sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

“Philippe Gilbert: «O Rui Costa sempre foi um adversário»”

Deixa elogios ao ciclista português


RECORD - O que sabe sobre o ciclismo português?

PG – Portugal é um país de ciclismo e tem tido muitos ciclistas de qualidade. O Rui Costa tem sido o melhor nos últimos anos e competi muito contra ele. É um excelente corredor, muito forte em corridas de um dia, como o mostrou, por exemplo, no Campeonato do Mundo, tal como também é muito capaz de ganhar em provas de etapas. Não se ganha três Voltas à Suíça seguidas por acaso. É muito completo.


R - O Gilbert foi campeão do Mundo em 2012 e o Rui Costa em 2013. Quando o viu vencer esse Mundial, achou que tinha ali um novo concorrente para as clássicas?

PG – Em algumas corridas, como a de Liège, o Rui Costa é sempre um concorrente. Mas há muitas clássicas em que não corremos juntos, como a Flandres ou Roubaix. Porém, na de Liège, é sempre um favorito.


R - Qual o seu conselho para os jovens, como Rui e Ivo Oliveira, que estão agora a dar o salto para o World Tour?

PG – É fácil. Trabalhem muito e não levem isto muito a sério, porque senão perdem a essência do ciclismo. Vê-se isso muito hoje em dia. Começam a ganhar corridas, pensam que estão no topo, caem e nunca mais se levantam. Ser bom é fácil. Ser melhor é apenas uma questão de mentalidade.


60 km com uma rótula partida


R - No Tour do ano passado, teve uma queda horrível a 60 km do fim, acabou a etapa e foi obrigado a desistir por ter a rótula do joelho esquerdo fraturada. Como é que foi possível pedalar até ao fim?

PG – Faltavam 60 km e não sabia que tinha uma fratura, por isso segui viagem. Pensava que era muscular ou um tendão, não sabia que era o osso a tocar. Estava apenas focado em terminar a corrida, descansar e voltar à bicicleta. Só depois de alguns testes é que se percebeu que era uma fratura e tive de desistir. O ciclismo é assim, superação! Pensava que conseguia continuar até ao fim e no dia seguinte continuar no Tour, mas era impossível.

Fonte: Record on-line

“Tóquio nunca esteve tão perto...”

Gémeos Oliveira lideram a Seleção para o Mundial de pista, com o foco no apuramento olímpico

Por: Ana Paula Marques

Nunca a presença de portugueses nos Jogos Olímpicos na vertente de pista esteve tão perto como agora. Mesmo que existam 10 mil km a separar Portugal e o Japão.

Os gémeos Ivo e Rui Oliveira vão procurar que a viagem ao país do Sol Nascente seja feita no próximo ano e para tal precisam, prova após prova, dos pontos para garantir o apuramento para Tóquio’2020. O próximo passo é no Mundial, entre dia 27 deste mês e 3 de março.

Em Pruszków, na Polónia, os irmãos que este ano chegaram ao World Tour, através da equipa da UAE Emirates, vão ser acompanhados por João Matias (Vito-Feirense-PNB) e em femininos por Maria Martins (Sopela Women’s Team), que se estreia no Mundial de elites.

"O nosso grande foco são as disciplinas olímpicas de omnium e de madison. Tentaremos obter o maior número possível de pontos, para o ranking de apuramento para os Jogos Olímpicos e para os rankings individuais", sublinhou à assessoria da Federação (FPC) o selecionador Gabriel Mendes.

Os três corredores masculinos repetem a presença no Mundial de elites, depois de no ano passado terem estado na Holanda, numa edição histórica para Portugal. Ivo Oliveira conquistou a primeira medalha nacional nesta competição, em elites, com a prata em perseguição individual.

Ao todo, Ivo e Rui Oliveira somam quase 20 medalhas desde juniores a seniores, em europeus e mundiais. O percurso dourado na pista começou em 2013.

Fonte: Record on-line

“Volta ao Algarve”

Uma festa para todos os públicos

Por: José Carlos Gomes

A 45.ª Volta ao Algarve, que vai disputar-se entre 20 e 24 de fevereiro, tem, em 2019, um programa enriquecido por diferentes eventos complementares, aos quais não faltará sequer a campeã olímpica Rosa Mota.

Já neste fim-de-semana, o Mar Shopping Algarve, recebe os dois primeiros dias da iniciativa Volta ao Algarve Kids. O parque exterior da superfície comercial será transformado numa pista adaptada aos ciclistas mais pequenos, embora com toda a envolvência da Volta ao Algarve. Será uma oportunidade de divertimento para as crianças, acompanhada por técnicos da Federação Portuguesa de Ciclismo, que ajudarão às primeiras pedaladas de quem estiver a iniciar-se.

A Volta ao Algarve Kids vai funcionar no Mar Shopping Algarve nos dias 16, 17, 23 e 24 de fevereiro, entre as 11h00 e as 18h00. A entrada é gratuita. No dia 20 de fevereiro, a pista da Volta ao Algarve Kids será instalada na zona Ribeirinha de Portimão, local de onde partirá, nesse dia, a primeira etapa da Volta ao Algarve.

Entretanto, o Mar Shooping acolhe, desde o dia 14 e até ao final do mês, a exposição fotográfica “A Volta ao Algarve e o Território”, com imagens colhidas por João Fonseca, que também irá expor algumas fotografias em Lagoa, de 19 de fevereiro a 19 de março.

Uma estreia no programa do evento mais internacional do ciclismo português é a Volta ao Algarve Feminina. É um passeio exclusivamente para mulheres, que vai realizar-se em Albufeira, às 9h30 de dia 23. A inscrição é gratuita e tem de ser feita na página da Federação Portuguesa de Ciclismo na Internet.

Conhecida pelos feitos ímpares no atletismo, a campeã olímpica Rosa Mota vai juntar-se ao pelotão com mais de meia centena de mulheres e vai pedalar ao longo dos 13 quilómetros da Volta ao Algarve Feminina, uma iniciativa que visa incentivar a prática de atividade física por parte da população feminina.

O maior dos eventos complementares da Volta ao Algarve é o Algarve Granfondo Cofidis, que vai realizar-se no dia 24 de fevereiro, a partir das 9h30, em Loulé. Estão inscritos 845 ciclistas, dos quais 743 já têm a participação confirmada. São participantes oriundos de 14 países: Alemanha, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos da América, França, Holanda, Irlanda, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa e Rússia.

O Algarve Granfondo Cofidis oferece dois percursos distintos, o Granfondo, com 110 quilómetros e 2200 metros de acumulado de subida, e o Mediofondo, com 60 quilómetros e um acumulado de 1100 metros. As inscrições fecham no dia 21 de fevereiro.

Também no dia 24, está marcada para Faro uma demonstração de paraciclismo para cegos, imediatamente antes do início da quinta etapa da Volta ao Algarve. 

Fonte: FPC

Ficha Técnica

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