sexta-feira, 11 de junho de 2021

“Cross Country Olímpico/Bruno Silva e Marta Branco venceram o 22.º BTT XCO– ACRAP”


Bruno Silva e Marta Branco, ambos da AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde, venceram em elites o 22.º BTT XCO – ACRAP, terceira prova do Campeonato do Minho de BTT XCO - POPP Agency que se disputou em Prozelo, Arcos de Valdevez.

Num dia marcado pelo calor, o 22.º BTT XCO - ACRAP realizou-se seguindo todas condições de segurança e no cumprimento das orientações da Direção-Geral da Saúde e das normas concertadas entre aquela entidade e a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC).

Na corrida de elites masculinos, o jovem Bruno Silva (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde), que está no seu primeiro ano da categoria, impôs-se numa corrida muito renhida com o seu colega de equipa Vítor Santos e Fábio Ribeiro (Clube BTT Matosinhos). O ciclista de Sobrado acabou por ser o mais rápido nas voltas finais e cortou a meta em primeiro lugar, deixando Vítor Santos em segundo e Fábio Ribeiro em terceiro.

Em elites femininas, Marta Branco (AXPO/FirstBike/Vila do Conde) dominou a corrida, superiorizando-se à sua colega de equipa Leandra Gomes, enquanto Tânia Cardoso (MonçãoBike/LusoPrint/Bombos S. Sebastião Bombos S. Sebastião) terminou em terceiro lugar.

José Simões (Lobos Averomar BTT), em Sub-23, foi o primeiro a cortar a meta, deixando Rui Rêgo (MonçãoBike/LusoPrint/Bombos S. Sebastião Bombos S. Sebastião) na segunda posição e José Ribeiro (Joane BTT/Trilhos Bike) na terceira.


João Cruz e Catarina Lopes, ambos da AXPO/FirstBike/Vila do Conde, venceram em juniores, Lucas Ferreira (Sabor do Norte/Bilabiker´s RacingTeam) e Francisca Moreira (Clube BTT Matosinhos) em cadetes e Cecília Araújo (Figueiras BTT) e Rogério Midão (Trilhos/APJCAR) em master 30.

Na categoria de master 40 triunfou Marco Macedo (Saertex Portugal - Edaetech), enquanto António Sousa foi o melhor em master 50 e Domingos Rufo (Saertex Portugal - Edaetech) em master 60.

Por equipas venceu a AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde, seguindo-se na classificação o Rompe Trilhos/Ajpcar e o BTT Matosinhos terceiro.

 

Regresso das Escolas de BTT no Minho

 

O 22.º BTT XCO ACRAP marcou ainda o regresso à competição, no Minho, das Escolas de BTT. A equipa Sabor do Norte/Escola de Ciclismo Bilabiker´s foi a vencedora coletiva, enquanto a Seissa/KTM-Bikeseven /Matias&Araújo/Frulact ficou em segundo e o Clube de BTT Matosinhos em terceiro.

Individualmente, Lucas Angélico (Sabor do Norte/Escola Ciclismo Bilabiker´s) e Margarida Vasconcelos (Maiatos) evidenciaram-se em juvenis, Diogo Maia (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) e Lara Azevedo (Clube BTT Matosinhos) em infantis, Tiago Nogueira (Domarsa/Santa Cruz/Bicicastro) e Matilde Correia (Sabor do Norte/Escola Ciclismo BilaBiker’s) em iniciados e Tomás Vigário e Maria Nogueira, ambos da Dimarsa/Santa Cruz/Bicicastro, em Pupilos/Benjamins).


 

Martinho Pedreira: Sinal de esperança

 

Martinho Pedreira, presidente da Junta de Freguesia de Prozelo, acompanhou o BTT XCO da ACRAP e mostrou-se satisfeito com o regresso das provas à freguesia. “Receber estes eventos é sempre positivo. As pessoas estiveram impedidas de sair durante muito tempo devido à Covid e, por isso, estavam ávidas de fazer o que gostam. Estes são desportos de ar livre mas, mesmo assim, seguiram-se todos os protocolos sanitários. É de salutar o regresso das competições e do BTT XCO da ACRAP”, afirmou o autarca.

Considerando que “este é um sinal de esperança” e que “estas provas são sempre bem-vindas”, Martinho Pedreira salientou que “nós apoiamos as atividades que a Associação Cultural e Recreativa Amadora Proselense (ACRAP) desenvolve. Nós estamos sempre disponíveis para apoiar”, mesmo quando, como este ano, as coisas são mais difíceis: “hoje em dia as provas são mais difíceis de organizar porque exigem mais cuidados, mais segurança”.

