistas do triatlo português foi este domingo sétimo no campeonato da Europa, não conseguindo o ambicionado top 5 desejado pelo diretor técnico nacional em Munique.

Num evento com 19 equipas, a França levou o ouro em 1:25.30, batendo a Alemanha por 33 segundos e a Suíça por 49: Portugal concluiu a prova em sétimo, a 2.01 minutos.

João Pereira e Vasco Vilaça, sexto e 13.º, respetivamente, na competição individual de sábado, Maria Tomé e Melanie Santos, designadamente 11.ª e 24.ª na competição a solo de sexta-feira, compuseram o quarteto português, que este ano vinha de dois oitavos lugares na Taça do Mundo, com mais nações em jogo.

Se a natação foi o calcanhar de Aquiles de Vasco Vilaça na prova individual, agora o português foi o segundo na transição do segmento dos 300 metros da água para os 7,2 quilómetros do ciclismo, a mesma posição para os 1,6 quilómetros de corrida (não se cumpriram os oito de ciclismo e os dois de corrida oficiais) e passagem de testemunho a Melanie, com três segundos de atraso para a Suíça e 11 e avanço para a França, terceira.

Melanie progrediu e saiu isolada da água, com a França a nove segundos e a Suíça a 20, porém cedeu no ciclismo e iniciou a corrida em nona, a 58 segundos da gaulesa, acabando por dar a vez a João Pereira em nono, a 1.27 da frente.

João baixou uma posição na água, para 10.º, a 1.21 minutos, no ciclismo estabilizou a diferença, nono a 1,22, o mesmo tempo com que Maria Tomé começo o último relevo, mas já com Portugal em sexto.

Foi nessa mesma posição que a jovem entrou no ciclismo, a 1.26, e saiu para a corrida final, a 1.32 minutos, acabando o seu desempenho em sétimo, caindo um lugar no fim.

Nesta prova, Portugal cumpriu ainda uma penalização de 10 segundos, por um dos atletas ter deixado equipamento fora do local indicado.

João Silva, Ricardo Batista e Helena Carvalho, por diferentes motivos físicos, não estiveram à disposição do diretor técnico nacional José Estrangeiro na escolha da equipa, sendo que os dois primeiros nem chegaram a competir em Munique, onde se somaram pontos para o apuramento olímpico.

A segunda edição dos campeonatos Europeus multidesportos está a decorrer em Munique até 21 de agosto e reúne nove modalidades, estando Portugal representado em sete, nomeadamente atletismo, canoagem, ciclismo, ginástica artística, remo, ténis de mesa e triatlo.

Fonte: Record on-line

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