terça-feira, 22 de setembro de 2020

“Ousadia e resiliência na estreia”


Texto: AfterTwo //works

Fotos: Helena Dias, João Fonseca e AfterTwo //works

A Sicasal Miticar Torres Vedras foi a 13ª da geral e a melhor equipa de formação na 43ª edição do "Grande Prémio Internacional de Torres Vedras" que este fim de semana levou o colorido do ciclismo às estradas do concelho.

Na já tradicional luta "David contra Golias", a equipa torriense obteve um desempenho bastante positivo perante as formações profissionais e foi mesmo um elemento da equipa da casa o primeiro grande protagonista da competição.

Com apenas 18 anos, Diogo Narciso destacou-se de todos os adversários para vencer a meta volante instalada ao quilómetro 20 na freguesia da Silveira, terra natal do melhor ciclista português de todos os tempos. Estava assim aberta a luta pela camisola branca que viria a travar com Miguel Salgueiro, ex-atleta da formação de Torres Vedras.


O elemento mais novo da equipa nunca virou a cara à luta, envolveu-se em várias fugas e ainda teve a ousadia de "espicaçar" um pelotão recheado de atletas experientes. Conquistou um 2º e 3º lugar em duas outras contagens intermédias, mas não foi o suficiente para destronar um Salgueiro mais maduro da liderança desta classificação. No seu ano de estreia, Narciso concluiu o Grande Prémio de Torres Vedras como o 22º melhor sub-23 e na 85ª posição da geral.

No final dos cerca de 290 km percorridos, Tiago Leal destacou-se como o atleta mais regular da equipa, terminando no 8º lugar da juventude e 42º da geral. Seguiram-se Francisco Guerreiro na 68ª posição (15º na juventude) e Daniel Dias em 86º (23º).


Jorge Caldeira, diretor desportivo da equipa, revelou estar "bastante satisfeito com o desempenho dos atletas. Foi uma prova de exigência elevada, não só pelo percurso bastante sinuoso, mas também pelo facto deste ter sido o último teste para as equipas profissionais que vão participar na Volta a Portugal que começa já no próximo domingo.

Os atletas estão em fase de evolução e são estas competições que os ajudam a crescer. Quero aproveitar para, em nome de toda a equipa, agradecer a todos os que nos apoiaram nestas estradas do nosso concelho."

Num evento em que o público torriense mostrou um comportamento exemplar face às restrições impostas pela atual situação sanitária, foi Frederico Figueiredo que levou para casa o "Troféu Joaquim Agostinho", símbolo de vencedor de uma prova que foi bastante disputada até ao último metro.

Fonte: Academia Joaquim Agostinho/UDO



“Campeonato Nacional de Downhill na Montanha da Penha – Guimarães”


Gonçalo Bandeira (Miranda Factory Team) e Margarida Bandeira (Montanha Clube/LouzanPark) conquistaram na Penha, Guimarães, os títulos nacionais de elite de Downhill (DHI).

Na mítica e renovada pista de Downhill da Montanha da Penha foram atribuídos os títulos de Campeões Nacionais em todos os escalões etários, numa competição promovido pela Associação de Ciclismo do Minho e pela Federação Portuguesa de Ciclismo com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães e da Irmandade da Penha, entre outras entidades.

Na mítica e renovada pista de Downhill da Montanha da Penha foram atribuídos os títulos de Campeões Nacionais em todos os escalões etários, numa competição promovido pela Associação de Ciclismo do Minho e pela Federação Portuguesa de Ciclismo com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães e da Irmandade da Penha, entre outras entidades.

Apesar de ainda ser júnior, Gonçalo Bandeira continua a dar cartas no panorama nacional do DHI. Tal como já tinha feito no arranque da Taça de Portugal, conseguiu o melhor registo absoluto, o que lhe garante o título nacional de elite. O corredor lousanense fez a descida final em 2:07.719, melhor marca do Campeonato Nacional de Downhill disputado na Penha. O elite Francisco Pardal (BlackJack Factory Racing) foi o segundo mais lesto, gastando mais 503 milésimos. A terceira posição absoluta foi conquistada por outro júnior Nuno Reis (Miranda Factory Team), a 2,363s de Bandeira.