Ricardo Brito, da Associação Cultural e Recreativa Amadora Proselense (ACRAP), fez um balanço “extremamente positivo” da prova, garantindo que “valeu a pena todo o trabalho e empenho”. “Algumas pessoas pensam que tudo isto é fácil de gerir. Não é fácil. Organizar uma prova já é difícil com esta questão da Covid complica ainda mais. É uma situação complicada e difícil para todos, organizadores, clubes, atletas. As dinâmicas foram quebradas e agora, com o tempo, encontraremos o caminho certo”, salientou o dirigente desportivo.

 

Bruno Silva: “Circuito duro”

 

Bruno Silva, vencedor da corrida de elites, explicou que fez “uma boa preparação desde a última prova da Taça de Portugal” e que conseguiu vencer “num circuito duro e ainda por cima debaixo de temperaturas elevadas, o que me deixa mais confiante para o que aí vem”.

E que objetivos é que tens? “Daqui para a frente é lutar pelo melhor resultado possível no Campeonato Nacional, que se disputa daqui a três semanas. É o meu primeiro ano de Elites, vou tentar fazer o melhor possível”.

 

Marco Macedo: Gerir o esforço

 

Marco Macedo (Saertex Portugal - Edaetech), primeiro classificado em master 40, destacou o calor e a importância de saber gerir o desempenho desportivo num circuito duro: “Foi uma vitória muito boa. Este muito calor, mas eu dou-me bem com isso. A pista é muito dura, com muitas subidas duras e técnicas. É uma pista muito ´abafada´ e é preciso saber gerir um quando se corre com estas temperaturas”.


 

Filipe Silva (Bilabiker´s): “O importante é o regresso das competições”

 

“É sempre bom quando corre bem e ganhamos, mas isso é o que menos interessa. O que mais interessa é o regresso das competições, trazer os nossos miúdos às provas, às competições e encontros. Isto é que são excelentes notícias e esperamos que seja para continuar”, disse Filipe Silva, responsável da equipa Sabor do Norte/Escola Ciclismo Bilabiker´s.

Como reagiram os miúdos ao regresso às competições? “Nós, Escolas de Ciclismo, temos tido um trabalho muito difícil. Tentar motivar os miúdos, fazer de tudo para que eles não se percam, tem sido um trabalho muito duro nestes meses. Mas conseguimos manter os miúdos quase todos, conseguimos trazê-los e motivá-los e agora é ver a alegria deles em marcar presença nestes encontros tão importantes”, afirmou Filipe Silva explicando que “este recomeço é um bocadinho mais difícil para eles, mas com o tempo e com as competições voltam ao normal”.

Filipe Silva salientou “o grande trabalho da Associação de Ciclismo do Minho. É um exemplo nacional das Associações porque consegue, logo que é possível, organizar encontros e provas, o que agrada aos clubes e faz falta aos atletas”.

O 22º BTT XCO - ACRAP teve o apoio da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Junta de Freguesia de Prozelo, IPDJ, Federação Portuguesa de Ciclismo, POPP Agency, Arrecadações da Quintã, Cision, Raiz Carisma - Soluções de Publicidade, Navega Rías Baixas, Bike - Tudo sobre o mundo do BTT e Cuidar Mais - Clínica Médica e Fisioterapia.

Fonte:  ACM - Associação de Ciclismo do Minho

“Grande Prémio Douro Internacional/IURI LEITÃO IMPÕE-SE AO SPRINT EM MIRANDA DO DOURO”


Iuri Leitão (Tavfer-Measindot-Mortágua) conquistou hoje a segunda etapa do Grande Prémio Douro Internacional, impondo-se ao sprint no final dos 144,7 quilómetros que uniram Carrazeda de Ansiães e Miranda do Douro. O uruguaio Maurício Moreira (Efapel) continua no topo da classificação geral.

O corredor vianense foi claramente o mais forte na luta pelo triunfo da etapa, entrando na frente nos metros finais, onde a largura da estrada beneficiava quem se colocasse primeiro em posição cimeira. Iuri Leitão passou a meta quando o cronómetro marcava 3h39m19s. Luís Gomes (Kelly-Simoldes-UDO) foi o segundo classificado e Francisco Campos (W52-FC Porto) fechou o pódio do dia.

Maurício Moreira chegou a Miranda do Douro integrado no pelotão, mantendo a primeira posição na geral individual. Com a vitória de hoje, Iuri Leitão subiu ao segundo lugar, a 25 segundos do uruguaio. O terceiro é Daniel Freitas (Rádio Popular-Boavista). O triunfo na segunda etapa rendeu ainda ao vianense o primeiro lugar na classificação por pontos.

Gonçalo Amado (Antarte-Feirense) segue no topo da lista dos trepadores, Gaspar Gonçalves (Tavfer-Measindot-Mortágua) é o primeiro nas metas volantes, Rui Vinhas (W52-FC Porto) lidera os sprints, Emanuel Duarte (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) comanda a classificação autarquias. André Domingues (Efapel) é o melhor jovem da competição e Filipe Campos (Santa Maria da Feira/Segmento D'Época/Reol) o mais bem posicionado dos corredores das equipas de clube. A Efapel junta o primeiro lugar coletivo ao individual.