Na classificação do escalão de juniores, Gonçalo Bandeira foi o primeiro, seguido de Nuno Reis (Miranda Factory Team) e do vimaranense João Baptista (Bike House DH Team/Guimarães).


Margarida Bandeira revalidou o título de elite feminina, com uma descida completada em 2:52.146. Ana Leite (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) foi 1,402 segundos mais lenta, quedando-se pelo estatuto de vice-campeã. A terceira classificada, a 26,326 segundos foi Ilda Pereira (Casa Myzé Team).

Marco Pinheiro, do Desportivo Jorge Antunes, sagrou-se Campeão Nacional de cadetes. O ciclista de Vizela desceu o percurso em 02:31.182, deixando na segunda posição Diogo Pereira, da Bike House DH Team/Guimarães, que gastou mais sete segundos. Diogo Cunha (Desportivo Jorge Antunes) completou o pódio ao terminar com o tempo de 02:46.967. Sara Ferreira (Maiatos) foi a atleta feminina presente na prova.

Em masters impuseram-se o master 30 Daniel Pombo, o master 40 José Sousa (Casa do Povo de Abrunheira), o master 50 José Salgueiro (MCF/XDream/Município de S. Brás) e o master 60 Rui Portela.

A Miranda Factory Team conquistou o título coletivo, seguindo-se na classificação MCF / Xdream / Município de São Brás, Desportivo Jorge Antunes e Bike House DH Team/Guimarães.

No balanço da realização do Campeonato Nacional de Downhill na Penha, José Luís Ribeiro, Presidente da Associação de Ciclismo do Minho, expressou a satisfação pelo êxito da iniciativa. “Este Campeonato coincide com o encerramento de um ciclo em que a Associação de Ciclismo do Minho conseguiu organizar os Campeonatos Nacionais em todas as vertentes do ciclismo. Estamos muitos satisfeitos e gratos a todos os que nos ajudaram nesta missão”, concluiu.

 

Roriz Mendes: “A Penha é um palco natural e com tradições no ciclismo”

Roriz Mendes, Juiz da Irmandade da Penha, comentando a escolha da Penha para o Campeonato Nacional de DownHill, disse ser “com enorme prazer e orgulho que recebemos esta iniciativa”. “A Penha é um palco natural para vários tipos de evento - com fortes tradições na área do ciclismo - e a ACM escolheu um excelente local para realizar esta prova”, referiu Roriz Mendes destacando a satisfação por tudo ter corrido bem e pelo facto dos atletas terem gostado do percurso e saírem da Penha satisfeitos”.

Aquele responsável referiu ainda que “estamos sempre recetivos a receber provas desportivas ligadas à natureza e o Downhill é um desses desportos. Temos aqui excelentes condições e uma pista muito boa para a prática desta vertente do ciclismo”.

Roriz Mendes salientou que “a realização desta importante prova mostra-nos que é possível regressar a uma nova ‘normalidade’. Temos de ter respeito e muito cuidado porque não se sabe onde está o Covid, mas também não devemos deixar de fazer as coisas. Na Penha respira-se ar puro, é um pulmão verde que em breve, esperemos, será classificado como paisagem protegida”.


 

Irmãos Bandeira duplamente satisfeitos

Gonçalo Bandeira (Miranda Factory Team) registou o melhor tempo da geral e conquistou a camisola de Campeão Nacional de Elites, apesar de pertencer ao escalão de juniores. “Sabia que tinha uma forte concorrência, principalmente, do Francisco Pardal, meu amigo e colega de treino. Fiquei muito satisfeito por ter alcançado o meu objetivo, vencendo na minha categoria e obtendo o melhor tempo da prova o que me permitiu conquistar a camisola de Campeão Nacional”, afirmou Bandeira. O atleta da Lousã reconheceu que a pista de Downhill da Penha não é muito ao seu estilo mas que partiu determinado em conquistar a vitória”. “É uma pista curta em que qualquer pequeno erro nos rouba logo dois, três segundos. De resto, é uma pista muito divertida e muito boa”, salientou o atleta.

Margarida Bandeira (Montanha Clube/LouzanPark) venceu a competição de Elites femininas, descendo a montanha da Penha cerca de um segundo mais rápido do que Ana Catarina Leite (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde). “Não estava à espera de vencer na Penha. A Ana Leite anda muito e sabia que a luta seria renhida, mas claro que estou muito contente com este”, explicou Margarida Bandeira.

Margarida Bandeira referiu ainda que “a pista da Penha é bastante bonita, um pouco curta para mim, mas muito física, de pedal e com algumas zonas técnicas. Gostei bastante. É uma boa pista para vir cá fazer uns treinos”.

 

Francisco Pardal: “Sentimento agridoce”

Francisco Pardal (Blackjack FactoryRacing) venceu a categoria de Elites, mas perdeu a camisola de Campeão Nacional para Gonçalo Bandeira e confessa que “o sentimento é agridoce. Estou feliz por ter vencido em Elites, mas frustrado porque não conseguiu segurar a camisola de Campeão Nacional, que foi para o Gonçalo”. “Na primeira manga sofri uma queda. A segunda descida foi muito boa, mas foi controlada para não cair. Penso que fiz uma boa descida, mas a verdade é que não foi suficiente para sair daqui coma camisola de Campeão Nacional”.

 

Marco Pinheiro: “Não esperava ganhar”

O vizelense Marco Pinheiro (Desportivo Jorge Antunes) confessou que “não estava à espera de ganhar e conquistar a camisola de Campeão Nacional”. “Estou bastante contente. Como sou de perto venho muitas vezes treinar. Conheço bem o terreno e sabia onde podia acelerar, apesar da pista estar diferente depois de terem feito a remodelação”, referiu o atleta concluindo que, quanto ao futuro, vai “trabalhar para evoluir ainda mais. Esta camisola serve de incentivo para não baixar os braços”.

Fonte: ACM - Associação de Ciclismo do Minho

“Um Pinto com asas de Falcão”


Texto: AfterTwo //works

Fotos: João Calado

Diogo Pinto foi o 6º mais rápido entre os juniores que na tarde do passado sábado disputaram em Castelo de Vide o campeonato nacional de contra-relógio individual.

Na romântica vila alentejana, apelidada por muitos de "Sintra do Alentejo", o jovem atleta da Academia Joaquim Agostinho / UDO vôo baixinho a uma média superior a 42 quilómetros por hora, percorrendo os 17,6 km do percurso em 26 minutos e 17 segundos.

O registo foi 26 segundos superior a Fábio Fernandes da Efapel, que venceu a prova, e apenas 2 inferior ao seu colega de equipa João Ferreira, que concluiu o desafio na 7ª posição. O 9º melhor tempo foi para Daniel Gonçalves, que assim completou o trio de "torrienses" no top-10 do evento.

Uma jornada positiva para a equipa de Torres Vedras, que teve mais 5 representações entre os cerca de 80 participantes. Diogo Sousinha foi 25º, seguido de Diogo Dias (36º), Paulo Pereira (48º), Carlos Jorge (63º) e Gonçalo Santo (68º).

No escalão de cadetes, destaque uma vez mais para Mário Hipólito que registou o melhor tempo entre os atletas da equipa de Torres Vedras. Para estes ciclistas mais jovens o percurso tinha apenas 13,8 km, distância que Mário completou em 22 minutos e 56 segundos, alcançando a 24ª posição. Miguel Malhado (42º), Rafael Andrade (54º), David Caixaria (66º), Afonso Hermenegildo (74º) e Pedro Martins (81º) foram os outros atletas "torrienses" em competição.

No domingo, que acordou com umas condições atmosféricas muito pouco românticas, foi a vez dos masters desafiarem o relógio ao longo dos 13,8 quilómetros. Passava apenas um minuto das nove da manhã quando Pedro Oliveira se lançou à estrada para disputar a classificação em M60.

O atleta de Alcobaça conquistou a 5ª posição com um registo de 24m e 38s, naquele que foi o primeiro de dois top-10 alcançado pelos atletas da Academia torriense nesta categoria. Com o tempo de 24m e 38s, Carlos Esteves concluiu na 9ª posição em M50.

Fonte: Academia Joaquim Agostinho / UDO

Ficha Técnica

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