A terceira jornada de competição, neste sábado, terá dois setores que se adivinham decisivos para as contas finais da corrida. Às 10h00 começa o contrarrelógio individual de 10,8 quilómetros, a disputar em Resende, local de onde, às 16h20, o pelotão parte para uma curta ligação de 66,2 quilómetros, que termina em S. João da Pesqueira, cerca das 18h15. O setor vespertino conta com um prémio de montanha a 5600 metros da meta, o que poderá incentivar a movimentações importantes.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Campeonato do Mundo de Paraciclismo dia3”


Sinais positivos dos portugueses em dia dominado pelos italianos

 

Por; José Carlos Gomes

Os cinco corredores que hoje representaram Portugal no Campeonato do Mundo de Paraciclismo, no Circuito Estoril, Cascais, tiveram desempenhos que o selecionador nacional, José Marques, considera como sinais positivos para o futuro. Luís Costa, oitavo no contrarrelógio da classe H5, foi o melhor. Em termos gerais, destaque para o desempenho dos italianos, que hoje conquistaram sete títulos mundiais.

Luís Costa foi o primeiro português a correr e foi também aquele que logrou um melhor resultado final, completando os 25,2 quilómetros do contrarrelógio de classe H5 em 40m21s, o que lhe valeu a oitava posição, a 4m20s do holandês Mitch Valize, que conquistou o título mundial uma semana depois de sagrar-se campeão da Europa.

“Em termos de performance consegui ter o rendimento que estava à espera, numa corrida que não me favorece tanto como a prova de fundo. O lugar que acabo por alcançar está dentro das expectativas que tinha à partida”, confessou o paraciclista. O selecionador nacional, José Marques, corroborou as palavras do atleta, juntando mais um dado: “Fez o possível, ficando muito perto do quinto e do sexto classificados. É sinal de que está a melhorar a sua condição física. O objetivo são os Jogos Paralímpicos e esperemos que o Luís lá chegue bastante melhor do que está agora”.

Portugal teve três paraciclistas no contrarrelógio de classe H4, também com 25,2 quilómetros. No entanto, só um terminaria a prova entre os 15 classificados no final da prova. Carlos Neves desistiu, na sequência de um capotamento. Rúben Garcia cortou a meta ao fim de 48m12s de esforço, mas foi reclassificado como H3 (grau menor de funcionalidade) e irá competir na nova classe na prova de fundo. Foi Flávio Pacheco terminou no 15.º posto, a 6m07s do vencedor, o holandês Jetze Plat, que revalidou o título com um registo de 35m27s.

“Cumpri as expectativas pessoais, numa especialidade que não é a minha. Vi agora o resultado e até fiz melhor do que esperava. Embora sendo pouco para a minha classe, estou satisfeito. A prova em linha favorece-me mais, porque o circuito é sinuoso, com algumas dificuldades e poucas partes rolantes, o que não favorece os atletas mais possantes da minha classe. Na prova em linha espero ficar no top 10”, afirmou Flávio Pacheco após o final da corrida.


João Pinto estreou-se em Campeonatos do Mundo com o 24.º posto no contrarrelógio de classe H3, cobrindo os 25,2 quilómetros em 43m20s, mais 5m21s do que o italiano Paolo Cecchetto, vencedor com 37m59s. “Foi um dia normal para a nossa equipa, tirando o percalço do Carlos Neves. O Flávio, o Rúben e o João cumpriram, e o Luís deu boas indicações”, resume José Marques.

Num dia com 14 títulos mundiais atribuídos, Itália arrebatou sete camisolas arco-íris. Os Países Baixos também tiveram uma jornada prolífica, somando cinco medalhas de ouro. Os restantes títulos foram conquistados pelo Canadá e pela Alemanha.

Ao fim de três dias de competição, Itália soma oito títulos mundiais, os Países Baixos têm cinco e a Grã-Bretanha já venceu quatro medalhas de ouro. No conjunto de todas as medalhas, já há 19 países que subiram ao pódio.

As provas de fundo começam neste sábado. Entre as 10h00 e as 12h15 realizam-se as corridas de classe B (tandem), com participação da dupla Ana Silva/Isabel Caetano na competição feminina, de 100,8 quilómetros. O período vespertino está guardado para as corridas das diferentes classes da categoria C. Às 13h30 iniciam-se as corridas das classes C4 e C5, com 92,4 quilómetros. Portugal contará com João Monteiro (C4), Hélder Maximino e Manuel Ferreira (C5). Os 67,2 quilómetros das corridas C1, C2 e C3 fecham o programa, com partida às 16h30. Estarão em liça o C1 Bernardo Vieira, o C2 Telmo Pinão e o C3 Paulo Teixeira.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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